A gestão de planos de saúde envolve muito mais do que controle financeiro. Ela exige organização de processos, previsibilidade de receitas, eficiência operacional e uma boa experiência para os beneficiários — tudo isso em um setor altamente regulado e essencial para a população.
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no último levantamento realizado em 2025, o Brasil conta com mais de 52,8 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 34,5 milhões em planos exclusivamente odontológicos. Esses números evidenciam a dimensão e a complexidade do setor, no qual falhas de gestão podem gerar inadimplência, dificuldades com parceiros, perda de sustentabilidade financeira e impacto direto na qualidade do atendimento.
Por outro lado, quando a gestão é estruturada e apoiada por tecnologia, é possível automatizar cobranças, reduzir riscos financeiros, ganhar escala e melhorar a experiência dos beneficiários. Ao longo deste conteúdo, você vai entender como funciona a gestão de planos de saúde, quais são seus principais desafios e quais práticas ajudam operadoras, administradoras e clínicas a operar de forma mais eficiente e sustentável.

Automação na gestão de planos de saúde reduz custos operacionais e melhora a experiência dos beneficiários.
O que é gestão de planos de saúde?
A gestão de planos de saúde é o conjunto de práticas responsáveis por organizar, controlar e otimizar todas as operações de uma operadora ou administradora de serviços de assistência médica e odontológica.
Ela envolve desde o cumprimento das normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) até a coordenação de atendimentos, o relacionamento com prestadores credenciados e a experiência dos beneficiários ao longo de toda a jornada.
Além da operação assistencial, a gestão financeira tem papel central nesse processo. Controle de mensalidades, inadimplência, repasses a parceiros, previsibilidade de receitas e sustentabilidade do negócio são fatores decisivos para a continuidade da operação.
Por isso, a gestão de planos de saúde exige integração entre áreas administrativas, financeiras e operacionais, além do uso de tecnologia para automatizar processos, reduzir erros e garantir eficiência em escala.
Qual a importância da gestão de planos de saúde?
Uma gestão de planos de saúde eficiente é fundamental para garantir a sustentabilidade financeira da operação e a capacidade da empresa de cumprir todas as obrigações assumidas com beneficiários, parceiros e órgãos reguladores.
Na prática, ela assegura uma comunicação estruturada com prestadores de serviço e usuários, além do controle adequado dos contratos firmados com clínicas, hospitais e profissionais credenciados — que exigem regras claras de cobertura, repasses e autorizações.
Como muitos atendimentos dependem de validações prévias, liberações e conferências contratuais, a gestão atua como elemento central para viabilizar esses fluxos sem comprometer a experiência do beneficiário.
Além disso, uma boa gestão é essencial para garantir que todos os serviços previstos em contrato sejam entregues com qualidade, previsibilidade e equilíbrio financeiro.
Quais os principais desafios da gestão de planos de saúde?
A gestão de planos de saúde envolve um alto grau de complexidade operacional, financeira e regulatória. São múltiplos contratos, diferentes perfis de beneficiários, prestadores de serviço variados e uma legislação rigorosa que precisa ser seguida à risca.
Nesse contexto, as operadoras enfrentam desafios recorrentes que impactam diretamente a sustentabilidade do negócio e a experiência dos usuários. Entre os principais, destacam-se:
- Aumento constante de custos: o setor de saúde apresenta reajustes acima da média de outros mercados, impulsionados por novas tecnologias, medicamentos, exames mais sofisticados e equipamentos de alto custo, o que pressiona as margens das operadoras
- Uso indevido dos serviços: tentativas de reembolso sem justificativa, utilização do plano por terceiros e inconsistências nas informações fornecidas na adesão são práticas que aumentam riscos financeiros e exigem controles rigorosos.
- Desperdício de recursos assistenciais: exames desnecessários, atendimentos de emergência sem indicação adequada e procedimentos que não geram continuidade no cuidado contribuem para o aumento de custos sem retorno assistencial
- Exigências regulatórias rigorosas: além das normas da ANS, as operadoras precisam cumprir a Lei dos Planos de Saúde, a LGPD e diretrizes de conselhos profissionais, lidando com atualizações frequentes e riscos de penalidades
- Inadimplência dos beneficiários: atrasos ou falhas no pagamento dos prêmios impactam diretamente o fluxo de caixa, tornando a cobrança e a previsibilidade financeira pontos críticos da gestão
Para enfrentar esses desafios, as operadoras precisam adotar práticas de gestão mais eficientes, apoiadas por tecnologia, automação e processos financeiros bem estruturados.
