O e-commerce brasileiro faturou R$235,5 bilhões em 2025 — alta de 15,3% em relação a 2024, com 438,9 milhões de pedidos e 94,2 milhões de compradores ativos, segundo a ABIACOM. A projeção para 2026 é de R$259,8 bilhões, com ticket médio de R$562,15 e volume de pedidos chegando a 460,87 milhões. Não é novidade que o mercado cresce. O que ainda é subestimado é o nível de complexidade operacional envolvido em transformar uma loja virtual em um negócio financeiramente saudável e escalável.
Criar uma loja virtual ficou mais fácil. Operar uma com eficiência — controlar conversão, conciliar pagamentos, reduzir inadimplência, escolher a infraestrutura certa — continua sendo um desafio real, independentemente do porte.
Este guia cobre o que importa: desde a decisão entre e-commerce próprio e marketplace até os indicadores financeiros que definem a saúde do negócio.

Montar uma loja virtual bem planejada permite aproveitar o crescimento do e-commerce, atraindo clientes e construindo relacionamentos para garantir vendas a longo prazo.
O que é uma loja virtual?
Loja virtual é um ambiente digital onde produtos ou serviços são comercializados e a transação financeira é concluída online. Abrange desde um e-commerce próprio com domínio e plataforma exclusivos até a presença em marketplaces como Mercado Livre, Shopee ou Amazon.
A distinção mais relevante para quem está estruturando ou profissionalizando uma operação não é técnica — é estratégica: cada formato implica um modelo diferente de controle sobre a experiência de compra, sobre os dados do cliente e sobre a margem financeira.
E-commerce próprio vs. marketplace: a decisão que define a margem
Antes de qualquer escolha de plataforma ou gateway, a decisão entre e-commerce próprio e marketplace define a estrutura financeira e operacional do negócio.
Marketplace
O marketplace é uma plataforma de terceiros que reúne múltiplos vendedores — Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu. O vendedor anuncia seus produtos dentro do ecossistema do marketplace e opera sob as regras da plataforma.
- O que o marketplace entrega: audiência já consolidada, infraestrutura tecnológica, sistema de pagamento integrado e credibilidade emprestada da marca. Para quem está começando ou testando um produto, reduz o custo de aquisição de tráfego e elimina a necessidade de construir toda a pilha tecnológica do zero.
- O que o marketplace cobra: comissão por venda (que varia por categoria e plataforma), controle sobre as regras do checkout, restrições sobre a comunicação com o cliente e dependência estrutural de um terceiro. Se o marketplace muda as regras, aumenta as comissões ou encerra uma categoria, o vendedor absorve o impacto sem poder de negociação.
- O ponto crítico: no marketplace, o cliente é do marketplace — não da sua marca. O histórico de compras, os dados de comportamento e o relacionamento pós-venda pertencem à plataforma. Construir uma marca relevante exclusivamente dentro de um marketplace é estruturalmente difícil.
E-commerce próprio
O e-commerce próprio é uma loja com domínio, plataforma e infraestrutura sob controle do comerciante. A experiência de compra, o checkout, os meios de pagamento aceitos e a comunicação com o cliente são definidos pelo dono do negócio.
- O que o e-commerce próprio entrega: margem maior por transação (sem comissão de marketplace), dados próprios do cliente, controle total sobre a experiência de compra e construção de marca independente.
- O que o e-commerce próprio exige: investimento em tráfego (o cliente não chega sozinho), escolha e manutenção da pilha tecnológica, gestão de meios de pagamento e responsabilidade sobre segurança e conformidade com a LGPD.
Qual escolher, e quando
Não há resposta universal. Há contextos:
- Marketplace faz sentido quando: o produto precisa de validação de mercado, o orçamento de marketing é limitado, ou a estratégia é testar demanda antes de investir em infraestrutura própria.
- E-commerce próprio faz sentido quando: a margem por transação justifica o investimento em tráfego, o modelo de negócio depende do relacionamento direto com o cliente (recorrência, personalização, fidelização), ou a operação já tem volume suficiente para amortizar os custos fixos da plataforma.
- Operar nos dois simultaneamente é uma estratégia válida — e comum entre operações maduras. O marketplace gera volume e visibilidade; o e-commerce próprio constrói margem e dados.
Como estruturar uma loja virtual: os pilares operacionais
Veja como fugir dos gargalos operacionais e ter um negócio online de sucesso.
1. Domínio, hospedagem e performance técnica
O domínio é o endereço da loja — a URL que o cliente digita ou clica. Extensões .com.br transmitem credibilidade no mercado brasileiro e têm peso em SEO local. O domínio precisa ser direto, memorável e livre de caracteres que dificultem a digitação ou o compartilhamento.
