Recorrência é a nova palavra-chave do mundo dos negócios, graças ao sucesso de empresas que nunca param de vender e faturar.

O segredo está no modelo comercial de assinaturas, planos e mensalidades, que gera receita recorrente e fideliza clientes em longo prazo.

Com essa estratégia, empresas como Netflix, Spotify e Salesforce dominaram seus segmentos e abriram caminho para uma revolução no mercado.

Hoje, a economia da recorrência é um fenômeno global que ajuda empresas a crescerem de forma sustentável e alcançarem a escalabilidade.

Tudo o que você precisa saber para adotar esse modelo de negócio está resumido neste guia:

Leia com atenção e pegue carona nessa tendência para faturar mais e sempre.

O que é recorrência?

A recorrência é o modelo de negócio no qual o cliente paga por um período contínuo para ter acesso a um determinado produto ou serviço, por meio de planos, assinaturas ou mensalidades.

Dessa forma, podemos dizer que toda compra feita com frequência e a partir de um contrato de longo prazo é uma compra recorrente.

Se você ainda não identificou a recorrência no seu dia a dia, basta pensar um pouco nos seus gastos de débito em conta e na sua fatura de cartão de crédito.

Você assina algum streaming de vídeo, como a Netflix? E streamings de música, como o Spotify? 

Seu celular é pós-pago e a conta é debitada automaticamente todos os meses? E sua conta de luz, seu IPTU e a conta de água?

E na academia? Você assina ou já assinou um plano semestral para ter descontos na mensalidade?

Com esses exemplos, fica claro que a recorrência já está presente em várias áreas da nossa vida, facilitando nossa rotina com acesso contínuo a produtos e serviços. 

Por isso, todo pagamento automático e regular de um plano, mensalidade ou assinatura faz parte da chamada economia da recorrência.

E essa não é uma ideia nova, já que as assinaturas de jornais e revistas existem há muito tempo, por exemplo.

O que muda é a forma de aplicar esse modelo comercial na era digital, com todos os recursos de pagamento automático e a possibilidade de transformar qualquer produto ou serviço com demanda contínua em um negócio recorrente.
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O que é economia da recorrência?

A economia da recorrência (subscription economy) é o novo mercado global que nasceu a partir das vendas recorrentes desde os anos 2000. 

O termo foi usado pela primeira vez pela empresa Zuora, que hoje é referência no mercado das vendas recorrentes nos EUA. 

A Netflix, que já usamos como exemplo, foi uma das empresas icônicas que puxou essa tendência no mundo todo, após acabar com as locadoras com seu modelo de negócio de streaming por assinatura. 

Outros nomes fortes no mercado são Salesforce, Netflix, Spotify, Sem Parar, Zendesk, Mailchimp, Zuora e SmartFit. 

Uma das principais mudanças que a recorrência traz é a transformação de produtos em serviços, ou seja, a comercialização do acesso em vez da propriedade – daí o termo “economia do acesso”. 

Logo, é uma verdadeira revolução nas relações comerciais que atende ao novo perfil de consumidor da era digital, que valoriza muito mais o acesso a produtos e serviços do que a posse em si. 

Para que um negócio seja considerado recorrente, ele deve atender aos seguintes princípios:

  • Simplicidade na adesão e no cancelamento
  • Precificação baseada em consumo, tabelas ou ranges
  • Serviços transparentes (sem “contratos leoninos”)
  • Serviços e produtos “as a service” (direitos de acesso e não propriedade)
  • Conveniência, comodidade e utilidade.

