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O ano de 2018 será um ano extremamente desafiador, mas três direcionamentos podem ajudar a definir o sucesso das empresas SaaS. Por isso eu elenquei e  esbocei cada um deles neste artigo. Veja:

Customizações sem perder escala  

No mercado tradicional (mundo físico), o meio termo entre produção puxada e empurrada é a tendência do momento. A exemplo de uma camisa de futebol que você realiza a contratação e personaliza com o nome e número do seu jogador favorito ou da marca Havaianas que você consegue personalizar a estampa. Este fenómeno está sendo aplicado para Canecas, pelúcia e até mesmo a Coca Cola.

No mercado da informação não é diferente, cada cliente quer e precisa personalizar o seu software de acordo com as necessidades específicas do negócio dele, a forma mais simples de fazer isso acontecer e se manter escalável (sem ter que ter um desenvolvedor para cada cliente).  

É através de uma API de Marketplace que o seu cliente poderá criar aplicativos que atendem suas necessidades específicas, os grandes players do mercado estão escalando desta forma.

 

Focar na Competência Central

O maior erro de empresas baseadas em tecnologia é esquecer que ela é apenas o meio para atingir o fim, muitas empresas esquecem da sua competência central e se intitulam empresas de tecnologia. Vimos esse erro acontecer na Blockbuster, Kodak e em diversos softwares de menor expressão.

Foque no problema que você realmente resolve para o seu cliente. Não se apegue à tecnologia, utilize ela como ferramenta para expandir o seu negócio, o caso mais positivo que lembro deste caso é a Empiricus.

Não invista em tecnologias inovadoras demais para o seu mercado e também não seja o último a modificá-la. Atingir o meio termo é uma tarefa extremamente complicada, para isso utilize o Hype Cycle do Gartner ele pode lhe dar uma boa direção https://www.gartner.com/smarterwithgartner/top-trends-in-the-gartner-hype-cycle-for-emerging-technologies-2017/

Outra dica interessante, o doutor em Administração Prahalad, tem uma tese em que diz que a capacidade de crescimento de uma empresa está associada à capacidade dela de desenvolver um novo mercado. Vale a pena dar uma pesquisada nestes estudos: Competição pelo presente versus Competição pelo futuro.

 

Sair da Commoditização

Gordon Earl Moore, 1956, definiu que equipamentos eletrônicos a cada 18 meses teriam que dobrar sua capacidade para serem comercializados pelo mesmo preço. Esse processo é muito comum hoje em dia, basta reparar os preços dos smartphones e computadores.

Uma forma de começar a fugir da commoditização é evitar ser um fornecedor secundário para outra solução.

Gateways de pagamento, antifraude e conciliadores estão com os dias contados devido à alta concorrência, fazendo com que o preço de mercado sempre seja mais baixo. A única forma de sobreviver nestes casos seriam a começar a envelopar suas aplicações para comercializá-las como software, aumentando o valor de mercado e fugindo da concorrência por preço.

As empresas que estão seguindo esse direcionamento estão tomando conta dos seus mercados e crescendo de forma acelerada, a Vindi é um grande exemplo disso, assim como a Stone em nosso mercado.

Em dezembro de 2018 podem me cobrar, os Saas que seguirem estes direcionamentos apresentarão um crescimento mais elevado. Ano que vem voltamos para fazer uma análise 🙂

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