A hospedagem define a performance técnica da loja: tempo de carregamento, disponibilidade e capacidade de suportar picos de tráfego. As três arquiteturas principais são:
- Servidor compartilhado: custo baixo, adequado para operações com volume de tráfego previsível e baixo. Limitação de recursos compartilhados pode comprometer a performance em picos.
- Cloud server: escalabilidade sob demanda — recursos crescem conforme o tráfego. É a arquitetura mais adequada para e-commerces em crescimento ou com sazonalidade pronunciada (Black Friday, datas comemorativas).
- Servidor dedicado: infraestrutura exclusiva para uma operação. Custo mais alto, indicado para operações de alto volume com requisitos específicos de segurança e performance.
Performance técnica não é detalhe: estudos consistentes do setor mostram que cada segundo adicional de carregamento reduz a taxa de conversão. Para e-commerce, velocidade é receita.
2. Plataforma de e-commerce
A plataforma é a base sobre a qual a loja opera. A escolha define as possibilidades de customização, integração e escala.
- Plataformas SaaS (Software as a Service): como VTEX, Nuvemshop e Tray. Hospedagem e infraestrutura gerenciadas pela plataforma, com custo mensal ou por volume de transações. Menor complexidade técnica para operar; menor flexibilidade de customização profunda.
- Plataformas open source: como WooCommerce (WordPress) e Magento. Código aberto, customização sem limites, mas exigem time técnico para desenvolvimento e manutenção. WooCommerce é a entrada mais acessível para quem já opera em WordPress; Magento é a escolha de operações complexas que precisam de customização profunda e escalabilidade.
O que avaliar antes de escolher:
- Quais integrações nativas estão disponíveis (ERP, CRM, gateway de pagamento, logística)?
- A plataforma suporta o volume de transações e SKUs projetado para os próximos 12 a 24 meses?
- Quais são os custos totais — não apenas a mensalidade, mas comissões por transação, custo de integrações e custo de desenvolvimento?
- Como é o suporte técnico e qual o SLA em casos de indisponibilidade?
Trocar de plataforma de e-commerce é um projeto de meses com risco operacional. A decisão inicial merece o tempo de avaliação que normalmente não recebe.
3. Meios de pagamento: onde a conversão é definida
O checkout é o ponto de maior atrito em qualquer loja virtual. Uma experiência de pagamento ruim — redirecionamentos, poucos métodos disponíveis, falta de clareza no processo — é uma das principais causas de abandono de carrinho.
As três formas de estruturar o recebimento online:
- Intermediador de pagamento: solução de entrada com menor complexidade de integração. O intermediador processa o pagamento, cuida do antifraude e repassa o valor ao lojista, descontando uma taxa por transação mais um percentual sobre o valor. Indicado para quem está começando e quer simplicidade operacional.
- Gateway de pagamento: conecta diretamente a loja às adquirentes (Cielo, Rede, Stone). O lojista negocia as taxas com as adquirentes e tem mais controle sobre o processo. A taxa do gateway costuma ser fixa por transação — estrutura de custo mais vantajosa para operações com volume mais alto.
- Integração direta com a adquirente: maior controle e menor custo por transação, mas exige time técnico capacitado para a integração e manutenção. Adequado para grandes operações com volume que justifique o investimento.
O que não pode faltar:
- Checkout transparente: o cliente não deve ser redirecionado para outro domínio para finalizar a compra. Redirecionamentos aumentam a taxa de abandono porque quebram a percepção de segurança.
- Cobertura de bandeiras: Visa, Mastercard e Elo são o mínimo. American Express e cartões internacionais dependem do perfil do público.
- Pix: já é o segundo meio de pagamento mais usado no e-commerce brasileiro, com liquidação imediata e custo de recebimento menor que o cartão.
- Parcelamento: para categorias com ticket médio mais alto, o parcelamento é determinante para a decisão de compra.
- Antifraude integrado: transações com cartão em ambiente online têm risco de fraude. O antifraude analisa comportamento de navegação, geolocalização e padrões de compra para aprovar ou sinalizar transações suspeitas antes da entrega do produto.
4. Logística: o pós-clique que define a reputação
A experiência do cliente não termina no pagamento aprovado — termina na entrega. Logística mal estruturada destrói reputação com a mesma velocidade que um bom produto a constrói.
Operadores logísticos: Correios e transportadoras privadas (Jadlog, Total Express, Sequoia, entre outras) são as opções principais. Os Correios têm capilaridade nacional incomparável, especialmente para regiões remotas; transportadoras privadas costumam oferecer prazos mais curtos para regiões de alta densidade urbana.
Estratégias de frete:
- Frete a custo real: o cliente paga exatamente o custo do envio. Transparente, mas pode ser o fator de abandono do carrinho em compras de ticket baixo.
- Frete grátis condicional: gratuidade acima de um valor mínimo de compra. Aumenta o ticket médio e reduz abandono — mas precisa estar calculado na margem do produto.
