Pensando em usar a ordem de pagamento para enviar ou receber dinheiro? É bom entender e avaliar as suas possibilidades.

Bastante tradicional, esse documento vem perdendo espaço para formas mais modernas e seguras, mas ainda tem seu lugar no mercado.

Hoje, é uma alternativa para fazer pagamentos ou receber dinheiro sem precisar de uma conta bancária.

Nesse sentido, vale destacar que ainda temos 45 milhões de desbancarizados no país, segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva publicada em 2020 na InfoMoney.

Ou seja, não são poucos aqueles que precisam de alternativas que não dependam da conta em banco.

Para usar a ordem de pagamento, basta que emiti-la junto a uma instituição financeira com a quantia desejada. Em seguida, o beneficiário pode sacar o dinheiro na agência escolhida, apresentando apenas seu documento de identidade.

Não sabe muito sobre a ordem de pagamento e quer entender como funciona na prática?

É só seguir a leitura para conferir todas as dicas e informações sobre o tema neste guia que preparamos. 

Ordem de pagamento: o que é?

A ordem de pagamento, ou ORPAG, é uma forma de enviar ou receber dinheiro por meio de um banco sem precisar de uma conta bancária. 

Na prática, funciona como uma autorização para que um terceiro saque uma determinada quantia ou receba um cheque no banco, como se fosse uma transferência para um não correntista.

Apesar de estarmos falando sobre um documento tradicional no mercado, talvez você não esteja muito familiarizado com ele.

O motivo é simples: não é um meio de pagamento muito comum hoje em dia, já que existem várias outras opções mais práticas, modernas e seguras. Entre elas, as transferências bancárias, boletos, cartões de débito e crédito, links de pagamento, carteiras digitais e, recentemente, o Pix.

No entanto, a ORPAG ainda é útil em algumas situações, como veremos ao longo deste conteúdo. 

Por enquanto, vale entender que a ordem de pagamento é um serviço oferecido pelo banco quando é preciso enviar ou receber dinheiro de uma pessoa que não possui conta bancária – os chamados “desbancarizados”. 

O tradicional cheque, por exemplo, é considerado uma “ordem de pagamento à vista”, enquanto o DOC significa “Documento de Ordem de Crédito”. 

Mas quando falamos apenas em “ordem de pagamento”, estamos nos referindo a esse serviço de pagamentos que não passa por nenhuma conta bancária e que pode ser emitido e sacado por qualquer pessoa – seja ela física ou jurídica. 

Para que serve a ordem de pagamento?

Como já destacamos, a ordem de pagamento serve basicamente para enviar ou receber valores sem precisar de uma conta bancária.

Se a ideia é realizar um pagamento para uma pessoa que não possui conta em banco, por exemplo, basta preencher uma ordem de pagamento com os dados do beneficiário.

Depois da emissão, o beneficiário pode sacar pessoalmente a quantia enviada no banco, em dinheiro ou cheque, apresentando apenas seu documento de identificação.

O uso da ORPAG era mais comum no passado, quando não havia meios de pagamento digitais e as pessoas, então, usavam esses formulários para transferir dinheiro de uma cidade para outra, por exemplo. 

Isso não significa, no entanto, que a ordem de pagamento não seja mais necessária em nenhum caso.

É o que veremos agora.

Em quais situações se utiliza?

A ordem de pagamento é utilizada principalmente nas seguintes situações:

1. Pagamento de verbas rescisórias

Na rescisão de contrato de trabalho, a empresa pode usar uma ordem de pagamento para acerto de contas com o ex-funcionário, caso ele não possua conta bancária.

2. Remessa de valores ao exterior

Um dos principais usos da ordem de pagamento é para fazer transferências ao exterior, utilizando o serviço de remessa internacional dos bancos.

3. Pagamento de serviços

Quem contrata um serviço de um prestador que não possui conta bancária também pode usar a ordem de pagamento como alternativa, principalmente se não estiver na mesma cidade.

4. Reembolso de compras

Algumas empresas utilizam a ORPAG para reembolsar clientes que cancelaram uma compra paga com boleto e não possuem conta para o estorno via depósito bancário.

Note que, na maioria dos casos, utiliza-se a ordem de pagamento só quando não há outra opção. 

Felizmente, já existem soluções mais práticas, seguras e confiáveis para enviar e receber pagamentos entre pessoas e empresas – e os recursos da Vindi são uma ótima prova disso.

Tipos de ordem de pagamento

Há diferentes tipos de ordens de pagamento que podem ser usadas para transferir valores.

Veja quais são os mais comuns: 

Cheque de ordem de pagamento

O cheque de ordem pagamento é uma das formas mais comuns de ORPAG.

Nada mais é do que um cheque emitido pelo banco do remetente com o valor a ser pago ao beneficiário. 

No caso, o cheque pode ser internacional e emitido tanto em real quanto nas seguintes moedas estrangeiras:

  • Dólar Americano (USD);
  • Euro (EUR).
  • Dólar Australiano (AUD);
  • Libra Esterlina (GBP);
  • Dólar Canadense (CAD).

Lembrando que eles devem ser sacados no país correspondente à moeda. 