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Confira uma breve retrospectiva para entender como chegamos à economia da recorrência:

  • Nos anos 70, as estratégias de vendas tinham foco total no produto, pois ainda não havia tanta competitividade e, muitas vezes, a demanda superava a oferta
  • Nos anos 90, as grandes empresas começaram a pensar também no serviço além do produto, pois a concorrência aumentou e o consumidor começou a escolher entre diferentes marcas, pensando na experiência de compra
  • Nos anos 2000, produto e serviço já não eram mais o foco do mercado, pois o cliente se tornou o centro das atenções (lembra daquela frase “o cliente tem sempre razão”?), inaugurando a era do “clientecentrismo” (customer-centric)
  • Na década de 2010, surgiu a “economia do acesso”, muitas vezes usada como sinônimo de economia da recorrência, que substitui a ideia de propriedade de bens físicos pela ideia de acesso a bens e serviços pela internet (assinatura)
  • Agora, na década de 2020, tivemos mais uma mudança: as empresas passaram a priorizar o relacionamento com os clientes na recorrência. Isso significa que não basta mais atrair consumidores, é preciso conquistar verdadeiros fãs

Hoje, a recorrência está presente nos mais diversos segmentos e se tornou um dos modelos de negócio mais rentáveis do mercado, graças à geração de receita recorrente e fidelização de clientes. 

De acordo com o relatório Subscription Index, publicado em março de 2021 pela Zuora, as empresas com receita recorrente cresceram 6 vezes mais do que as maiores empresas listadas nas bolsas dos EUA nos últimos 9 anos.

Esse número é parecido com o encontrado pela Vindi em pesquisa inédita sobre o mercado brasileiro de assinaturas.

Das empresas que utilizam a Vindi, aquelas que trabalham com modelo de recorrência cresceram seu volume de vendas em 65% de 2019 para 2020. 

Já as empresas mais tradicionais, que não recebem os pagamentos de seus clientes por meio de assinaturas, cresceram somente 28%

Vale lembrar o papel importantíssimo que o mercado SaaS (Software as a Service, ou Software como Serviço) teve no início dos anos 2000 para a popularização do modelo da recorrência. 

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Quais negócios podem adotar a recorrência?

Basicamente, toda e qualquer empresa que venda um produto ou serviço com frequência pode – e deve – ser recorrente. 

Não apenas pela natureza do negócio, mas pelas vantagens a longo prazo que a recorrência oferece.

Provavelmente, você já viu em algum filme ou série (ou escutou de algum parente que viveu naquela época) sobre o caminhão do leite, que entregava de porta em porta. 

Ou sobre o jornaleiro que passava nas casas deixando o jornal todos os dias.

Essa é a prova de que a recorrência existe há muito tempo, mas só agora foi estendida a qualquer produto ou serviço com demanda contínua.

Aqui na Vindi, nós já vimos muitas empresas recorrentes nascerem e crescerem em diferentes segmentos, como seguradoras, clínicas de estética, academias, portais de conteúdo e clube de assinaturas que vendem desde ovos até lâminas de barbear.

Enquanto isso, gigantes tradicionais do mercado também veem, na recorrência, uma oportunidade de continuarem crescendo com sustentabilidade e escalabilidade.

Para começar a vender na recorrência, basta ter um produto ou serviço oferecido de forma contínua que possa ser comercializado por meio de planos, assinaturas ou mensalidades.

Obviamente, ficam de fora apenas as lojas de bens duráveis como eletrodomésticos, por exemplo, que são comprados poucas vezes na vida. 

Exemplos de negócios que podem ser recorrentes

Veja alguns exemplos de modelos de negócio que podem aproveitar a recorrência:

  • Academias que oferecem planos e assinaturas
  • Escolas, universidades e cursos que cobram mensalidades dos alunos
  • Lojas de produtos de consumo recorrente que podem ser vendidos em boxes e kits por assinatura, no formato dos clubes de assinatura
  • Empresas SaaS que comercializam o acesso a softwares e apps por meio de planos e assinaturas
  • Estacionamentos que trabalham com mensalistas
  • Seguros e planos de saúde que cobram mensalmente
  • Plataformas de conteúdo que oferecem acesso total ou parcial por assinatura e clubes VIP para membros
  • Clínicas de estética e salões de beleza que vendem pacotes de serviços e tratamentos por assinatura
  • Comércios que vendem produtos de uso contínuo que podem ser assinados, como rações em um pet shop e medicamentos em uma farmácia.

