As mudanças na Educação em 2020 foram significativas e mexeram com o delicado panorama da escolarização do país. Se tem uma coisa que não deixa dúvidas é que 2020 foi um ano de mudanças, e das mais drásticas. 

O contexto da pandemia de covid-19 afetou a vida da população global e teve macro e micro impactos na maioria dos aspectos do nosso cotidiano. E, dessa forma, com o setor de Educação não poderia ter sido diferente.

A educação brasileira já possui um cenário bastante diverso. Isso porque há muitas particularidades e desigualdades regionais.

Portanto, quando falamos em soluções para a educação em tempos de aprendizado online, sabemos que a tecnologia não é acessível para todos, até porque cerca de 30% dos brasileiros não têm sequer conexão com a internet.

Entretanto, quando pensamos em termos globais, o Brasil, com seus 70% da população conectada à internet, está à frente da média mundial, que é de apenas 57%, segundo o Global Digital Report 2019 da We Are Social.
Reduza a inadimplência e a evasão escolar

Então, o que observamos sobre a transformação digital em 2020 e quais tendências vão se manter em 2021? Confira!

A crise leva à inovação

Sobretudo, o cenário de mudanças na educação em 2020 impulsionou diversas iniciativas e oportunidades. Mais do que resolver um problema temporário de educação à distância, elas têm o potencial de permanecer no ensino – e até mesmo torná-lo mais descomplicado e democrático.

De acordo com o Distrito Edtech Report 2020, as startups especializadas em educação já passavam por um boom de crescimento no intervalo 2012-2017, quando foram fundadas mais de 200 startups.

Entretanto, a tendência se estabilizou no último ano, mas houve o amadurecimento do ecossistema. Hoje, temos 559 empresas na área.

edtechs brasil 2020
Fonte: Distrito Dataminer em Distrito EdTech Report 2020.

Além disso, um dado que reforça a importância da tecnologia para a educação é o fato da categoria “Plataformas para educação” ser a que mais recebeu investimento nos últimos 10 anos – foram US$ 49,3 milhões investidos. 

Panorama de setores em alta

As startups de educação (também chamadas de “EdTechs”) do país se concentram em algumas áreas de destaque, como:

  • Ensinos específicos: plataformas de ensino de idiomas, tecnologia, finanças, dentre outros campos de conhecimento. Trazem conteúdos e metodologias inovadores, fora do eixo das instituições de ensino tradicionais;
  • Novas formas de ensino: são soluções e recursos para ajudar no ensino e no acesso à educação, como novas metodologias pedagógicas, gamificação, IA, tecnologia de ponta;
  • Plataformas e ferramentas para educação: são as plataformas para cursos e aulas, sistemas de gestão de aprendizado (LMS), ferramentas de comunicação, gestão e análise de dados, dentre outras.

Adicionalmente, o Distrito Edtech Report 2020 mapeou startups relacionadas a Conteúdos Educativos; Financiamento do Ensino e Foco no Estudante.

Segundo o report, estas são as 10 startups que mais se destacam no setor de educação este ano:

Muitos desses negócios já existem há alguns anos e ganharam ainda mais relevância atualmente. Com todo esse cenário, fica clara a importância que as iniciativas empreendedoras em educação já alcançaram.

A seguir, levantamos algumas tendências para o ensino em 2021, que em parte surgiram ou se aperfeiçoaram pela necessidade do ensino online, e em parte são completamente inovadores e alinhados a novas linhas pedagógicas.

1. E-learning

O e-learning é uma forma de educação à distância (EAD), aplicável a diversos estágios e categorias educacionais, que permite o aprendizado por meio de transmissão de aulas ao vivo ou gravadas em vídeos e outros formatos na internet.

O termo “e-learning” significa algo próximo de “aprendizado eletrônico” e surgiu no país com as graduações EAD, crescendo com o aumento do acesso à computadores e conexão de rede nos últimos 20 anos.

Agora, com as mudanças na educação em 2020, ele se tornou um grande aliado das aulas dentro de casa. Dessa forma, alunos e professores foram se adaptando a esse sistema. A princípio, ele causou alguma estranheza mas, no balanço dos prós e contras, mostrou seu lado prático e dinâmico.