- Frete fixo: valor único independente do destino. Simplifica a decisão do cliente, mas exige calibração cuidadosa para não comprometer a margem em entregas de longa distância.
Rastreamento e comunicação: o cliente que sabe onde está o pedido abre menos chamados de suporte e tem melhor percepção da experiência de compra. Integração com plataformas de rastreamento e comunicação proativa sobre o status da entrega são diferenciais operacionais que reduzem custo de suporte.
5. Segurança e conformidade
PCI DSS: padrão internacional de segurança para processamento de dados de cartão. Nenhum dado de cartão (número completo, CVV) deve ser armazenado nos servidores do e-commerce — isso é responsabilidade do gateway ou do intermediador. Garantir que a cadeia de processamento é PCI compliant é obrigação, não diferencial.
LGPD: dados de clientes coletados pela loja — nome, e-mail, CPF, histórico de compras, comportamento de navegação — são ativos que exigem política de privacidade clara, consentimento explícito e infraestrutura de proteção. Violações têm implicações legais e de reputação.
SSL/HTTPS: certificado de segurança que criptografa a comunicação entre o navegador do cliente e o servidor da loja. Não ter HTTPS em 2025 é inaceitável — navegadores sinalizem ativamente sites sem o certificado como inseguros, o que mata a conversão antes do cliente chegar ao checkout.
Meios de pagamento e modelos de recorrência na loja virtual
Para lojas virtuais que operam modelos de assinatura — clubes, planos, acesso a conteúdo, reposição programada — a infraestrutura de pagamento tem uma camada adicional de complexidade que vai além do checkout convencional.
Na recorrência, a cobrança acontece sem o cliente presente a cada ciclo. Isso exige:
Tokenização de cartão: armazenamento seguro do token (não dos dados brutos) para cobranças futuras, sem que o cliente precise inserir os dados novamente.
Gestão de inadimplência involuntária: cartões expiram, limites ficam insuficientes no dia da cobrança, instabilidades técnicas ocorrem. Uma plataforma de recorrência com lógica de retentativa inteligente — que reagenda a tentativa de cobrança com base em horário e intervalo — recupera receita que seria simplesmente perdida em um modelo de tentativa única.
Account Updater: serviço de Visa e Mastercard que atualiza automaticamente os dados de cartões reemitidos ou expirados junto ao emissor, sem precisar da ação do cliente. Elimina uma categoria inteira de falha de cobrança.
Régua de comunicação: notificações proativas antes do vencimento, alertas de falha e links diretos para atualização de dados reduzem o churn financeiro e mantêm o cliente no ciclo sem atrito.
Para operações com recorrência, a plataforma de e-commerce e a plataforma de gestão de pagamentos precisam trabalhar integradas — ou o processo manual de cobrança mensal se torna um gargalo operacional que escala mal.
Indicadores que definem a saúde financeira de uma loja virtual
Monitorar receita total é necessário, mas insuficiente. Os indicadores abaixo revelam onde a operação está eficiente e onde está perdendo margem.
Indicadores de aquisição e tráfego
CAC (Custo de Aquisição por Cliente): soma de todos os investimentos em marketing e vendas dividida pelo número de novos clientes no período. O CAC precisa ser analisado sempre em relação ao LTV — um CAC alto pode ser sustentável se o cliente permanecer por muitos ciclos.
CPC (Custo por Clique): custo médio por clique nos anúncios pagos. Métrica de eficiência do canal pago — não de resultado final. Um CPC baixo com taxa de conversão baixa é pior do que um CPC mais alto com conversão alta.
Taxa de rejeição: percentual de visitantes que acessam a loja e saem sem navegar por nenhuma outra página. Alta taxa de rejeição na página inicial sinaliza desalinhamento entre o anúncio que trouxe o visitante e o que a loja entrega — ou problema de performance de carregamento.
Indicadores de conversão e receita
Taxa de conversão: pedidos concluídos dividido pelo total de visitas. Benchmark médio do e-commerce brasileiro fica entre 1% e 3%, mas varia significativamente por categoria. O número só é acionável quando segmentado por fonte de tráfego, dispositivo e categoria de produto.
TAC (Taxa de Abandono de Carrinho): percentual de sessões que chegaram ao carrinho mas não concluíram a compra. Os principais gatilhos são: custo de frete revelado tarde no processo, checkout com redirecionamento, poucos métodos de pagamento e ausência de confiança no site. Cada ponto percentual de redução na TAC se converte diretamente em receita.
Ticket médio: valor médio por pedido. Estratégias de upsell, cross-sell e frete grátis condicional atuam diretamente sobre esse indicador.
TPV (Total de Pagamentos por Volume): volume financeiro total processado no período. Métrica de escala — não de eficiência. Útil para comparações de crescimento e para negociação de condições com adquirentes e gateways.
