Qual a importância de entendermos a relação entre as Edtechs e a crise?

Essas startups nunca estiveram tão em alta quanto agora, depois que todas as escolas, faculdades e empresas que oferecem cursos de formação continuada tiveram que encerrar atividades presenciais.

Entretanto, o grande desafio das startups que unem educação e tecnologia é clara. É necessário focar na experiência do aluno e garantir funcionalidade, segurança de dados, aplicabilidade da tecnologia e conteúdo personalizado.

Portanto, neste post, falaremos das estratégias que estão sendo aplicadas dentro e fora do Brasil, para que a educação continue se reinventando, em tempos incertos ou não.

Edtechs e a crise: o panorama de crescimento

Até o final de 2019, o mercado de Edtechs crescia 17% ao ano, tendo uma previsão, dada pelo EdTechXGlobal & Ibis Capital, de faturar US$ 252 bilhões em 2020.

Atualmente, nós temos mais de 400 Edtechs no Brasil, sendo que mais de 35% estão localizadas no estado de São Paulo e quase 60% na Região Sudeste.

São muitas empresas, distribuídas em SaaS (software como serviço), cursos livres, de idiomas, licenciamentos de assinaturas, ferramentas de gestão e plataformas de ensino.

Contudo, mesmo que a maior parte exista pensando em atender o Ensino Infantil, Fundamental e Médio, a sensação do mercado é que nenhuma escola estava preparada para encerrar as atividades presenciais e aplicar o ensino 100% online.

Nem as mais tecnológicas, que se vendiam com soluções pensando na educação híbrida, sequer tinha pensado, com efetividade, em Blended Learning. E, se você quer entender melhor sobre essa proposta, te convido a ficar comigo até o final desse texto, porque falarei mais sobre o tema.

Dessa forma, podemos dizer que hoje, aqui no Brasil, existem soluções e Edtechs que atendem as mais diversas necessidades, para que o aprendizado online seja uma realidade.

Por que essa mudança não se solidificou até agora, então? Foi preciso uma crise para “forçar” essa transformação? Será que essa é a hora H das Edtechs?

Os cenários ainda parecem incertos. Aqui na Vindi, por exemplo, o segmento de Educação teve uma queda no período entre 05/04 e 11/04 de 8,3%.

Entretanto, quando analisamos o mês inteiro de Abril, praticamente não tivemos mudanças. A queda no segmento já foi de 12%, o que sugere uma boa recuperação no mês atual.

Leia também: Gestão Educacional: como evitar a evasão?

Quando a crise acabar, as Edtechs vão substituir o ensino tradicional?

Não é de hoje que fazemos essa pergunta ao mercado. Parece que estamos sonhando com o dia em que uma grande revolução vai acontecer e não teremos mais o modelo tradicional como principal meio para ensinar e aprender.

E, agora com a crise, as instituições de ensino estão correndo, aos montes, para se dividirem em aulas online, videoconferências e homeschooling (metodologia educacional onde o aluno é ensinado dentro de casa, pelos pais e tutores, sem que precise de deslocar até uma escola).

Do outro lado, startups de cursos livres e de formação continuada liberaram seus conteúdos gratuitamente, colocando à prova a capacidade de resposta das suas plataformas.

Além disso, as universidades apostam em aplicativos que prometem interação parecida com a presencial. Mas, em alguns casos, muitos alunos estão ficando sem o básico, como recursos de áudio, vídeo e fóruns de perguntas e respostas.

Portanto, não existe uma única resposta certa. E, talvez, nem exista uma resposta efetiva para essa pergunta.

É fato que a educação tradicional não vai morrer no Brasil por um bom tempo, ainda mais depois dessa prova de fogo. Nossa pauta ainda tem outros pontos a serem discutidos, como conexão de internet, acesso, questões sociais e políticas de Estado.

Ainda assim a tendência mais discutida, e que pode ser fundamentada agora e praticada logo após o retorno às aulas, é o Blended Learning.

Blended Learning é o futuro?

O Aprendizado Misto, tradução livre para Blended Learning, sugere que a educação presencial e à distância são complementares, e não substitutas. Nessa metodologia, o foco é que o melhor dos dois mundos sejam explorados, pensando em aumentar o poder de retenção daquilo que é ensinado.

Por exemplo, é possível que algumas matérias sejam disponibilizadas em ambientes virtuais, com encontros presenciais para debates e contextualizações práticas. Além disso, o Aprendizado Misto sugere que o aluno pode aprender em qualquer lugar, com diferentes objetos de aprendizagem: podcasts, livros, animações, vídeos e até jogos!

Dessa forma, a proposta é de conexão, adaptação e testes constantes. Não existem fórmulas mágicas, mas certamente a fusão entre tecnologia e tradição é a grande aposta de quem pensa em educação no Brasil.

Desafios que as Edtechs precisam superar em meio à crise

A crise do novo Coronavírus deu muitas oportunidades para as Edtechs, mas também escancarou os desafios que devem ser vencidos para quem quer se destacar no mercado.

Nunca tivemos tantos alunos nos ambientes digitais, tantas pessoas confinadas com sede de estudar e tantas reclamações relacionadas a conteúdo, usabilidade e tecnologia.

Portanto, em uma análise rápida de mercado, pude notar que os principais desafios das startups de educação, agora, são:

Plataforma escalável

Sua plataforma funcionava bem com 100, 200, 500, 1000 alunos, mas e com 10.000? E que tal 100.000? Ela dá conta de atender a essas demandas, ou começa a travar, sai do ar e deixa seus clientes na mão?

