O que a Netflix, Uber, iFood e Airbnb têm em comum? Além de serem muito bem sucedidos e populares, esses negócios foram os pioneiros quando falamos de empreendedorismo digital. Seus fundadores enxergaram as demandas e as soluções inovadoras que poderiam ser operadas de forma simples e totalmente online.

Há muitos outros negócios digitais que deram certo e vieram para provar que é possível ficar milionário com a internet. E isso não só vendendo produtos ou serviços, mas também criando conteúdo, entretenimento e informação.

As vendas desses produtos digitais pode ser recorrente, ou seja, se basear num modelo de assinaturas, planos ou de mensalidades, o que os torna ainda mais rentáveis.

Antes de aprofundar as possibilidades de empreendedorismo digital, vamos entender um pouco mais do cenário da Internet no Brasil? Acompanhe!

Comportamento de consumo online

A proporção de usuários de Internet no Brasil segue uma tendência de crescimento observada nos últimos anos, chegando a 70% segundo a pesquisa mais recente da TIC Domicílios (2018). Isso representa uma estimativa de 126,9 milhões de indivíduos conectados à rede. O crescimento observado no último ano ocorreu principalmente em segmentos mais vulneráveis em termos socioeconômicos.

Entre todos os usuários de Internet no Brasil, cerca de um terço (34%), ou aproximadamente 44 milhões, comprou produtos ou serviços pela Internet no período analisado pela pesquisa. 

Especialmente este ano de 2020, vimos uma aceleração nas compras online, devido à nova realidade gerada pela pandemia de Covid-19. Impedidos de funcionar presencialmente, muitos estabelecimentos viram nas vendas online sua oportunidade de continuarem funcionando. 

Segundo a Ebit, o consumidor diversificou os canais que utiliza, ampliou o volume de compras, impulsionando os resultados do setor: ultrapassou-se a marca de R$ 60 bilhões em faturamento e atingiu 148 milhões de pedidos até maio de 2020.

Comportamento de compras online. Fonte: E-bit
Comportamento de compras online no Brasil. Fonte: E-bit

Segmentos mais procurados

Além dos itens de primeira necessidade, como alimentos, roupas e calçados, o brasileiro também compra online equipamentos eletrônicos, artigos domésticos, ingressos para atrações culturais, games, dentre outros itens. Quanto aos serviços online, os mais utilizados, segundo a pesquisa TIC Domicílios, são:

  • Serviços de filmes ou séries pela Internet, como por exemplo, Netflix ou GloboPlay (28% dos usuários);
  • Táxis ou motoristas em aplicativos, como no Uber ou 99 (32% dos usuários);
  • Pedidos de refeições em sites ou aplicativos, como no iFood ou Uber Eats (12% dos usuários);
  • Serviços de músicas pela Internet, como por exemplo, Spotify ou Deezer (8% dos usuários);
  • Cursos pagos (5% dos usuários).

Todos esses dados demonstram que há um grande público online em busca de soluções, conteúdo, praticidade e comodidade em suas ações mais cotidianas. É um prato cheio para o empreendedorismo digital. 

Apesar desse modelo de negócios atrair muitos empreendedores, ainda há espaços a serem preenchidos. Se você é uma das pessoas em busca de iniciar seu negócio, entenda a seguir os conceitos básicos do empreendedorismo digital e veja as melhores dicas de como começar!

O que é empreendedorismo digital

O empreendedorismo digital nada mais é do que gerar renda por meio da Internet. Não necessariamente é um e-commerce no seu formato tradicional de loja virtual hoje, há quem empreenda com vídeos no Youtube, nas Redes Sociais, ou com Aplicativos, Cursos Online, E-books e muitas outras possibilidades.

O foco de empreender digitalmente é disponibilizar seu produto, serviço ou conteúdo para ser comprado online e, na maior parte dos casos, até mesmo consumido digitalmente, como é o caso dos infoprodutos e das Fintechs (cujas soluções são operadas virtualmente).