Indicadores de retenção e valor do cliente
LTV (Lifetime Value): receita total gerada por um cliente ao longo do relacionamento com a loja. A relação LTV/CAC é o indicador mais importante de sustentabilidade financeira do negócio — LTV precisa ser materialmente maior que o CAC para que o modelo seja viável.
Churn: percentual de clientes que deixaram de comprar no período. Em e-commerces de recorrência, o churn se divide em voluntário (cancelamento explícito) e involuntário (falha de pagamento). Tratar os dois com a mesma estratégia é um erro — as causas e as soluções são diferentes.
ROI (Retorno sobre Investimento): receita gerada dividida pelo custo do investimento. Métrica de resultado final — calculada após o fechamento do período. Para análise de canais específicos em tempo real, o ROAS é mais acionável.
ROAS (Return on Ad Spend): retorno gerado por cada real investido em publicidade paga. Permite comparar a eficiência de campanhas e canais diferentes e realocar orçamento para o que converte mais.
Indicadores específicos para recorrência
MRR (Monthly Recurring Revenue): receita recorrente mensal. A métrica mais importante para negócios de assinatura — revela a previsibilidade de caixa e o crescimento real da base de clientes pagantes.
ARR (Annual Recurring Revenue): MRR multiplicado por 12. Útil para planejamento anual, captação de investimento e comparação com benchmarks de mercado.
Churn financeiro: receita perdida por falhas de pagamento — distinta do churn voluntário. Alta inadimplência involuntária é um problema de infraestrutura de cobrança, não de produto.
Marketing para loja virtual: os canais que geram resultado consistente
SEO (Search Engine Optimization): conteúdo otimizado para mecanismos de busca gera tráfego orgânico — visitantes que chegam sem custo de mídia paga. É o canal com melhor custo por aquisição no longo prazo, mas exige consistência e tempo de maturação. Páginas de produto bem estruturadas, com descrições originais e dados técnicos completos, ranqueiam melhor do que páginas genéricas.
Mídia paga (Google Ads, Meta Ads): gera volume de tráfego em curto prazo. Essencial para lançamentos, sazonalidade e testar novos produtos. O risco é a dependência — quando o orçamento para, o tráfego para junto.
E-mail marketing: canal com o maior ROI médio em e-commerce. Permite segmentação por comportamento de compra, histórico de produto e estágio no ciclo de vida do cliente. Fluxos automatizados de recuperação de carrinho, pós-compra e reativação de clientes inativos geram receita recorrente com custo marginal baixo.
Conteúdo: blog, vídeo e presença em redes sociais constroem audiência própria e reduzem a dependência de mídia paga ao longo do tempo. Para nichos com alto componente educacional — suplementos, tecnologia, moda — o conteúdo é também um driver direto de conversão.
Quais os 10 produtos mais vendidos em lojas virtuais no Brasil?
De acordo com a empresa E-commerce Trends, realizada pela Octadesk e Opinion Box, os 10 produtos mais vendidos por lojas virtuais são os seguintes:
- Roupas: têm uma demanda contínua e muita variação conforme o tipo de público e a sazonalidade, por isso, muitos negócios se especializam em nichos como moda feminina, artigos esportivos ou estampas com temas específicos
- Calçados: a venda de tênis, sapatos e sandálias também se destaca pela diversidade de itens que podem ser comercializados, com vários perfis de consumidores e possibilidades de nichos para se explorar
- Artigos de higiene e beleza: são produtos com bastante recorrência, ou seja, os consumidores compram com frequência, o que possibilita fidelizar clientes com uma boa estratégia
- Eletrônicos: novos produtos são lançados com frequência e o alto valor desses itens pode render um bom ticket médio para o negócio, mas é preciso enfrentar uma forte concorrência
- Eletrodomésticos: essenciais para o dia a dia, esses itens despertam a atenção dos clientes sempre que novas funcionalidades são lançadas, mas muitos deles têm um grande volume, o que pode encarecer o frete
- Medicamentos: como são artigos de necessidade básica, as vendas costumam ser altas, mas esse segmento demanda uma logística que garanta a entrega rápida, portanto é preciso se limitar à região onde o comerciante trabalha
- Alimentos: a venda de refeições sempre tem boa demanda, e muita gente procura pratos saudáveis, gourmets ou voltados para quem tem alguma restrição alimentar, como intolerância a lactose ou glúten
- Viagens: pacotes turísticos com passagens aéreas ou terrestres e cruzeiros são procurados em várias épocas do ano, mas é preciso ter estratégias bem definidas para cada período e fornecer um bom atendimento
- Cursos, capacitações e consultorias: muitas pessoas procuram esses produtos digitais para se qualificar profissionalmente em plataformas específicas como Coursera e Udemy, que funcionam como marketplaces desses conteúdos
- Livros: a venda de edições físicas novas e usadas nunca sai de moda, e os empreendedores com talento na escrita também podem criar suas próprias obras e vender na internet em forma de e-book.
