A Black Friday é o evento mais aguardado do varejo brasileiro, funcionando como um termômetro para as tendências de consumo e um teste de estresse para a operação das empresas. A importância da data vai além dos descontos; ela representa uma oportunidade única para adquirir novos clientes, queimar estoque e, principalmente, construir relacionamento para o longo prazo.

Negligenciar o planejamento para a Black Friday é um dos erros mais caros que um negócio pode cometer. A falta de preparo leva a sites instáveis que caem no pico do tráfego, a uma experiência de pagamento ruim que gera abandono de carrinho e a uma frustração do cliente que pode manchar a reputação da marca por meses.

Por outro lado, uma preparação estratégica transforma a Black Friday em um motor de crescimento para o ano seguinte. Com a infraestrutura correta, promoções inteligentes e um foco na experiência do cliente, a data se torna a oportunidade perfeita para não apenas vender mais, mas para fidelizar clientes e até mesmo iniciar um relacionamento recorrente.

a Black Friday transforma a estratégia de descontos em uma oportunidade de fidelização, onde a infraestrutura tecnológica e uma experiência de pagamento sem atritos são a base para converter o pico de vendas em crescimento sustentável.

Table of Contents

Quando é e quanto tempo dura a Black Friday?

A Black Friday 2025 acontecerá na sexta-feira, 28 de novembro, seguindo a tradição de ocorrer sempre na última sexta-feira do mês, após o feriado de Ação de Graças nos EUA. Embora a data oficial seja de um único dia, no varejo moderno o evento se estende, transformando todo o mês de novembro em um período de alta expectativa e promoções.

Muitos negócios iniciam suas campanhas com antecedência, no que é conhecido como “esquenta Black Friday”, e concentram as melhores ofertas na “Black Week”, a semana inteira do evento. As promoções costumam começar já na virada de quinta para sexta-feira e frequentemente se estendem até a Cyber Monday, a segunda-feira seguinte (1 de dezembro), que é tradicionalmente focada em produtos de tecnologia.

Para os lojistas, sobretudo no e-commerce, essa extensão significa que o planejamento não pode ser focado em apenas 24 horas. É crucial definir uma estratégia que abranja todo o período, desde as ofertas de aquecimento até as queimas de estoque finais, para maximizar o potencial de vendas e engajamento com os consumidores.

O que significa Black Friday e como surgiu?

A Black Friday é um evento comercial que nasceu nos Estados Unidos e está diretamente ligado ao feriado de Ação de Graças (Thanksgiving), celebrado na quarta quinta-feira de novembro. A sexta-feira seguinte marca o início não oficial da temporada de compras de Natal, e a tradição de grandes promoções nessa data é antiga no varejo americano.

A origem do nome: do trânsito caótico ao lucro

O termo “Black Friday”, no entanto, tem uma origem curiosa. Ele foi usado pela primeira vez na década de 1960, na Filadélfia, pela polícia local para descrever o trânsito e o caos de pedestres que tomavam conta da cidade nesse dia. A conotação era negativa.

Anos mais tarde, na década de 80, os varejistas deram um novo significado ao termo: a “sexta-feira negra” seria o dia em que, graças ao volume massivo de vendas, o balanço financeiro das lojas finalmente saía do “vermelho” (prejuízo) e entrava no “preto” (lucro), uma referência aos termos contábeis em inglês (in the red / in the black).

A chegada e a consolidação no Brasil

No Brasil, a Black Friday chegou oficialmente em 2010, inicialmente como um evento focado exclusivamente no e-commerce. As primeiras edições foram marcadas por desconfiança e pelo apelido de “Black Fraude”, devido a falsos descontos. Com o tempo e a profissionalização do varejo, o evento ganhou a confiança do consumidor e se consolidou como a data mais importante do calendário nacional, integrando tanto as lojas online quanto as físicas.

Como funciona a Black Friday?

A Black Friday funciona como um grande evento coordenado do varejo, onde empresas de todos os setores oferecem descontos e promoções agressivas por um tempo limitado para atrair um volume massivo de consumidores. Embora a participação seja opcional, a forte adesão do mercado e do público torna a data praticamente obrigatória para negócios que querem se manter competitivos.

