Existe, mundialmente, uma evolução dos meios de pagamento para muito além do dinheiro em espécie. A tendência para o futuro é a criação de uma economia descentralizada das cédulas e moedas, migrando para um formato digitalmente avançado de pagamentos cashless

O aumento do uso de meios eletrônicos de pagamento, como pagamentos móveis, poderia gerar um benefício líquido de até US$ 470 bilhões por ano em 100 grandes cidades.

Esse ganho resultaria da diminuição de roubos e de recebimento de cédulas falsas. É o que mostra um estudo independente encomendado pela Visa à Roubini ThoughtLab, com foco no impacto econômico do crescente uso de pagamentos digitais em grandes cidades do mundo.

Tal cenário é propiciado pela conectividade em rede, por aplicativos e tecnologias, como o blockchain, que criaram novas possibilidades para pagamentos.

O PIX, uma nova forma de transferência bancária, também está se concretizando neste ano e veio para provar que, definitivamente, estamos no caminho de novas formas de se pagar e receber.

Quando se trata do formato cashless, quais as opções mais conhecidas no Brasil? Continue a leitura e entenda mais a fundo a seguir!

O que é cashless?

Cashless é um tipo de pagamento que não acontece por meio de dinheiro em espécie, cheques nem por cartões tradicionais. 

O sistema cashless existe tradicionalmente por tecnologias como a RFID e a NFC, que operam pelo método de aproximação de dispositivos, como celulares, pulseiras e cartões, a uma maquininha específica. 

Dessa forma, ele permite ao recebedor mais segurança, agilidade de caixa e controle de filas em estabelecimentos físicos. 

Hoje desponta também a tecnologia de pagamentos por QR Code, que é um novo método que pode ser considerado cashless. 

Veja a seguir o que são cada um dos três modelos!

NFC

O NFC é um método criado em 2002, que está por trás das carteiras digitais e dos cartões bancários contacless (por aproximação). 

Trata-se de uma tecnologia de troca de dados por aproximação, traduzido como “Comunicação de Campo Próximo”, que requer dispositivos habilitados para essa função. O NFC pode ser utilizado em smartphones, smartwatches e cartões. Basta o dispositivo conter um hardware específico para NFC, o que é informado nos manuais dos aparelhos (a maioria dos modelos atuais conta com o recurso). 

No momento do pagamento cashless por NFC, o dispositivo deve ser aproximado de uma máquina de cartão habilitada com NFC, e a transferência é realizada entre o banco do cliente e o banco do recebedor. A transação depende da internet para funcionar.

Veja alguns exemplos de métodos de pagamento que funcionam por NFC:

Carteiras digitais

Apple Pay, Android Pay (antigo Google Pay) e Samsung Pay. Nessas carteiras, o proprietário deve configurar seu cartão de crédito e/ou débito para utilizar digitalmente. Ele pode estabelecer um limite que pode ser gasto na carteira digital.

Antes de realizar um pagamento, por segurança, ele deve habilitar a função contactless, colocando a senha do dispositivo.

Cartões contactless

Os cartões de crédito e débito da maioria das bandeiras já vêm habilitados com o chip NFC. Bancos como Nubank e C6 Bank utilizam a tecnologia em seus cartões.

Para o pagamento, basta o usuário aproximar seu cartão da maquininha, sem ter que inseri-lo. Há também a possibilidade de não utilizar senha para compras de baixo valor, dando ainda mais praticidade.

Homem fazendo pagamento cashless via smartwatch.
Pagamento cashless com smartwatch via NFC. Imagem: Freepik

QR Code

A solução de pagamentos por QR Code desponta atualmente como uma grande tendência de pagamento cashless. Viabilizado por aplicativos, o pagamento só depende da leitura do QR Code pela câmera do smartphone, dispensando qualquer maquininha.

Alguns exemplos de aplicativos com função de pagamentos por QR Code são:

  • Pic Pay;
  • Iti (do banco Itaú);
  • Mercado Pago;
  • Rappi. 

Nesses aplicativos, geralmente, o usuário pode ter uma carteira digital onde insere créditos por transferência bancária ou boleto, ou então, configurar seu cartão de crédito e/ou débito para ser usado. 

No momento do pagamento, ele deve abrir o app, apontar a câmera para ler o QR Code do estabelecimento (geralmente localizado em plaquinhas no caixa), informar o valor a ser pago e o meio de pagamento (saldo ou cartão), e pronto, a compra é efetuada e o saldo é imediato para o recebedor.

As transferências também podem ser feitas entre pessoas físicas.

Os estabelecimentos devem consultar a existência de taxas de cada app, porém costuma não haver nenhum tipo de mensalidade ou taxa de adesão, apenas taxas proporcionais aos pagamentos recebidos. 

