“font-weight: 400;”>De acordo com o relatório Webshoppers, da Ebit – que traz os resultados e as tendências do comércio eletrônico – o ano passado teve um crescimento nominal de 7,4%. Esse é o pior resultado da série histórica do relatório. Em 2014 e 2015 os avanços tinham sido de 24% e 15% respectivamente.

Apesar dos números tímidos, o setor foi um dos poucos a sobressair ao cenário de queda no consumo estimulado pela baixa confiança dos compradores brasileiros – exemplo disso é o setor varejista que vem apresentando queda acumulada de 10% nos últimos dois anos.

Resultados de 2016 e comportamento do e-commerce

Antes de falar do que o mercado pode esperar para as vendas em 2017, é importante saber quais foram os destaques de 2016 e as práticas das lojas que atuam no e-commerce. Veja:

Faturamento

  • Faturamento: R$ 44,4 bilhões
  • Crescimento nominal: 7,4%

Na comparação com o ano anterior, quando o faturamento do e-commerce foi de R$ 41, 3 bilhões, em 2016 as vendas tiveram um crescimento de 7,4%. Isso elevou o número de ganhos R$ 44,4 bilhões.

O resultado se deve, entre outras coisas, pelo aumento do ticket médio (que teve crescimento de 8% em relação a 2015) impulsionado pela alta dos preços e o aumento na aquisição de produtos e valor agregado – a exemplo de eletrodomésticos.

Consumidores

  • 48 milhões de compradores
  • Alta de 22% comparado a 2015

Com as vendas do segundo semestre, o e-commerce conseguiu elevar o volume de transações e chegar ao mesmo patamar de 2015. No ano, foram um total de 106 milhões de pedidos, o mesmo registrado no ano anterior.

Por outro lado, as lojas online têm medido esforços para manter os pilares que atraem o consumidor para a compra pela internet, que é comodidade e preços competitivos. Dessa forma, mantém quem já compra online e atrai novos consumidores.

Mobile

  • 21,5% de transações feitas via Mobile
  • Em 2015, esse número era 12%

Segundo o CEO da Ebit, Pedro Guasti, as compras feitas por dispositivos móveis tiveram grande contribuição para o aumento das vendas online em 2016 no país.

Os dispositivos móveis fizeram com que o número de usuários que compram pela internet saltasse de 12% (em 2015) para 21,5% (em 2016). Além do fácil acesso à informação de preços, a qualidade dos serviços e melhoria na experiência de compra contaram para que esse número aumentasse.

Black Friday

  • Black Friday: 1,9 bilhões em faturamento
  • 13 vezes o valor da venda média de um dia comum

O final de novembro já ganhou espaço na agenda dos brasileiros. Alguns aproveitam para antecipar as compras de natal e ano novo e usar a Black Friday. Para o ano de 2016, a expectativa era de R$ 2,1 bilhões em vendas. O faturamento foi abaixo do esperado, mas os números representam um valor 13 vezes superior aos da média de um dia normal.

Ao analisar o comportamento no e-commerce, foi possível observar:

Mudança nos métodos de pagamento

A insegurança do consumidor estimulada pela instabilidade do mercado e as taxas de desemprego refletiram não no faturamento dos e-commerces, mas também na forma como os clientes pagaram suas compras.

Em 2016, 42% dos compradores online optaram por pagar as compras em uma única parcela (à vista) – em 2015 esse número era de 39%. As principais formas de pagamento no ano passado foram:

  • Pagamento à vista: 42,2%
  • Parcelamento de 2 – 3 vezes: 24,5%
  • Parcelamento de 4 – 12 vezes: 33,4%

Lojistas

Por outro lado, os lojistas do comércio eletrônico têm optado por oferecer prazos de parcelamento mais apertados e com juros, além de incentivarem o pagamento à vista oferecendo descontos. Isso pode ter contribuído com a mudança na forma de pagamento do consumidor.