O funcionamento do evento se apoia em alguns pilares estratégicos:

A estratégia por trás das ofertas

As promoções não são aleatórias. Cada empresa define seus próprios descontos com base em objetivos específicos, como queimar o estoque de uma coleção antiga, atrair novos clientes com produtos “isca” de alta demanda ou aumentar o ticket médio com ofertas “compre junto”. Para que a ação seja lucrativa, é fundamental ter estratégias de precificação bem definidas, que considerem os custos e a margem de cada produto.

A jornada de compra multicanal

A Black Friday é um evento totalmente omnichannel. Os consumidores pesquisam preços online antes de comprar na loja física, usam o celular dentro da loja para comparar ofertas e esperam uma experiência integrada entre todos os canais. Nesse cenário, os marketplaces funcionam como grandes catalisadores de tráfego, concentrando milhões de buscas e funcionando como um importante canal de vendas para muitas marcas.

O senso de urgência na comunicação

O grande motor psicológico da Black Friday é o senso de urgência e escassez. A comunicação do evento é construída em torno de ofertas por tempo limitado (“só hoje!”) e com estoque reduzido (“enquanto durarem os estoques”). Essa tática acelera a decisão de compra e é o que gera os grandes picos de vendas em um curto período.

Como foi a Black Friday 2024?

A Black Friday de 2024 marcou a recuperação e crescimento do varejo brasileiro, superando os resultados dos anos anteriores. Segundo dados da Confi.Neotrust, o faturamento do e-commerce durante o fim de semana do evento (de quinta a domingo) atingiu R$ 9,38 bilhões, um aumento de 10,7% em comparação com 2023.

O evento mostrou um consumidor mais planejado e estratégico. Uma tendência clara foi a diluição das compras ao longo do “Mês Black”, com um terço do público aproveitando ofertas antes da sexta-feira. No entanto, a data principal ainda concentrou o maior volume, impulsionada por categorias como eletrodomésticos, eletrônicos, moda e acessórios, e um destaque surpreendente para ar e ventilação, que teve um crescimento de 66% em relação ao ano anterior.

Outro ponto relevante foi a estabilização do Pix como meio de pagamento, respondendo por cerca de 25% das transações, um patamar que se consolidou após anos de crescimento. O ticket médio teve uma leve queda de 2,9%, ficando em R$ 515, indicando que, embora os consumidores tenham comprado mais vezes, buscaram por descontos mais agressivos. Os resultados de 2024 demonstram a força da data e apontam para um consumidor que valoriza promoções reais e uma boa experiência de compra.

Black Friday 2025: dados e tendências para ficar de olho

Para ter sucesso na Black Friday 2025, é preciso ir além do básico e entender as tendências que estão moldando o comportamento do consumidor e a estratégia das empresas. A preparação exige uma análise cuidadosa do cenário para direcionar os investimentos e esforços de forma mais inteligente.

A expectativa de crescimento e o consumidor planejado

Com base no forte crescimento de 10,7% visto na Black Friday de 2024, a expectativa do mercado é de mais um ano de expansão. No entanto, o crescimento virá para quem entender o novo perfil do consumidor: mais planejado e multicanal. Pesquisas recentes, como a da Opinion Box com a Dito, mostram que os clientes pesquisam com semanas de antecedência, comparam preços e esperam ofertas personalizadas, valorizando a confiança na marca acima de tudo.

A inteligência artificial como motor de personalização

A IA deixou de ser uma promessa para se tornar uma ferramenta prática na busca por rentabilidade. Como foi amplamente debatido no Fórum E-commerce Brasil 2025, a tecnologia é usada para otimizar estoques, prever a demanda e, principalmente, para personalizar as ofertas em tempo real.

Marketplaces como ecossistemas estratégicos

A atuação em marketplaces se tornou mais complexa e estratégica. Eles não são mais apenas canais de venda, mas ecossistemas que exigem uma “pilotagem” cuidadosa da precificação, do controle de estoque, da logística e da publicidade dentro da plataforma. Vencer nesse ambiente exige uma gestão profissional e integrada para garantir a rentabilidade.

