A Economia da Recorrência

Em diversos ramos, a chamada economia da recorrência (subscription economy), ou simplesmente, “modelo de assinaturas”, vem transformando a forma de fazer negócios de alguns mercados que, até então, sofriam para manter em casa os clientes da base e também conquistar dos concorrentes, os potenciais.

Manter um cliente é muito mais barato do que conquistar um novo, não é novidade! Mas o modelo de assinaturas trouxe uma oportunidade muito grande para as empresas convencionais, até o varejo tradicional tem aderido ao modelo.

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A Economia da Recorrência: mais tempo para pensar no próprio negócio.

SaaS

Do ponto de vista do empreendedor de serviços, podemos afirmar que a cobrança recorrente para ele é, na verdade, manter as receitas em casa, enquanto no modelo convencional, a receita é um esforço muito grande de recuperar mensalmente os números. O que exige alto investimento em marketing, operações e atendimento.

Os ramo de softwares, por exemplo, muda em passos largos a forma com que oferece seu serviço, sobretudo como recebe por essa prestação.

Saiba qual a definição do Modelo SaaS clicando aqui.

Vamos usar como exemplo a Adobe, que direciona as licenças de seus softwares para licenças sobre uso, ou seja, alguns produtos como o Photoshop, um dos serviços mais utilizados no mundo, não demanda mais a compra de um CD, de propriedade única (leia – Adobe Triplica número de Assinantes).

A mudança altera também a forma com que o consumidor se relaciona com a empresa, já que se ele quiser cancelar o serviço, automaticamente pára a cobrança. Com isso, algumas empresas como a Adobe, Netflix, Salesforce entre outras, fazem do SaaS (Software as a Service) um dos maiores mercados potenciais do mundo.

Varejo

Se para as empresas de software a recorrência é uma forma de manter a receita “em casa”, para o varejo (on e off) esse modelo é uma forma de aumentar o faturamento. Grandes marcas vêm adotando modelos de assinatura como estratégias aquém das vendas tradicionais.

Além das grandes marcar, pequenas e médias empresas têm visto a oportunidade de escalar vendendo produtos e serviços por assinatura explorando bem as necessidades, interesses e desejos de clientes que buscam por experiência. Não à toa, o mercado de clubes vem amadurecendo no Brasil e chega a faturar R$ 400 milhões/ano.

Desafios do modelo recorrente 

Alguns não captaram que, nesse modelo, existe uma regra básica para o negócio da recorrência: entender o próprio modelo. Se o serviço é tecnologia, nesse modelo o empreendedor deve entender que o negócio passa a ser “Assinatura de Tecnologia”.

Isso vai exigir muito esforço no Produto (serviço), que é na verdade o grande motivo da manutenção desses clientes, que passam a ser tratados como “Assinantes” (subscribers), no billing, que é crítico para a maioria das empresas e no software de gestão desses clientes.

Será um desafio oferecer um serviço de alta qualidade, já que esse é o principal motivador do assinante para manter-se dentro do serviço. Em outras palavras, o suor que era gasto para se conquistar um cliente novo, ou reconquistar um cliente perdido, deve ser direcionado a atender melhor os clientes da base.

O legal é que o modelo oferece essa chance de proximidade com o cliente para entender o que ele quer, precisa e exige ao virar um assinante. Você só precisa saber explorar bem seus canais de comunicação com ele. Entendendo isso, melhora o produto/serviço não só para os clientes já conquistados, mas também para os que quer conquistar.

Em qualidade, atendimento e entrega, a Netflix, que é sempre citado nesse modelo, tem um streaming de igual qualidade ou até superior ao Youtube e vem escalando cada vez mais porque entenderam o que o cliente quer. 

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A Recorrência é um ciclo. Foto: Egopay

Vantagens da economia da recorrência 

Do ponto de vista do cliente ou “assinante”, a conveniência e necessidade devem ser diretamente atingidos. Se for conveniente e necessário, o empreendedor pode se preparar para obter:

  • Receita recorrente;
  • Retenção de clientes;
  • Menos esforço novas aquisições;
  • Previsão de receita;
  • Proximidade com o cliente (melhoria de produto);
  • Escalabilidade (a depender da proposta de valor do produto) e etc.

 

 

A economia da recorrência, na verdade, é a nova forma de se obter serviços e produtos na forma de “acesso”. E isso aumenta conforme a necessidade de se adquirir algo diminui. Para alguns negócios, o modelo de assinaturas pode ser a salvação, para outros, o melhor negócio do mundo.

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