Outra medida do e-commerce em 2016 foi a limitação dos prazos de pagamento, limitando o parcelamento em até 10 vezes – com exceção para clientes que utilizaram o cartão de marca própria da loja que possibilitam parcelamentos em mais vezes.

Entrega e satisfação do consumidor

O serviço oferecido pelo e-commerce se manteve no mesmo patamar de 2015, mas houve um aumento no volume de atraso na entrega, que chegou ao percentual de 8,5% – um dos principais fatores que contribuíram com o resultados foram as datas sazonais, que têm maior concentração de vendas.

O tempo médio de entrega prometido pelos lojistas do e-commerce tiveram uma leve queda em 2016 e o índice de satisfação do cliente – medido pelo Net Promoter Score (NPS) – índice que mensura a satisfação e a fidelização dos clientes – teve média equiparada à de 2015.

Veja os resultados:

Atraso na entrega:

  • 8,5%  em 2016
  • 7,5% em 2015

 

NPS – indicador de satisfação:

2016:

  • 1° trimestre – 61 %
  • 2° trimestre – 64%
  • 3° trimestre – 65%
  • 4° trimestre – 59%

2015:

  • 1° trimestre – 58 %
  • 2° trimestre – 63%
  • 3° trimestre – 66%
  • 4° trimestre – 64%

Como transformar seu e-commerce em um clube de assinaturas e vender mais 

Vendas online em 2017: expectativas:

Competitividade: essa é uma das palavras que podem cercar o e-commerce em 2017. Para o CEO da Ebit, as taxas de desemprego e o desenvolvimento das plataformas de e-commerce são estímulos para novos entrantes no segmento de vendas online.

A tendência é que o consumidor pesquise mais antes de fazer suas compras e a internet facilita a pesquisa e comparação de preços antes da decisão de compra. Por isso, a migração da compra física e online deve continuar ano a ano e em 2017 não será diferente.

Faturamento esperado para 2017

Com base nessa migração, a expectativa de crescimento no comércio eletrônico é de 12% nominal. Com essa estimativa, o faturamento deve chegar aos R$ 49,7 bilhões. Lembrando que, em 2016, esse valor chegou a R$ 44,4 bilhões.

Como no ano passado, em 2017 o aumento do faturamento será estimulado pelo aumento nos preços e uma participação maior das vendas de itens de de valor agregado, smartphones, casa e decoração, peças e acessórios automotivos.

Ticket médio

A venda de itens de maior valor agregado também deve impulsionar o aumento no ticket. Espera-se para 2017 um valor médio de R$ 452

Pedidos

O número de pedidos em 2016 se manteve estável. Para 2017, a Ebit estima um crescimento de 3,5% na categoria.

Uso do mobile para compras

Os dispositivos móveis devem ter um crescimento de 41% nas vendas online. Em 2017, o número de compras efetuadas via dispositivos móveis deve chegar a 32% no total – em 2016 esse número foi de 21,5%.

Sazonalidade

Em 2016, a Black Friday teve os melhores resultados da série histórica desde que o evento foi adotado no Brasil. Ainda não foram divulgadas as estimativas de vendas para a data este ano. Mas o estudo alerta para os períodos sazonais, o que inclui eventos como o Dia do Consumidor (que ocorre em 15 março).

É importante que os lojistas se antecipem às datas comemorativas e planejem com antecedências as ações de promoção, além da preparação do estoque, prazos de entrega, usabilidade do site (checkout transparente, segurança, antifraude, etc).

Como falei no início deste post, os números do mercado não foram os melhores da série. Mas o e-commerce (em meio a tantas quedas) ainda consegue ter resultados que ratificam a solidificação do setor no Brasil e as oportunidades de investir, cada vez mais, em tecnologias e estratégias que ajudem o comércio eletrônico a crescer.

E você, quais são suas estimativas para este ano? Comente no nosso post! 😉

 

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