O Pix, pagamento instantâneo do Banco Central, estreou no cenário brasileiro no dia 16 de novembro com mais de um milhão de transações. Segundo dados do BC, as movimentações no primeiro dia de operação do Pix em capacidade total ultrapassaram os R$ 777 milhões.

Dessa forma, a alta adesão mostra que, em um futuro não muito distante, o pagamento instantâneo poderá substituir facilmente o uso do dinheiro em espécie e de boletos.

Além disso, ele poderá tomar conta de uma fatia das transações feitas por cartão de débito pelos consumidores, sendo usado em pagamentos cotidianos, como de refeições ou pequenas compras, por exemplo. 

Porém, o que ainda não está em funcionamento nos pagamentos instantâneos são opções de crédito e parcelamento, ou até mesmo algum tipo de automação para cobranças recorrentes.

Entretanto, de acordo com o BC, haverá uma longa agenda evolutiva para o Pix em 2021, que englobará algumas dessas funcionalidades.

Entenda a seguir mais sobre algumas das novidades previstas para o Pix no próximo ano, e como, possivelmente, será o funcionamento das cobranças recorrentes no Pix!

Pix Agendado

Essa funcionalidade se trata da possibilidade de programar o pagamento Pix para uma data pré-definida, como uma compra a prazo ou um agendamento de transferência TED/DOC. 

Então, na data estipulada no agendamento, o sistema debitará o valor da conta do pagador e o transferirá para a conta do recebedor. Segundo o BC, uma vez agendado, não haveria como desfazer a transação, o que gera uma garantia ao recebedor.

Pix Garantido

O Pix Garantido está previsto para o primeiro semestre de 2021. O BC informou que essa modalidade incluirá o crédito

“Nada mais é do que fazer um Pix irrevogável, que tem de vir embutido um produto de crédito, como por exemplo no cartão”, disse o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, João Manoel de Mello.

Os bancos garantem as transações parceladas no cartão. E essa mesma lógica estará prevista o Pix, afirmou a autoridade.

Portanto, o Pix garantido será uma espécie de transação irrevogável, como os parcelamentos feitos no cartão de crédito, que são garantidos pelo banco emissor.

Pix no boleto

Uma outra opção poderá ser inserir o QR Code Pix nos boletos, como uma opção alternativa de pagamento. Na emissão do boleto, é possível que haja a opção de inserir juntamente o Pix, e o cliente final optará por pagar pelo QR Code ou pelo código de barras.

A vantagem do QR Code Pix será o recebimento instantâneo, enquanto o código de barras do boleto gera uma espera de até 3 dias úteis para compensação do pagamento. Portanto, se a transação é confirmada mais rapidamente pelo Pix, isso pode gerar menor tempo de espera pelo produto.

Cobranças Recorrentes no Pix

Futuramente, pelas plataformas de cobranças recorrentes, como a Vindi, será possível para as empresas automatizarem as suas cobranças via Pix.

Na prática, a previsão é que o pagador receberá QR Codes Pix de forma automática, por canais digitais, para realizar seus pagamentos mensalmente ou na frequência determinada na contratação do produto/ serviço.

Dessa forma, a plataforma emitirá os QR Codes de acordo com o valor de cobrança e periodicidade configuradas pelo usuário, além de possibilidade de descontos ou multas, e enviará para o contato cadastrado do cliente. Para isso, a melhor opção será um QR Code dinâmico, que permite tais variáveis.

O cliente fará o pagamento desse código em seu aplicativo de instituição financeira participante do Pix.

O recebedor poderá acompanhar o status de pagamento direto de um dashboard completo da plataforma Vindi, onde é possível visualizar pagamentos realizados e inadimplentes.

Enquanto a automação não está disponível no mercado, uma forma de realizar cobranças recorrentes pelo Pix é manualmente. Ou seja, o responsável pelas cobranças deve emitir os QR Codes Pix pela conta bancária da empresa e os enviar aos respectivos pagadores.

Outras modalidades

Adicionalmente, há outras funções no radar do Banco Central para o Pix, como:

  • Saque Pix;
  • Débito automático;
  • Pagamento por aproximação, com uso de tecnologias como bluetooth ou NFC;
  • Requisição de Pagamento, que será uma versão do atual DDA (Débito Direto Autorizado) no Pix.

“Vamos começar a estudar o desenvolvimento dessas funcionalidade no início de 2021, para colocá-las em prática nos meses seguintes”. A afirmação é de Breno Lobo, chefe do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, no evento “Money Week”, nesta terça-feira (24/11).

Por fim, ele deixou claro que não existe data definida ou sequer um prazo estabelecido para disponibilizar essas funções.

Vantagens de usar o Pix em negócios recorrentes

Segundo o BC, o Pix promete aumentar a velocidade dos pagamentos e das transferências; tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; e deve baixar o custo das transações, uma vez que é praticamente 100% gratuito para pessoas físicas (com algumas exceções) e deve ter tarifas menores para empresas.

Por exemplo, muitos negócios recorrentes dependem da confirmação do pagamento para despachar produtos, como os clubes de assinaturas. Com o imediatismo do Pix, a logística será mais ágil e eficiente, sem ter que esperar o tempo de compensação de um boleto bancário.

Além disso, para produtos digitais por assinatura, a lógica é a mesma: o pagamento instantâneo pode liberar rapidamente o acesso do usuário ao ambiente do assinante.

Dessa forma, o giro de vendas tende a se tornar maior, trazendo maior lucratividade para os negócios. Isso porque também as taxas do Pix para empresas estarão abaixo dos valores taxados nas transações por cartão ou boleto.

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