A integração de canais (omnichannel) como prioridade

A jornada de compra não tem mais fronteiras entre o físico e o online. A integração de canais foi um tema central nos debates do setor ao longo dos últimos anos, destacando a necessidade de uma estratégia omnichannel que seja guiada pela experiência do cliente. Oferecer a possibilidade de comprar online e retirar na loja, por exemplo, não é mais um diferencial, mas uma expectativa do consumidor.

O potencial das assinaturas na Black Friday

Uma das tendências mais interessantes é o uso da Black Friday como uma porta de entrada para a economia da recorrência. Segundo a Pesquisa de Assinaturas 2025, conduzida pela Vindi em parceria com o Opinion Box, a data não é mais apenas sobre a venda de produtos avulsos, mas também uma oportunidade de ouro para transformar um comprador de oferta em um assinante fiel.

  • A Black Friday como motor para a recorrência: conforme a pesquisa, 40% dos entrevistados já aproveitaram a data para contratar algum serviço recorrente. isso mostra que o público já está aberto a iniciar um relacionamento de longo prazo a partir de uma promoção
  • Estratégias para converter vendas em assinantes: as empresas podem criar ofertas irresistíveis, como um desconto agressivo no primeiro mês de uma assinatura ou um benefício exclusivo para quem contratar um plano anual durante o evento. A chave é mostrar o valor contínuo do serviço, além do desconto pontual
  • A oportunidade do cross-sell: o estudo também mostrou que 34% dos consumidores já assinaram um serviço relacionado à compra de um produto (como um seguro para um eletrônico ou um clube de vinhos após comprar uma adega). A Black Friday é o momento perfeito para oferecer esse upgrade de forma inteligente

Como preparar sua empresa para a Black Friday 2025: guia prático

O sucesso na Black Friday não acontece por acaso; ele é o resultado de um planejamento que começa meses antes. Além de pensar nas promoções, é fundamental avaliar os pilares gerenciais do negócio para garantir que a operação suporte o pico de demanda sem falhas. A seguir, apresentamos um guia prático com as áreas mais críticas que precisam da sua atenção.

1. Planejamento estratégico e financeiro

A base de toda a operação. Antes de definir os descontos, é preciso ter um profundo conhecimento dos seus números para garantir que o evento seja lucrativo.

  • Defina metas claras: o que você quer alcançar? queimar estoque? adquirir novos clientes? aumentar o faturamento em x%? ter objetivos claros é o primeiro passo de qualquer plano
  • Conheça seus números: a Black Friday é uma batalha de margens. é essencial conhecer seu ticket médio, a margem de contribuição de cada produto e todos os seus custos para criar ofertas que sejam atrativas, mas que não gerem prejuízo
  • Faça a gestão de riscos: o que pode dar errado? desde a queda do site até problemas com fornecedores, é vital fazer uma gestão de riscos prévia e ter planos de contingência para os cenários mais críticos

2. Operação e estoque

De nada adianta atrair milhares de clientes se a sua operação não conseguir atendê-los. O controle do estoque e da logística é um dos maiores desafios da data.

  • Controle o estoque com precisão: um desequilíbrio aqui é uma bomba-relógio. para evitar vender o que não tem ou ficar com produtos parados, é fundamental corrigir os erros no controle de estoque com antecedência, idealmente com a ajuda de um bom sistema ERP
  • Estruture sua logística: o volume de pedidos vai explodir, e com ele, a necessidade de um processo de entrega eficiente. planeje o frete na Black Friday com antecedência, negocie com transportadoras e seja transparente com o cliente sobre os prazos de entrega

3. Tecnologia e segurança

A infraestrutura tecnológica é o que sustenta toda a operação online. Qualquer falha neste pilar durante o pico de vendas significa perda de receita e de credibilidade.