Tarjetas RFID

Se você já usou uma pulseira em shows para colocar créditos e usar para pagar e consumir alimentos e bebidas no local, por exemplo, você sabe o que é a tecnologia RFID

O RFID (“Radio-Frequency IDentification”) é um método de identificação automática que existe desde 1980 e usa sinais de rádio, emitidos entre o tarjeta e a máquina, para realizar troca de dados. Essa tecnologia é usada também em cartões que desbloqueiam as catracas de eventos.

Basicamente, ele funciona com um cartão ou pulseira eletromagnéticos que, ao serem aproximados de um leitor, efetuam uma identificação por ondas de rádio. 

O RFID costuma ser um método cashless bastante eficiente e seguro, que tem a vantagem de não necessitar de rede de dados para funcionar, podendo operar em locais que não têm sinal de internet (o que é bastante comum em festivais, por exemplo).

Basta um sistema de controle que imputa e cobra os créditos do dispositivo por radiofrequência. A recarga também pode ser feita por aplicativos, dependendo do sistema adotado.

Quais são as principais vantagens do cashless?

O cashless, como vimos, pode ser operado de várias maneiras e é bastante versátil e prático tanto para quem paga quanto para quem recebe. Entenda mais detalhadamente essas vantagens.

Vantagens para o consumidor

O consumidor ganha principalmente pela segurança de não andar com cédulas de dinheiro e não precisar de senhas na hora de seus pagamentos. 

  • Em eventos e shows, é muito mais seguro pagar usando sua pulseira ou celular, com créditos pré-pagos. Evita furtos e perda de dinheiro, além de maior controle dos gastos;
  • No dia a dia, pagar com uma carteira digital dispensa o uso de cartões físicos, o que é mais prático e não perde em questão de segurança, pois ainda é necessário desbloquear o celular e autorizar o cartão na carteira digital para efetuar um pagamento;
  • As carteiras digitais podem ser desabilitadas no momento em que for desejado. Assim, se o celular é furtado, o bloqueio é feito mesmo sem o celular, bastando acessar na nuvem, ou com as centrais dos bancos ou apps;
  • O cashless dispensa o contato manual com as maquininhas, o que é especialmente importante para prevenção de contágio em tempos de Covid-19.

Vantagens para o empreendedor

O recebedor também ganha em segurança, por não ficar com um grande volume de dinheiro no caixa, além de, principalmente, evitar demoras nas filas de balcão. Todo o processo se torna mais fácil ao não ter que se lidar com as tradicionais dificuldades com trocos ou senhas. 

Qualquer estabelecimento pode usar um sistema cashless, principalmente por NFC ou QR Code. Assim é possível:

  • Oferecer facilidade de pagamento aos seus clientes;
  • Dispensar o uso da maquininha nos pagamentos por QR Code, o que pode eliminar gastos de aluguel da maquininha;
  • Transmitir uma imagem moderna do estabelecimento;
  • Ter maior controle financeiro, pois os apps geram relatórios e registros;
  • Poder emitir nota fiscal com esses sistemas;
  • Observar aumento do seu revenue, pois as formas de pagamento digitais costumam estimular o consumidor a comprar mais e melhor.

Onde e como pode ser usado o cashless?

Como vimos, os métodos cashless são muito interessante para estabelecimentos e situações que requerem agilidade de cobrança.

Em food trucks, por exemplo, o público busca rapidez no preparo da comida, e não seria diferente com a fila de pagamento – tudo deve acontecer da forma mais prática possível. Em eventos, feiras, shows, em que se formam enormes filas, isso também é essencial.

No Brasil, já vimos o cashless ser usado em eventos como as últimas edições do Lollapalooza, Tomorrowland e Copa do Mundo de 2014.

Os pagamentos por NFC estão também amplamente aceitos nos principais restaurantes e lojas. Além da praticidade, os clientes gostam de usar meios modernos de pagamento.

Alguns países estão muito alinhados à tendência cashless. Na Holanda, por exemplo, um dos países com tecnologias de pagamentos mais avançadas, a maioria dos estabelecimentos não aceita ou não incentiva mais o uso cédulas, até para se comprar um pãozinho

Cashless para negócios recorrentes

Para empresas que operam com vendas recorrentes – planos, assinaturas ou mensalidades -, os métodos cashless que mencionamos (RFID, NFC e QR Code) não são tão aderentes, pois são mais voltados para o varejo de vendas únicas.

Mas a busca por praticidade e segurança nos pagamentos para esses negócios não precisa se limitar por conta disso. Existem plataformas, como a Vindi, que automatizam as cobranças recorrentes, e evitar que o cliente precise pagar presencialmente com meios físicos. 

Por exemplo, em academias, pode ser normal um cliente se dirigir ao balcão todo mês para realizar seu pagamento com cartão ou dinheiro. Mas isso está com os dias contados.

Com o sistema que mencionamos, as academias inserem os dados do cliente no sistema uma única vez, estabelecem a periodicidade e o cliente faz seu pagamento automaticamente a cada mês. Muito prático, não é?

Conheça mais sobre as soluções da plataforma da Vindi para negócios recorrentes!