Quando ocorre um episódio de pagamento recusado, é frustrante tanto para o cliente, que já tinha decidido pela compra, quanto para a empresa, que atraiu o consumidor, mas não converteu a venda.

A recusa gera atrito na experiência do cliente e impacta diretamente o faturamento. Em e-commerces, ela reduz a conversão final do checkout.

Em negócios recorrentes, as recusas aumentam a inadimplência, prejudicam a previsibilidade de receita e fazem crescer o churn involuntário.

Por isso, saber como classificar pagamentos recusados é transformar cada recusa em um dado de gestão, atribuindo o motivo, definindo a ação correta e acompanhando o impacto na taxa de aprovação.

Essa análise é ainda mais importante porque nem toda recusa tem a mesma origem: algumas transações recusadas devem passar por retentativa posterior, enquanto outras exigem alguma ação como a atualização dos dados do cartão.

Neste texto, você vai entender como classificar pagamentos recusados, quais recusas são recuperáveis, quais tentativas não devem ser repetidas e como aumentar a taxa de aprovação com tecnologia e processos mais eficientes.

Classificar as recusas de pagamento transforma falhas transacionais em dados estratégicos para otimizar a conversão do checkout.

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O que significa pagamento recusado?

Pagamento recusado significa que uma tentativa de pagamento não foi autorizada por algum participante do fluxo financeiro.

Esse retorno pode ocorrer quando a transação passa pelo fluxo de autorização e não recebe aprovação para seguir até a captura ou liquidação. 

Quando o emissor recusa um pagamento, a informação é compartilhada por meio de códigos de recusa e, em alguns casos, esses códigos indicam razões específicas, como dados incorretos do cartão ou fundos insuficientes.

Esse código de recusa é o ponto de partida para entender o que aconteceu. 

Sem essa classificação, a empresa tende a tratar todos os pagamentos recusados da mesma forma, repetindo tentativas sem critério ou enviando mensagens genéricas para o cliente.

Qual a diferença entre pagamento recusado e erro de pagamento?

Pagamento recusado e erro de pagamento não são exatamente a mesma coisa. Veja:

  • A recusa acontece quando a transação chega ao fluxo de autorização e algum agente decide não aprovar o pagamento
  • Já o erro de pagamento ocorre quando existe uma falha técnica, operacional ou de integração que impede a transação de ser processada corretamente.

Um cartão sem limite, por exemplo, tende a gerar uma recusa. 

Já uma instabilidade entre gateway e adquirente, por outro lado, se aproxima mais de um erro técnico.

Essa diferença importa porque a ação corretiva muda completamente.

Em uma recusa por saldo insuficiente, a empresa trabalha com retentativas em horários melhores ou oferece outro meio de pagamento.

Em um erro de integração, a prioridade é investigar o provedor, a configuração, o roteamento ou a estabilidade do sistema.

Quem participa da autorização de um pagamento?

O fluxo de autorização envolve vários participantes, mesmo quando o cliente vê apenas uma mensagem simples no checkout.

Em uma transação com cartão, os principais envolvidos são o estabelecimento, o gateway ou intermediador, a adquirente, a bandeira e o emissor do cartão.

Funciona assim:

  1. O estabelecimento envia os dados da compra
  2. O gateway faz a ponte tecnológica entre a loja e os processadores
  3. A adquirente processa a transação e se comunica com o arranjo de pagamento
  4. A bandeira define regras, roteia informações e conecta a cadeia
  5. O emissor avalia o cartão do cliente, o limite, os dados de segurança e os critérios de risco.

Ou seja, a autorização do pagamento não depende apenas da loja, e sim da qualidade da integração, do comportamento do cliente, das regras da bandeira, da resposta do emissor e da infraestrutura usada no processamento.

Por que é importante saber como classificar pagamentos recusados?

Classificar recusas é essencial para separar o que ainda gera receita do que precisa de uma nova ação do cliente.

Sem classificação, a empresa perde eficiência em três frentes: taxa de aprovação, experiência do cliente e custo operacional.

Veja alguns exemplos de situações que ilustram bem a diferença entre cada contexto:

  • Uma recusa por instabilidade temporária exige uma retentativa
  • Uma recusa por cartão roubado não deve ser retentada
  • Uma recusa por dados inválidos exige correção do cadastro
  • Uma recusa por suspeita de fraude exige análise de risco.

