A guerra das maquininhas parece ter atingido seu ápice, provocando uma verdadeira revolução no mercado de pagamentos do Brasil.

Além disso, as adquirentes do mercado estão se movimentando para oferecer mais do que taxas atrativas. Agora, as vantagens incluem funcionalidades e novas ferramentas que dão ainda mais poder aos lojistas.

Então, a pergunta que fica é: quem sairá ganhando nessa guerra das maquininhas? É o que vamos descobrir agora!

A origem da guerra das maquininhas

Em primeiro lugar, precisamos voltar nos anos 2000 para entendermos como tudo realmente começou.

Em 2009, o Banco Central liberou a competição entre as bandeiras, aumentando o acesso das adquirentes aos cartões. Ainda assim, aqui no Brasil, a grande disputa de adquirentes ficou, por anos, entre Cielo e Rede.

Em dados do Google Trends na categoria Finance, a participação das duas gigantes maquininhas ficou concentrada no mercado por mais de cinco anos, até que a PagSeguro conseguisse entrar na briga.

Dessa forma, a terceira empresa precisava de um diferencial para atacar, e foi exatamente o que eles fizeram: focar em pequenos empreendedores, uma fatia emergente da economia brasileira.

A PagSeguro acertou tanto que, em pouco tempo, as buscas pela maquininha alcançaram os 70%. E, a partir daí, vimos nascer no mercado de pagamentos marcas como SumUp, Stone, Getnet e SafraPay, o que nos leva ao próximo capítulo dessa história.

Os principais marcos da guerra das maquininhas

O primeiro marco, sem dúvidas, foi a resolução do Banco Central que aumentou a concorrência e o investimento nessa parte do mercado de pagamentos brasileiro.

Período de 2007 a 2012

Nesses anos, Cielo e Rede eram as gigantes que tinham o mercado de pagamentos nas mãos. Aqui, a PagSeguro até começa a aparecer, mas sem muita representatividade e mercado significativo.

Período de 2013 a 2017

Esses foram os anos dourados para a PagSeguro, que conquistou seu espaço dando poder de compra para pequenos e médios negócios, que até então, não eram considerados pela Cielo e Rede.

A história poderia ter parado por aqui, mas foi só o começo do “boom das maquininhas”.

De 2017 para cá

Com Stone, GetNet, SafraPay, SumUp e outras adquirentes no Brasil, o mercado teve o ápice da guerra das maquininhas, em uma luta desenfreada por baixa nas taxas, link de pagamento e especificações de cada marca.

Com máquinas cada vez mais completas, o que mais poderia ser oferecido? Foi aqui que começamos a entender como o comportamento de consumo é relevante para a guerra das adquirentes.

Quem está liderando a guerra das maquininhas

De 2019 para cá, Cielo e Rede perderam um espaço considerável no mercado, principalmente pelas taxas altas e a dificuldade em atender um público que já tinha sido conquistado por outras opções do mercado.

Além disso, segundo dados da BTG Pactual do ano passado, a PagSeguro também não é a que mais se destaca, perdendo lugar para a Stone.

Ainda segundo essa pesquisa, a companhia que está citada na Nasdaq tem quase 9% de participação de mercado, passando dos R$ 33 bilhões em TPV (Valor Total Processado).

Dessa forma, a Cielo continua na liderança, mesmo perdendo um pouco da fatia do mercado nos últimos anos, e a conversa ficou muito mais ampla do que a briga por taxas no meio dessa guerra.

Quem ganha na guerra das maquininhas é o comerciante e o consumidor

Mesmo que 2019 tenha sido o ápice da guerra das maquininhas, e as grandes disputas pareçam ter se estabilizado, os novos modelos de pagamento que já foram testados no exterior estão chegando com tudo no Brasil.

Além disso, fica claro que o consumidor é a peça que movimenta as escolhas dos comerciantes na hora de escolher uma maquininha.

