Toda e qualquer empresa precisa de capital para começar suas atividades. Alguns empreendedores utilizam recursos próprios para montar a operação, o chamado bootstrapping. Já outros vão em busca de fundos de investimento para impulsionar seu crescimento. No Brasil, cerca de 90% das empresas SaaS operam no modelo de negócios recorrente, e vamos te contar porque os investidores preferem esse tipo de empresa para dedicar seus esforços.

Tipos de investimento

Primeiro, vamos entender os tipos de investimentos que existem e, assim, conseguiremos entender melhor cada fase.

Bootstrapping

Esse modelo é, praticamente, o ponta pé inicial de toda empresa. É o primeiro dos investimentos, sempre feito pelos fundadores, que colocam dinheiro do próprio bolso para rodar um MVP e conseguir atrair investidores.

Segundo dados da Brazil SaaS Landscape, 70% das empresas SaaS brasileiras operam com investimento bootstrapping. Ou seja, a maioria não consegue atrair investidores e acabam tendo que tocar a operação com dinheiro próprio.

Investimento anjo

Esse tipo de investimento é feito por pessoas físicas e que possuem uma boa visão do mercado. O famoso investidor anjo, investe capital próprio em empresas que estão começando, mas que possuem um grande potencial de crescimento. Geralmente, o valor dessa rodada varia entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.

Seed

O investimento seed pode ser feito tanto por pessoa física, quanto jurídica. Ou seja, aqui realmente entra o capital dos chamados fundos de investimento.

O seed é feito em empresas que já lançaram algum produto ou serviço no mercado e já têm clientes na base. Entretanto, elas ainda precisam de incentivo financeiro para conseguir expandir o negócio e aumentar a equipe.

Os valores desse tipo de rodada de investimento variam entre R$ 500 mil a R$ 2 milhões.

Venture Capital

O VC, como é chamado, é a categoria de investimentos de risco. Geralmente, o fundo realiza a compra de ações minoritárias ou direitos de participação em empresas que possuem um alto potencial de valorização e rápido crescimento.

O Venture Capital tem como objetivo fornecer capital para que a empresa cresça de forma exponencial, aumente sua operação, suas vendas e, até mesmo, abra capital futuramente. Nesse caso,o retorno do investimento é equivalente ao risco

Os fundos de Venture Capital investem milhões nas empresas escolhidas.

Private Equity

O investimento chamado de Private Equity é realizado em empresas que ainda não possuem capital aberto, mas estão na fase pré-IPO.

O investidor pode ser pessoa física, uma empresa, instituição ou fundo de investimento. Nesse tipo de investimento, é possível incluir a participação na gestão empresarial ou oferecer uma espécie de mentoria para o negócio.

O Private Equity realiza investimento quando a empresa já gera algum tipo de lucro, possui um fluxo de caixa estabilizado e atende um volume significativo do mercado. Portanto, os valores do investimento também estão na casa dos milhões.

Diferença entre incubadora e aceleradora

Neste mundo de impulsionar o crescimento das startups, além dos fundos que citamos acima, também há o que chamamos de incubadoras e aceleradoras. Agora, vamos conhecer um pouco mais sobre as diferenças das duas.

Incubadoras

As incubadoras dão apoio a pequenas empresas por alguma necessidade governamental. Solicitam um plano de negócios mais bem elaborados e, assim, conseguem o apoio público com mais facilidade.

Algumas das principais incubadoras brasileiras: Cietec, Instituto Gênesis e Inova.

Aceleradoras

Já as aceleradoras, buscam empresas que possuem grande potencial de crescimento rápido. Assim, é possível realizam mentorias para as aceleradas, já que contam com empreendedores experientes em seu painel.

Algumas aceleradoras brasileiras:ACE, Startup Farm e Darwin.

Os principais fundos de investimentos e suas investidas

Ao olharmos o portfólio das investidoras, tanto estrangeiras, quanto as tupiniquins, notamos que todas investem em empresas do segmento Saas. Dá uma olhadinha na lista abaixo que retiramos do livro Recorrência.