Se você se interessou por alguma dessas possibilidades de venda, continue lendo para acompanhar um passo a passo sobre como criar a sua própria loja virtual.
12 passos para abrir sua loja virtual
Vamos agora mostrar em detalhes quais são todas as etapas para criar uma loja virtual.
Veja o que é preciso fazer para vencer cada uma delas e ter um negócio online de sucesso!
1. Planejamento
Começar seu próprio negócio não é uma atividade simples, mesmo que seja online.
Embora hoje não seja difícil ter um e-commerce, muita gente acaba deixando de lado uma série de fatores decisivos para o sucesso do seu empreendimento digital.
Para evitar futuras dores de cabeça, antes de mais nada, você precisará criar um planejamento bem estruturado, passando por etapas como:
- Entender seu cliente
- Conhecer o mercado
- Encontrar um nicho
- Pensar em um modelo de negócio como o de assinatura (como em clubes de assinatura)
- Ter parceiros confiáveis
- Possuir diferenciais
- Conhecer as novas tecnologias do mercado.
Quando seu ramo de atividade estiver bem desenhado, você estará pronto para colocar a mão na massa.
2. Formalização
Em primeiro lugar, você precisa definir qual será o seu CNPJ, se terá sócios ou investidores e quem fará parte da construção dessa loja virtual.
Dessa forma, se você está começando agora, um CNPJ tipo MEI pode ser uma boa opção, já que apresenta um baixo custo operacional e pode ser administrado sem nenhuma relação de sociedade.
Nós já falamos sobre os tipos mais comuns de CNPJ aqui no Brasil, e você pode ler mais sobre o assunto clicando aqui.
Além disso, é fundamental que a Nova Lei do E-commerce seja respeitada, e que você consiga discriminar todas as ações executadas após a abertura da loja virtual.
Você precisará informar dados relacionados a segurança, atendimento ao consumidor, logística e tudo o que é pedido neste decreto.
Portanto, fique de olho nisso.
3. Domínio e hospedagem
Para publicar qualquer site na internet, é preciso ter um domínio e a hospedagem.
O domínio é o endereço do site, ou seja, a URL, que as pessoas vão digitar em seus navegadores para acessar a página.
Esse nome deve ser fácil de memorizar, portanto, evite termos longos, caracteres especiais, números e palavras estrangeiras ou muito complicadas.
Também faz parte do domínio a extensão, ou seja, a parte final do endereço.
Investir em um site que termina em .com ou .com.br é mais caro em comparação com outras opções, mas transmite uma maior credibilidade aos clientes.
Já a hospedagem é o espaço virtual onde o seu site ficará salvo e publicado.
Ela pode ser de três tipos distintos:
- Servidor dedicado: exclusivo para o cliente solicitante, é construído a partir das suas necessidades, com recursos para atendê-la de forma plena
- Cloud server: utiliza dados em nuvem para armazenamento
- Servidor compartilhado: consiste na utilização de um único servidor para diversos usuários.
Na hora de abrir um e-commerce, faça uma análise do espaço necessário a ser utilizado para que ele funcione sem nenhum empecilho.
Para sites pequenos e médios, o ideal é espaço de até 10GB.
Porém, se o seu e-commerce também for um portal multimídia, com publicações diárias de imagens e vídeos que ultrapassem esse limite, busque uma opção de servidor dedicado ou cloud server.
Essa escolha influenciará diretamente no desempenho da sua loja virtual e na experiência do consumidor.
4. Plataforma para e-commerce
A plataforma será a base do seu e-commerce.
Ela garante as vendas, visitas orgânicas e patrocinadas, além da disposição das informações dos seus produtos, que precisam estar sempre em evidência.
Há três tipos de plataformas disponíveis no mercado:
- Gratuitas: são limitadas e não permitem customização das páginas
- Código fonte aberto: também são gratuitas, porém demandam conhecimentos específicos da plataforma
- Pagas: costumam ter suporte de qualidade, além de oferecer a possibilidade de customização.
Pense não só na sua necessidade de venda, mas também nas integrações, plugins e usabilidade que cada opção do mercado oferece.
5. Meios de pagamento
Essa parte é fundamental e, em muitos casos, pode definir o sucesso ou fracasso do seu empreendimento online.
Há, também, três maneiras de você receber pagamentos online:
- Intermediadores de pagamentos: meios simples de utilizar e úteis para lidar com riscos de fraude e fornecer um adiantamento de recebíveis. Os intermediadores costumam cobrar uma taxa por transação, junto de um valor variável sobre o total da venda
- Gateways de pagamento: oferecem soluções completas e conexões mais estáveis com redes adquirentes (Cielo, Redecard, etc.). Diferente dos intermediadores de pagamento, os gateways cobram uma taxa fixa por transação — o que a torna uma solução mais barata
- Integração direta com a adquirente: conta com equipes de desenvolvimento que entendem de segurança. Como o gateway, você terá contato direto com o adquirente para negociar taxas livremente.