Veja alguns dos tipos de empreendedorismo digital:

  • Infoprodutos: é a venda conhecimentos e informações em e-books, cursos online, vídeos e conteúdo pago de forma geral;
  • Startups: empresas novas, geralmente com soluções digitais, vendendo softwares como serviço (SaaS) e aplicativos;
  • Fintechs: startups do ramo de soluções financeiras, como o Nubank;
  • E-commerce: venda de produtos pela em uma plataforma especializada;
  • Influência e afiliados: teste e divulgação de produtos de terceiros em troca de uma comissão.

Quais os principais motivos para ser um empreendedor digital

Com tanto mercado, as vantagens de empreender online são inúmeras, desde o formato de trabalho, a autonomia do empreendedor, até o reconhecimento de suas soluções como realmente necessárias e inovadoras. Veja alguns desses motivos para se tornar um empreendedor:

Colocar suas ideias em prática

A maioria das pessoas começa a empreender porque tem ideias que desejam colocar em prática para solucionar um problema ou oferecer uma novidade. São grandes sonhadores e sua recompensa vem de seus esforços serem traduzidos em resultados.

Por isso, empreender é dar vida às ideias e sentir-se feliz em vê-las funcionando na vida das pessoas, o que pode ser um motivo muito recompensador.

Ter uma rotina mais flexível

Esse também é um dos grandes atrativos do empreendedorismo digital. Com esse modelo é possível trabalhar de casa ou de qualquer lugar desejado, e poder fazer seus horários.

É preciso muita disciplina, pois engana-se quem pensa que terá muito tempo livre. Pelo menos no começo, é preciso fazer sua ideia dar giro, dedicando muitas horas do seu dia. Mas você é dono dos seus horários e pode administrá-los como for melhor.

Investimento inicial menor

Eliminado-se a necessidade de uma sede física (um escritório ou de qualquer ambiente corporativo), o empreendedor digital pode ter menores gastos para iniciar seu negócio.

É claro que tudo dependerá do tipo de solução que ele oferecerá – para viabilizar um produto, por exemplo, ainda será preciso investir em materiais, protótipos, produção. Mas não ter os gastos administrativos de um lugar físico, como aluguel, contas de telefonia e luz, mobiliário etc, já é um bom incentivo inicial. 

E hoje, dá para iniciar um negócio digital apenas com conteúdo, pagando apenas um domínio para o website, ou uma plataforma para hospedar seus vídeos, por exemplo. Nas redes sociais nem se fala, né? 

Ter a possibilidade de renda passiva

Esse tipo de renda é quando você recebe proventos sem estar ativamente trabalhando. Ela é conquistada quando um produto de qualquer natureza entra num fluxo de vendas ou de monetização automatizado, gerando renda para seu criador. 

Os investimentos, por exemplo, são renda passiva, pois rendem mesmo parados. Já na internet, outro exemplo de renda passiva é um vídeo ser monetizado e gerar renda a cada visualização, sem que sejam precisas novas ações do youtuber . O mesmo para um curso online: uma vez gravado, gera mensalidades e vendas recorrentes. 

Como ser um empreendedor digital

Se você está convencido de que deve empreender digitalmente, saiba que o momento é ideal, como vimos no início do texto.

Para começar, desprenda-se de mitos do empreendedorismo, da pressa em ficar rico e da comparação com os outros empreendedores. Um empreendedor precisa ter a cabeça focada e produtiva, e essas coisas podem atrapalhar.

1. Pesquise as necessidades do mercado

O segredo de empreender está em buscar, primeiro, onde estão as oportunidades de mercado. Se você já tem uma ideia de onde quer começar, pesquise o que já existe na área, quais são os grandes players, o que fazem e o que não fazem.

Pode ser nesse conjunto que você irá encontrar o que está faltando no mercado porque ninguém está fazendo, e ser a sua chance de fazer mais e melhor.

A prática de estudar o mercado deve ser mantida durante toda a gestão do seu negócio, para sempre estar atualizado e bem informado.

