“font-weight: 400;”>O boleto é a segunda opção de pagamento mais usada no Brasil, ficando atrás apenas do uso do cartão, que há anos vem sendo o formato que mais cresce. Pensando nisso, a Febraban tem tomado uma série de medidas para melhorar a experiência dos clientes que usam esse modelo.

Uma das medidas mais recentes do órgão foi extinguir o uso dos boletos sem registro. A regra passou a vigorar desde julho deste ano, quando os títulos com valor acima de R$ 50 mil já teriam que ser emitidos com registro. A proposta é que até dezembro nenhum boleto seja emitido sem estar registrado.

Veja o cronograma da mudança:

  • 10 de julho –  Boletos com valor acima de R$ 50 mil;
  • 11 de setembro – Boletos com valores entre R$ 49.999,99 e R$ 2 mil;
  • 09 de outubro – Boletos com valores entre R$ 1.999,99 e R$ 500;
  • 13 de novembro – Boletos com valores entre R$ 499,99 e R$ 200;
    11 de dezembro – Boletos de R$ 200 ou menos.

Pouco antes da data da primeira mudança, a Febraban anunciou o lançamento de uma plataforma que unificaria o sistema de emissão de boletos justificando a decisão de acabar com os boletos sem registro.

Com a plataforma, todos os boletos registrados estariam ‘armazenados’ no sistema, o que garantiria maior segurança e redução de fraudes, além de permitir que o cliente pagasse os títulos em qualquer banco contanto que o pagamento fosse feito dentro do prazo de vencimento.

A novidade agora é que, se registrados, os boletos vencidos também poderão ser pagos em qualquer agência, caixa eletrônico ou internet banking. A medida foi anunciada em 10 julho e seguirá o seguinte cronograma:

  • 11 de setembro – boletos com valor acima de R$ 2mil;
  • 9 de outubro – boletos acima de R$ 500;
  • 13 de novembro – boletos com valor igual ou superior a R$ 200;
  • Dezembro – todos os boletos serão fora do prazo poderão ser pagos em qualquer lugar, independente do banco emissor.

De acordo com o Banco Central, a mudança é reflexo de melhorias na plataforma da Febraban, que conseguirá calcular juros e multas na hora do pagamento. Em resumo, a plataforma usa o CPF ou CNPJ do pagador para identificar o recebimento, e por estarem registrados em um único ambiente, é viável o recebimento por meio de qualquer canal.

Mas é importante fomentar duas coisas: a regra do fim dos boletos sem registro não é uma obrigatoriedade, é uma remodelação para que a Febraban tenha maior controle sobre os títulos e viabilize esse tipo de experiência, como o pagamento fora do prazo.

A outra é que os boletos só serão aceitos se as informações do documento estiverem em conformidade com o registrado na plataforma. Caso contrário, o pagamento deve ser feito no banco emissor.

O ponto negativo dos boletos sem registro é que, dependendo do modelo de negócio e do tipo de negociação entre banco e empresa, as taxas de emissão acabam sendo maiores. Mas, já existem outras soluções no mercado que oferecem boleto registrado com a mesma experiência do sem registro e taxas reduzidas. 

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