Segundo a InfoMoney, entre as características mais procuradas podemos destacar a conectividade Wi-fi (32%), o frete grátis (25%), a opção para aceitar vale-refeição (24%) e não precisar de conta bancária (20%).

Tudo isso é resultado das diferentes relações de compra e de comportamento, e as adquirentes no Brasil estão se atualizando cada vez mais para atender a essas demandas.

Dessa forma, junto com as funcionalidades, ter ferramentas agregadas também é um diferencial!

QR Code

Muito aceito na Europa e Ásia, o QR Code é um meio de pagamento que funciona sem precisar de uma maquininha efetivamente e está na palma das mãos do consumidor, que usa via app.

Nesse sentido, a oferta testada no Brasil não para de crescer em diferentes nichos, como moda, alimentação e até mesmo estética e beleza.

Contactless

O pagamento sem contato, ou Contactless, garante menos fricção no pagamento através de um tag rfid que contém os dados do cartão do cliente.

Além disso, para compras menores de R$ 50, não há nem mesmo a necessidade de que o cliente coloque uma senha. Simples, rápido e muito mais prático que o processo tradicional da maquininha física que conhecemos no mercado.

Link de pagamento

O link de pagamento foi uma das primeiras implementações das adquirentes no Brasil, trabalhando como uma verdadeira maquininha, mas totalmente digital.

A Vindi se orgulha em ter sido a pioneira do link de pagamento brasileiro, dentro da nossa plataforma online de gestão de recebíveis e de cobrança.

Com um link de pagamento, é possível vender pelas redes sociais, além das formas tradicionais de venda que já estão inseridas no mercado há mais tempo.

Blockchain

A cadeia de blocos para utilização de criptomoedas parece uma novidade, mas já se fala sobre o assunto desde 1991.

A ideia principal é que o armazenamento de dados de um blockchain seja totalmente seguro. E, essas cadeias podem ser públicas, privadas, autorizadas e, até mesmo, de consórcio.

Esse protocolo de confiança é visto como um descentralizador de informações, que deixarão de ser uma exclusividade das adquirentes e prometem movimentar bastante o mercado quando o assunto é análise de compra e venda.

De olho nas novidades de 2020 do mercado de pagamentos para a guerra das maquininhas

Além das novas opções de pagamento, como as que citamos acima, o mercado de pagamentos também promete avançar com duas importantes novidades que vão esquentar ainda mais a guerra das maquininhas.

Estamos falando do Open Banking e do PIX, o sistema de Pagamentos Instantâneos do Brasil.

Open Banking

O conceito de Open Banking, diferente dos bancos tradicionais, tem como principal objetivo melhorar a experiência do usuário e diversificar meios de receita às empresas.

Além disso, a ideia é que as informações recolhidas sejam democratizadas de forma segura e com toda a regulamentação necessária.

Essa abertura do mercado, já testada na Europa e na Ásia, reduz custos operacionais, mantendo o foco principal em processos críticos do pagamento.

PIX

E por último, precisamos citar o PIX, o sistema de Pagamentos Instantâneos que promete ser lançado oficialmente ainda em 2020 no Brasil.

Em menos de 20 segundos, uma transferência poderá ser realizada através do PIX e, definitivamente, as adquirentes precisarão se movimentar quando o sistema do Banco Central estiver operando.

Além disso, estamos falando de muito mais do que velocidade, mas de ambientes abertos e democráticos, multiplicidade de transações, conveniência e segurança. Tudo nas mãos dos lojistas, beneficiando o consumidor.

Aqui na Vindi, nós fazemos parte do GT dos Pagamentos Instantâneos como a única empresa especialista em recorrência do grupo. Acreditamos que essa iniciativa vai realmente movimentar o mercado nos próximos anos.

Dessa forma, fica claro que os capítulos seguintes dessa guerra das maquininhas ainda reservarão muitas surpresas. Não só para as adquirentes, mas para o mercado de pagamentos como um todo.

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