Streamings de vídeo e música, academias, SaaS, funerárias e agora, games por assinatura.

Quando dizemos que a Economia da Recorrência está caminhando para abraçar todos os segmentos, não é apenas porque acreditamos nessa transformação de mercado.

É porque ela realmente está alinhada com o comportamento de consumo do século XXI.

Portanto, a pergunta que fica no ar agora é: será que os games por assinatura são realmente escaláveis ou estão na lista dos clubes que não conseguirão seu lugar ao sol?

É o que vamos tentar responder neste post!

Sony, EA, Ubisoft, Google, Microsoft e Apple: o movimento dos games por assinatura

O mercado de games é um dos que mais crescem em faturamento no mundo. O Brasil já é o 13º entre os maiores desse segmento com mais de 75 milhões de jogadores, segundo dados da Newzoo do ano passado.

A pioneira foi a EA (Eletronic Arts), que investiu em 2015 quando o futuro era muito mais incerto do que hoje. O serviço de assinaturas deu tão certo para o Xbox One que foi exclusivo até 2019, quando a Sony lançou as assinaturas para Playstation.

Naquela época, o maior diferencial para atrair os gamers era o preço, muito mais acessível que comprar vários jogos na loja. Hoje, os grandes players entenderam a necessidade de ofertar vantagens e benefícios para os assinantes para saírem na frente nessa corrida.

Dessa forma, com tanto potencial de crescimento para os próximos anos, as grandes produtoras começaram a se mobilizar para entender por onde atacar. E a economia da recorrência respondeu as principais dúvidas de como chegar lá.

Comportamento do consumidor vs. Games por assinatura

Segundo uma pesquisa realizada pela Deloitte, os millennials são mais propensos a assinar serviços recorrentes e clubes de assinaturas do que as gerações passadas.

Vale destacar que, nessa pesquisa, foram considerados millennials pessoas de até 35 anos. Essa informação oferece um recorte importante para entendermos como a economia da recorrência é democrática.

Além disso, a cultura de preferir assinar um serviço vem junto com a qualidade de vida que se desenvolveu nas últimas décadas.

Moramos em casas menores (ou apartamentos), alugamos carros ao invés de comprar e estamos satisfeitos com o acesso aos jogos sem precisar possuí-los.

Essa definitivamente não é apenas uma moda passageira. É a Economia do Acesso, e a recorrência é o modelo principal para quem escolheu acessar, e não possuir.

Vantagens em oferecer games por assinatura

Se você está gostando do que leu e quer abrir um clube de games por assinatura, existem muitas vantagens que podem impulsionar o crescimento dessa ideia.

Economia do acesso

Ter jogos em casa foi, por muitos anos, um privilégio de uma parcela pequena da população.

Além disso, era necessário ter todos os equipamentos e acessórios para garantir uma experiência completa.

A democratização do acesso deu poder quando massificou os jogos, entregando versões para celulares, tablets e computadores. Seguindo essa tendência, os games por assinatura são democráticos e muito mais acessíveis.

Mais por menos

Comprar um jogo físico pode ser bem caro, principalmente quando falamos de edições limitadas e lançamentos.

Com um clube de games por assinatura, você tem a possibilidade de ofertar um catálogo de jogos com um preço muito mais atraente.

Esse foi o pontapé inicial dado pela EA, que direcionou todas as outras grandes produtoras do mercado posteriormente.

Previsibilidade de receita

Com a cobrança recorrente, você tem mais visibilidade do faturamento da sua empresa, principalmente se oferecer planos trimestrais, semestrais e anuais.

Dessa forma, seu clube de assinaturas pode ter os mesmos moldes que a Netflix e o Spotify, por exemplo.

Cobrando mensalmente, descontando direto do cartão de crédito do cliente (sem usar o limite total) e renovando automaticamente, você garante o recebimento a curto, médio e longo prazo. Você também pode oferecer pagamento por boleto bancário, por exemplo, e pode ler mais sobre isso aqui.

Sabendo quantas assinaturas tem e por quanto tempo vai receber, fica mais fácil pensar em gestão de riscos e investir em outras áreas que você não conseguiria se não tivesse essa visibilidade.

A dica para ofertar planos mais longos é: pense em brindes exclusivos e preços atrativos, com descontos para os assinantes que escolherem essa opção.