Veja também alguns exemplos de empresas que usam a recorrência e você nem imaginava

Exemplos de cases recorrentes

Não faltam cases de sucesso para mostrar o crescimento da economia da recorrência no Brasil e no mundo.

Um exemplo é a Adobe, que sempre foi conhecida por vender seus CD’s com softwares e suas caixinhas com programas para profissionais criativos. 

Hoje, a empresa – que já era recorrente na entrega do serviço – se reinventou e vende assinaturas de todo o seu pacote para quem quiser adquirir. 

Sem complicações, sem letras pequenas, com renovação automática e planos acessíveis.

Outro exemplo disso é a Globo, a maior emissora de televisão aberta no país. 

Com o GloboPlay, braço de inovação criado para materializar uma entrega que já era recorrente, a Globo entrou no mundo do streaming e já tem sua fatia no mercado. 

Afinal de contas, tem coisa mais recorrente do que uma novela?

A Fender também ilustra bastante esse cenário, desde que abriu assinaturas para quem quer aprender a tocar guitarra. 

Com cursos online de ótima qualidade, a empresa que só vendia guitarras se reinventou. 

Já a Gibson, sua principal concorrente, não seguiu o mesmo caminho e encerrou suas atividades.

No segmento dos clubes de assinatura, a Leiturinha é uma das empresas mais bem sucedidas com seus livros infantis temáticos. 

Além disso, também encontramos clubes de vinhos, cerveja, produtos especiais para quem tem alergia, cosméticos e por aí vai – confira também nosso ebook gratuito com dicas para escalar um clube de assinatura

No segmento SaaS, podemos citar uma das empresas pioneiras do segmento, a Salesforce, que oferece uma plataforma completa de CRM (Customer Relationship Management ou Gestão de Relacionamento com o cliente). 

Se para as empresas de software a recorrência é uma forma de manter a receita “em casa”, para o varejo (on e off) esse modelo é uma forma de aumentar o faturamento.

Grandes marcas vêm adotando modelos de assinatura como estratégias adicionais às vendas tradicionais, tais como Amazon e Americanas.com.

Além das grandes marcas, pequenas e médias empresas têm visto a oportunidade de escalar vendendo produtos e serviços por assinatura explorando bem as necessidades, interesses e desejos de clientes que buscam por experiência.

Pagamento recorrente x venda parcelada

É importante entender a diferença entre o parcelamento e recorrência para atuar nesse mercado. 

Isso porque a venda parcelada corresponde a uma venda única, paga em prestações pelo cliente, enquanto a cobrança recorrente é uma contratação atrelada a entregas e renovações periódicas.

Por exemplo, no caso dos clubes de assinaturas – expoentes do modelo de cobrança recorrente -, o cliente paga um valor mensalmente e recebe, todo mês, uma caixa de produtos selecionados para seu perfil. 

Ou seja, ele está pagando e ainda recebendo algo, ao contrário de uma compra de um produto único parcelada no cartão de crédito.

Em alguns casos, a venda parcelada pode também comprometer o limite do cartão do cliente com o valor total da venda, o que não ocorre com a recorrência, onde é necessário que o cliente tenha apenas o valor da mensalidade disponível.

Em suma, as empresas usam a cobrança recorrente porque o modelo é exigido pelo formato da atividade comercial que prestam.

E, adicionalmente, ela oferece vantagens e praticidade tanto para quem vende quanto para quem compra dessa forma. 

Vantagens da economia da recorrência

A recorrência é o modelo de pagamentos que mais pode entregar escalabilidade e crescimento sustentável para o seu negócio.

Confira as principais vantagens de entrar para esse mercado:

1. Automação de pagamentos

A automação do processo de pagamentos e de cobrança é muito importante para reduzir erros manuais que são comuns para muitas empresas.

Com uma plataforma de gerenciamento de pagamentos é possível fazer a total gestão das suas cobranças, de forma automática. 

E o melhor, administrar suas cobranças recorrentes de forma ainda mais fácil. 

Assim, sua equipe financeira terá mais liberdade para manter o foco no que é prioridade.