2. Monte seu plano de negócios

Depois, monte seu modelo de negócios. Basicamente, você precisa praticar o seguinte exercício (o modelo Lean Canvas pode ajudar):

  1. Definir o que é o seu produto, serviço ou conteúdo (vou chamar tudo de “produto”, mas você entende que seria qualquer uma das possibilidades);
  2. Listar quais problemas ele resolve, pelo menos três;
  3. Listar as soluções que ele traz para os problemas acima;
  4. Definir sua proposta de valor (não confunda esse tópico com o preço): é sobre quais valores estarão vinculados ao seu produto, como, por exemplo, “praticidade”, “juventude”, características não materiais que elevam a percepção sobre o produto;
  5. Delimitar um público-alvo, ou pelo menos um perfil de cliente ideal: quem usará seu produto, para quem você quer vender, qual é o perfil aderente. Isso vai guiar, pelo menos, suas ações de marketing. Não quer dizer que você não possa vender para qualquer pessoa, mas sim que você pode atrair perfis mais qualificados (que têm mais chances de se tornarem fãs e compradores fiéis);
  6. Barreira de entrada: o que torna seu produto único, difícil de ser copiado pela concorrência? Importante ter esse diferencial;
  7. Estimar Custos: estimativa mensal para manter o produto em funcionamento;
  8. Mapear canais por onde você pretende realizar marketing e vendas. De preferência, os canais que seu público-alvo mais utiliza.

3. Mantenha-se curioso e conectado!

Estude muito. Estude sobre negócios, administração, produto, vendas, marketing. Conheça tudo que está envolvido em vender mais. Procure inspirações, cases, notícias. Participe de programas de aceleração, como os do Google. Assista palestras, mentorias, leia. Tem muito conteúdo de graça na internet que vai te ajudar a se manter cercado de exemplos e motivação.

Empreender pode parecer uma tarefa solo, mas não é. Você vai precisar construir networking, fazer contatos, apresentar sua ideia ao mundo e ouvir feedbacks. Esteja preparado e cheio de repertório!

4. Crie seu conteúdo

Alguns recursos que você pode precisar para criar seu conteúdo:

  • Câmera fotográfica: no caso de precisar fotografar produtos. Se você não tem uma câmera profissional, não se preocupe, é possível começar com um smartphone de boa qualidade;
  • Equipamento de gravação: se você vai gravar vídeos, pode fazer em casa com uma câmera ou smartphone, tripé e iluminação;
  • Plataformas para protótipos: se seu produto é um app, você pode planejar a experiência do usuário em programas de prototipagem, como o Invision App e o Sketch. 

5. A parte burocrática

Ela existe, não vamos mentir. De modo geral, para abrir um negócio, você vai precisar de uma MEI ou de um CNPJ, junto à Receita Federal. Entenda aqui como abrir o seu.

Isso é importante para que você possa emitir Nota Fiscal a clientes, parceiros e fornecedores, além de ter acesso a maiores recursos de gestão só acessíveis para quem tem uma empresa aberta (como softwares de marketing, vendas, logística, etc).

Você pode precisar também contratar sua plataforma principal de vendas, seja ela para hospedagem de vídeos fechados (como a Hotmart); e-commerce para produtos (como a VTex e a Magento); domínio para seu website (como a Registro.br), e assim em diante. Mas não se preocupe, o custo com a plataforma é mínimo perante o que você pode ganhar com ela.

6. Os meios de pagamento

Não se esqueça também de pensar em quais serão os meios de pagamento que você irá aceitar em seu empreendimento digital.

De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2018, que mencionamos no começo do artigo, o motivo de cerca de 37% dos usuários de internet não comprar online é por não terem como efetuar o pagamento via Internet. Provavelmente, não contam com cartão de crédito. Por isso, invista em soluções democráticas, como boletos ou débito automático, que podem incluir esse público.

A Vindi pode te ajudar como uma plataforma de gestão de vendas e cobranças, para você oferecer diversos meios de pagamento online aos seus clientes e ter uma gestão clara dos seus recebíveis. Conheça também todos os benefícios da Economia da Recorrência, que pode ser amplamente aplicada em negócios digitais, por meio de mensalidades e assinaturas.

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