  • Redpoint – Zuora, Twillio, Zendesk, Heroku.
  • Accel Partners – Dropbox, Atlassian, Slack, EduK.
  • Benchmark Capital – Docker, Optimizely, Wealthfront.
  • Founders Fund – Asana, JusBrasil, Zenefits.
  • Tiger Global Management – ContaAzul, Spotify, Invision.
  • Andreessen Horowitz – Domo, Github, Digital Ocean, Mix Panel.
  • Sequoia Capital – Canva, Lemonade, Strava, Zoom.
  • Bessemer Venture Partners – Sendgrid, Intercom, Gainsight, Blue Apron.
  • Salesforce Ventures – Hubspot, Carto, Evernote.
  • Google Ventures – Segment, Cloudera, Docusign, Class Pass.
  • Index Ventures – Typeform, Soundcloud, Skype, Figma.
  • 500 Startups – AdEspresso, Rapportive, Platzi.
  • Y Combinator – Disqus, Screenhero, Zapier.

Com as investidoras brasileiras, também não é diferente, o SaaS predomina.

  • Valor Capital – Linte, Passei Direto e Revelo.
  • Monashees – ContaAzul, IDwall e Petlove.
  • Redpoint eventures – Olist, Xerpa e Nibo.
  • 500 Startups – Pipefy, Descomplica e Linte.
  • Astella – Omie, ClickSign e Geofusion.
  • Canary.Vc – Social Miner, MeeTime e TeraVoz.
  • e.Bricks Ventures – Contabilizei, Rock Content, Me Salva.
  • DGF – Scup (Sprinklr), Concil e Resultados Digitais.
  • Criatec 2 – Convenia, Konduto, Bling e Vindi.

Por que os fundos de investimentos preferem as empresas recorrentes?

O livro Recorrência reservou um capítulo inteiro para falar sobre o porquê dos investidores preferirem as empresas SaaS e recorrentes. E, se você ainda não leu o maior estudo sobre recorrência do país, pode acessá-lo clicando aqui.

Ao optar pelo modelo de cobrança recorrente, o empresário consegue ter uma receita mais previsível e a possibilidade de escalada do negócio é maior. O que é o cenário ideal para os fundos de investimentos. Como citamos, 90% das empresas SaaS utilizam a recorrência como modelo de cobrança e, por isso, conseguem mais investimentos.

3 dicas para conseguir uma rodada de investimento

Independente da fase que sua empresa está, existem algumas dicas que podem ajudar a atrair investidores para o seu negócios. Para te ajudar, listamos 3 dicas essenciais logo abaixo.

Acompanhe as métricas da sua empresa

Os investidores olham muito para os números da sua empresa, afinal, elas dão indícios sobre a saúde do negócio. Por isso, é preciso estar em dia com todas as métricas do seu SaaS.

Tenha um bom pitch

É preciso ter um bom discurso e realmente vender a ideia para os possíveis investidores. E, não estamos falando de enrolação, mas sim, de saber mostrar o potencial da sua ideia e o que de inovador sua empresa pode trazer para o mercado.

Seu pitch deve conter:

  • Proposta de valor;
  • Problema que sua empresa irá resolver;
  • Qual a oportunidade de atuar no mercado;
  • Qual o modelo de receita e de negócios;
  • Concorrentes;
  • Estratégia para o uso dos recursos conquistados.

Faça networking

O networking é importante tanto para que mais pessoas conheçam seu produto, mas também para atrair talentos e possíveis investidores.

Marcar presença em eventos, participar de fóruns e grupos no Telegram, por exemplo, te ajudam a conhecer pessoas influentes e que podem fornecer muitos insights para o seu negócio.

Para saber mais sobre tudo o que acontece no mercado SaaS, clique no banner abaixo e baixe agora mesmo o estudo mais completo do Brasil sobre o segmento!