Ajustes de engenharia e desenvolvimento são fundamentais para quem pensa em expansão, ou quer abrir seu conteúdo de forma gratuita.

Além disso, é necessário pensar em onde hospedar vídeos, avaliações, materiais complementares, quizzes, atividades, estudos de caso, dúvidas dos alunos e tudo o que faz parte do seu microcosmo.

Tenha em mente que sua empresa é uma escola ou é uma ferramenta que melhora o funcionamento de uma escola. É necessário realizar diferentes testes enquanto for necessário. E é esse mindset que nos leva ao próximo desafio.

Conteúdo personalizado

Se toda a engenharia da sua plataforma funciona adequadamente e está preparada para rodar com escalabilidade, é hora de entender que conteúdo é rei. E que não existe um único jeito de ensinar e de aprender.

Portanto, atenda seu público-alvo com conteúdos feitos para eles. Crianças aprendem de um jeito, adolescentes de outro, adultos de outro e tudo precisa ser produzido pensando em garantir a “fome do saber” que o escritor Rubem Alves tanto dizia em suas obras.

Experiência do aluno

Nunca falamos tanto em jornada encantadora como nos últimos tempos. E, para as Edtechs, não é diferente, com a vantagem de que muitos universos podem ser explorados quando o assunto é educação.

Da mesma forma, criar uma trilha de aprendizagem com objetos voltados para o aluno e que tenham máximo poder de retenção são segredos de quem está vendo oportunidades no segmento.

Por isso, invista em podcasts, vídeos, dicas de livros, artigos científicos, fóruns de discussão, dinâmicas de grupo, debates e toda interação possível.

Distribua tudo nessa trilha e garanta que seu aluno não se sinta sozinho. Ensino à Distância não precisa ser Ensino Solitário!

Além disso, mesmo que sua Edtech ofereça apenas soluções e ferramentas que são usadas no suporte do ensino online, é fundamental que a experiência e a usabilidade dessa ferramenta seja encantadora também.

Até porque, mesmo que o seu negócio não tenha alunos, provavelmente a ponta final será um aluno.

Tecnologia simplificada para quem está usando

De um lado, temos equipes incríveis de tecnologia e engenharia dentro das Edtechs para que elas funcionem perfeitamente. Já do outro, temos uma aplicação pouco inclusiva, que faz o aluno desistir, muitas vezes, antes mesmo de começar.

Essa é a realidade de muitas empresas do segmento, que investem mais em como criar produtos disruptivos e inovadores do que em usabilidade.

Além disso, é preciso levar em consideração que, longe dos grandes centros, o ensino online ainda precisa de muito investimento em propagação. Seu cliente (e aluno) precisa de segurança e praticidade para acreditar no seu modelo. Invista nisso também!

Proposta de valor

Qual a sua missão no mercado? Qual a estrela-guia da sua empresa? Descobrir qual problema você pretende resolver e quem você quer impactar com a sua Edtech também são reflexões importantes para entender o caminho trilhado pelo seu negócio.

Sua proposta de valor precisa ser clara, do começo ao fim. Não estamos falando apenas de valores atraentes e competitivos. Estamos falando de educação e do futuro que está sendo construído.

Portanto, se você faz parte do grupo de mais de 400 Edtechs brasileiras, pense naquilo que te torna diferente, e em como oferecer isso a quem contratar seu produto ou serviço.

Modelo de pagamento diferenciado

Se tem um ponto em comum entre a maioria das Edtechs e a crise, é a democratização da informação e o desejo de levar educação para todos. E esse também é o papel da Economia do Acesso, onde as pessoas pagam para ter acesso a um produto ou serviço, e não posse.

Esse movimento também está acontecendo com as Edtechs, mas falta a engrenagem fundamental, que algumas do mercado já entenderam: a recorrência.

Educação é um segmento altamente recorrente. Afinal, quanto tempo da nossa vida passamos em escolas e faculdades? Este é um segmento baseado na recorrência, e não é diferente para as Edtechs, que também deveriam estar seguindo esse movimento, oferecendo recorrência para um consumo que é recorrente.

Se você tem uma Edtech e ainda cobra só por boleto bancário, carnê de mensalidades, transferência entre contas ou parcelamento, sinto te dizer que você, provavelmente, não está ganhando todo o dinheiro que deveria.

Com a Economia da Recorrência, você tem a opção de fidelizar seu cliente, criar planos exclusivos, oferecer promoções, descontar automaticamente do cartão de crédito dele e investir em várias formas de pagamento.

Além disso, sua empresa também usufrui de várias vantagens, como a previsibilidade de receita, redução das taxas de inadimplência, automatização dos processos e muitas outras que você pode conhecer melhor clicando aqui.

Com todos os desafios pela frente, fica claro que a educação está caminhando, a cada dia que passa, de mãos dadas com a tecnologia. Com certeza, essa crise tem muito a ensinar para as Edtechs no mercado, e só o tempo ditará as novas tendências.

Aqui na Vindi, estamos preparados para ajudar sua Edtech a ser transformada pela Recorrência. Fale com a gente clicando no banner abaixo. Nós podemos ajudar seu negócio a vender mais e sempre!Banner que, ao clicar, será direcionado para uma Landing Page sobre EdTech.