  • Garanta a estabilidade do site: o aumento de tráfego pode tirar seu site do ar. verifique com seu provedor de hospedagem os limites do seu plano e considere um upgrade temporário para suportar a demanda
  • Reforce a segurança online: a Black Friday é um prato cheio para fraudadores. invista em selos de segurança e em um bom certificado SSL (Secure Socket Layer). principalmente, escolha um parceiro de pagamento que ofereça uma solução antifraude robusta e integrada
  • Tenha um gateway de pagamento de alta performance: seu gateway de pagamento precisa ser rápido e estável. soluções com multiadquirência aumentam a taxa de aprovação, roteando a transação para outro adquirente em caso de falha.

4. Marketing, vendas e cobrança

Com a operação estruturada, o foco se volta para as estratégias que vão atrair e converter os clientes, sem esquecer da saúde do caixa.

  • Alinhe marketing e vendas: garanta que a comunicação esteja unificada. o time de marketing de produto deve criar as ofertas, e o time de vendas deve estar preparado para executá-las
  • Registre e analise os dados: a Black Friday gera um volume imenso de dados. registre tudo para analisar os resultados e usar esses aprendizados nas próximas campanhas e ao longo do ano
  • Automatize a cobrança e a gestão: para garantir uma gestão unificada, a integração de sistemas é essencial. uma plataforma que faz a automação de billing e se integra ao seu ERP economiza tempo e reduz erros
  • Prepare-se para a inadimplência: o aumento do volume de vendas também pode trazer um aumento na inadimplência. ter uma estratégia de gestão de inadimplência, com uma régua de cobrança automatizada, é crucial para garantir os recebimentos

Com estes pilares bem ajustados, sua empresa estará muito mais preparada para aproveitar ao máximo as oportunidades da Black Friday 2025.

a análise de dados e a inteligência artificial se tornam os pilares da Black Friday, permitindo a criação de ofertas personalizadas e a otimização de processos que garantem não apenas a venda, mas a rentabilidade real do evento.

Como criar ofertas e vender mais na Black Friday?

O sucesso na Black Friday depende de dois pilares que trabalham juntos: criar ofertas que sejam ao mesmo tempo atrativas para o cliente e lucrativas para o negócio, e comunicar essas ofertas de forma eficaz através de uma estratégia de marketing bem planejada. Um pilar não funciona sem o outro.

Defina sua estratégia de precificação com base em dados

Antes de cortar os preços, é fundamental conhecer a fundo sua estrutura financeira. Analise seus custos fixos e variáveis para entender a margem de contribuição de cada produto e definir até onde os descontos podem ir sem gerar prejuízo. Lembre-se que a confiança é tudo: jamais infle os preços antes do evento para aplicar um falso desconto – a prática da “metade do dobro” é facilmente desmascarada por consumidores atentos e prejudica a reputação da marca.

Use os descontos de forma estratégica:

  • Produtos “isca”: aplique descontos mais agressivos em itens populares para atrair tráfego para a sua loja
  • Queima de estoque: aproveite a data para vender produtos que estão parados, mesmo que com uma margem menor, para liberar capital de giro
  • Kits e combos: crie ofertas do tipo “compre junto” para aumentar o ticket médio de cada venda

Conheça seu público e personalize a comunicação

As melhores ofertas são aquelas que parecem ter sido feitas sob medida para o cliente. Use os dados que você tem sobre seu público (histórico de compras, interesses, etc.) para criar personas e segmentar suas campanhas. Um cliente fiel pode receber um acesso antecipado às promoções, enquanto um cliente novo pode ser atraído por um desconto na primeira compra.

Planeje sua campanha de marketing com antecedência

A Black Friday não começa na sexta-feira. Inicie a comunicação semanas antes com uma campanha de “esquenta”, criando expectativa e capturando leads de interessados. Prepare suas campanhas de tráfego pago (Google e redes sociais) com antecedência, pois a concorrência por anúncios na semana do evento é altíssima. Utilize seus canais próprios, como e-mail, WhatsApp e SMS, para nutrir sua base e garantir que seus clientes sejam os primeiros a saber das ofertas.

