O certificado digital elevou a segurança online a um novo patamar e está revolucionando o mercado. 

Com ele, é possível assinar documentos online com total confiança, fazer transações financeiras com tranquilidade e trocar qualquer informação confidencial pela internet.

Além disso, é essa certificação que garante a proteção dos dados dos consumidores durante as compras online e facilita as rotinas burocráticas das empresas.

Tudo graças ao avanço da criptografia de dados, que permite autenticar pessoas físicas, pessoas jurídicas e sites na internet. 

Nos tópicos a seguir, você vai entender exatamente o que é um certificado digital e quais são suas aplicações.

Confira o que este conteúdo vai abordar:

  • O que é certificado digital?
  • Para que serve o certificado digital;
  • O que você pode fazer com um certificado;
  • Tipos de assinatura digital;
  • Importância da certificação digital nas vendas;
  • Mecanismos de segurança na certificação digital;
  • Como fazer um certificado digital;
  • Perguntas frequentes sobre certificado digital;
  • Invista em segurança no seu negócio. 

Se você quer vender e cobrar online com segurança na sua empresa, leia até o fim e fique bem informado. 

O que é certificado digital?

O certificado digital é uma identidade virtual que permite assinar documentos pela internet com validade jurídica e fazer transações online com segurança.

Por isso, ele também é conhecido como “assinatura digital”.

Na prática, o certificado digital é um arquivo que identifica uma pessoa física, pessoa jurídica ou site e possibilita a autenticação online.

Isso acontece graças à tecnologia de criptografia utilizada para proteger os dados e garantir a sua autenticidade. 

Assim, ele substitui a assinatura em papel e traz segurança jurídica ao ambiente online, simplificando vários trâmites burocráticos e protegendo transações. 

No Brasil, a estreia do certificado digital se deu no ano de 2001, a partir da da ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) na publicação da Medida Provisória nº 2.200-2/2001.

Vale destacar que, apesar de ser uma MP, seus efeitos não expiraram em 60 dias, como acontece com esse tipo de legislação. Isso porque ela foi publicada antes da Emenda Constitucional 32, justamente aquela que estabeleceu a regra quanto ao prazo de validade de MPs e a necessidade de aprovação do Congresso Nacional para conversão em lei.

Sendo assim, a Medida Provisória nº 2.200-2 virou permanente – e segue valendo até hoje.

De acordo com o texto legal, o objetivo do órgão é:

“Garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.”

Hoje, há um amplo mercado de certificados digitais com várias Autoridades Certificadoras (ACs) e tipos diferentes de arquivos. 

Para que serve o certificado digital

O certificado digital serve para autenticar qualquer operação online realizada em nome de uma pessoa física ou jurídica. 

Com ele, é possível assinar documentos, acessar sistemas restritos, fazer transações bancárias, entre outras ações.

Para algumas empresas, a assinatura digital é obrigatória, pois é a única forma de ter acesso a serviços essenciais do governo

Já a pessoa física pode usar o certificado para facilitar sua vida na hora de assinar contratos, acessar o sistema da Receita Federal e fazer transações online. 

Há ainda o certificado digital voltado para a segurança de sites, que é usado para proteger as transações dentro de lojas virtuais. 

Com o avanço da transformação digital, cada vez mais pessoas e empresas procuram essa certificação para agilizar rotinas e resolver tudo pela internet, com o mínimo de burocracia possível. 

Hoje, já existem quase 10 milhões de certificados digitais ativos no país.

Mais exatamente, são 9.957.848, de acordo com dados do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) publicados em março de 2021.

Só em 2021, foram emitidos 1,3 milhões de novos certificados, o que representa um crescimento de 22,98% em relação a 2020

Em fevereiro de 2021, o país bateu o recorde de 500 mil novas emissões em um único mês. 

Já a projeção do ITI para 2021 é que sejam emitidas mais de 6,9 milhões de novas assinaturas digitais até o fim do ano.

Ou seja: a substituição das assinaturas em papel pela tecnologia já é uma realidade. 

O que você pode fazer com um certificado digital

O certificado digital traz um mundo de possibilidades online para pessoas físicas e jurídicas.