6 boas práticas para uma gestão eficiente de planos de saúde
A gestão de planos de saúde tem como principal objetivo garantir um atendimento ágil e de qualidade aos beneficiários, sem comprometer a sustentabilidade financeira da operadora. Para equilibrar essas duas frentes, é fundamental adotar práticas estruturadas e apoiadas por tecnologia.
Confira a seguir algumas das principais boas práticas para uma gestão mais eficiente:
1. Planejamento financeiro estruturado
Uma operadora precisa ter controle rigoroso sobre receitas e despesas para garantir a continuidade dos atendimentos e o cumprimento das obrigações legais e assistenciais. Além disso, é necessário prever investimentos em infraestrutura, tecnologia e adequação regulatória.
Para isso, o equilíbrio entre receitas e despesas é essencial para evitar riscos operacionais e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
2. Gestão eficiente de contratos com prestadores
Os contratos firmados com clínicas, hospitais, laboratórios e profissionais de saúde impactam diretamente a rentabilidade da operadora. Esses documentos devem deixar claros pontos como valores, formas de pagamento, escopo dos serviços, regras de utilização e critérios para resolução de conflitos.
Por isso, contar com uma equipe especializada para monitorar contratos e acompanhar a execução dos serviços é uma prática indispensável.
3. Incentivo à medicina preventiva
Grande parte dos custos assistenciais está relacionada a doenças que poderiam ser evitadas ou controladas com ações preventivas. Investir em check-ups, consultas de rotina, programas de vacinação e acompanhamento de pacientes crônicos ajuda a reduzir internações e procedimentos de alto custo.
Além de reduzir despesas futuras, a medicina preventiva melhora a qualidade de vida dos beneficiários e fortalece o relacionamento com a operadora.
4. Informatização e automação de processos
A complexidade da operação exige o uso de sistemas especializados para apoiar a gestão financeira, administrativa e assistencial. Softwares integrados, com APIs e automações, reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e minimizam erros humanos.
A digitalização também facilita o acesso a informações estratégicas e melhora a experiência tanto de colaboradores quanto de beneficiários.
5. Monitoramento de indicadores e dados estratégicos
A tomada de decisão precisa ser orientada por dados. Por isso, é fundamental acompanhar indicadores que revelem o desempenho da operação, como:
- Carteira de beneficiários (ativos e esporádicos)
- Índice de satisfação dos usuários
- Índice de resolutividade dos atendimentos
- Taxa de sinistralidade
- Churn rate (cancelamentos)
- CAC (custo de aquisição de clientes)
Esses indicadores ajudam a identificar gargalos, oportunidades de melhoria e riscos financeiros.
6. Automação das cobranças recorrentes
A inadimplência é um dos maiores desafios da gestão de planos de saúde. Automatizar as cobranças recorrentes permite reduzir atrasos, evitar esquecimentos e oferecer mais conveniência aos beneficiários.
Ao diversificar os meios de pagamento e utilizar sistemas automatizados, a operadora melhora a previsibilidade de receita e reduz o esforço operacional da equipe financeira.
Quais tipos de planos de saúde podem usar cobrança recorrente?
A cobrança recorrente não se aplica apenas aos planos de saúde tradicionais. Na prática, qualquer modelo de plano baseado em mensalidade, contrato contínuo ou prestação recorrente de serviço pode se beneficiar desse formato de cobrança. O ponto central é a previsibilidade financeira e a automação do recebimento, independentemente do público atendido.
Plano de saúde tradicional
Planos de saúde médicos, individuais ou empresariais, são o exemplo mais comum de uso da cobrança recorrente. Nesse modelo, a mensalidade fixa permite automatizar pagamentos, reduzir atrasos e garantir previsibilidade de caixa para a operadora, além de facilitar a conciliação financeira e a gestão da inadimplência.
A recorrência também contribui para melhorar a experiência do beneficiário, que não precisa se preocupar com pagamentos manuais todos os meses.
Plano odontológico
Planos odontológicos têm forte aderência à cobrança recorrente, já que operam com valores mais acessíveis e contratos de longo prazo. A automação da cobrança reduz significativamente o custo operacional, especialmente em carteiras com grande volume de beneficiários.