Crie um ambiente de urgência e seja omnichannel

Durante o evento, o senso de urgência é seu maior aliado. Use cronômetros regressivos, avisos de “últimas unidades” e ofertas relâmpago para estimular a decisão de compra. Garanta que a comunicação e a identidade visual da campanha estejam presentes em todos os canais, desde um banner no topo do site até a decoração da sua loja física, criando uma experiência imersiva e consistente para o consumidor.

Como aumentar seu ticket médio na Black Friday?

Atrair um grande volume de visitantes para a sua loja na Black Friday é apenas metade da batalha. A verdadeira rentabilidade do evento muitas vezes está em maximizar o valor de cada carrinho de compras. Incentivar o cliente que já está decidido a comprar a adicionar mais um item ou a escolher uma versão superior de um produto é uma das formas mais inteligentes de aumentar o faturamento.

Felizmente, existem diversas táticas comprovadas para aumentar o ticket médio, transformando uma boa venda em uma venda excelente. A seguir, detalhamos as principais estratégias que você pode aplicar.

Upsell

A técnica de upsell consiste em oferecer ao cliente uma versão superior — e, portanto, de maior valor — do produto que ele está interessado. Se o consumidor está visualizando um celular com 128GB de armazenamento, por exemplo, você pode exibir um banner oferecendo o modelo de 256GB por uma pequena diferença de preço, destacando os benefícios do upgrade.

Cross-sell

Diferente do upsell, o cross-sell foca em oferecer produtos complementares que agregam valor à compra principal. Para um cliente que está comprando um tênis de corrida, você pode sugerir automaticamente no carrinho a compra de meias de performance ou um cinto de hidratação. A chave é que os itens oferecidos façam sentido juntos.

Combo de produtos

Esta tática, que inclui as famosas promoções “leve 3, pague 2”, consiste em criar pacotes ou kits de produtos. Ao agrupar itens que se complementam e oferecer o combo por um preço mais atrativo do que se fossem comprados separadamente, você aumenta o valor percebido pelo cliente e o incentiva a levar mais produtos de uma só vez.

Descontos progressivos

Essa estratégia incentiva o cliente a gastar mais para desbloquear um benefício maior. Ela pode funcionar de duas formas: com descontos por volume (“compre 2 peças e ganhe 20% na segunda”) ou por faixas de valor (“frete grátis em compras acima de R$ 199”). O objetivo é sempre dar um empurrãozinho para que o cliente adicione mais um item ao carrinho.

Brindes por valor mínimo

Em vez de um desconto, você pode oferecer um brinde exclusivo para compras acima de um determinado valor. Muitas vezes, um brinde com alto valor percebido pelo cliente (como um produto complementar ou um acessório da marca) pode ter um custo menor para a sua empresa do que um desconto percentual, sendo uma ótima alternativa para incentivar o aumento do carrinho.

Cashback

O cashback é uma ferramenta poderosa que funciona em duas frentes. Ao oferecer uma porcentagem do valor da compra de volta como crédito para o futuro, você não apenas incentiva um gasto maior na compra atual, mas também estimula o cliente a retornar à sua loja para uma segunda compra, fomentando a fidelização.

Ofertas de assinatura

A Black Friday é o momento perfeito para transformar um comprador de oferta em um cliente recorrente. Use um desconto agressivo como isca para iniciar um relacionamento de longo prazo. Por exemplo, ofereça a primeira mensalidade de um clube de assinatura com 50% de desconto ou a compra de um produto casada com três meses gratuitos de um serviço premium.

6 ferramentas para vender mais na Black Friday

Além das promoções e da gestão de estoque, o sucesso na Black Friday depende de um arsenal de ferramentas tecnológicas robustas. Elas são responsáveis por garantir que a comunicação com o cliente seja ágil, que a experiência de compra não tenha atritos e que a operação como um todo suporte o pico de demanda com segurança e eficiência.