Quer ver só?

Confira na lista abaixo o que você pode fazer com o seu.

Emitir nota fiscal eletrônica

Toda empresa que emite nota fiscal eletrônica de produto (NF-e) precisa do certificado digital.

Ele deve ser utilizado dentro do sistema utilizado na tarefa para autenticar a emissão de cada documento, proporcionando mais segurança e confidencialidade à operação.

A exceção se aplica aos microempreendedores individuais (MEIs), que não precisam utilizar uma assinatura digital mesmo quando vendem produtos a pessoas jurídicas.

Além da NF-e, o documento digital também possibilita a emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE) e Manifesto do Destinatário.  

Assinar com certificado digital

Qualquer pessoa ou empresa pode utilizar seu certificado digital para assinar documentos online com validade jurídica.

É possível fazer isso em contratos, declarações, procurações, recibos, propostas, notificações e em qualquer outro documento oficial. 

Dessa forma, você poupa tempo e dinheiro, pois não precisa imprimir a papelada ou ir até o cartório reconhecer firma, por exemplo. 

Lembrando que o certificado digital é o único que tem validade legal no país e dispensa burocracias cartorárias.

O mesmo não se aplica a assinaturas eletrônicas feitas com mouse, IP do computador ou confirmação por código via SMS, por exemplo. 

Vender com mais segurança

O certificado digital traz mais segurança para as empresas que querem vender online.

No caso do e-commerce, é preciso ter uma assinatura digital da empresa integrada ao emissor de nota fiscal eletrônica, que pode estar incluído no sistema de gestão ou na própria plataforma do fornecedor.

Além disso, as empresas com essa certificação conseguem realizar transações online de forma mais segura e manter um relacionamento transparente com o Fisco.

Para completar, alguns marketplaces exigem certificado digital dos lojistas para fechar a parceria, pois só assim é possível utilizar os intermediadores de pagamentos com segurança. 

No sistema de pagamentos da Vindi, por exemplo, o certificado digital é exigido para a integração com o sistema emissor de notas fiscais e autenticação da empresa.

Para quem possui seu próprio e-commerce, é fundamental ter um certificado digital do tipo SSL (Secure Sockets Layer), que acrescenta aquele “s” para formar o “https://” e indicar que o site é seguro para o consumidor.

Para você ter uma ideia, o sistema da Vindi é tão seguro que possui até certificação PCI Compliance – referência internacional de segurança máxima em transações com cartões. 

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Realizar transações bancárias

Alguns bancos já permitem que seus correntistas utilizem o certificado digital para fazer login no internet banking e reforçar a segurança das transações online.

Essa medida protege você de ataques hacker e interceptação por programas maliciosos, que são cada vez mais comuns no ambiente online.

Nos pagamentos online com cartões de crédito, por exemplo, é o certificado digital que protege seus dados e impede que cibercriminosos roubem suas informações. 

Emitir documentos pessoais

Vários sistemas públicos e privados já aceitam o certificado digital para a emissão de documentos à distância.

Você pode, por exemplo, emitir sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital, que tem a mesma validade do documento impresso

Também é possível utilizar a assinatura digital para validar diplomas universitários e emitir passaportes. 

Fazer a declaração do Imposto de Renda

Um dos usos mais populares do certificado digital é para enviar a Declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) anualmente.

Com uma assinatura do tipo e-CPF, fica muito mais fácil acertar as contas com o Leão, pois a declaração já vem pré-preenchida e não há necessidade de instalar o programa da Receita.

Da mesma forma, as empresas também podem utilizar seu certificado do tipo e-CNPJ para declarar o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). 

Enviar informações pelo eSocial

Toda empresa com mais de um funcionário precisa do certificado digital para enviar as informações dos colaboradores pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). 

Por meio dele, os empregadores conseguem informar todos os dados relativos aos trabalhadores de forma unificada.

Alguns exemplos de informações obrigatórias são admissões e dispensas, folha de pagamento, contribuições previdenciárias, recolhimento de FGTS, comunicações de acidentes de trabalho, aviso prévio e afastamentos. 

Para transmitir as declarações online e sem complicação, só com a assinatura digital da empresa. 