6. Plataforma de gestão de pagamentos
Como falamos no ponto acima, ter uma plataforma e-commerce que permite integrações é fundamental para que sua loja virtual funcione da forma mais otimizada possível.
E um sistema de gestão de pagamentos que faça o controle de vendas avulsas, parceladas e recorrentes pode fazer muita diferença para o seu negócio.
Além disso, esse software também precisa contar com funcionalidades que permitam o controle e automação do processo de cobrança dessa loja.
Até porque cobrar manualmente é sinônimo de tempo perdido e de investimentos que não estão sendo bem utilizados.
Use os recursos da sua área financeira com cuidado.
Portanto, é muito importante que você pense em parceiros como a Vindi, para entender como criar uma loja virtual e otimizar a sua gestão de pagamentos.
7. Fornecedor e logística
Chegamos a uma etapa decisiva na montagem da sua loja virtual: obter os produtos que você vai vender e garantir que eles vão chegar aos seus clientes.
Se você não tiver produção própria, assim como a maior parte dos empreendedores dessa área, vai precisar encontrar bons fornecedores.
Não existe uma receita pronta, pois as melhores alternativas dependem do segmento em que sua loja atua.
Existem opções de atacados online e marketplaces B2B, que vendem lotes de produtos nacionais ou importados a lojistas.
Mas também vale a pena conferir se na sua região existe alguma loja presencial que comercialize itens em grande escala.
Naturalmente, você vai procurar os preços mais baixos para garantir um bom lucro na revenda.
Mas não se descuide em relação à qualidade, pois seu negócio só conseguirá ter credibilidade se vender bons produtos.
Mesmo que você encontre boas opções, é importante seguir sempre monitorando o mercado em busca de novidades.
A logística também é desafiadora, pois é preciso buscar as melhores opções para evitar perder vendas por causa do valor do frete ou do tempo necessário para a entrega.
O envio dos produtos adquiridos pelo seus consumidores pode ser realizado de duas principais maneiras:
- Agência dos Correios: responsável por realizar a postagem direto para o endereço do cliente, assim, o custo será o da própria postagem, paga aos Correios
- Empresas de logística: essa é a opção adotada pela maioria dos e-commerces brasileiros, em que um veículo da empresa passa para recolher as encomendas, que serão entregues no destino final do cliente.
Para encontrar a melhor opção, realize uma cotação de frete, o que pode ser feito manualmente ou por meio de softwares específicos para isso.
8. Estratégias de frete
Além de escolher o operador logístico, você pode selecionar diferentes estratégias de frete para seu e-commerce, como:
- Custo real: é a alternativa mais simples e transparente, pois o frete será cobrado do consumidor envolvendo todos os custos do envio
- Custo de mercado: é definido de acordo com os preços praticados pelos concorrentes
- Frete grátis condicional: é oferecido para compras acima de um determinado valor, assim como para determinadas regiões, é uma tática muito eficaz para reduzir taxas de abandono de carrinho.
Lembrando que o frete grátis pode ser uma maneira de alavancar suas vendas e, ainda, ativar leads coletados previamente.
Outras estratégias podem ser adotadas para reduzir o valor da entrega, como a opção de retirar o produto em espaço físico.
De qualquer forma, analise os custos envolvidos para oferecer o máximo de opções a seus clientes, considerando, até mesmo, possíveis greves que podem acontecer durante o ano.
Os Correios, por exemplo, são mais propensos a esse tipo de paralisação do que as transportadoras.
Por isso, o frete precisa ser considerado desde o começo, pensando inclusive na expansão do seu negócio, com a ajuda de um operador logístico.
Fique atento aos serviços sobrecarregados em datas comemorativas, pois podem gerar atrasos nas entregas aos seus clientes.
Outra dica importante: avalie a viabilidade de realizar entregas em regiões muito distantes da sua base de operação, pois, às vezes, o esforço não vale a pena e isso pode significar prejuízos financeiros.
Por isso é sempre bom avisar seus clientes no momento da compra sobre as limitações da entrega.
9. Segurança de dados sensíveis
Cuidar dos dados pessoais dos seus clientes deve ser uma das prioridades na hora de criar uma loja virtual.
Além disso, o ambiente digital é muito propenso a ser invadido por grupos criminosos que usam essas informações para proveito próprio.
Por isso, a finalização de cada transação precisa ser criptografada e protegida com a ajuda de um checkout transparente integrado com antifraude que cuide desse momento decisivo e que precisa de muita atenção.
