Selos de segurança são elementos essenciais para transmitir confiança, proteger dados e aumentar a conversão em lojas virtuais.
Em um cenário de crescimento do e-commerce, fraudes digitais e vazamentos de dados, consumidores se tornaram mais atentos aos sinais de segurança antes de concluir uma compra.
Neste guia, você vai entender o que são selos de segurança, quais são os principais tipos usados no e-commerce, como eles impactam as vendas e como aplicá-los corretamente no seu site.

Selos de segurança asseguram que a navegação e a compra no e-commerce não oferecem riscos.
O que são selos de segurança?
Selos de segurança são certificações exibidas em um e-commerce para assegurar aos consumidores que a navegação e a compra no site é segura e livre do risco de crimes como roubo de dados.
Essa exibição geralmente é feita por meio de uma imagem incluída na página.
O selo pode ser colocado em diferentes pontos do site, como a página inicial, os anúncios dos produtos ou o checkout — ou seja, a página em que o consumidor confirma a compra e faz o pagamento.
Os selos de segurança podem ter dois tipos:
- Estático: apenas uma imagem é inserida, geralmente com o símbolo da instituição certificadora
- Dinâmico: também apresenta uma imagem, mas o usuário pode clicar nela e conferir dados sobre a empresa e a navegação na página.
Leia o próximo tópico para entender como esse selo de segurança pode ajudar um e-commerce.
Para que serve um selo de segurança para sites?
O selo de segurança serve para transmitir credibilidade aos consumidores.
Por meio dessa imagem, o cliente sente que não correrá riscos ao inserir seus dados de pagamento durante uma compra na página.
Vale lembrar que um dos tipos mais comuns de fraude é a construção de um site de vendas falso, para que o cliente insira seus dados de cobrança, pensando que está fazendo uma compra real.
Assim, ele corre o risco de pagar por algo que nunca será entregue ou pior: ter seu cartão de crédito clonado, o que gera ainda mais dor de cabeça.
Portanto, o selo é uma maneira de tranquilizar o cliente ao fazer uma compra, mostrando a ele que a página passou por uma avaliação para checar se oferece a segurança necessária.
Essa certificação é importante pelos vários benefícios que pode proporcionar, como vamos mostrar na sequência.
Quais as vantagens de ter um selo de segurança no e-commerce?
O uso de selos de segurança pode trazer várias vantagens nas vendas online.
Veja as principais.
Mais vendas
Os usuários tendem a comprar mais em sites com selos de segurança, pois entendem que não há riscos ao incluir seus dados de cobrança ao fazerem uma compra.
Por isso, esse investimento tem uma relação direta com os resultados do negócio.
Melhor reputação
A vantagem vai além de transmitir a segurança relacionada a uma compra específica.
Afinal, o selo é uma demonstração de profissionalismo e, por isso, ajuda a melhorar a imagem do negócio em si diante do público e do próprio mercado.
Menos abandono de carrinho
Se não encontrarem um selo de segurança em um e-commerce, muitos consumidores podem abandonar o carrinho de compras com medo de inserir seus dados de cobrança.
Um site certificado tem um número menor de vendas não concluídas.
Melhor experiência do cliente
Os selos de segurança em um site de vendas representam um alívio para os consumidores, que sabem que não terão problemas com suas vendas
A experiência do cliente é melhor quando não é preciso ter desconfianças em relação à segurança.
Otimização para buscas
A presença de selos de segurança também ajuda na estratégia de SEO (otimização para motores de busca, na sigla em inglês).
Em outras palavras, lojas virtuais certificadas têm mais chances de aparecer nas primeiras posições das pesquisas de consumidores no Google e em outros buscadores.
Afinal, o algoritmo do próprio mecanismo já prioriza páginas que tenham um selo, pois são mais seguras para os usuários.
Como os selos de segurança influenciam nas conversões de vendas?
A presença dos selos de segurança é um dos principais fatores relacionados à taxa de conversão de vendas. Ou seja, no número de visitantes de um site que não apenas ingressam na página, como realizam compras.
