Como o Spotify converte usuário em assinante

Em junho de 2016, Daniel Ek anunciava a marca de 100 milhões de usuários do Spotify, serviço de streaming de música fundado em 2008. O que significa que em um ano, 40 milhões de novas pessoas estão usufruindo ativamente da plataforma.

Com esse acréscimo, o Spotify atinge um número total de 140 milhões de usuários ativos do serviço, o que representa um aumento de 40%. Desse total, mais de 50 milhões estão entre os assinantes que pagam mensalmente pelo serviço – números atualizados pela última vez em março de 2017.

Taxa de conversão

Apesar do crescimento, não houve uma divulgação sobre o número de novos clientes pagantes do serviço. De acordo com a MBW (Music Business Worldwide), em 2015 (quando tinha 89 milhões de usuários) a taxa de conversão do serviço batia a marca de 31,5%.

Sendo assim, se essa taxa ficasse estagnada, ao atingir os 100 milhões de usuários, 31,5 milhões seria o número de pessoas que pagavam pelo acesso premium do streaming em 2016.

Levando em consideração o atual número de usuários (140 milhões) e os últimos dados divulgados sobre clientes pagantes (50 milhões), essa taxa de conversão cresceu para 35,7% .

Mas, ainda de acordo com a análise do MBW, que leva em consideração a taxa típica de crescimento do serviço, o Spotify deve ter, hoje, algo em torno de 55 milhões de clientes pagantes – o que representaria uma taxa de conversão de 39,3%.

Número de usuários

O acréscimo de 40 milhões de novos usuários ativos no último ano mostra que, por mês, o Spotify colocou por volta de 3,3 milhões de novos usuários nesse período. De junho de 2015 a 2016, esse número ficava em torno de 1,8 milhões.

Como o Spotify converte usuários em cliente não é uma receita pronta, mas é fácil observar o movimento que eles propõem até que isso aconteça: entregam acesso a músicas e facilidades que o YouTube ainda não entrega, têm um ótimo custo benefício e ainda cobram por assinatura que, sem dúvida, traz comodidade e facilidade para cliente.

Os estágios pelos quais o usuário passa são mais ou menos estes:

  • Use gratuitamente – só que ouvindo publicidade (A receita de anunciantes aumentou em 50,3%  em 2016 então eles meio que ‘já ganham’ com isso);
  • Assine por 3 meses a R$ 1,99 – a fase de testes onde o usuário decide se dá para continuar como acesso limitado ou se quer aumentar o leque de possibilidades;
  • Pronto, agora você já sabe se vale a pena, vire um assinante! – se o usuário não cancelar, o valor normal será cobrado via recorrência nos próximos meses.

Se converter, converteu. Caso contrário, o usuário ainda não está pronto para ser um assinante. Quando ele enxergar esse valor e os benefícios de pagar pelo uso, é quando converterá de usuário para cliente e… dá-lhe, Spotify!

* O site MBW foi usado como referência para os dados esboçados no texto

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Jornalista interessada em economia, política e negócios. Entusiasta do marketing digital, inbound marketing e redes sociais.

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