Dessa forma, é possível agilizar muito a rotina dos negócios, além de facilitar a experiência do cliente.

2. Segurança nas transações

Se o gerenciamento de pagamentos é feito automaticamente por uma plataforma que cuida deste processo, você tem menos erros, certo?

E se você tem menos erros nas cobranças, tem mais segurança tanto para a sua empresa, quanto para o seu cliente. 

Além disso, um processo manual não tem a segurança PCI Compliance, por exemplo.

Portanto, a recorrência é o modelo de pagamento e de negócio mais seguro quando o assunto é saúde financeira, já que te dá a possibilidade de ter recursos de antifraude, personalização de checkout de pagamento e remodelagem para checkout transparente e dados criptografados nas transações.

Lembrando que é fundamental combater a fraude nos negócios da recorrência para preservar a saúde financeira

3. Cobranças automáticas

Toda empresa sofre com clientes inadimplentes, que deixam de pagar carnês, boletos e faturas, não é mesmo? 

Seja por esquecimento ou má fé, em todos os segmentos, vemos empreendedores relatando esse desafio.

Mas, sabia que isso é menos comum com os negócios recorrentes?

Isso porque, com a recorrência, as cobranças são feitas automaticamente e renovadas periodicamente, até que o cliente decida cancelar sua assinatura, plano ou mensalidade.

Para isso, temos um grande aliado da recorrência: o cartão de crédito.

Cobrando de forma recorrente pelo cartão de crédito, você não utiliza o limite total do cartão do seu cliente, já que recorrência é diferente de parcelamento.

No primeiro caso, é necessário apenas que seu cliente tenha o valor da mensalidade no limite. 

Já no segundo, o limite total da venda é retirado do cartão do seu cliente e volta aos poucos, conforme o pagamento das faturas.

Por exemplo: se você vende um plano de academia que custa R$ 70,00 por mês e tem validade de 12 meses, seu cliente só precisa ter R$ 70,00 por mês de limite

Com uma venda de plano parcelada, ele precisaria de R$ 840,00 disponíveis logo na primeira mensalidade.

Portanto, a recorrência é uma excelente relação custo-benefício para seu cliente, além de continuar garantindo o seu faturamento mensal. 

É no processo inverso ao parcelamento que uma empresa recorrente ganha a fidelização de um cliente.

4. Facilidade de mensuração

Ao usar uma plataforma de gerenciamento de pagamentos como a da Vindi, é possível extrair relatórios completos da saúde financeira da empresa.

Além disso, você tem visibilidade dos clientes que entram e cancelam, quanto tempo ficam, quais são as métricas de controle de MRR (Receita Mensal Recorrente) e ARR (Receita Anual Recorrente), por exemplo.

Com esses dados, fica muito mais fácil mensurar onde estão gastos que podem ser cortados e investimentos que podem ser feitos.

5. Previsibilidade de receita

Basicamente, a recorrência é o modelo que mais dá uma previsão ao empreendedor de quanto ele receberá nos próximos meses.

Dependendo da quantidade de planos que você oferecer, é possível saber até quanto será o faturamento anual da sua empresa, com dados muito mais reais do que em empresas que utilizam outras formas tradicionais de cobrança.

Por exemplo, se você vende seu plano anual de academia com 10% de desconto e tem muitas aquisições, é possível calcular quanto receberá pelos próximos 12 meses desses clientes que estão entrando.

Portanto, seu maior desafio é o de garantir que ele tenha uma experiência encantadora e continue renovando todos os anos com o seu negócio.

6. Redução de inadimplência

Junto com os clientes que deixam de pagar as contas, que compartilhamos na terceira dica, vem a inadimplência. 

E sabemos que cobrar clientes inadimplentes manualmente é uma situação bem desconfortável para ambas as partes.

Mas, assim como a recorrência tem como vantagem o pagamento automático, ela também possibilita a cobrança automática, por meio de uma plataforma que consiga garantir essa operação com segurança.