1. Chat online e chatbots

Durante a Black Friday, o volume de dúvidas de clientes sobre produtos, prazos e promoções explode. O chat online é o canal mais rápido para dar respostas, mas é o chatbot que se torna o verdadeiro herói. Ele pode ser configurado para responder às perguntas mais frequentes 24/7, liberando sua equipe de atendimento para lidar apenas com os casos mais complexos.

2. Plataformas omnichannel

A jornada do cliente na Black Friday não é linear. Ele pesquisa no celular, visita a loja física, compara preços no tablet e finaliza a compra no computador. Uma plataforma omnichannel é o que integra todos esses pontos de contato, garantindo que o cliente tenha uma experiência fluida, como comprar online e retirar na loja, e que seu histórico seja o mesmo em todos os canais.

3. Hub de pagamentos

Seu sistema de pagamentos é o coração da operação na Black Friday. Ele precisa ser, acima de tudo, estável para aguentar os picos de tráfego sem cair. Além disso, um hub de pagamentos de alta performance oferece um checkout transparente para aumentar a conversão, multiadquirência para maximizar a taxa de aprovação e uma conciliação financeira simplificada para o pós-evento.

4. Sistemas antifraude

A Black Friday é a data preferida não só dos consumidores, mas também dos fraudadores, que se aproveitam do alto volume para tentar passar despercebidos. Um bom sistema antifraude é indispensável. A tecnologia utiliza inteligência artificial para diferenciar um comprador legítimo de um fraudador, protegendo seu negócio de chargebacks sem barrar vendas boas.

5. CRM (customer relationship management)

O CRM é seu cérebro de dados sobre o cliente. Na Black Friday, ele é fundamental para criar estratégias de venda personalizadas. Com um CRM, você pode segmentar sua base e enviar ofertas exclusivas para clientes fiéis, criar campanhas de reativação para clientes inativos e gerenciar todo o relacionamento no pós-venda.

6. Aplicativos de mensagens

O contato direto e pessoal faz a diferença. Canais como o WhatsApp Business são poderosos na Black Friday para enviar ofertas relâmpago para grupos VIP de clientes ou para oferecer um canal de suporte rápido. Muitas empresas, inclusive, utilizam o aplicativo para vender no WhatsApp, fechando o negócio diretamente na conversa com o envio de um link de pagamento.

Como evitar golpes na Black Friday?

O alto volume de transações na Black Friday cria o ambiente perfeito para a ação de fraudadores, que se aproveitam do fluxo intenso para testar vulnerabilidades e aplicar golpes. Proteger o seu negócio exige uma abordagem em múltiplas camadas, que envolve conhecer as ameaças, investir em tecnologia e treinar a equipe para identificar atividades suspeitas.

Conheça os principais tipos de fraude no e-commerce

Entender como os fraudadores agem é o primeiro passo para se defender. Durante a Black Friday, as modalidades mais comuns que afetam os lojistas são:

  • Fraude por roubo de identidade: o tipo mais comum, onde o criminoso utiliza dados de cartões de crédito roubados ou clonados para realizar compras em nome de terceiros
  • Autofraude (ou fraude amiga): ocorre quando o próprio cliente, de má-fé, realiza uma compra e depois contata a operadora do cartão para solicitar o estorno, alegando não reconhecer a transação, mesmo tendo recebido o produto
  • Teste de cartão: fraudadores usam o checkout da sua loja para testar a validade de uma longa lista de números de cartão roubados, geralmente com compras de valor muito baixo. se a compra for aprovada, eles sabem que o cartão é “quente” e partem para um golpe maior

Estratégias de prevenção: tecnologia e processos

A melhor defesa é um bom ataque. Implementar barreiras de segurança robustas antes do evento é a forma mais eficaz de proteger sua receita e a reputação da sua marca.