Entender os códigos de rejeição de transações de cartão de crédito é essencial para otimizar a gestão financeira do negócio, especialmente porque esses retornos ajudam a diferenciar códigos reversíveis e irreversíveis.

A classificação das recusas impede desperdício de tentativas, reduz contatos desnecessários e melhora a tomada de decisão do financeiro, do produto e do time de atendimento.

O que é taxa de aprovação?

Como mencionamos antes, a taxa de aprovação é uma das frentes em que a empresa perde eficiência caso não classifique os pagamentos recusados.

Taxa de aprovação é o percentual de pagamentos aprovados em relação ao total de transações processadas.

A fórmula básica é:

  • Taxa de aprovação = pagamentos aprovados / pagamentos tentados x 100.

Se uma empresa processa 10 mil transações em um mês e 8,7 mil são aprovadas, sua taxa de aprovação é de 87%.

Vale ressaltar que essa taxa, que mede a efetividade das vendas pagas e aprovadas por operadoras de cartão e bancos, é diferente da conversão do checkout, que mede a capacidade de levar o cliente até a finalização da compra.

Essa distinção é importante porque um checkout pode converter bem e, ainda assim, perder receita na etapa de autorização.

A taxa de aprovação de que falamos aqui mostra a qualidade do processamento depois que o cliente já decidiu pagar.

Categorias para classificar pagamentos recusados

Os pagamentos recusados podem ser classificados em grupos para facilitar a ação da empresa.

A classificação exata depende dos códigos retornados por cada adquirente, bandeira, gateway ou intermediador, mas algumas categorias aparecem com frequência em operações digitais.

As principais são:

  • Recusas reversíveis (soft declines)
  • Recusas irreversíveis (hard declines)
  • Recusas por dados inválidos
  • Recusas por risco ou autenticação
  • Recusas técnicas ou operacionais
  • Recusas por configuração do estabelecimento
  • Recusas específicas de recorrência.

Essa divisão ajuda a criar uma estratégia de recuperação mais precisa. 

O objetivo não é decorar todos os códigos, mas entender qual resposta operacional cada grupo exige.

A seguir, detalhamos melhor essas principais categorias.

O que são recusas reversíveis (soft declines)?

Recusas reversíveis são aquelas em que a transação não foi aprovada, mas ainda existe chance de aprovação em uma nova tentativa. 

Elas também são chamadas de soft declines.

Exemplos comuns de recusas reversíveis incluem saldo ou limite insuficiente, emissor indisponível, instabilidade temporária, falha de comunicação e algumas recusas genéricas.

Nesses casos, uma retentativa bem programada gera resultado melhor do que uma nova tentativa imediata e repetida.

O que são recusas irreversíveis (hard declines)?

Recusas irreversíveis são aquelas em que a transação não deve ser retentada com os mesmos dados. Elas também são conhecidas como hard declines.

Exemplos comuns incluem cartão perdido, cartão roubado, número de cartão incorreto, cartão vencido, autorização revogada e transação não permitida.

Nesses casos, insistir na mesma cobrança aumenta custo, gera fricção e ainda prejudica indicadores de risco.

A recusa irreversível exige ação do cliente, como atualizar o cartão ou escolher outro método de pagamento.

Como diferenciar recusa reversível e irreversível?

A diferença entre recusa reversível e irreversível está na possibilidade de recuperar a transação com uma nova tentativa.

Em uma recusa reversível, a empresa faz uma nova tentativa conforme regras da bandeira e estratégia de cobrança. 

Em uma recusa irreversível, a empresa interrompe a retentativa automática e solicita uma ação do cliente.

Veja um exemplo prático:

Exemplo Tipo de recusa Retentar? Melhor ação
Saldo ou limite insuficiente Reversível Sim Retentar em outro horário ou data
Emissor indisponível Reversível Sim Reprocessar após intervalo
Cartão roubado ou perdido Irreversível Não Solicitar outro meio de pagamento
Cartão vencido Irreversível Não com os mesmos dados Pedir atualização do cartão
Número, CVV ou validade incorretos Irreversível Não antes da correção Orientar o cliente a revisar os dados
Transação exige 3DS Reversível Sim, com autenticação Redirecionar para autenticação
Timeout ou falha de roteamento Reversível Sim, após verificação Trocar rota ou adquirente

Essa matriz de decisão deve ser incorporada ao sistema de pagamentos, e não ficar apenas em planilhas ou regras informais do time financeiro.

