Desculpe o transtorno, precisamos falar de antifraude

Uma vez Gregorio Duvivier publicou na Folha de S. Paulo falando sobre sua ex-esposa, Clarice. Tá, mas o que isso tem a ver com esse texto? Ambos precisam falar de coisas importantes. Ele, de saudades. Nós, de antifraudes. Isso porque a falta desse recurso em um e-commerce gera diversos transtornos para os lojistas.

Uma a cada 26 compras feitas pela internet é fraudulenta, segundo relatório da Konduto. Sem análises de risco os e-commerces estão sujeitos, além do prejuízo financeiro, a receber multas das adquirentes se o volume de fraudes for alto.

A média de tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro é de 3,83%. É o que aponta o mesmo relatório que analisou entre 1 de janeiro e 30 de junho deste ano mais de 10 milhões de transações em lojas online.

Pode parecer um número pequeno, mas se pensarmos que existem, segundo a PwC, quase 40% de compras online sendo efetuadas mensalmente, esse número fica gigantesco! A maioria das fraudes acontece às quintas-feiras entre 1h e 5h da manhã, segundo um relatório do Serasa Experian.

Diferentes tipos de fraude

  • Fraude efetiva 

É a que ocorre quando as compras são efetuadas com cartões de créditos roubados ou clonados. Ao receber a cobrança, o dono do cartão pede o estorno (o famoso chargeback) por não reconhecer a compra, mas como o produto foi entregue e o e-commerce já teve todos os custos operacionais para entrega do item, ele fica no prejuízo.

  • Auto fraude

Ocorre quando o próprio titular do cartão efetua a compra, mas finge desconhecê-la e liga na loja  pedindo estorno do valor cobrado na fatura ou na própria administradora do cartão dizendo não reconhecer a compra.

  • Fraude amigável

Acontece quando um conhecido do titular do cartão efetua uma compra sem sua permissão e ele desconhece a compra, pede estorno e, mais uma vez, a loja perde.

O que é um antifraude?

O antifraude é uma ferramenta que tem como função proteger as lojas de e-commerce de ataques cibernéticos. Além disso, ele proporciona mais segurança aos clientes no momento da compra.

Como funciona 

Por meio das redes neurais, entre várias outras técnicas de inteligência artificial. O antifraude consegue analisar as informações cadastrais do consumidor e acompanhar o processo de navegação até a efetivação da compra. Ele analisa informações como: geolocalização, redes sociais de IP e outras informações importantes que definem o grau de risco da compra. Depois dessa análise, o e-commerce recebe uma nota informando se a compra pode ou não ser aprovada.

Por que antifraude é importante

Ainda de acordo com o Serasa, a maioria das lojas online fecha por causa dos prejuízos gerados pelas compras fraudulentas. Não só para evitar as perdas financeiras (ou falência), mas também a perda de engajamento e credibilidade por parte dos consumidores. É indispensável que os e-commerce comecem as operações com um antifraude.

O antifraude faz a gestão de risco e garante à sua empresa boas taxas de aprovação e menos chargeback. Sem isso, as chances de compras verídicas serem reprovadas são maiores e os e-commerces podem ter dificuldades no tempo de aprovação por falta de análise. Portanto, ficar sem um sistema antifraude em sua loja pode acarretar em grandes prejuízos para o caixa. Essa certamente é uma ferramenta essencial para qualquer e-commerce.

Vantagens do antifraude:

  • Segurança –  ele garante ao seu cliente um site protegido para efetuar compras. Isso aumenta o engajamento do cliente com a marca e a taxa de conversão;
  • Praticidade – as avaliações de autenticidade das compras são feitas com maior agilidade;
  • Redução de prejuízos – os problemas com fraudes são drasticamente reduzidos, logo, os prejuízos também;
  • Proteção – você se protege de fraudes e possíveis multas praticadas pelas adquirentes quando o índice de ataques é alto;

Com esses exemplos, nota-se o quanto é benéfico o uso de um antifraude: o recurso protege o lojista de todos os tipos de fraude, e em todas as fases da compra. Isso evita diversos problemas.

Como escolher um antifraude

Essa pergunta é mais uma provocação, porque você deve escolher o antifraude de acordo com o seu negócio. Portanto, é preciso avaliar diferentes opções e entender qual te atende melhor. Mas, elencamos alguns tópicos importantes que o antifraude deve ter e que você precisa analisar na hora de escolher o recurso que vai usar. Veja:

  • Integração com a plataforma;
  • Análise de dados cadastrais – incluindo a mudança de endereços do consumidor em diferentes compras;
  • Análise de navegação do cliente;
  • Alto índice de transações;
  • Inteligência artificial – que analisa as compras feitas com o mesmo cartão
  • A possibilidade de contato com o cliente para confirmar a venda, em caso de suspeitas. Inteligência artificial que analisa que o mesmo cartão foi usado pelo mesmo cliente na mesma máquina;
  • Impressão digital – identidade de cada aparelho usado para fazer a compra;

Agora que ficou claro o que é, como funciona e para que serve um antifraude, você consegue entender a grande necessidade de um e-commerce usar esses recursos ao iniciar suas operações. Contudo, preciso ressaltar que contratar um antifraude e deixar tudo “na mão” da ferramenta não vai te livrar de chargebacks.

Isso porque o antifraude minimiza o risco de alguém que tenha os dados do dono do cartão ou comprador aplicar a fraude a partir das análises de dados. Mas não consegue inibir cem por cento as chances de isso acontecer. É aí que entra a revisão manual, que pode ser feita através de uma pesquisa sobre esse cliente ou uma ligação para verificar se a venda foi feita por ele, por exemplo. Unindo isso tudo, aí sim as chances serão drasticamente reduzidas e você garante compras reais e segurança para o seu cliente.

Outra grande dica é: se for usar plataformas e softwares integrados ao seu site, certifique-se de que eles possuam também um antifraude e segurança, a exemplo das plataformas de pagamento responsáveis pela transmissão de dados no ato de compra e venda. Assim, todas as suas medidas de segurança valerão a pena.

Além de saudades, Gregório precisava contar dos arrependimentos que tinha, do que deixou de fazer e que agora é tarde demais. Aprenda com a história de Gregório e não deixe de fazer o que precisa para o seu e-commerce ter o sucesso que você deseja. Afinal, o único espaço que as empresas de e-commerce que não deram certo conseguem é no caderno de economia da Folha, bem escondidinho. Nem bomba na internet.

Quer entender a fundo o universo da fraude e saber as melhores formas de se proteger? Veja o e-Book que a Vindi preparou, em parceria com a Konduto, para você:

 

Sobre o autor

Nathalia Braga
Jornalista que passou por redações de entretenimento, varejo e economia, mas acabou se apaixonando por marketing digital e hoje atua em suas principais vertentes.

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