Entregar o SPED Fiscal da empresa

As empresas que recolhem ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) são obrigadas a entregar sua Escrituração Fiscal Digital (EFD) ao Fisco.

Para isso, elas precisam acessar o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) com seu certificado digital. 

Assim, a Receita Federal garante a veracidade das informações prestadas por empresas e contadores, evitando qualquer fraude ou sonegação fiscal. 

Acessar o canal Conectividade Social ICP

O Conectividade Social ICP é um canal da Caixa Econômica Federal que permite a transmissão de arquivos sobre o recolhimento do FGTS pelas empresas.

Para acessá-lo, basta utilizar um certificado digital do tipo e-CNPJ emitido por qualquer autoridade certificadora.

Dessa forma, o empresário consegue enviar as declarações do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS (SEFIP) e Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF Eletrônica) rapidamente e sem burocracia

Manter o relacionamento com a Receita Federal

As empresas precisam cumprir uma série de obrigações junto à Receita Federal, e o certificado digital deixa tudo mais fácil.

Com um e-CNPJ, você pode acessar livremente o Centro Virtual de Atendimento da Receita (portal e-CAC) e utilizar serviços como:

  • Envio e consulta de Declaração de Benefícios Fiscais (DBF);
  • Entrega e retificação de Declarações de Débitos e Créditos Tributários (DCTF);
  • Envio e consulta do histórico da Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF);
  • Consultar Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR) e obter cópia da declaração;
  • Prestar informações relativas a transações no exterior por meio do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e outras Operações (Siscoserv);
  • Fazer a inscrição, alteração e consulta de matrículas no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS);
  • Consultar e emitir comprovante de situação cadastral do CNPJ;
  • Inscrever, alterar, consultar, paralisar e reativas obras pelo Cadastro Nacional de Obras (CNO);
  • Enviar a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed);
  • Cumprir diversas obrigações tributárias pelo Receitanet;
  • Consultar segunda via de declarações como DCTF, DIRF, Dimob, Dacon, Derc, DASN, Dmed, etc.

Fazer contratos de câmbio

No comércio exterior, o contrato de câmbio é obrigatório para regularizar transações financeiras e comerciais quando uma das partes envolvidas estiver fora do país. 

O instrumento serve para garantir o pagamento e o recebimento dos valores, além da conversão da moeda local para a estrangeira. 

Para facilitar esse processo, o Banco Central autorizou o uso do certificado digital para a assinatura do contrato, reduzindo os custos e a burocracia para as empresas.

Participar de leilões eletrônicos

A assinatura digital também é exigida para quem quer participar dos leilões eletrônicos da Receita Federal.

Para isso, basta acessar o Sistema de Leilão Eletrônico e fazer login com um certificado compatível. 

Agilizar as rotinas profissionais

Diversas classes profissionais se beneficiam do certificado digital, pois ganham acesso aos sistemas do governo e conseguem agilizar seu trabalho pela internet.

Veja alguns exemplos:

  • Os advogados podem emitir seu certificado exclusivo na OAB, fazer peticionamento eletrônico, consultar o andamento de processos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e abrir petições no Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Os contadores podem gerar certidão negativa de débitos, consultar pendências de seus clientes e dar baixa de inscrições estaduais em alguns estados;
  • Os médicos podem emitir sua Cédula de Identidade Médica (CRM Digital) online pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e gerar receitas e atestados com assinatura digital. 

Outros usos variados

A lista de aplicações do certificado digital é extensa e não para de crescer.

De modo geral, você pode usar o arquivo para assinar qualquer tipo de documento com validade jurídica, fazer a autenticação em sistemas com informações confidenciais e comprovar sua identidade em qualquer transação.

Tudo para que você não precise mais sair de casa ou da empresa para cumprir tarefas burocráticas.

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Tipos de certificado digital

Os certificados digitais disponíveis no mercado podem ser classificados pelo uso (pessoal ou empresarial) e formato. 

Confira os principais tipos em cada categoria. 

Tipos de certificado digital por uso

Existem certificados diferentes para empresas, pessoas físicas e profissionais liberais. 