Segundo esta reportagem da Revista Forbes, pequenos e-commerces que usam uma certificação podem ter um aumento de 20% ou mais nessa métrica. Isso acontece porque, mesmo quando se interessam por um anúncio na internet, os consumidores ainda podem ficar receosos ao inserir dados sensíveis, como número do cartão de crédito, por exemplo.
Mesmo quem prefere usar o Pix pode ter medo de pagar por uma encomenda que nunca vai chegar. Mas ao observarem um selo de segurança, isso muda e há uma percepção de que a página não oferece riscos. Portanto, a tendência é que eles se sintam mais encorajados a fazerem compras em seu e-commerce.
Em 2026, os selos de segurança deixaram de ser apenas elementos visuais e passaram a compor a percepção de confiabilidade do checkout como um todo. Consumidores avaliam não só a presença do cadeado ou do certificado SSL, mas a combinação entre proteção técnica, reputação da marca, clareza das informações e fluidez no pagamento. Quanto mais consistente for esse conjunto, menores tendem a ser as taxas de abandono e maior a conversão.
Quais os principais selos de segurança para e-commerce?
Existem diferentes tipos de selos de segurança para e-commerces que atuam no Brasil, cada um com uma função específica dentro da jornada de compra.
Alguns atuam diretamente na proteção técnica do site, enquanto outros reforçam a reputação da loja e a confiança do consumidor no momento da decisão de compra. A seguir, estão os principais selos utilizados atualmente no e-commerce brasileiro.
Certificado SSL
O certificado SSL (Secure Socket Layer) não é, tecnicamente, um selo visual aplicado ao site, mas sim um pré-requisito básico de segurança para qualquer e-commerce.
Ele garante que os dados inseridos pelo usuário — como informações pessoais e de pagamento — sejam protegidos por criptografia, impedindo que terceiros interceptem ou leiam essas informações durante a transmissão.
Na prática, o SSL cria um ambiente seguro de navegação, mesmo em caso de tentativas de invasão. Esse processo de proteção está diretamente ligado à criptografia de dados, tecnologia fundamental para a segurança digital no comércio eletrônico.
O consumidor pode identificar facilmente se um site possui SSL ao observar o cadeado ao lado da URL e o uso do protocolo “https”. Hoje, além de segurança, o SSL também é um fator considerado por mecanismos de busca e navegadores.
SiteLock
O SiteLock é uma solução focada na proteção contínua contra códigos maliciosos, vírus e tentativas de invasão.
O selo indica que o site passa por monitoramento frequente e varreduras automáticas em busca de vulnerabilidades. Isso reduz o risco de páginas infectadas, redirecionamentos indevidos e bloqueios por navegadores ou motores de busca.
A empresa oferece planos gratuitos e pagos, com níveis diferentes de cobertura, sendo mais comum em lojas virtuais que desejam reforçar a camada técnica de segurança.
Site Blindado
O Site Blindado é uma solução nacional de cibersegurança bastante conhecida no e-commerce brasileiro.
O selo é concedido após uma varredura completa do site, que analisa vulnerabilidades, falhas de configuração e possíveis riscos de segurança. Dependendo do porte da operação, a empresa oferece versões mais simples ou mais robustas, com monitoramento constante.
Além da proteção técnica, o selo funciona como um sinal visual de confiança, especialmente para consumidores que já reconhecem a marca no mercado.
ClearSale
A ClearSale é uma das principais empresas de antifraude do Brasil e seu selo indica que a loja virtual utiliza mecanismos avançados para prevenir fraudes em transações online.
Mais do que um elemento visual, o selo representa a adoção de processos rigorosos de análise de risco, comportamento de compra e validação de transações. Para exibir o selo, o e-commerce precisa seguir boas práticas de prevenção e controle de fraudes.
Esse tipo de selo é especialmente relevante para reduzir chargebacks e proteger tanto o lojista quanto o consumidor.
E-bit
O E-bit é um selo baseado na experiência real dos consumidores, coletada por meio de pesquisas pós-compra.
A plataforma avalia critérios como entrega, atendimento, navegação e satisfação geral, classificando os e-commerces em diferentes níveis de reputação: diamante, ouro, prata e bronze.
