Nubank se prepara para a venda recorrente

“font-weight: 400;”>“Isso é principalmente útil no caso de compras recorrentes, que são uma tendência crescente na nossa base de clientes”, Essa foi a declaração do CEO do Nubank, David Vélez, à Exame quando comenta sobre o lançamento do cartão virtual da fintech.

Depois de ler a declaração, tive algumas percepções que decidi esboçar neste texto para explicar por que, você que tá lendo este texto e tem ou quer ter uma empresa, precisa começar a pensar na recorrência – assim como o Nubank.

Mas, antes, vamos aos dados:

Dados rápidos sobre o Nubank

  • Fundada em 2013, primeira transição foi feita em 2014;
  • Tem mais de 1 milhão de clientes;
  • Fechou o primeiro semestre de 2017 com receita de R$ 236 milhões – em 2016 esse valor foi de R$ 77 milhões no ano;
  • Cresce 10% ao mês ;
  • Já levantou US$ 180 milhões em cinco rodadas de investimentos;
  • Tem cerca de 350 funcionários;
  • Já teve 8 milhões de solicitações para uso do cartão;
  • Tem 4 anos de vida.

Todos esses dados servem só para termos uma noção de quem é e de como está crescendo o Nubank.

Experiência do cliente

Com um app, o Nubank consegue oferecer uma experiência de compra diferenciada, rápida e segura.

Ser cliente NuBank é:

  • Quer bloquear o cartão por motivo de perda ou roubo? – clica no app
  • Quer aumentar o limite? – clica no app e solicita
  • Quer pedir um novo cartão? – Faz isso em cinco minutos
  • Quer acompanhar suas movimentações? – Recebe as notificações por app

Tudo na palma da sua mão, certo? Agora, se eles fazem isso com o Safra por trás, imagine sendo um banco. Imagina como será a NuConta. Eu nem sei o que esperar.

Você já deve ter recebido milhões de ligações de bancos oferecendo cartões. Mas já viu uma fila de espera de 8 milhões de pessoas esperando por um cartão?

Por que eu estou aqui falando o que é óbvio e todo mundo já sabe? Porque eu quero ratificar o quando o Nubank entende de pessoas, de gente e principalmente de experiência do cliente.

E se o CEO de uma das Fintechs mais promissoras dos últimos tempos lança um cartão digital pensando em atender clientes que assinam um serviço, compram na recorrência… por que você não deveria se preparar para isso também?

Mercado de recorrência

No Brasil, esse mercado – em números – ainda está se desenvolvendo. Mas, assim como lá fora, tende a crescer cada vez mais e se consolidar, em breve, como um modelo de venda potente, que:

  • Fideliza;
  • Gera receita;
  • Dá previsão de lucros;
  • Possibilita melhoria de produto;
  • Gera engajamento com o cliente;
  • Entrega experiência ao assinante.

Mas, sim, gostamos de dados. E os fatos são:

Cartão Virtual na recorrência

O cartão vai funcionar paralelo ao cartão físico: mesmos dados e informações. Mas com ele, o cliente pode fazer as compras virtuais e, caso perca o físico, não terá que alterar os dados cadastrais ou esperar o novo cartão chegar para continuar usando.

Para o lado do consumidor, a comodidade é o maior benefício. Já para o lado de quem vende na recorrência, isso facilita na questão da renovação. Vez ou outra os clientes trocam de cartão e na hora de fazer a cobrança a transação é rejeitada porque o cartão foi bloqueado ou trocado. Com isso a empresa leva mais tempo para receber sobre o serviço/produto entregue.

Hoje, algumas plataforma como a Vindi conseguem resolver isso com o Renova Fácil, mas ainda é um problema de muita gente que não usa a solução que o Nubank está otimizando.

Você está preparado?

O NuBank está se preparando para as vendas recorrentes oferecendo um cartão digital que vai não só facilitar para o lado do cliente, mas também da empresa que vende na recorrência.

Por que? Porque recorrência é o que há. Esse modelo é benéfico para o lado do empreendedor, mas principalmente para o lado do cliente – olha eu falando de experiência de compra aqui de novo. 

Mas, a provocação que eu deixo é: se uma empresa que tem uma fila de pessoas querendo ser clientes se preparou para vender na recorrência facilitando o pagamento do cliente: como você tem se preparado?

 

Sobre o autor

Nathalia Braga
Jornalista que passou por redações de entretenimento, varejo e economia, mas acabou se apaixonando por marketing digital e hoje atua em suas principais vertentes.