Depois do Open Banking, vem aí o Open Finance: um sistema financeiro aberto, competitivo e inovador que vai revolucionar o mercado.

Ele promete abrir o setor para a entrada de novos players, impulsionar a recuperação econômica e promover o compartilhamento de dados entre diversas instituições financeiras.

Isso significa que, para além dos bancos e fintechs, corretoras, seguradoras, fundos de previdências e outros negócios também farão parte da nova era do sistema financeiro.

Veja a seguir como vai funcionar o Open Finance e o que você tem a ganhar com essa novidade.

Vamos lá?

Open Finance: o que é?

Open Finance é uma evolução do Open Banking que marca a abertura de todo o sistema financeiro para o compartilhamento de dados e a criação de novas soluções.

Esse conceito surgiu com a quarta e última fase do plano de implementação do Open Banking realizado pelo Banco Central, que teve início em 15 de dezembro de 2021 e deve ser concluída em 31 de maio de 2022.

Essa fase é caracterizada pela extensão do compartilhamento de dados para novos serviços, como operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar aberta e contas-salário.

Dessa forma, as possibilidades de contratação de produtos e serviços serão ampliadas para além do sistema bancário, abrangendo outras instituições como corretoras, empresas de câmbio, fundos de previdência privada, seguradoras, etc.

Por essa razão, a nova etapa é chamada de Open Finance, que se refere a um sistema financeiro aberto, competitivo e inovador, com muito mais possibilidades de acesso a serviços financeiros personalizados.

Open Finance e Open Banking: qual é a diferença?

Na prática, o Open Finance é uma nova fase do Open Banking, tornando os dois conceitos complementares.

No caso, o Open Banking diz respeito à abertura do sistema bancário para o compartilhamento de dados entre bancos e fintechs.

Sua implementação teve início em fevereiro de 2021 e já passou pelas seguintes fases:

  • Fase 1 (1/2/2021): as instituições participantes compartilharam entre si dados como produtos (contas, investimentos, financiamentos, etc.), canais de atendimento, taxas e horários de funcionamento
  • Fase 2 (13/8/2021): foram compartilhados os dados de clientes entre instituições participantes, sempre com consentimento e validação
  • Fase 3 (29/10/2021): teve início o compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de proposta de operação de crédito
  • Fase 4 (15/12/2021): o escopo dos dados compartilhados foi estendido para informações de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência privada e contas-salário.

Dessa forma, essa fase 4 está sendo chamada de Open Finance porque amplia o escopo do compartilhamento de dados para novas instituições e produtos financeiros, para além de bancos e fintechs.

Isso significa que, a partir da abertura do sistema financeiro, novos players poderão oferecer serviços e acessar os dados compartilhados por consumidores.

Como vai funcionar o Open Finance no Brasil?

Para garantir a segurança do compartilhamento de dados, o Banco Central estabeleceu uma implementação gradual do Open Finance no Brasil.

Segundo a Instrução Normativa n° 205, estes serão os ciclos necessários para a abertura do sistema financeiro no Brasil:

  • Entre 15 de dezembro e 4 de março de 2022: seguros, previdência complementar aberta e capitalização
  • Até 11 de março de 2022: serviços de credenciamento em arranjos de pagamento
  • Até 18 de março de 2022: operações de câmbio
  • Até 25 de março de 2022: contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento.

Desde 15 de dezembro, as instituições participantes do Open Finance estão fazendo seu processo de certificação funcional das APIs dos produtos financeiros que serão compartilhados, garantindo a qualidade e a segurança do compartilhamento de dados. 

Quem participa do Open Finance?

Participam do Open Finance todas as empresas e instituições que oferecem produtos e serviços financeiros no mercado.

Alguns exemplos são corretoras de investimentos, seguradoras, cooperativas de crédito, casas de análise, casas de câmbio, fundos de previdência privada, serviços de pagamentos, apps de gestão financeira, etc.

O papel do Banco Central na condução das mudanças

O Banco Central é o órgão regulador que supervisiona e fiscaliza a implementação do Open Banking e do Open Finance no Brasil.

Dessa forma, todas as instituições participantes do novo ecossistema precisam obedecer às regras estabelecidas nos atos normativos publicados pelo BCB.

Essas normas abrangem as responsabilidades pelo compartilhamento e as características obrigatórias desse processo, que inclui as etapas de consentimento (autorização de compartilhamento), autenticação (verificação de identidade) e confirmação.

Saiba mais sobre Proteção de Dados no nosso Dentro do Ringue sobre LGPD: 

Além disso, as empresas participantes deverão propor ao Banco Central padrões tecnológicos, procedimentos operacionais e outros aspectos necessários à implementação do sistema financeiro aberto, por meio da estrutura responsável pela governança do Open Banking e Open Finance.

O objetivo é garantir que as integrações entre sistemas sejam seguras e que os consumidores tenham o direito à privacidade e ao consentimento respeitado segundo as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Vantagens e desvantagens do Open Finance

O Open Finance traz uma série de vantagens para empresas e consumidores, mas também tem seus pontos negativos.

Veja um resumo:

Para consumidores

Os consumidores serão altamente beneficiados pelo Open Finance, com as seguintes vantagens em destaque:

  • Poder de decisão sobre o uso e acesso às informações pessoais e histórico financeiro
  • Possibilidade de levar seus dados pessoais a qualquer instituição, mediante autorização, quando houver produtos e serviços atrativos
  • Liberdade para migrar entre empresas sem burocracia e movimentar contas a partir de diferentes plataformas
  • Acesso a produtos e serviços personalizados com base nos dados fornecidos (ex: crédito com juros mais baixos, conta com serviços customizados, etc.)
  • Melhora na experiência de atendimento e contratação de serviços no geral.

A desvantagem, no caso, é a maior exposição dos dados, que só devem ser compartilhados com instituições confiáveis para evitar o risco de golpes e fraudes.

Lembrando que o consumidor pode cancelar o acesso às informações a qualquer momento.

Para negócios

Para empresas, o Open Finance traz vantagens como:

  • Maior competitividade e redução de barreiras para a entrada de novos players no mercado financeiro
  • Ampliação do público-alvo de serviços financeiros, uma vez que o sistema se tornará mais democrático e alcançará até mesmo os desbancarizados
  • Possibilidade de parcerias com fintechs e empresas inovadoras para o desenvolvimento de novas soluções e integrações
  • Impulso à recuperação econômica promovida pela abertura do sistema financeiro, que beneficiará todos os negócios do setor.

Naturalmente, as desvantagens do Open Finance são o aumento da concorrência e a maior dificuldade de retenção e fidelização de clientes, uma vez que o consumidor poderá migrar livremente entre empresas e fazer a portabilidade de dados.

No entanto, esses problemas podem ser contornados com a adaptação ao sistema e o pioneirismo no desenvolvimento de novas soluções que facilitem a vida dos clientes e ofereçam uma melhor experiência. 

Se você quer embarcar na onda do Open Finance e sair na frente dos seus concorrentes, que tal começar organizando as finanças da sua empresa?

Faça agora um diagnóstico financeiro gratuito e descubra o que você precisa mudar para ganhar vantagem competitiva.

Rate this post

Write A Comment

[data-image-id='gourmet_bg']
[data-image-id='gourmet_bg']
[data-image-id='gourmet']
[data-image-id='gourmet']