O parcelamento é uma prática amplamente difundida no Brasil, especialmente em compras de alto valor.
Essa modalidade permite que consumidores adquiram bens e serviços mesmo quando não têm o valor total disponível, dividindo o pagamento em prestações.
Em um país onde a renda média da população ainda limita seu poder de compra, o parcelamento é uma ferramenta essencial para o acesso ao consumo.
Ele permite que famílias comprem bens de alto valor agregado, como eletrodomésticos, móveis, viagens ou até procedimentos de saúde, sem comprometer todo o orçamento de uma vez.
Além disso, o parcelamento tem impacto direto na dinâmica do varejo, impulsionando as vendas e estimulando a economia.
Empresas que oferecem essa opção aumentam suas chances de conversão, fidelização e ticket médio.
Por isso, entender as diferentes formas de parcelar pagamentos, suas vantagens e riscos, é fundamental tanto para consumidores quanto para quem vende.
Siga a leitura para saber mais!

O parcelamento amplia o acesso ao consumo, aumenta conversão e ticket médio, mas exige controle financeiro e automação.
O que é parcelamento?
Parcelamento é uma forma de pagamento que permite dividir o valor total de uma compra em várias parcelas, geralmente mensais, facilitando o acesso a produtos ou serviços de maior valor.
Essa modalidade está presente em diversos setores, como varejo, saúde, educação, turismo e serviços automotivos.
Por exemplo, ao adquirir um celular de R$ 3.000, o cliente pode escolher pagar à vista, quitando o total em uma única transação, ou com parcelamento, dividindo o preço em partes iguais ao longo de um determinado período.
No exemplo acima, a compra poderia ser parcelada em 10 vezes de R$ 300, com pagamentos mensais.
É claro que o número máximo de parcelas disponíveis para o consumidor depende da política do vendedor. Assim como a cobrança ou não de juros.
É comum a empresa possibilitar o parcelamento sem juros até determinado número de parcelas e incidência de uma taxa a partir daí.
Ou seja, quanto mais dividida for a compra, maior acabará sendo o valor final.
Vale destacar ainda a diferença entre parcelamento e recorrência, uma modalidade que envolve pagamentos contínuos e automáticos, geralmente associados a assinaturas ou mensalidades, como em academias ou serviços de streaming.
Como funciona o parcelamento nos principais meios de pagamento
O parcelamento pode ser oferecido de diferentes formas, dependendo do meio de pagamento escolhido pela empresa ou pelo consumidor.
Cada modalidade tem suas próprias regras, prazos, taxas e possibilidades de repasse de juros, o que impacta diretamente na experiência de compra e na saúde financeira do negócio.
Entender como cada meio de pagamento lida com o parcelamento é essencial para tomar decisões melhores, tanto na hora de vender quanto na hora de comprar.
A seguir, vamos detalhar como essa prática funciona nas principais opções disponíveis no mercado.
Parcelamento no cartão de crédito
O parcelamento no cartão de crédito é a forma mais comum no Brasil e está disponível tanto em compras físicas quanto online.
Ele pode ser feito com ou sem juros, dependendo da política da empresa e do acordo com a operadora do cartão.
No parcelamento sem juros, a empresa assume o custo das taxas da administradora, o que reduz sua margem, mas pode aumentar as vendas e melhorar a conversão.
Já no parcelamento com juros, o consumidor arca com esse valor adicional, o que pode desestimular a compra dependendo do ticket ou da taxa aplicada.
Outro ponto importante é que, ao parcelar uma compra no cartão, o limite total do cliente é comprometido pelo valor integral da compra, mesmo que ele pague aos poucos.
Isso pode limitar novas transações até que parte do saldo seja liberado.
A não ser que o lojista conte com uma plataforma como a Vindi, que ofereça a opção de parcelamento inteligente: uma forma de lançar apenas o valor da parcela a cada fatura do cartão do cliente, não comprometendo o limite do valor total da venda.
Parcelamento via Pix
O Pix parcelado não é uma função oficial regulada pelo Banco Central, mas algumas empresas já oferecem soluções que permitem usar o meio de pagamento instantâneo para parcelar uma compra.
Essa função é associada a uma linha de crédito pré-aprovada, ou seja, é como se o consumidor estivesse pegando dinheiro emprestado, e por isso ele paga uma taxa de juros sobre o valor da compra.
Para isso, não é preciso que o vendedor ofereça essa modalidade em seu sistema de cobrança: é o comprador que opta pelo parcelamento no aplicativo da sua conta.
Do lado de quem vende, é ótimo, porque ele receberá como uma compra à vista.
Apesar de parecer um parcelamento, na prática, trata-se de um empréstimo embutido, que pode envolver análise de crédito, juros elevados e riscos de inadimplência (risco esse que é assumido pelo banco ou fintech, não pelo lojista).
Parcelamento via boleto
O boleto bancário, por natureza, é uma forma de pagamento à vista.
No entanto, algumas empresas oferecem parcelamento por boleto por meio da emissão de uma série de boletos mensais, agendados com valores fixos.