  • Invista em um sistema antifraude: esta é a sua principal linha de defesa. uma ferramenta antifraude moderna analisa centenas de variáveis em tempo real (dados do comprador, geolocalização, padrão de compra) para barrar transações suspeitas e aprovar as legítimas
  • Tenha um checkout seguro: garanta que sua loja tenha o certificado SSL (o “cadeado” no navegador) e exiba selos de segurança para aumentar a confiança do consumidor
  • Siga um processo de compliance: ter regras internas claras sobre como lidar com dados de clientes e pagamentos, em conformidade com leis como a LGPD, reduz os riscos operacionais e legais para o seu negócio

Sinais de alerta para ficar de olho durante o pico

Mesmo com as ferramentas automatizadas, é importante que sua equipe esteja atenta a alguns padrões suspeitos que podem indicar uma tentativa de fraude:

  • Compras com padrão atípico: desconfie de pedidos com um número exagerado de itens do mesmo produto ou de várias compras seguidas do mesmo cliente com cartões diferentes
  • Endereços divergentes: um sinal de alerta clássico é quando o endereço de entrega é muito distante do endereço de cobrança do cartão, especialmente para produtos de alto valor
  • Pedidos com entrega expressa: fraudadores não se importam em pagar mais caro pelo frete. eles querem receber o produto o mais rápido possível, antes que o verdadeiro dono do cartão perceba a fraude e conteste a compra

Saiba mais sobre como se proteger de fraudes:

Meios de pagamento e métricas: otimizando a conversão e a análise

Garantir o sucesso na Black Friday depende de dois fatores cruciais: oferecer os meios de pagamento que seu cliente quer usar e analisar os dados corretos para entender a performance da sua operação em tempo real. Um checkout eficiente, combinado com o acompanhamento de métricas, é a base para um evento lucrativo.

Os meios de pagamento essenciais para a Black Friday

Oferecer um leque variado de opções é fundamental para não perder vendas. Cada método atende a um perfil de consumidor e a uma necessidade diferente.

  • Cartão de crédito: continua sendo o carro-chefe do e-commerce, essencial para o parcelamento e para compras de ticket médio mais alto. é importante garantir que sua plataforma aceite as principais bandeiras de cartão
  • Pix: se consolidou como o campeão da confirmação instantânea e do bom fluxo de caixa. muitos lojistas oferecem descontos para pagamentos via pix, pois as taxas são menores e o recebimento é imediato, geralmente via QR code
  • Boleto bancário: apesar da queda no uso, o boleto ainda é importante para incluir clientes desbancarizados ou que preferem não usar o cartão online. o ponto de atenção é a taxa de não pagamento, que exige uma boa gestão de cobrança
  • Carteiras digitais: opções como apple pay e google pay oferecem uma experiência de checkout extremamente ágil e segura, o que ajuda a aumentar a conversão, especialmente no mobile

Para lojas físicas, é indispensável ter uma maquininha de cartão moderna, que aceite não apenas as principais bandeiras, mas também o pagamento por aproximação (NFC).

Métricas essenciais para acompanhar no evento

Analisar o desempenho da sua Black Friday vai muito além de olhar apenas o faturamento. Acompanhar os indicadores corretos em tempo real permite fazer ajustes rápidos e entender a real lucratividade da sua campanha.

  • Taxa de conversão: a métrica mais importante. de todos os visitantes que chegam ao seu site, quantos de fato finalizam uma compra?
  • Ticket médio: qual o valor médio que cada cliente está gastando? as estratégias de upsell e combos de produtos estão funcionando?
  • Taxa de abandono de carrinho: um número alto aqui é um grande sinal de alerta. pode indicar problemas no checkout, frete caro ou falta de opções de pagamento
  • Custo de aquisição de cliente (CAC): quanto você está gastando em marketing para trazer cada novo cliente? o valor da venda compensa o investimento?
  • Taxa de aprovação de pagamentos: das tentativas de pagamento, quantas são aprovadas com sucesso? uma taxa baixa pode indicar problemas com seu provedor de pagamento

Black Friday vs. Cyber Monday: entenda a diferença

Embora andem juntas, a Black Friday e a Cyber Monday são datas com origens e focos historicamente diferentes. Entender o papel de cada uma ajuda o lojista a planejar melhor suas estratégias de promoção para o final de novembro.

O que é a Cyber Monday?