Além disso, aqui na Vindi, nós investimos em funcionalidades que reduzem significativamente as taxas de inadimplência.

A Retentativa Inteligente de Saldo, por exemplo, faz cobranças automáticas e personalizadas quando a transação é rejeitada.

As condições são definidas de acordo com a análise de dados históricos e de comportamentos observados nas transações.

E, se o seu cliente trocou de cartão recentemente e esqueceu de trocar os dados, o Renova Vindi consegue puxar essas informações automaticamente, em contato com o banco.

Da mesma forma, se nenhuma dessas opções funcionar, o link com a fatura em aberto vai automaticamente para o e-mail cadastrado e por SMS, sem que você precise ligar ou enviar uma carta, nos moldes tradicionais.

7. Maior controle de estoque

Se você vende produtos, sejam eles perecíveis ou não, é fundamental que tenha controle de estoque para reduzir custos e garantir a disponibilidade dos itens.

E essa é outra vantagem da recorrência, já que você tem previsibilidade de quantos desses produtos serão despachados mensalmente, de acordo com a entrada das assinaturas.

Dessa forma, você sabe quando comprar mais, entende quais são os produtos campeões de vendas e consegue pensar em promoções para os que estão “empacados” durante algum tempo.

8. Possibilidade de inovação

Tanto os negócios físicos quanto os virtuais têm possibilidade de inovar com a ajuda da recorrência e de acordo com o seu segmento.

Ainda mais hoje, muitas empresas estão se reinventando e remodelando o próprio modelo de negócio para vender online. 

Essa é uma oportunidade única para que um empreendedor avalie se o produto ou serviço oferecido pode ser recorrente.

Portanto, sabendo quanto você ganhará pelos próximos meses, cobrando automaticamente, controlando seu estoque e otimizando sua equipe, fica mais fácil pensar no seu público-alvo e em como se destacar no meio da concorrência.

9. Aumento do valor agregado do produto

A recorrência também possibilita que você pense em promoções, upgrades gratuitos, programas de recompensas e outras vantagens para reter e fidelizar seus clientes.

Dessa forma, esses são alguns exemplos que podem aumentar o valor agregado do produto ou serviço vendido.

10. Crescimento sustentável

Com todas essas vantagens, certamente a que mais completa a lista da recorrência é a do crescimento sustentável. 

Todo empreendedor quer que seu negócio cresça, tenha lucro todos os meses, gere empregos e faça a diferença no mundo, não é mesmo?

Se hoje você tem 100 clientes e, no mês seguinte, consegue mais 20, passa a ter 120 clientes. 

Isso é o oposto do que acontece com as vendas pontuais, por exemplo, onde um cliente faz uma compra avulsa e você fica torcendo para que ele volte.

Com o crescimento sustentável, vem a escalabilidade (crescimento exponencial), que é possível graças à eficiência operacional e padronização de processos dos negócios recorrentes.

Tipos de cobrança recorrente

Veja alguns exemplos de cobranças naturalmente recorrentes, ou seja, que já têm essa característica intrínseca ao seu modo de funcionamento:

  • Mensalidades: escolas, academias de ginástica, cursos (online e presenciais), estacionamentos, doações
  • Planos: seguros, planos de saúde e odontológico, plano veterinário e etc
  • Assinaturas: revistas, jornais, plataformas de streaming, clubes de assinaturas de produtos de nicho
  • Contratos de serviços: softwares, consultorias, clínicas de estética, advogados, dentre outros.

Além disso, existem diferentes tipos de assinaturas:

  • Assinatura tradicional: é aquela que precisa pagar antes de usar. E-commerces e serviços com entrega de conteúdo, por exemplo, precisam cobrar antes de liberar o produto
  • Assinatura configurável: o cliente escolhe como e o que virá na assinatura dele, montando um combo de produtos/serviços numa assinatura personalizada 
  • Assinatura com plano fixo e serviços avulsos: o serviço oferece uma assinatura padrão e a possibilidade de incluir na cobrança serviços e produtos avulsos como itens recorrentes (modelo de empresas de telefonia).