Esse modelo é mais comum em setores como saúde, educação e serviços, onde há relacionamento contínuo com o cliente.
Apesar de ser uma alternativa para quem não usa cartão, esse formato envolve mais riscos de inadimplência, já que o pagamento de cada parcela depende da ação do cliente mês a mês.
Além disso, não há garantia de recebimento automático, como acontece na recorrência via cartão.
Por isso, o parcelamento por boleto costuma ser menos utilizado no varejo tradicional e exige uma régua de cobrança bem estruturada para funcionar de forma eficiente.
Parcelamento e recorrência são a mesma coisa?
Apesar de muitas vezes serem confundidos, parcelamento e recorrência são modelos de cobrança distintos, com finalidades, funcionamento e impactos diferentes tanto para o negócio quanto para o cliente.
No parcelamento, o cliente realiza uma única compra, cujo valor é dividido em parcelas fixas por um período determinado.
Ele sabe desde o início quanto vai pagar, por quanto tempo e o total da dívida.
Já na cobrança recorrente, os pagamentos são contínuos e vinculados a um serviço ou produto entregue periodicamente, como em academias, clubes de assinatura ou plataformas SaaS.
Nesse caso, o cliente paga enquanto utiliza o serviço, e o valor cobrado pode ser fixo ou variar conforme o plano ou consumo.
A previsibilidade de receita na recorrência tende a ser mais estável, especialmente com alta retenção de clientes, enquanto no parcelamento o valor total já é conhecido, mas o relacionamento com o cliente se encerra após a última parcela.
Em relação à gestão de inadimplência, o parcelamento por cartão, por exemplo, oferece maior segurança para a empresa, já que o valor é garantido pela operadora.
Na recorrência, é essencial ter um sistema eficiente de retentativas, régua de cobrança e automação de billing para evitar perdas.
A experiência do cliente também é diferente nessas duas modalidades de consumo.
No parcelamento, ele adquire algo e quita em partes, enquanto na recorrência ele mantém um vínculo contínuo com a empresa, exigindo relacionamento mais próximo e percepção constante de valor.
O parcelamento faz mais sentido em compras de ticket alto e esporádicas, como eletrônicos, móveis ou tratamentos médicos.
A recorrência é ideal para modelos de negócio baseados em continuidade, como serviços, assinaturas e acesso a plataformas.
Em alguns casos, os dois modelos podem ser usados juntos. Por exemplo, uma clínica pode parcelar um pacote de sessões (compra pontual) ou oferecer planos mensais recorrentes (serviço contínuo), conforme o perfil do paciente.
Saber combinar essas estratégias traz flexibilidade para o cliente e melhora o fluxo de caixa da empresa.
Quais as vantagens de vender com parcelamento?
Vender com parcelamento traz uma série de benefícios para negócios de diferentes setores, especialmente em mercados em que o preço é um fator decisivo para a conversão.
Veja abaixo as principais vantagens dessa estratégia.
1. Aumento da taxa de conversão
Ao dividir o valor total da compra em parcelas menores, mais clientes conseguem viabilizar a aquisição, mesmo sem ter o valor total disponível no momento.
2. Crescimento do ticket médio
O parcelamento permite que o consumidor compre mais ou escolha versões superiores de um produto ou serviço, elevando o valor médio por transação.
Essa expansão no ticket contribui diretamente para o crescimento do faturamento.
3. Redução da objeção de preço
Quando o valor da parcela se encaixa no orçamento mensal do cliente, a percepção de custo diminui.
Isso torna a decisão de compra mais fácil e menos impactante financeiramente.
4. Redução do abandono de carrinho
Muitos consumidores desistem da compra ao chegar na etapa de pagamento e perceber que só existe a opção de pagamento à vista.
Com o parcelamento, esse obstáculo desaparece, reduzindo significativamente a taxa de abandono de carrinho, especialmente no e-commerce.
5. Melhora na experiência do cliente
Oferecer opções de parcelamento demonstra flexibilidade e cuidado com o orçamento do consumidor, o que fortalece o relacionamento com a marca.
6. Antecipação de recebíveis
Com ferramentas financeiras integradas ao sistema de pagamento, é possível receber à vista mesmo vendendo parcelado.
Isso garante previsibilidade no caixa sem abrir mão da atratividade da condição para o cliente.
7. Expansão do público-alvo
Muitas pessoas não têm limite de crédito ou saldo suficiente para compras à vista, mas conseguem assumir pagamentos mensais.
Ao oferecer parcelamento, o negócio atinge uma fatia maior do mercado e conquista novos clientes.
Quais são os riscos e desafios do parcelamento?
Embora o parcelamento traga diversas vantagens para as vendas, também envolve riscos e desafios que precisam ser considerados com atenção na estratégia do negócio.
A seguir, listamos os principais pontos de atenção ao oferecer essa modalidade.
Inadimplência
Ao parcelar por boleto ou por meio de financiamento externo, o risco de não pagamento aumenta.
Sem a garantia do cartão de crédito, o lojista depende da boa-fé e da organização financeira do cliente a cada vencimento.