Além disso, a recorrência facilita a gestão de upgrades, inclusão de dependentes e reajustes periódicos, comuns nesse tipo de plano.
Plano de saúde veterinário
Os planos de saúde veterinários vêm crescendo rapidamente e funcionam, na maioria dos casos, em modelo de assinatura mensal. A cobrança recorrente é essencial para garantir estabilidade financeira, já que o serviço envolve custos contínuos com clínicas parceiras, exames e atendimentos.
Nesse cenário, a recorrência também ajuda a reduzir o churn, pois elimina o atrito do pagamento manual e reforça a percepção de serviço contínuo.
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Planos de saúde corporativos e empresariais
Empresas que oferecem planos de saúde como benefício aos colaboradores precisam lidar com cobranças consolidadas, variação de vidas ativas e ajustes frequentes de valores. A cobrança recorrente permite centralizar o pagamento, automatizar faturamento e facilitar a gestão financeira do RH e do financeiro.
Esse modelo também simplifica a conciliação e o controle de inadimplência em contratos B2B.
Clínicas, redes e planos próprios de atendimento
Clínicas médicas, redes de atendimento e instituições que operam com planos próprios (ex: planos de acompanhamento, prevenção ou programas de saúde continuada) também se beneficiam da recorrência.
Nesse caso, a cobrança recorrente sustenta modelos de assinatura focados em fidelização, acompanhamento contínuo e relacionamento de longo prazo com o paciente.
Como a automação e a tecnologia transformam a gestão de planos de saúde
Ferramentas de automação têm desempenhado um papel cada vez mais estratégico na gestão de planos de saúde, ajudando operadoras a otimizar processos, reduzir custos operacionais e ganhar escala sem comprometer a qualidade do atendimento.
Nesse setor, a troca constante de informações entre operadoras, prestadores de serviço e beneficiários exige sistemas capazes de organizar fluxos, padronizar dados e reduzir atividades manuais. Um bom sistema de gestão permite centralizar informações, agilizar autorizações, minimizar erros e tornar a comunicação mais eficiente entre todas as partes envolvidas.
Além dos ganhos operacionais, a tecnologia impacta diretamente a experiência do beneficiário. Processos mais rápidos, informações claras e menos burocracia fazem diferença, especialmente em situações sensíveis, como a aprovação de exames, consultas ou procedimentos médicos.
Um exemplo prático desse movimento é a Sami Saúde, healthtech voltada ao atendimento de micro e pequenas empresas em São Paulo. A empresa estruturou um ecossistema integrado de saúde, com uma equipe multidisciplinar e forte uso de tecnologia, alcançando um índice de resolutividade de 80% nos atendimentos — um indicador relevante de eficiência assistencial.
Entre os pilares desse modelo está a adoção de sistemas eficientes de gestão financeira e cobrança, fundamentais para garantir previsibilidade de receita, reduzir inadimplência e sustentar o crescimento da operação. É justamente sobre esse ponto — a automação das cobranças — que vamos aprofundar no próximo tópico.
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Como estruturar a gestão de cobranças em planos de saúde
A automação das cobranças recorrentes tem se tornado um dos pilares da sustentabilidade financeira das operadoras de planos de saúde. Como o modelo depende majoritariamente de prêmios mensais, garantir previsibilidade de receita e reduzir atrasos é essencial para manter a operação saudável.
Plataformas de pagamento especializadas permitem centralizar a gestão das cobranças e oferecer múltiplos meios de pagamento aos beneficiários, como cartão de crédito recorrente, boleto e Pix. No cartão, por exemplo, o cadastro é feito uma única vez e as cobranças ocorrem automaticamente nos ciclos seguintes, reduzindo o risco de esquecimento ou atraso.
Em casos de coparticipação, o sistema pode gerar cobranças complementares de forma simples e automatizada. Além disso, recursos como retentativas inteligentes, atualização automática de dados de pagamento e envio programado de boletos ou QR Codes ajudam a contornar falhas comuns no processo de cobrança.
Outro ponto relevante é a comunicação com beneficiários inadimplentes. Com uma régua de cobrança automatizada, é possível enviar lembretes e notificações de forma escalável, reduzindo o esforço manual da equipe e aumentando as chances de regularização.
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