Os demais tipos de pagamento recusado que explicaremos a seguir também podem ser classificados como reversíveis ou irreversíveis. 

Mas vamos apresentá-los como tipos à parte para fornecer mais detalhes.

Recusas por dados inválidos

Recusas por dados inválidos acontecem quando alguma informação enviada no pagamento não corresponde ao cartão ou ao formato esperado.

Isso inclui número do cartão incorreto, CVV inválido, data de validade errada, nome inconsistente ou cartão já expirado.

Esse tipo de recusa é comum em e-commerces, checkouts mobile e cadastros de assinatura feitos manualmente.

A melhor resposta é orientar o cliente a conferir as informações ou usar outro cartão. 

A validação no checkout reduz essas falhas antes que a transação chegue ao emissor.

Máscaras de campo, detecção automática de bandeira, validação de quantidade de dígitos e mensagens claras de erro ajudam bastante.

Recusas por saldo ou limite insuficiente

Saldo ou limite insuficiente é um dos motivos mais comuns de pagamento recusado. 

Nesse cenário, o cartão é válido, os dados estão corretos e o emissor reconhece a conta, mas o cliente não tem limite disponível ou saldo suficiente para concluir a compra.

Em transações recorrentes, esse motivo não significa necessariamente que o cliente quer cancelar.

Muitas vezes, o limite volta a ficar disponível após o fechamento da fatura, o pagamento do cartão ou a entrada de salário.

Por isso, a retentativa inteligente costuma ter bom potencial nesse grupo.

Em vez de repetir a cobrança imediatamente, a empresa deve programar novas tentativas em intervalos estratégicos e oferecer alternativas como Pix, boleto, outro cartão ou renegociação.

Recusas por suspeita de fraude

Recusas por suspeita de fraude acontecem quando o emissor, o antifraude ou outro participante do fluxo entende que a transação apresenta risco elevado.

Isso ocorre com compras fora do padrão do cliente, valores incomuns, divergência cadastral, muitas tentativas seguidas, localização suspeita ou comportamento atípico no checkout.

Nesses casos, a resposta correta nem sempre é relaxar o antifraude. 

A empresa precisa encontrar o equilíbrio entre proteger a operação e evitar recusas indevidas de bons clientes.

Uma análise de risco eficiente evita aprovar transações fraudulentas e também evita os falsos positivos, isto é, bloquear vendas legítimas.

Recusas por autenticação

Recusas por autenticação acontecem quando a transação precisa de uma etapa adicional de confirmação do cliente.

Isso inclui fluxos com 3D Secure, validação pelo aplicativo do banco, senha, token ou outro mecanismo de autenticação.

Esse tipo de recusa exige uma experiência bem desenhada. 

O cliente deve entender que precisa confirmar a transação, e o sistema deve conduzi-lo sem confusão.

A autenticação adicional também precisa ser aplicada com inteligência, principalmente em operações com alto volume, para não criar fricção desnecessária em pagamentos de baixo risco.

Recusas técnicas ou operacionais

Recusas técnicas ou operacionais estão relacionadas a instabilidades no processamento, timeout, falha de comunicação, indisponibilidade do emissor, instabilidade da adquirente ou problemas temporários de roteamento.

Esse grupo exige observação cuidadosa porque a causa não está necessariamente no cliente.

Quando uma adquirente apresenta instabilidade, por exemplo, uma operação com multiadquirência consegue direcionar transações para outra rota com melhor disponibilidade e maior chance de aprovação.

É o que chamamos de redundância no processamento, um recurso que evita que uma falha pontual vire perda de venda.

Recusas por configuração do estabelecimento

Algumas recusas não estão ligadas ao cartão do cliente, mas à configuração da operação.

Isso inclui tentativa de processar uma bandeira não habilitada, moeda incompatível, tipo de transação não permitido, valor fora do padrão, erro de MCC, falha em dados obrigatórios ou integração incompleta.