Desafios do modelo recorrente 

Alguns não captaram que existe uma regra básica para o negócio da recorrência: entender o próprio modelo

Se o serviço é tecnologia, o empreendedor deve entender que o negócio passa a ser “Assinatura de Tecnologia”.

Isso vai exigir muito esforço no Produto (serviço), que é na verdade o grande motivo da manutenção desses clientes, que passam a ser tratados como “Assinantes” (subscribers), no billing, que é crítico para a maioria das empresas e no software de gestão desses clientes.

Será um desafio oferecer um serviço de alta qualidade, já que esse é o principal motivador do assinante para manter-se dentro do serviço.

Em outras palavras, o suor que era gasto para se conquistar um cliente novo, ou reconquistar um cliente perdido, deve ser direcionado a atender melhor os clientes da base.

O legal é que o modelo oferece essa chance de proximidade com o cliente para entender o que ele quer, precisa e exige ao virar um assinante.

Você só precisa saber explorar bem seus canais de comunicação com ele.

Entendendo isso, melhora o produto/serviço não só para os clientes já conquistados, mas também para os que você quer conquistar.

Em qualidade, atendimento e entrega, a Netflix, que é sempre citada nesse modelo, tem um streaming de igual qualidade ou até superior ao Youtube, e vem escalando cada vez mais porque entendeu o que o cliente quer. 

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Case Cheftime: exemplo de sucesso na recorrência

Durante o evento Recorrência, gravamos várias edições especiais do podcast Dentro do Ringue.

Uma das convidadas a subir na arena foi a Daniella Mello, CEO da Cheftime.

Ela nos contou um pouco mais sobre a transformação digital omnichannel de ir do e-commerce para a gôndola.

Basicamente, o Cheftime é um clube de assinatura para quem busca comer comida de verdade, mas não tem tempo para cozinhar.

Você escolhe qual plano se encaixa no seu dia a dia a partir de critérios como número de pessoas e quantidade de receitas recebidas por semana. 

As receitas são as mais variadas possíveis, desde low carb, vegetariana, dia a dia, até algo mais elaborado para um jantar romântico, por exemplo.

Depois de assinar, você recebe todos os ingredientes no conforto da sua casa e realiza todo o preparo com o auxílio de um tutorial. Um verdadeiro Masterchef!

Nos dias atuais, é comum vermos o offline indo para o online. Grandes lojas abrindo seu e-commerce e aumentando seu faturamento.

Já com o Cheftime foi diferente.

Mesmo já tendo seu clube de assinatura, a marca resolveu investir no mundo físico também e passou a vender seus produtos nas gôndolas do Grupo Pão de Açúcar, a aposta é investir no omnichannel.

Daniella conta isso e muito mais no podcast abaixo:

https://podcast.vindi.com.br/transformacao-digital/

Como implementar a recorrência no seu negócio 

Se você quer implementar a recorrência na sua empresa, é importante seguir alguns passos para adaptar o modelo de negócio.

Confira. 

Verifique se seus produtos/serviços têm demanda recorrente

Para operar um negócio com cobrança recorrente, você precisa, em primeiro lugar, executar uma atividade comercial que se configure como recorrente.

É importante que o produto ou serviço comercializado tenha demanda contínua no mercado e seja consumido com frequência.

Além disso, os consumidores devem ver vantagens em adquirir planos e assinaturas em vez de simplesmente comprar os itens avulsos.

Escolha um dos modelos de precificação

Existem diferentes modelos de precificação para negócios que atuam na economia da recorrência.

Estes são os principais:

  • Precificação fixa: é um preço único definido para mensalidades, planos e assinaturas, muito comum na área da educação, estacionamentos e condomínios
  • Precificação por camadas: é um modelo que oferece diferentes opções de planos aos clientes, que vão desde o básico e intermediário até o mais premium. É muito usado por academias, empresas SaaS e clubes de assinatura
  • Precificação por consumo: o preço é definido de acordo com o consumo do cliente, como ocorre nos serviços de telefonia, internet e luz
  • Freemium: é o modelo que permite que o usuário utilize uma versão gratuita do produto ou serviço por um período limitado, para depois iniciar a cobrança. É o caso de serviços de streaming como Spotify.