No caso dos pagamentos ao exterior, a troca só pode ser feita em instituições credenciadas e é cobrado um IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) de 0,38% sobre o valor total.

Além disso, há um prazo de 45 dias para liberar recursos de cheques acima de 1.500 dólares – abaixo desse valor, o dinheiro é liberado na hora. 

Ordem de pagamento cruzada

Uma ordem de pagamento cruzada segue a mesma lógica do cheque cruzado: as linhas traçadas sobre o documento indicam que deve ser depositada em uma conta bancária

Nesse caso, a ideia é evitar o saque em dinheiro e tornar o processo mais seguro. 

Mas, no fim das contas, pode não valer muito a pena, já que há outras opções melhores quando o recebedor tem conta bancária. 

Ordem comercial 

A ordem comercial é um tipo de ORPAG semelhante a um cheque comum, mas emitido por uma pessoa jurídica para uma conta bancária no exterior.

Resumindo, é um tipo de transferência internacional voltada exclusivamente a empresas. 

Como funciona a ordem de pagamento na prática?

Na prática, a ordem de pagamento é um documento que você preenche para enviar determinada quantia a alguém.

Para isso, é preciso escolher um banco que ofereça o serviço e ficar atento às regras.

Em algumas instituições financeiras, o beneficiário não pode ser correntista para receber uma ORPAG.

Em um formulário padrão, é preciso preencher os seguintes dados:

  • Operação (moeda, valor, data de cotação);
  • Remetente (nome, endereço, CPF, telefone, etc);
  • Beneficiário (nome, endereço, CPF, telefone, etc);
  • Dados bancários do beneficiário (se houver);
  • Agência de destino para o saque da ordem.

Depois de preenchida, a ORPAG é emitida pelo banco e o valor fica disponível para ser sacado pelo beneficiário em até 48 horas

No Banco do Brasil, por exemplo, pode-se enviar dinheiro e o recebedor retirá-lo no mesmo dia em qualquer agência. 

No entanto, esse prazo pode se estender para até 7 dias caso aconteça algum problema como erros de preenchimento. 

Na hora de sacar, o beneficiário deve apresentar um documento de identificação com foto, como RG ou CNH. 

O preço varia conforme o banco, mas a média é de R$ 25,00 para pessoa física e R$ 30,00 para pessoa jurídica. 

Como fazer ordem de pagamento internacional?

O processo para fazer uma ordem de pagamento internacional se parece com o nacional.

Entretanto, ela pode ser emitida em casas de câmbio e bancos

Por um lado, o serviço bancário oferece mais praticidade porque pode ser feito online.

Por outro, os bancos costumam cobrar tarifas mais altas e ter prazos mais longos para fazer a remessa internacional.

Na hora de preencher a ORPAG, será preciso informar dados como IBAN (International Bank Account Number) e código do banco (código SWIFT) onde será feito o saque.

Também há um campo específico para informar se eventuais despesas externas ficarão por conta do remetente ou do beneficiário. 

Além disso, a ordem de pagamento internacional é formalizada com um contrato de câmbio

Vale a pena usar esse tipo de ordem para pagamentos?

A resposta para essa pergunta vai depender do seu objetivo com a ordem de pagamento. 

Como vimos ao longo do texto, a ORPAG ainda é útil em algumas situações nas quais o beneficiário não possui conta bancária.

Para todos os outros casos, existem opções mais seguras, rápidas e confiáveis, como a própria transferência digital – considerada a substituta das ordens de pagamento.

Isso não significa que a ORPAG seja totalmente dispensável. 

Vale lembrar o dado que trouxemos na abertura do artigo, indicando que existem ainda 45 milhões de desbancarizados no Brasil.

Logo, é preciso ter uma alternativa para enviar e receber dinheiro sem passar pela conta bancária. 

Por outro lado, a tendência é que cada vez mais os pagamentos sejam digitalizados, já que não faltam soluções mais ágeis e econômicas do que uma ORPAG. 

Para você ter uma ideia, os brasileiros triplicaram o uso de pagamentos via celular (in-app, QR code e por aproximação), saltando de 8% em 2018 para 21% em 2019, de acordo com uma pesquisa da Minsait publicada em 2020 na Revista Veja.

Então, há grandes chances de a ordem de pagamento ficar em segundo plano e crescer o espaço para as inovações em meios de pagamento nos próximos anos. 

Receba pagamentos de maneira segura

Agora você sabe exatamente o que é uma ordem de pagamento e como ela funciona.

Mas se a ideia é receber com segurança e agilidade, é melhor conferir as soluções completas que a Vindi oferece para gerenciar pagamentos recorrentes no seu negócio.

Trabalhamos com os mais diversos métodos de pagamento para atender sua empresa, incluindo boletos e todas as bandeiras de cartão de crédito.

Além disso, oferecemos várias integrações com seus sistemas (ERP, notas fiscais, antifraude, etc) e uma plataforma única com recursos de controle de inadimplência, gestão de assinaturas, relatórios em tempo real e muito mais.

Então, ficou claro quando a ordem de pagamento ainda é útil?

Para não ter mais dúvidas sobre meios de pagamento, vamos conversar sobre a melhor opção para o seu negócio!