Esse tipo de recusa é especialmente crítico porque tende a se repetir em escala: se a empresa não identifica a raiz do problema, várias transações legítimas seguem sendo recusadas.

A configuração de pagamento deve ser revisada sempre que houver mudança de adquirente, novo meio de pagamento, nova modalidade de venda, expansão internacional ou alteração no checkout.

Recusas em pagamentos recorrentes

Pagamentos recorrentes têm desafios próprios. 

O cliente cadastrou um cartão em um momento anterior, mas o pagamento será cobrado novamente em ciclos futuros.

Nesse intervalo, o cartão vence, é substituído, perde limite, é bloqueado, muda de status ou deixa de ser o método preferido do cliente.

Em casos assim, a recusa no pagamento de uma mensalidade representa o risco de interrupção de acesso e perda de receita recorrente.

Para que as falhas não resultem em inadimplência, a recorrência exige recursos como retentativas, atualização de cartão, comunicação automática, régua de cobrança e alternativas de pagamento.

Diferenciar soft declines de hard declines garante que a sua operação aplique a retentativa correta sem gerar custos desnecessários.

Como classificar os pagamentos recusados?

O primeiro passo é criar uma taxonomia interna para agrupar os códigos de retorno em categorias de decisão.

A empresa deve transformar o código original recebido do provedor em uma informação operacional clara.

Uma estrutura eficiente tem pelo menos estes campos:

  • Código original retornado
  • Provedor ou adquirente de origem
  • Bandeira
  • Categoria da recusa
  • Tipo reversível ou irreversível
  • Ação recomendada
  • Possibilidade de retentativa
  • Necessidade de contato com cliente
  • Meio alternativo sugerido
  • Impacto financeiro da recusa.

Essa base de classificação ajuda o time a entender se deve retentar, pedir outro cartão, acionar suporte, trocar rota, enviar link de pagamento ou abrir análise técnica.

Em operações maiores, essa classificação deve alimentar dashboards e regras automáticas.

Exemplo de classificação de pagamento recusado

Veja a seguir um exemplo de uma forma prática de organizar a classificação.

A tabela não substitui a leitura dos códigos oficiais de cada provedor, mas serve como uma camada gerencial para orientar decisões.

Categoria Possíveis motivos Ação recomendada
Limite ou saldo Saldo insuficiente, limite excedido Retentativa inteligente e oferta de Pix ou boleto
Dados inválidos CVV incorreto, validade errada, número inválido Solicitar correção dos dados
Cartão indisponível Cartão vencido, bloqueado, perdido ou roubado Pedir novo cartão ou outro meio
Risco Suspeita de fraude, transação fora do padrão Revisar antifraude ou solicitar autenticação
Autenticação 3DS necessário, confirmação pendente Reenviar fluxo autenticado
Infraestrutura Timeout, emissor indisponível, adquirente instável Retentar depois ou rotear para outra adquirente
Configuração Bandeira não habilitada, erro de integração Corrigir parametrização da operação
Recorrência Cartão desatualizado, autorização recorrente revogada Atualizar método de pagamento e acionar régua de cobrança

O que fazer quando o pagamento é recusado no checkout?

No checkout, a resposta precisa ser imediata, clara e útil. 

A pior abordagem é exibir mensagens genéricas como “erro no pagamento” sem explicar o próximo passo.

O ideal é traduzir a recusa em uma instrução simples, sem expor informações sensíveis.

Veja exemplos:

  • Dados inválidos: “Não conseguimos confirmar os dados do cartão. Confira número, validade e código de segurança.”
  • Limite insuficiente: “O pagamento não foi autorizado pela operadora do cartão. Você pode tentar outro cartão ou escolher outro meio de pagamento.”
  • Autenticação necessária: “Seu banco precisa confirmar esta compra. Siga as instruções para autenticar o pagamento.”
  • Instabilidade temporária: “Não conseguimos concluir a transação agora. Tente novamente em alguns minutos ou escolha outro meio de pagamento.”

O que fazer quando o pagamento recorrente é recusado?

Em pagamentos recorrentes, a empresa deve acionar uma régua de recuperação. 

Essa régua combina retentativas automáticas, mensagens ao cliente e alternativas de pagamento.