Isso exige uma boa régua de cobrança e monitoramento constante.
Chargeback
No parcelamento via cartão, há o risco de chargeback, ou seja, do cliente contestar a compra junto à operadora, solicitando o cancelamento das parcelas futuras.
Essa situação pode gerar prejuízos financeiros e burocracias para o lojista, principalmente quando não há comprovação clara da entrega ou do serviço prestado.
Comprometimento do limite do cliente
Mesmo sendo vantajoso para o consumidor, o parcelamento ocupa o limite total do cartão com o valor integral da compra.
Isso pode impedir novas compras e gerar frustração, especialmente em clientes com limite reduzido.
Esse risco pode ser contornado com o parcelamento inteligente, um recurso oferecido pela Vindi que permite a compra parcelada por um valor mais alto que o limite da fatura.
Impacto no fluxo de caixa
Se a empresa optar por não antecipar os recebíveis, o valor da venda será recebido mês a mês, conforme o pagamento das parcelas.
Essa dinâmica pode comprometer o capital de giro e dificultar o planejamento financeiro, principalmente em negócios com alta rotatividade de estoque.
Complexidade operacional sem automação
Gerenciar manualmente parcelamentos múltiplos, prazos, boletos e diferentes formas de cobrança pode se tornar um processo trabalhoso e sujeito a erros.
Sem um sistema automatizado de gestão de cobranças, a operação perde eficiência e a experiência do cliente é prejudicada.
Boas práticas para oferecer parcelamento aos clientes
Para que o parcelamento seja vantajoso tanto para o cliente quanto para o negócio, é essencial adotar algumas boas práticas que garantem eficiência, previsibilidade e uma experiência positiva de ponta a ponta.
Veja as principais orientações para estruturar essa modalidade.
1. Defina um número máximo de parcelas
Estabelecer um limite claro de parcelas evita distorções no fluxo de caixa e reduz o risco de inadimplência.
Esse número deve levar em conta o perfil do público, o ticket médio e a margem de lucro do produto ou serviço.
Em geral, de 3 a 6 vezes funciona bem para tickets médios. Acima disso, vale analisar com mais critério.
2. Avalie o repasse ou absorção de juros
Oferecer parcelamento sem juros pode aumentar a conversão, mas exige que o custo das taxas seja absorvido pelo negócio.
Se a margem for apertada, o repasse dos juros ao cliente pode ser uma alternativa, desde que comunicado com transparência.
O importante é simular cenários e entender o impacto de cada decisão no seu resultado.
3. Tenha regras claras de cobrança
Seja qual for o meio de pagamento utilizado, é fundamental deixar claras as condições do parcelamento: número de parcelas, incidência de juros, política de cancelamento e eventuais encargos por atraso.
Isso evita conflitos futuros e fortalece a relação de confiança com o consumidor.
4. Integre o parcelamento a uma estratégia de pagamentos mais ampla
O parcelamento não deve ser tratado de forma isolada, mas como parte de uma política de pagamentos completa.
A principal medida é diversificar os meios de pagamento disponíveis, além de contar com um bom sistema de pagamentos e cobranças.
Quanto maior a flexibilidade, maior a chance de conversão e fidelização.
5. Automatize a conciliação e a gestão dos recebíveis
Controlar manualmente dezenas ou centenas de parcelas pode gerar erros, retrabalho e desorganização financeira.
Por exemplo, dificulta muito o controle do que entrou e o que falta entrar no caixa, quais transações foram liquidadas, etc..
Com uma plataforma de gestão de pagamentos, é possível acompanhar todas as transações, conciliar automaticamente os recebimentos e gerar relatórios precisos em tempo real.
Quando o parcelamento vale a pena para a empresa?
O parcelamento vale a pena quando contribui para aumentar a conversão, elevar o ticket médio e atrair clientes que não comprariam à vista, sem comprometer a saúde financeira do negócio.
Ele é especialmente vantajoso em vendas de ticket alto, nas quais a flexibilidade no pagamento se torna um fator decisivo.
Também faz sentido quando a empresa tem margem suficiente para absorver os custos das taxas, ou acesso a soluções de antecipação de recebíveis que garantem o valor à vista.
Além disso, o parcelamento tende a funcionar melhor quando há automação na gestão de cobranças e um bom controle sobre o risco de inadimplência.

Oferecer parcelamento com regras claras e gestão eficiente reduz riscos e melhora a experiência do cliente.
Como a Vindi pode ajudar com parcelamento
A Vindi é uma plataforma completa de gestão de pagamentos, que permite oferecer parcelamento de forma inteligente e integrada à sua estratégia financeira.
Com soluções para cartões, boletos e Pix, além de recursos como antecipação de recebíveis, régua de cobrança automatizada e conciliação automática, a Vindi garante mais controle, segurança e eficiência nas suas vendas parceladas.
Além disso, também tem a melhor ferramenta de gestão de pagamentos recorrentes, para empresas que prestam serviços e cobram planos e assinaturas.
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