Confira os mais usados:

e-CNPJ

O e-CNPJ é a identidade digital da empresa, sendo usado para assinar documentos, autenticar transações e cumprir obrigações fiscais.

Como vimos no tópico anterior, esse certificado digital exclusivo para a pessoa jurídica permite emitir notas fiscais eletrônicas e acessar sistemas públicos e privados com informações restritas. 

Além disso, o empreendedor também pode utilizar o e-CNPJ para assinar contratos, recibos, promissórias, declarações e qualquer documento com peso jurídico.

Sem falar nas transações comerciais e financeiras online, que ficam muito mais seguras com a assinatura digital. 

e-CPF

O e-CPF é a identidade virtual da pessoa física, sendo destinado ao uso pessoal.

Ele tem funções semelhantes às do e-CNPJ, mas é direcionado a sistemas que exigem a autenticação do CPF do titular. 

Suas principais aplicações são a transmissão da declaração do IR, assinatura de documentos online, transações bancárias e emissão de documentos digitais. 

NF-e

O NF-e, como você já deve imaginar, é o certificado digital exclusivo para a emissão de nota fiscal eletrônica. 

Ele autentica a empresa no momento da conexão com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) ou do município (Prefeitura), dependendo do tipo de NF. 

Estas são as notas fiscais que podem ser emitidas com esse tipo de certificado:

  • NF-e: nota fiscal eletrônica de competência estadual que registra a venda de produtos e garante o recolhimento do ICMS 
  • NFS-e: nota fiscal eletrônica de  serviços, possui competência municipal que registra a operação e garante o recolhimento ISS
  • NFC-e: nota fiscal usada no varejo para registrar a venda direta ao consumidor final (substituta do tradicional cupom fiscal)
  • NFA-e: nota fiscal eletrônica avulsa, que pode ser emitida individualmente por empresas que não estão obrigadas a emitir a NF-e.

Vale ressaltar que, apesar de o e-CNPJ poder ser usado para emitir notas fiscais, ele não é a opção mais indicada.

Isso porque só o tipo NF-e pode vincular a emissão das notas fiscais ao CPF de um funcionário, transmitindo essa função sem expor informações confidenciais do negócio.

Se um colaborador tiver que usar o e-CNPJ para isso, ele poderá acessar qualquer sistema em nome da empresa e alterar dados – o que pode ser arriscado para o empreendedor.

e-Simples ou e-CNPJ ME/EPP

Mais recentemente, as certificadoras passaram a oferecer o certificado do tipo e-Simples ou e-CNPJ para pequenas empresas.

Ele é voltado exclusivamente para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional.

A diferença para o e-CNPJ tradicional é que os serviços são mais restritos e o valor mais acessível. 

e-MEI

Outra novidade no mercado é o e-MEI: um certificado digital exclusivo para o microempreendedor individual.

Ele serve, principalmente, para facilitar a emissão de notas fiscais e o registro do funcionário (lembrando que o MEI só pode ter um).

Certificado digital para e-commerce

O certificado digital ideal para e-commerce é do tipo SSL, que garante a criptografia dos dados dentro do site. 

Ele é capaz de codificar as informações trocadas entre um servidor e um navegador por meio de uma espécie de “chave” secreta, impedindo que os dados da navegação sejam interceptados.

Dessa forma, o SSL protege as transações e os dados dos clientes no e-commerce, prevenindo fraudes no pagamento, ciberataques e vazamentos de informação. 

Quando o empreendedor adquire um certificado SSL, o endereço do e-commerce passa a constar como “https://” e conter o símbolo do cadeado fechado, indicando que se trata de um local seguro para fazer compras online.

Assim, os consumidores têm mais confiança para realizar a compra e a empresa garante sua reputação no mercado. 

Atualmente, existem vários tipos de certificados SSL com diferentes grau de proteção.

É possível comprar desde os mais básicos, que validam o domínio do site, até os mais avançados, que possuem recursos de prevenção e identificação de ciberataques. 

Tipos de certificado digital por formato

Também existem diferentes tipos de certificado digital conforme sua apresentação e formato. 

Veja quais são eles:

A1

O certificado do tipo A1 é um arquivo 100% digital, que não depende de nenhum dispositivo para ser instalado.