Lembrando que receber pagamentos na internet exige algumas preocupações adicionais, como fraudes e chargebacks.
Compras realizadas com cartões de crédito roubados podem gerar muita dor de cabeça e prejuízos, uma vez que você envia o produto e, dias depois, o pagamento é cancelado.
Sempre que você pensar em receber pagamentos pela internet, também precisará ficar de olho em qual método de detecção de fraudes será utilizado.
10. Antifraude
Para evitar fraudes no e-commerce, é preciso contar com ferramentas específicas que protegem suas transações.
A plataforma da Vindi, por exemplo, possui integração com ferramentas antifraude, para que você não precise contratar essa solução à parte.
A tecnologia é simples: quando o cliente acessa o site, a plataforma sabe de onde ele veio e, então, começa o acompanhamento durante toda a navegação.
Isso porque compreender o comportamento de seu cliente é essencial para que o sistema entenda se há segundas intenções em seu acesso.
Dessa forma, o JavaScript consegue realizar essa função sem maiores problemas.
Ao fazer a compra no e-commerce, os dados do pedido são enviados para a API.
Então é avaliado o comportamento de navegação do cliente usando tecnologias como análises de redes sociais, geolocalização de IP, detecção de proxy, entre outras.
O site recebe a recomendação e o score, que é o valor de confiança.
Se a recomendação apontar para uma revisão, basta entrar no portal para fazer uma análise do pedido.
No site, você poderá obter mais informações sobre os dados coletados para decidir o que fazer com a transação.
Ou seja: você poderá optar por rejeitar a compra ou aprová-la.
Ter esse tipo de sistema oferece diversas vantagens para o e-commerce em geral.
Pense no tamanho do prejuízo que as lojas virtuais têm com fraudes devido à fragilidade do sistema de pagamento de sua loja.
Ter uma plataforma única apenas para processar os pagamentos e identificá-los como suspeitos trará mais praticidade em sua rotina, já que você saberá o que pode ser fraude ou não nas compras feitas no e-commerce.
11. Marketing
De nada adianta ter uma plataforma incrível e uma loja maravilhosa se ninguém ficar sabendo da existência dela, não é mesmo?
Muita gente ainda acha que é só criar uma loja e esperar que os clientes cheguem.
Entretanto, a verdade é que o marketing é o propulsor de todo esse investimento que você está fazendo desde que começou a se perguntar como criar uma loja virtual.
Selecionamos alguns métodos que vão ajudá-lo a alavancar suas vendas online:
- Criação de conteúdo (mídias sociais): é uma ótima maneira para atrair visitantes com potencial de compra à sua loja. Além de não ser tão caro e trazer resultados positivos, é uma boa forma de estabelecer um relacionamento com seus consumidores
- Anúncios digitais: anúncios no Google Ads, Facebook Ads ou YouTube Ads são métodos que funcionam muito bem, pois geram grande volume de visitantes a curto prazo
- E-mail marketing: é um dos melhores canais de venda para e-commerce, pois você pode criar ofertas exclusivas com base nos itens que seus visitantes procuraram em seu site
- SEO (Search Engine Optimization): estratégia de otimização de conteúdo para conseguir um posicionamento melhor nos mecanismos de busca como o Google.
Lembre-se: não deixe para pensar em estratégias de marketing apenas no futuro.
Se você quer crescer, pense na sua marca desde o começo.
12. Suporte ao cliente
O suporte ao cliente é tão importante que está previsto na legislação de empresas que atuam nos ambientes digitais.
Se você já fez alguma compra online e precisou de ajuda, sabe que não existe nada mais desconfortável do que ser abandonado no meio de uma compra.
Basicamente, é a mesma coisa que estar em uma loja física e o vendedor ir embora sem dizer o porquê.
Isso não aconteceria presencialmente, não é mesmo? Da mesma forma, virtualmente, essa postura é inaceitável.
Ao pensar em como criar uma loja virtual, você precisa pensar em como fará o atendimento ao cliente.
As dúvidas serão respondidas apenas por e-mail? Ou você contratará um serviço de chatbot para ficar disponível em horário comercial?
Lembre-se de que o bom atendimento em e-commerce é a maneira mais efetiva de converter compradores casuais em clientes assíduos, além de diferenciar sua loja virtual das demais concorrentes.
Hoje, o grande desafio para empresas de e-commerce é transformar seu atendimento em uma área de fidelização de clientes e criação de novas oportunidades.
Afinal, o processo de compra só ocorre depois de um bom atendimento.
Para isso, uma ótima maneira de aprimorar seu atendimento é aplicar técnicas de customer success.

Plataformas que você pode usar para abrir um e-commerce
Antes, já destacamos que a escolha da plataforma é fundamental para o sucesso do e-commerce.