Utilize um software de gestão de pagamentos

Contratar uma plataforma de gestão de pagamentos e cobranças recorrentes é um passo fundamental para ter sucesso na recorrência.

Nesse sistema, você deverá definir a frequência das cobranças e o que o cliente estará adquirindo a partir delas. 

Além disso, você pode elaborar diferentes faixas de valores de planos, mensalidades ou assinaturas, relativas a diferentes níveis ou quantidade de produtos ou serviços.

Planeje a cobrança recorrente

Depois de escolher um sistema adequado para o seu negócio, você deverá planejar a cobrança recorrente a partir dos seguintes pontos:

  • Os meios de pagamento que irá aceitar (Ex: cartão de crédito e débito, boleto bancário, link de pagamento, etc.)
  • Por qual meio enviará as cobranças aos clientes
  • Políticas de descontos, multas, juros e cancelamentos
  • Como ter uma visão estratégica das principais métricas das suas vendas, para guiar ações comerciais.

Deu para perceber que, para ter eficiência em todos esses pontos, não dá pra contar só com uma planilha do Excel, né? 

Por que automatizar a cobrança recorrente da minha empresa com a Vindi?

A cobrança recorrente acontece a partir do momento em que determinado cliente paga com periodicidade uma mesma empresa.

Tal cobrança pode ser manual ou automatizada, a depender do nível de desenvolvimento do negócio. 

Imagine que, por exemplo, você, como cliente de uma academia, precisasse, todo mês, sacar dinheiro para pagar sua mensalidade, ou mesmo, a cada vencimento, ter que passar no balcão da academia para passar o cartão.

É possível? Sim. Porém, nesse ponto, é importante pensar não só individualmente, mas, sim, na cobrança de centenas ou até milhares de alunos ou clientes.

Assim, a cobrança manual torna-se, muitas vezes, impraticável para os alunos e funcionários, além de nada escalável para a academia.

O aluno poderia até mesmo esquecer uma vez ou outra de pagar, ou não estar presente no dia do vencimento. 

Quem nunca passou por isso?

Dessa forma, a partir do momento em que se pensa em crescimento de grandes negócios, entra a necessidade de usar uma ferramenta de automação de cobranças. 

Essa ferramenta, sobretudo, tem o papel de gerar cobranças automáticas e permitir maior controle de inadimplência.

Ou seja, ela deve disponibilizar recursos para visualização de pagamentos pendentes e funcionalidades de recuperação de inadimplência.

Assim, de forma geral, podemos afirmar que todas as empresas que precisam de escalabilidade, controle financeiro, redução de inadimplência e mais tecnologia para cobranças inteligentes, devem usar a automação oferecida por uma plataforma de cobrança recorrente.

Como criar uma cobrança recorrente na Vindi em 4 passos

A Vindi possui uma plataforma completa para você receber seus pagamentos e ter maior organização financeira.

A plataforma se comunica com o banco e a operadora do cartão do seu cliente e cobra automaticamente na data de vencimento da mensalidade.

E ainda é possível construir a infraestrutura que você deseja com a API de pagamento mais robusta do país.

Agora, vamos ao passo a passo da criação de uma cobrança recorrente na plataforma da Vindi!

1. Crie um produto

Na página de configurações, dentro da plataforma Vindi, nossos usuários têm acesso a todas as ferramentas necessárias para fazer uma venda

Um primeiro passo é criar o seu produto. Ele não necessariamente é algo material, pois a função da categoria “produto” na plataforma é definir qual valor será cobrado em um plano. 

Assim, cada variação de valor representa um produto específico. 

Por exemplo, um clube de assinaturas de vinho pode ter um produto “Box vinho tinto 750ml” e outro “Box vinho branco 750ml”.