Ele tem validade de 1 ano e pode ser instalado em várias máquinas e dispositivos móveis diferentes ao mesmo tempo. 

Sua principal vantagem é que você só precisa cadastrar a senha uma única vez, tendo mais flexibilidade para utilizar o arquivo.

A3

O certificado do tipo A3 é vendido como uma mídia física em vez de um arquivo para download, como o A1.

Sua principal característica é a dependência desse dispositivo, que pode ser um cartão com leitora, um SmartCard ou um dispositivo token para ser conectado ao computador. 

Por outro lado, o A3 tem validade mais longa, podendo chegar até 5 anos sem a necessidade de renovação. 

Um inconveniente é que a senha precisa ser digitada a cada acesso com o dispositivo. 

A3 na nuvem

Já existem opções de certificados A3 na nuvem, que são basicamente arquivos online que podem ser acessados a qualquer hora e lugar.

Nesse caso, não é preciso carregar um dispositivo, nem fazer o download do arquivo. 

Importância da certificação digital nas vendas

Ter certificação digital já se tornou uma questão de sobrevivência para as empresas na era digital.

Para começar, você precisa de um certificado para executar funções básicas como emitir notas fiscais e manter o negócio regularizado. 

Se você vende online, a certificação do site é requisito básico para comprovar a segurança das operações, atrair clientes e evitar prejuízos causados por fraudes. 

Para você ter uma ideia, as tentativas de fraude em lojas online cresceram 53% em 2020, segundo dados da consultoria ClearSale, publicados no Consumidor Moderno em 2021. 

Outro estudo da empresa Konduto, publicado em 2020 no Inforchannel, mostra que, a cada 100 compras feitas na internet, 4 foram fraudadas no primeiro semestre do ano.

Os golpes mais comuns são o phishing, boletos falsos e roubos de dados de cartões, além da falsificação de documentos.

Além disso, uma pesquisa da consultoria Kantar, publicada na Propmark em 2021, aponta que 33% dos consumidores brasileiros não têm confiança suficiente para fornecer dados para compras online.

Nesse cenário, o papel das empresas é adotar boas práticas de segurança para driblar a desconfiança do consumidor e evitar fraudes. 

Alguns exemplos são a certificação SSL no e-commerce, controle de acesso, ferramentas antifraude, instalação de firewall atualizado e outros processos de autenticação que blindam o site contra cibercriminosos.

De modo geral, o certificado SSL garante que:

  • Os dados serão criptografados por todo o caminho até o site;
  • O domínio será legítimo e o cliente saberá que está no site;
  • Os motores de busca vão reconhecer seu certificado de segurança e subir suas posições no ranking (uma estratégia de SEO). 

Mecanismos de segurança na certificação digital

Para garantir toda essa segurança online, os certificados digitais utilizam tecnologias criptográficas avançadas.

Todo arquivo de certificado possui uma chave pública ou privada, ou seja, um código exclusivo que protege as informações do titular. 

Assim, a proteção dos dados ocorre por meio da troca de chaves entre emissor e receptor, em um processo de autenticação mútua.

Na prática, sempre que o certificado digital é acionado, ocorre o envio de dados pelo emissor com uma chave pública.

A partir daí, somente o receptor consegue acessar as informações – o que acontece por meio de uma chave privada que decodifica os dados

Quem garante a autenticidade das chaves é a autoridade certificadora, que assina cada certificado em um modelo de “Teia de Confiança” (Web of Trust).

O mesmo ocorre com o sistema SSL, que utiliza duas chaves para criptografar os dados (uma conhecida por todos e outra apenas pelo destinatário).

Dessa forma, toda a informação que trafega entre as duas pontas fica protegida de interceptações. 

Como fazer certificado digital

Para fazer um certificado digital, você deve identificar o tipo ideal para o seu negócio e buscar uma autoridade certificadora.

No site da ICP-Brasil, você confere uma lista completa com empresas autorizadas a emitir certificados digitais, como Caixa Econômica Federal, Correios, Serasa Experian e Casa da Moeda.

Também é importante escolher o formato mais prático para o seu negócio (A1 ou A3). 