A primeira etapa é identificar se a recusa aceita nova tentativa:

  • Se for reversível, o sistema agenda novas tentativas de acordo com as regras permitidas
  • Se for irreversível, o sistema solicita atualização do método de pagamento.

Uma boa ferramenta de retentativas inteligentes, como a da Vindi, reprocessa transações recusadas e aumenta a probabilidade de aprovação, apoiando a recuperação de inadimplência.

A recuperação recorrente deve agir rápido, mas sem excesso de tentativas. 

Uma régua bem configurada informa, facilita o pagamento e evita que o cliente perceba a cobrança como insistente.

Exemplos de mensagens para pagamento recusado

A mensagem enviada após um pagamento recusado deve ser objetiva, educada e orientada à solução.

O tom deve evitar acusação, porque a recusa nem sempre é responsabilidade direta do cliente.

Veja alguns exemplos abaixo.

Mensagem para cartão recusado em assinatura

Olá, [Nome].

Não conseguimos processar o pagamento da sua assinatura referente a [período].

Você pode atualizar o cartão ou escolher outra forma de pagamento por este link: [link].

Se precisar de ajuda, estamos à disposição.

Mensagem para limite insuficiente

Olá, [Nome].

O pagamento referente a [serviço/produto] não foi autorizado pela operadora do cartão.

Você pode tentar novamente, usar outro cartão ou pagar por Pix neste link: [link].

Mensagem para cartão vencido

Olá, [Nome].

O cartão cadastrado para sua cobrança recorrente está vencido ou inválido.

Atualize seus dados de pagamento por aqui para manter o serviço ativo: [link].

Mensagem para falha temporária

Olá, [Nome].

Tivemos uma falha temporária ao processar seu pagamento.

Faremos uma nova tentativa automaticamente, mas você também pode regularizar agora por este link: [link].

Mensagem para pagamento ainda não regularizado

Olá, [Nome].

Ainda não identificamos a regularização do pagamento referente a [serviço/produto].

Para evitar interrupções no serviço, acesse suas opções de pagamento por aqui: [link].

Como aumentar a taxa de aprovação de pagamentos?

O grande objetivo de todo esse trabalho de classificar e analisar as recusas de pagamento é evitar que a taxa de aprovação caia.

Não existe uma única ação capaz de resolver todos os pagamentos recusados. 

O ganho vem da soma de várias melhorias.

Para manter um nível bom neste indicador, a empresa deve apostar em uma combinação de dados, tecnologia, roteamento e experiência do cliente.

Veja as principais estratégias.

1. Padronize os códigos de recusa

A empresa deve consolidar códigos de diferentes adquirentes, bandeiras e provedores em uma visão única. 

Isso evita que o time financeiro veja dezenas de retornos técnicos sem saber o que fazer.

Com a padronização, cada recusa vira uma categoria de ação. 

A padronização dos códigos também melhora relatórios, automações e treinamento da equipe.

2. Use retentativas inteligentes

Retentativa inteligente é aquela que considera motivo da recusa, horário, intervalo, bandeira, adquirente, histórico do cliente e probabilidade de aprovação.

Essa camada de refinamento aumenta a taxa de aprovação sem gerar excesso de tentativas.

3. Evite retentar recusas irreversíveis

Retentar recusas irreversíveis prejudica a operação. 

Além de não recuperar receita, a prática aumenta o volume de processamento, pode gerar custos e ainda cria sinais ruins para emissores e mecanismos de risco.

Se o cartão foi perdido, roubado, vencido ou bloqueado, o cliente precisa atualizar os dados.

A interrupção da retentativa em hard declines é tão importante quanto a retentativa em recusas reversíveis.

4. Ofereça meios alternativos de pagamento

Quando o cartão é recusado, a venda não precisa terminar. 

A empresa pode oferecer Pix, boleto ou a possibilidade de configurar outro cartão.

Essas alternativas devem aparecer no checkout e também nas mensagens enviadas após a recusa. 

Uma boa diversidade de meios de pagamento melhora a experiência de compra e a conversão.

5. Melhore a experiência do checkout

Um checkout com muitos campos, ou que não sinaliza de maneira adequada quando há um erro de preenchimento, aumenta as falhas e o abandono por parte do usuário.

Para melhorar a aprovação, a empresa deve reduzir etapas, validar dados em tempo real, destacar segurança, usar mensagens claras e adaptar a experiência ao mobile.