Já uma escola de inglês pode ter produtos como “Mensalidade das aulas”, “Taxa de matrícula”, “Aula extra particular”, etc.

Você pode dar o nome que quiser a esses produtos e identificá-los na venda. Nessa etapa, você também irá configurar o modelo de precificação e o valor que será cobrado para cada produto. 

A plataforma Vindi suporta 5 configurações diferentes de cálculo para precificar produtos, envolvendo preços fixos e variáveis.

2. Crie um plano

O item “Plano” define com que frequência suas assinaturas serão vendidas, renovadas e faturadas.

Por exemplo, uma academia pode possuir um “Plano Mensal” que é renovado automaticamente todo mês. 

Nesse momento, então, você definirá a periodicidade e o ciclo que o sistema deverá seguir para realizar a cobrança recorrente, como, por exemplo, cobrar a cada 1 mês por 12 vezes.

Você também poderá configurar nessa etapa as datas ou janelas que o cliente será cobrado. 

Por exemplo, em caso de pagamento via boleto, esta data significa quando o seu cliente receberá o boleto, e, no caso do cartão, quando o sistema irá realizar a cobrança no cartão.

3. Cadastre seus clientes

Neste passo, você irá inserir os dados do seu cliente.

Aqui não entra nenhum dado bancário, somente informações básicas.

Você pode ir cadastrando-os aos poucos e conforme as vendas forem ocorrendo. Ou utilizar a funcionalidade de Importação em Massa

Cadastre informações como nome, e-mail, endereço e número do documento do cliente.

Futuramente, com suas vendas em operação, nessa área de clientes, você poderá visualizar também qual o status de cada cliente: ativo, inativo, inadimplente e etc.

Depois desse passo, você poderá gerar um Perfil de Pagamento para o cliente na plataforma, e informar os dados de cartão ou, ainda, emitir boletos bancários para ele. 

4. Venda mais e sempre!

Após esses passos realizados, quando você vender uma assinatura, apenas precisará seguir estes passos e atribuir ao cliente:

  • Data de início da assinatura
  • Método de pagamento que você cadastrou com ele
  • Qual o plano escolhido.

E pronto! Venda feita.

A plataforma irá seguir as configurações de frequência, datas e meios de pagamento para realizar as cobranças recorrentes ao cliente, até o final do ciclo contratado.

As cobranças serão lançadas na fatura do cartão dele, a cada período.

Ou, no caso do boleto, serão enviadas periodicamente para o e-mail já cadastrado no perfil. 

Muito prático, né?

O que mais a plataforma de cobrança recorrente da Vindi oferece?

A Vindi tem a missão de ajudar os negócios não só a enviarem cobranças, mas também a terem maior controle sobre os recebíveis e recuperarem inadimplência.

Na plataforma, você também contará com relatórios de vendas e com ferramentas extras para recuperar pagamentos não realizados. 

Conheça algumas delas:

Régua de cobrança

A régua de cobrança se trata de um recurso para estabelecer uma frequência de comunicação automatizada com o cliente sobre as cobranças por boleto.

Você pode avisá-lo da aproximação de data de pagamento do boleto ou de um pagamento não realizado, por exemplo. 

As notificações estão disponíveis por e-mail ou SMS, e basta estabelecer mensagens padrão e a frequência de envio para que a plataforma automatize isso para você.

Pode resultar em muitas horas de trabalho poupadas e recebimentos em dia!

Recuperação de cartões vencidos ou sem limite

Quando o pagamento é por cartão, as cobranças podem ser recusadas quando o cartão cadastrado expira ou quando falta limite no cartão. 

Dessa forma, a plataforma da Vindi tem duas ferramentas que ajudam a atualizar automaticamente dados de cartões reemitidos e fazer retentativas simples de cobrança ao longo dos dias seguintes à recusa do sistema.

Lembrando que essas ferramentas já recuperaram mais de R$ 80 milhões em vendas para nossos diversos clientes.

E você, ficou inspirado para investir na recorrência?

Confira tudo o que a Vindi tem a oferecer para facilitar sua jornada nesse mercado.