Por refletir a percepção dos clientes, o selo funciona como uma forma de prova social, influenciando diretamente a decisão de compra, especialmente para novos visitantes.
Reclame Aqui
O Reclame Aqui também atua como um importante indicador de confiança no ambiente digital.
A plataforma oferece dois selos principais. O RA 1000, gratuito, é concedido apenas a empresas com alto índice de resposta e resolução de reclamações. Já o RA Verificado é um selo pago, concedido após auditoria e acompanhamento contínuo.
Ambos sinalizam ao consumidor o nível de comprometimento da empresa com o atendimento e a resolução de problemas, fatores que pesam fortemente na escolha de onde comprar.
Como é possível perceber, os selos de segurança não cumprem todos a mesma função. Enquanto alguns atuam na proteção técnica do site, outros reforçam reputação, confiança e credibilidade. A escolha ideal passa por entender o estágio do e-commerce, o perfil do público e os riscos envolvidos na operação.
Dicas para escolher o selo de segurança mais adequado para o seu e-commerce
A escolha de um selo de segurança para um e-commerce deve levar em consideração algumas características da empresa e do próprio público.
A primeira questão a se pensar é o motivo pelo qual a empresa precisa da certificação.
Se a maior preocupação for a proteção contra invasões, o ideal é investir em selos como Site Lock, Site Blindado e ClearSale.
Junto com eles, o negócio conta com uma solução completa para tornar o negócio à prova de fraudes e crimes virtuais.
Além disso, alguns desses selos são dinâmicos, incluindo a exibição de dados sobre a empresa, como relatórios de análise de segurança, por exemplo.
Porém, se o comerciante quer comprovar que realiza um bom atendimento, o melhor é contar com selos obtidos por meio de avaliações, como o Ebit e RA 1000.
Esses certificados são suficientes para comprovar que o consumidor está acessando uma loja autêntica, e mostrar que a experiência de compra tende a ser boa.
Também é importante observar a facilidade de implementação do selo, pois alguns podem ter etapas de configuração mais simples e outras, mais complexas.
Como colocar selo de segurança para site?
Os passos para aplicar um selo de segurança em um e-commerce podem variar conforme o tipo de certificação escolhida, mas o processo costuma seguir uma lógica comum.
De forma geral, é preciso garantir requisitos técnicos básicos, comprovar boas práticas de segurança ou atendimento e, por fim, inserir o selo corretamente no site. A seguir, veja as principais etapas para fazer isso de forma segura e eficiente.
1. Obtenha o certificado SSL
Independentemente do selo de segurança escolhido, o certificado SSL deve ser sempre o ponto de partida.
Sem ele, dificilmente uma certificadora permitirá a exibição do selo, já que o SSL é a base da proteção de dados no ambiente digital. Um site sem criptografia compromete não apenas a segurança do consumidor, mas também a credibilidade da própria instituição que concede o selo.
Hoje, muitas empresas de hospedagem já oferecem SSL gratuitamente ou incluso nos planos, o que facilita bastante essa etapa inicial.
2. Contate a instituição responsável
Com o SSL ativo e o selo escolhido, o próximo passo é entrar em contato com a empresa ou entidade responsável pela certificação.
Nesse momento, você receberá todas as orientações sobre critérios técnicos, operacionais e reputacionais exigidos para que o selo possa ser aplicado corretamente no site.
Alguns selos exigem apenas validações técnicas, enquanto outros avaliam processos internos, histórico de atendimento ou políticas de segurança.
3. Implemente as adequações exigidas
Cada certificadora possui seus próprios critérios para liberar o uso do selo.
No caso de soluções voltadas à segurança técnica, pode ser necessário corrigir vulnerabilidades apontadas em relatórios de varredura, ajustar configurações do servidor ou eliminar riscos detectados no código do site.
Já selos baseados em reputação e atendimento ao cliente costumam exigir indicadores mínimos, como taxa de resposta, índice de resolução de reclamações ou volume de avaliações positivas, como ocorre em plataformas de reputação.
Essa etapa é essencial para garantir que o selo represente, de fato, uma prática real — e não apenas um elemento visual.