O processo de compra funciona assim:

  1. Você seleciona o certificado desejado no site;
  2. Envia os documentos para comprovação (no caso da empresa, são exigidos contrato social, documentos pessoais de sócios e CNPJ);
  3. Agenda uma validação presencial em um posto de atendimento da certificadora;
  4. Faz o download do certificado A1 ou retira o dispositivo do certificado A3 assim que a empresa validar os dados.

A boa notícia é que já é possível emitir certificados digitais 100% online, por videoconferência, desde 1º de março de 2021.

Conforme noticiado no Tecnoblog, o governo passou a permitir a validação dos certificados em chamadas de vídeo, desde que o titular tenha CNH emitida ou renovada após 2017. 

A autenticação será feita por meio do reconhecimento facial e impressões digitais coletadas na CNH. 

Para obter o certificado SSL para o seu site, basta comprar a versão escolhida online diretamente da certificadora, escolher o(s) domínio(s) da aplicação e aguardar a validação.

Como é a renovação do certificado digital

É importante ficar atento à data de expiração do certificado digital para fazer a renovação a tempo – idealmente, com 30 dias de antecedência.

O processo é bastante simples e é realizado pela internet na maioria das certificadoras.

Você só precisa conectar o certificado que deseja renovar, selecionar a opção de renovação e informar seus dados de pagamento. 

Em alguns casos, pode ser necessário encaminhar alguns documentos, caso os requisitos tenham mudado. 

Perguntas frequentes sobre certificado digital

Agora que você já sabe bastante sobre o certificado digital, está na hora de acabar com qualquer dúvida que tenha restado.

Confira a nossa seção de perguntas e respostas rápidas sobre o tema:

Existe certificado digital gratuito?

Não existe nenhuma opção de certificado digital gratuito, pois há vários custos envolvidos na emissão do documento. 

O que acontece, às vezes, é que algumas empresas como escritórios de contabilidade oferecem o certificado de brinde na assinatura de um plano empresarial. 

No mercado, os preços variam conforme o tipo de certificado e complexidade. 

Quem precisa da certificação digital?

De modo geral, toda empresa, com exceção do MEI, precisa de um certificado digital para cumprir obrigações fiscais.

Para quem vende online, a certificação do site é indispensável para garantir a segurança das transações e reputação da loja. 

para a pessoa física é opcional, embora facilite muito os trâmites burocráticos. 

O que acontece se eu não tiver certificado digital?

Se a empresa não tiver o certificado digital exigido, ela pode sofrer penalidades, como multas e sanções administrativas da Receita Federal. 

No caso do e-commerce, a ausência de um certificado SSL pode gerar desconfiança nos consumidores, expor a empresa a fraudes e prejudicar o ranqueamento nos motores de busca. 

Quem emite o certificado digital?

Somente as autoridades certificadoras habilitadas pela ICP-Brasil podem emitir certificados digitais. 

No caso, o ICP atua como uma certificadora raiz que credencia vários prestadores de serviços pelo país. 

Qual a diferença entre A1 e A3?

A principal diferença é que o A1 é um arquivo para download, enquanto o A3 requer uma mídia física para funcionar.

Além disso, a validade do A3 é mais longa e o A1 requer a digitação da senha de acesso uma única vez. 

Invista em segurança para vender e cobrar

Investir em um certificado digital é garantir seu selo de segurança para vender na recorrência

Mas não basta ter os certificados SSL no seu site e seu e-CNPJ para resolver a burocracia: é preciso ir além e proteger também seu processo de cobrança

Com a plataforma de pagamentos da Vindi, você tem a confiança de trabalhar com a certificação PCI Compliance, conquistada somente pelas empresas de pagamento mais seguras do mundo. 

Nós garantimos segurança máxima para transações com cartões, link de pagamento, boletos e Pix, além de oferecer a melhor experiência de checkout transparente para o seu e-commerce.

Tudo isso em um gateway de pagamento com API amigável e suporte para todas as formas de pagamento do mercado. 

Além disso, o sistema ainda conta com recursos para gestão de assinaturas, automação de cobrança recorrente, controle de inadimplência e muito mais. 

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