Quanto menos erros o cliente comete no preenchimento, menor a chance de recusa por dados inválidos.

6. Ajuste o antifraude

Um antifraude rígido demais barra bons clientes. 

Por outro lado, um antifraude permissivo demais aumenta chargebacks, perdas e risco operacional.

A empresa deve calibrar regras por valor, canal, recorrência, perfil do cliente, histórico de compra, produto e geografia.

Ou seja, a gestão antifraude precisa equilibrar aprovação e segurança. 

Em alguns casos, vale aplicar autenticação adicional apenas em transações de maior risco.

7. Trabalhe com multiadquirência e roteamento

A multiadquirência permite distribuir transações entre diferentes adquirentes. 

Essa estratégia ajuda quando há diferença de performance por bandeira, emissor, tipo de transação ou momento do dia.

Também cria redundância diante de instabilidades. 

A orquestração de pagamentos leva essa lógica adiante, usando regras e dados para escolher a melhor rota de cada transação.

8. Atualize cartões em cobranças recorrentes

Em assinaturas, muitos pagamentos falham porque o cartão cadastrado ficou desatualizado. 

Isso ocorre quando o cliente troca de cartão, recebe uma nova via, muda validade ou perde o método anterior.

A empresa deve facilitar a atualização do meio de pagamento antes que a cobrança falhe.

Mensagens preventivas, área do cliente, links de atualização e recursos de renovação automática reduzem esse problema.

9. Monitore a aprovação por recorte

A taxa de aprovação geral ajuda, mas não mostra tudo.

A empresa deve acompanhar aprovação por adquirente, bandeira, emissor, produto, plano, país, canal, valor, horário, tipo de cliente e motivo de recusa.

Esses recortes revelam gargalos invisíveis na média. Por exemplo:

  • Uma adquirente pode performar bem no geral e mal em determinada bandeira
  • Um tipo de plano pode ter mais recusas por limite
  • Um emissor pode concentrar recusas genéricas.

Esse tipo de análise segmentada transforma aprovação em uma rotina de otimização contínua.

Como a Vindi ajuda a reduzir pagamentos recusados?

A Vindi é um hub de pagamentos que oferece soluções para empresas que precisam vender online, cobrar assinaturas e recuperar pagamentos recusados com mais eficiência.

No caso dos pagamentos recusados, a Vindi trabalha com ferramentas como:

  • Multiadquirência: permite conectar a operação a mais de uma adquirente, criando rotas alternativas para processar transações e reduzindo perdas causadas por instabilidades, baixa performance de aprovação ou indisponibilidade de um único provedor
  • Retentativas inteligentes: reprocessam pagamentos inicialmente recusados quando a recusa permite uma nova tentativa, respeitando regras das bandeiras e aumentando as chances de aprovação sem depender de ação manual da equipe financeira
  • Renovação automática de cartões: atualiza cartões vencidos, cancelados ou reemitidos em cobranças recorrentes, reduzindo falhas causadas por dados desatualizados e evitando que o cliente precise cadastrar manualmente um novo cartão
  • Régua de cobrança: automatiza o envio de mensagens por canais como e-mail, SMS e WhatsApp para lembrar vencimentos, avisar sobre pagamentos não identificados e orientar o cliente a regularizar a pendência por um caminho simples
  • Link de pagamento: permite enviar ao cliente uma URL de pagamento por canais como WhatsApp, e-mail, SMS ou chat, facilitando a regularização de cobranças recusadas com meios alternativos como Pix, boleto ou cartão de crédito.

Com esses recursos, a Vindi ajuda a transformar recusas em oportunidades de recuperação, combinando tecnologia, automação e uma experiência de pagamento mais fluida para o cliente.

Com a inteligência transacional da Vindi, transações recusadas passam por retentativas que recuperam vendas e protegem a sua margem.

Leve a inteligência em pagamentos da Vindi para o seu negócio

A Vindi é uma plataforma de pagamentos que evolui com você, entregando soluções para quem cobra todo mês e para quem vende todo dia.

Mais do que processar transações, entregamos inteligência financeira para direcionar a melhor decisão transacional, garantindo conversão superior, previsibilidade de receita e visibilidade absoluta — da venda ao saldo final.

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