4. Valide a conformidade com a certificadora
Após realizar todas as adequações solicitadas, a empresa responsável pelo selo fará uma validação final.
Essa verificação pode ser automática, por meio de sistemas de monitoramento contínuo, ou manual, dependendo do tipo de certificação. Em alguns casos, a aprovação ocorre rapidamente; em outros, pode levar alguns dias, especialmente quando envolve auditorias mais detalhadas.
Somente após essa validação o selo é oficialmente liberado para uso.
5. Aplique o selo na página
Com a certificação aprovada, chega o momento de inserir o selo no site.
Normalmente, a empresa fornecedora disponibiliza um trecho de código para ser aplicado no rodapé, no checkout ou em páginas estratégicas, como a de pagamento e cadastro. Esse processo pode exigir conhecimento técnico básico ou o apoio de um desenvolvedor, especialmente em plataformas mais personalizadas.
É importante garantir que o selo esteja visível nos pontos certos da jornada de compra, reforçando a sensação de segurança no momento da decisão.
Como integrar selos de segurança em diferentes plataformas de e-commerce?
A maioria das empresas que fornecem selos de segurança informam algumas linhas de código nas linguagens HTML ou JavaScript.
Assim, basta colar esse material no código-fonte da página para que o selo apareça para qualquer pessoa que visitar a página.
Nas principais plataforma de e-commerce, os passos para editar o código-fonte são os seguintes:
- Tray: é preciso duplicar o tema utilizado, indo nas opções “Minha Loja”, “Aparência da Loja” e “Duplicar”. Depois, vá à seção “Temas Instalados e Não Publicados”, encontre a cópia do tema duplicado e clique no botão “Editar HTML”
- Shopify: selecione “Loja Virtual” no menu à esquerda, clique no botão “Personalizar”, vá nos três pontinhos (…) do canto superior esquerdo e clique em “Editar código”
- WooCommerce: existem várias formas de editar o código-fonte no WordPress, dependendo do tema e do editor usado. No Gutemberg, você pode criar um bloco, escolher a opção “Custom HTML” e inserir o código do selo no espaço que aparecer. No Elementor, encontre o bloco “HTML” no menu à esquerda e arraste até a área desejada
- Magento: selecione as opções “Conteúdo”, “Elementos” e “Páginas”. Na aba “Conteúdo”, clique no botão “Show / Hide Editor” para alternar entre o editor comum e o de código
- Wix: no painel de controle, selecione “Configurações” e role a tela para baixo até encontrar a opção “Código personalizado”. Escolha ela, e depois clique no botão “+ Código Personalizado” no canto superior direito da tela para inserir a linha
- Nuvemshop: selecione as opções “Minha Nuvemshop”, “Layout” e “Editar código”, e depois clique no botão “Abrir FTP”. Use seu cliente FTP para editar o código da página que você quiser alterar.
Na hora de integrar o selo, é preciso tomar cuidado para não cometer alguns deslizes, como vamos explicar no próximo tópico.
Quais são os erros comuns ao implementar selos de segurança e como evitá-los?
A aplicação de selos de segurança em um e-commerce exige atenção a alguns pontos.
Antes de mais nada, tenha em mente que a edição do código-fonte de uma página é um ponto muito sensível, e pequenos erros podem causar grandes problemas na estrutura do site.
Se você não tiver nenhum conhecimento em programação, peça ajuda a alguém qualificado para fazer esse tipo de alteração.
Outro problema comum é a aplicação do botão em uma área pouco visualizada do site, como o rodapé.
Procure inserir a imagem em um local que chame a atenção do consumidor, como o cabeçalho, o checkout ou perto do botão usado para confirmar a compra.
Além disso, muitos comerciantes deixam de atualizar seus selos, o que pode resultar em problemas no carregamento.
Os selos têm prazo para atualização, portanto, é preciso ficar atento para garantir que a certificação fique sempre ativa.
Além de contar com selos de segurança, o e-commerce também precisa garantir uma cobrança eficiente que diversifique formas de pagamento com a segurança de um sistema antifraude incluído.
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Como integrar selos de segurança em diferentes plataformas de e-commerce?