É o fim da mídia física?

Em primeiro lugar, é importante destacar que os perfis dos gamers são diferentes e não podemos deixar de considerar os fãs e colecionadores.

Há quem tenha como prioridade o acesso aos jogos. E há quem ainda prefira a experiência de abrir a caixinha e colocar o CD para rodar.

Essa parcela, embora pequena, é bastante significativa, inclusive considerada alvo principal dos grandes estúdios, que veem neles a possibilidade de conquistar embaixadores da marca.

Além disso, o impacto da mídia física é tão grande que alguns clubes de assinatura para games oferecem serviços de logística para os assinantes.

Nesses casos, quando o gamer assina um pacote, ele escolhe os jogos que quer e recebe a mídia física em casa. Depois de um tempo determinado, escolhe devolver na loja ou pedir para que retirem no conforto da sua residência.

É o caso do Clube Games, que além dos jogos, também oferece acessórios no modelo recorrente.

Dessa forma, o mais provável é que a mídia física não desapareça. Isso até seria uma contradição à economia da recorrência, mas não é.

É possível vislumbrar um futuro onde a mídia física se transforme em objeto de personalização para quem ainda prefere ter caixinhas de jogos em casa.

Nesse cenário, é possível inclusive montar um clube de assinaturas e um e-commerce em paralelo, se a estratégia da sua empresa estiver alinhada com os dois públicos.

No entanto, para a grande massa que tem menos espaço em casa e menos tempo disponível para jogar, os games por assinatura vieram como uma grande alternativa do mercado.

Como abrir um clube de games por assinatura?

Tanto o modelo híbrido (assinaturas + e-commerce) quanto o totalmente recorrente precisam de cuidados fundamentais para que a empresa cresça com escalabilidade e sustentabilidade.

Entenda seu público

O mercado de games é um dos que mais crescem em faturamento e expansão, como já dissemos lá em cima.

Entender como um gamer gosta de jogar, por quanto tempo e em qual dispositivo é importante, mas é fundamental que você mergulhe nesse universo.

Até diria que é requisito básico ser um gamer!

No entanto, mesmo que você não seja a pessoa mais fanática do momento, pense além da curva. Como você pode se destacar no mercado? Como democratizar o acesso para seus clientes? E mais ainda: como garantir uma experiência totalmente diferenciada no seu clube?

Coloque essas respostas na ponta do lápis e pesquise exaustivamente sobre isso. Depois disso, a escolha das personas e do seu modelo de negócio fluirão com muito mais facilidade.

Faça parcerias

Mais do que acesso, é preciso pensar na relação custo-benefício para seus assinantes.

Pense em parcerias que vão além das grandes produtoras do mercado: empresas de logística para entregar os jogos, programas de recompensas, brindes exclusivos, acessórios Premium, descontos por indicação, contato com influenciadores…

Sua estratégia comercial de negócio alinhada ao valor que você quer gerar para o cliente vai te dizer até onde sua retenção pode chegar.

Fuja da pirataria

Quando falamos de democracia do acesso, estamos na verdade indo na contramão da pirataria.

Inclusive, os jogos da atualidade são desenvolvidos com barreiras quase intransponíveis de segurança, e tentar oferecer um produto pirata significa entregar um produto que tem a chance de não rodar.

Além disso, sabemos que nosso Código Penal condena a pirataria pelo artigo 184. Temos inúmeras formas de gerar valor e oferecer preços acessíveis para o consumidor final sem violação de direitos autorais.

Automatize a gestão das suas assinaturas

Ao criar um clube de assinaturas, é fundamental que você tenha uma plataforma que faça a gestão da sua carteira de clientes.

Além disso, também é importante ter visibilidade sobre assinantes inadimplentes, cobrar automaticamente e receber os relatórios que indicam como está a saúde financeira da sua empresa.

A plataforma da Vindi te entrega isso, junto com várias outras funcionalidades e recursos pensados para te ajudar a vender mais e sempre. Nós também fazemos a integração com as principais plataformas e-commerce do mercado, como Magento, VTex e WooCoommerce.

Com todas as opções em mãos, fica mais fácil escolher a que atende às suas necessidades, sabendo que a Vindi consegue integrar o processo de pagamento com o de administração dos seus produtos.

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