Agora, é o momento de conhecer detalhes sobre algumas opções:
Magento
A Magento é uma plataforma de e-commerce open source, ou seja, qualquer pessoa que possua um conhecimento aprofundado em programação poderá promover alterações e elaborar novas funcionalidades dentro do sistema.
A plataforma não possui limites em relação à customização, o que contribui para sua aceitação dentro do mercado.
As extensões Magento (gratuitas ou pagas) podem ser encontradas no Magento Connect, o diretório oficial de plugins Magento.
Woocommerce
A WooCommerce permite a customização de acordo com o tipo do seu negócio ou necessidade.
Criada em cima do WordPress, a plataforma permite aliar blog e loja virtual no mesmo ambiente, e se necessário, instalar plugins de integrações, desempenho e segurança.
Para realizar a instalação é muito simples: basta você acessar seu painel no WordPress, ir em Plugins, clicar em “Adicionar Novo” e fazer uma busca por “WooCommerce”. Depois é só instalá-lo.
Para mais dicas de empresas, confira nosso post sobre as melhores plataformas de e-commerce do mercado.
8 dicas para escolher a melhor plataforma de e-commerce para sua loja virtual
A melhor plataforma para a criação de uma loja virtual depende do perfil de seu usuário.
Cada empreendedor tem suas necessidades e facilidades, portanto, é preciso considerar uma série de fatores antes de tomar sua decisão.
Veja agora uma lista com oito dicas para ajudar na sua escolha.
- Leve em conta seus conhecimentos: se você tem facilidade com informática, usar uma plataforma de código aberto gratuita representa uma economia importante. Caso contrário, pode valer a pena investir em um sistema pago mais intuitivo
- Defina seu orçamento: tenha em mente o quanto você pretende gastar com a construção da sua loja virtual
- Pense na identidade do seu site: procure uma plataforma que permita a configuração de uma página única, evitando que sua loja fique genérica e desinteressante
- Confira as possibilidades de integração: o sistema que você usar deve ter a possibilidade de funcionar de forma integrada com aplicações como o Google Analytics, que ajuda a monitorar o tráfego e suas taxas de conversão
- Confira as possibilidades de automatização: para evitar um acúmulo grande de trabalho e a chance de erros humanos, verifique se a sua ferramenta permite automatizar ações de controle financeiro
- Cheque se há recuperação de carrinho: com esse recurso, o sistema envia lembretes para clientes que escolheram seus produtos, mas não finalizaram suas compras
- Revise os recursos disponíveis: garanta que sua ferramenta conta com funcionalidades como chat online para atender a clientela, integração com newsletter, pesquisas de satisfação e cupons de desconto
- Cheque as formas de pagamento disponíveis: a variação entre os métodos de cobrança é decisiva para o e-commerce, por isso, use uma plataforma que tenha essa possibilidade ou integre um sistema de cobranças, como a Vindi.
Suporte ao cliente: onde a reputação é construída ou destruída
O suporte em e-commerce não é custo operacional — é parte da proposta de valor. A experiência pós-compra define se o cliente volta, se indica a loja e se a avaliação pública fortalece ou compromete a reputação.
Os canais mínimos esperados pelo consumidor brasileiro hoje: e-mail, chat (com tempo de resposta real, não apenas chatbot de primeiro nível) e WhatsApp para operações que atendem pessoa física. Para e-commerces B2B, a expectativa é de um canal de atendimento consultivo — não apenas de suporte reativo.
Os gatilhos mais comuns de suporte que podem ser reduzidos com operação bem estruturada: ausência de rastreamento do pedido, cobrança incorreta, prazo de entrega não cumprido e dificuldade para solicitar troca ou devolução. Cada um desses gatilhos é um problema operacional com solução — não uma inevitabilidade do e-commerce.
Conclusão
Uma loja virtual eficiente não é resultado de uma boa plataforma ou de um gateway bem integrado. É resultado de decisões consistentes em toda a cadeia: do modelo de negócio à infraestrutura de pagamento, da logística ao atendimento pós-venda, dos indicadores monitorados às alavancas acionadas quando os números saem da meta.
O mercado cresceu. A exigência operacional para competir cresceu na mesma proporção. Lojas que tratam cada componente da operação como decisão estratégica — não como configuração técnica — constroem a vantagem que não é fácil de replicar.
Leve a inteligência em pagamentos da Vindi para o seu negócio
A Vindi é uma plataforma de pagamentos que evolui com você, entregando soluções para quem cobra todo mês e para quem vende todo dia. Mais do que processar transações, entregamos inteligência financeira para direcionar a melhor decisão transacional, garantindo conversão superior, previsibilidade de receita e visibilidade absoluta — da venda ao saldo final. Transforme sua gestão em vantagem competitiva com tecnologia robusta e o acompanhamento estratégico de quem entende o seu modelo de negócio.
Quer impulsionar seus resultados? Fale com o nosso time!