A Cyber Monday é a data promocional que acontece na segunda-feira imediatamente após a Black Friday — em 2025, ela cairá no dia 1º de dezembro. Ela foi criada em 2005 nos EUA com o objetivo de incentivar as compras em lojas online, que na época ainda precisavam de um empurrãozinho. Tradicionalmente, seu foco sempre foi em produtos de tecnologia e eletrônicos.

Qual o papel da Cyber Monday hoje?

Com o tempo, as fronteiras entre as duas datas diminuíram. Hoje, a Cyber Monday funciona como uma extensão estratégica da Black Friday. Para o consumidor, é a “segunda chance” de aproveitar as promoções que perdeu na sexta-feira. Para os lojistas, é a oportunidade perfeita para uma queima de estoque final dos produtos que não venderam como o esperado, limpando o inventário para as vendas de Natal.

Como foram os resultados de 2024?

A Cyber Monday de 2024 demonstrou uma recuperação expressiva e consolidou sua importância no calendário. Segundo dados da Confi.Neotrust, a data representou R$ 1,47 bilhão em faturamento para o e-commerce. O número representa um crescimento de 17,1% em relação ao ano anterior, com um aumento de quase 26% no número de pedidos, mostrando a força da data para além da sexta-feira.

a estratégia para a data evolui da venda avulsa para a aquisição de assinantes, usando as ofertas como uma porta de entrada para um relacionamento recorrente que aumenta o LTV e garante receita previsível para os meses seguintes.

O que fazer no pós-Black Friday? 3 pilares essenciais

O trabalho não termina quando as promoções acabam. O período pós-Black Friday é tão ou mais crítico que o evento em si. É nesta fase que a sua empresa cumpre as promessas feitas, transforma os novos compradores em clientes fiéis e analisa os dados para se preparar para o próximo ano. Uma boa gestão pós-evento é o que garante que o esforço da Black Friday se transforme em crescimento sustentável.

1. Logística e atendimento: a maratona da entrega

Esta é a fase operacional mais intensa. O pico de vendas se transforma em um pico de demanda na expedição e no suporte.

  • Foco na logística: a prioridade máxima é garantir que o volume massivo de pedidos seja separado, embalado e despachado dentro do prazo prometido. além disso, é fundamental ter um processo de logística reversa bem estruturado para lidar com o aumento natural de trocas e devoluções
  • Comunicação proativa: o canal de atendimento ao cliente será inundado com a pergunta “onde está meu pedido?”. use a comunicação proativa, com e-mails e SMS automáticos de rastreio, para manter o cliente informado, reduzir sua ansiedade e aliviar a pressão sobre a equipe de suporte

2. Gestão de pagamentos e inadimplência

Com o fim do evento, o foco do financeiro se volta para a conciliação e a gestão dos recebimentos.

  • Conciliação das vendas: é o momento de conciliar milhares de transações feitas nos mais diferentes meios de pagamento. uma plataforma que ofereça relatórios consolidados é essencial para garantir que todos os valores estão corretos
  • Recuperação de vendas: muitas compras no cartão de crédito podem falhar por falta de limite no momento do pico. um sistema com retentativa automática de cobrança pode recuperar uma parte significativa dessas vendas nos dias seguintes, sem esforço manual
  • Controle da inadimplência: para as vendas feitas no boleto, o pós-evento é o momento de ativar a régua de cobrança para lembrar os clientes de pagarem e não perder a venda

3. Análise de dados e retenção de novos clientes

Esta é a fase mais estratégica. Agora é a hora de analisar os dados do evento para extrair aprendizados e, principalmente, trabalhar para reter os novos clientes que você conquistou.

  • Análise de performance: mergulhe nos dados. quais foram os produtos mais vendidos? quais canais de marketing trouxeram os clientes com maior ticket médio? qual foi a margem de lucro real após todos os custos? esses insights são valiosos para o planejamento do próximo ano
  • Estratégia de retenção: o grande desafio é transformar o “caçador de ofertas” em um cliente fiel. crie uma campanha de boas-vindas por e-mail para esses novos clientes, ofereça um cupom para uma segunda compra ou convide-os para participar do seu programa de fidelidade

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