Golpes na Black Friday: como proteger seu e-commerce

Qual e-commerce não espera ansiosamente pela data do ano em que o volume de pedidos pode ultrapassar a marca de 4 milhões? O único problema é que a alta taxa de conversão não atrai apenas consumidores. Mas também os fraudadores que se aproveitam da ocasião para aplicar golpes na Black Friday.

É, por isso, que a sua loja virtual não deve estar apenas preparada para vender mais nessa época. Ela também precisa estar protegida contra possíveis ataques. Evitando, assim, prejuízos por compras fraudulentas e perda de credibilidade com os reais clientes.

Segundo um levantamento realizado em dezembro de 2017 pela Konduto, empresa antifraude, e-commerces sofrem tentativas de golpes a cada cinco segundos. Além disso, das 40 milhões de transações analisadas durante a pesquisa, mais de 3% eram atividades criminosas.

Para garantir uma data lucrativa, separamos abaixo dicas de como você pode proteger seu e-commerce de golpes na Black Friday, confira!

Golpes na Black Friday mais comuns

É importante dizer que, com o passar dos anos, a fraude passou a ser cada vez mais “aprimorada”. Ou seja, os fraudadores estão mais “profissionais” e conhecem perfeitamente o funcionamento de sistemas.

Eles normalmente têm preferência por produtos que podem ser facilmente vendidos. Como é o caso de celulares, eletrônicos e vestuário, pois possuem grande procura pelos consumidores.

Entretanto, vale ressaltar que o que mais chama a atenção dos fraudadores na Black Friday não é a porcentagem de desconto dos itens. Mas sim a vulnerabilidade do seu e-commerce.

Eles sabem que diante de um número de pedidos muito maior do que o comum, o desafio de detectar uma fraude também cresce. O que aumenta então a probabilidades de compras falsas serem aprovadas.

Cartão de crédito

Entre os golpes na Black Friday mais comuns estão o teste de cartões, o chargeback e também o ataque a servidores.

No primeiro caso, teste de cartões, os fraudadores possuem diversos dados em mãos. Porém não sabem quais deles são válidos. Então, antes de arriscar compras de itens caros, eles preferem testar os cartões em pedidos mais baixos e, aparentemente, inofensivos para os comerciantes.

É, por isso, que engana-se quem acha que lojas virtuais menores não correm risco de golpes na Black Friday. Pois, os testadores de cartões podem se utilizar desses comércios eletrônicos para validar os cartões roubados e clonados.

Chargeback

O chargeback, grande fantasma dos e-commerces, também é um golpe na Black Friday comum. Já que ao receber sua fatura e não reconhecer uma compra, o dono do cartão vai solicitar o estorno ao banco ou ao adquirente.

E uma vez aprovado o chargeback, é o lojista que arca com o prejuízo de ter enviado sua mercadoria e não receber por isso.

Se você quiser entender mais sobre o processo de chargeback, não deixe de ler o artigo “O que é chargeback e como se proteger” que já publicamos anteriormente aqui no blog.

Outros ataques  

Além de pedidos falsos, você também precisa se preparar contra tentativas de invasão ao seu servidor. Nesse caso, os fraudadores buscam brechas de segurança em seu sistema. Se encontradas, eles conseguem acessar informações delicadas e confidenciais de seu e-commerce.

Outros golpes na Black Friday que pode ser utilizado pelos bandidos é a criação de uma loja fantasma. Sendo que nesse caso é criada uma cópia de seu e-commerce. Os clientes acreditam que estão acessando seu site e fazendo compras de seus produtos. Mas na verdade eles estão navegando em um ambiente falso.

Como se proteger

Diante dos golpes na Black Friday que citamos acima, o que, então, você pode fazer para tentar minimizar os riscos das fraudes?

Primeiro, não subestime os fraudadores. Hoje em dia, apenas validar informações como CPF e nome dos consumidores não é suficiente. Pois, com a internet, cada vez mais pessoas mal intencionadas conseguem ter acesso a uma ampla quantidade de informações das vítimas.

Isso quer dizer que é bem provável que boa parte dos fraudadores também saibam qual a data de nascimento, tenham o número de RG e outros dados de suas vítimas.

Segundo, leve em consideração o comportamento das compras. Por exemplo, existem diversos pedidos do mesmo cartão com diferentes endereços de entrega? Pois, essa é uma ação comum de fraudadores.

Além disso, vale a pena considerar também hábitos de navegação em seu site. Um cliente comum, normalmente, vai demorar mais tempo para finalizar uma compra porque ele vai comparar modelos, preços e até ler a avaliação de outros usuários. Pedidos feitos em poucos minutos podem ser um alerta para fraudes.

Durante a Black Friday de 2017, a ClearSale, empresa antifraude, identificou que o tíquete médio das tentativas de fraude ficou em torno de R$ 1.461.  Sendo que o maior número de fraudadores se encontravam na região Norte do Brasil.

Por último, para se proteger contra os golpes na Black Friday, não se esqueça de testar o seu sistema em busca de possíveis vulnerabilidades. Certifique-se que o seu banco de dados, o seu servidor, firewall e até o código-fonte encontram-se resguardados.

Conclusão

Por todas as razões que citamos acima, tentar fazer a prevenção à fraude de forma manual, ou seja, sem contar com a inteligência de uma solução especializada no assunto, pode colocar a saúde e credibilidade de seu e-commerce em risco.

Esteja preparado para não cair em golpes na Black Friday e aproveite o aumento das vendas!

Sobre o autor

Lívia Freitas
Jornalista com grande atuação em marketing digital. Escreve sobre tecnologia, empreendedorismo e viagens.

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