Sabemos que, à medida que as escolas possam reabrir no próximo ano, a tendência é que se forme um ensino híbrido. Neste caso, os alunos aprenderão na sala de aula e também no ambiente online, por meio de atividades remotas. Assim, elas podem acontecer por meio de plataformas de aprendizagem, aplicativos ou softwares.

2. Profissionalização do ensino online

Sabemos que até então, todos estavam tentando se adaptar à melhor forma de ensinar online, sem tantos recursos ainda explorados.

Muitos professores, por exemplo, ministravam aulas por lives, Youtube ou por videochamadas. Entretanto, há melhores opções de ferramentas para se administrar cursos à distância, caso haja a intenção ou necessidade de continuar dando aulas online no próximo ano.

Para essa transformação digital acontecer, existem plataformas completas que permitem a organização do curso por módulos. Elas também viabilizam a inserção de arquivos de exercícios e provas, apresentações de slides, chat interativo entre professores e alunos, bibliotecas virtuais etc.

E, por fim, possuem recursos para controle de grades curriculares, notas e aprovações, além de ferramentas de vendas.

Plataformas para profissionalização de aulas online

  • Plataformas EAD: sistemas por meio dos quais qualquer empresa ou escola pode criar e gerenciar seu próprio sistema de ensino à distância. Apresenta recursos para administrar aulas e criar trilhas de conteúdo. Exemplos: Edools, Adapta, NotaDez;
  • Sistemas de gestão do aprendizado (LMS): ambientes virtuais que tratam de todo o acompanhamento do aprendizado do usuário final, seja no âmbito acadêmico ou corporativo. Exemplos: Sílabe, Skore, Mobiliza;
  • Plataformas de cursos e aulas: sistemas que permitem que instrutores vendam seus cursos e atinjam audiências interessadas em temas gerais ou específicos. Exemplos: Hotmart, Samba Tech, Descomplica, Aprende Aí;
  • Sistemas de cobranças recorrentes: são plataformas que automatizam a cobrança de mensalidades dos alunos. Aceitam cartões de crédito ou boletos bancários. Além disso, reduzem a inadimplência e facilitam a gestão digital de pagamentos. Exemplos: Vindi, PagSeguro.

3. Aprendizado Contínuo

Como apontamos, de acordo com a análise do Distrito Edtech Report 2020, muitos dos novos negócios em educação são voltados ao aprendizado contínuo, ou seja, aquele além do ensino tradicional. 

Isso porque cada vez mais jovens e adultos, até mesmo já graduados e pós-graduados, buscam cursos específicos para aprender novas habilidades, idiomas ou conhecimentos.

Portanto, as plataformas de ensinos específicos, como aplicativos que ensinam idiomas, cursos rápidos de finanças, saúde e outros mais, estão ganhando grande espaço no campo da educação.

4. Data Analytics para Educação

Muitas vezes, as escolas e instituições de ensino enfrentam dificuldades para avaliar a efetividade do ensino, quanto a se o aluno está aprendendo ou não.

Para facilitar esse processo de mensuração do aprendizado, surgiram sistemas que medem o desempenho a partir de dados (muito além das notas) e orientam o processo educacional em busca de melhores resultados.

Com essas análises, é possível prestar um atendimento personalizado e individualizado para cada aluno, melhorando o engajamento com a IE.

Exemplos de plataformas de Data Analytics para educação: 

  • UniversiDados; 
  • Rubeus;
  • ClipEscola;
  • Ally;
  • Blox.

5. Conteúdo Educativo Online

Os estudantes mais novos, das chamadas “Geração Z”, nascidos nos anos 2000, e “Alpha”, nascidos a partir de 2010, estão mais conectados às telas do que qualquer geração anterior.

Para prender a atenção desse público, nada melhor que o conteúdo educativo online, outra grande tendência da Educação 4.0 para o próximo ano. Portanto, os conteúdos vêm com novos formatos e, além disso, envolvem a gamificação e inteligência artificial no apoio didático.

A gamificação é toda forma lúdica de educação. Geralmente são atividades e dinâmicas digitais que lembram o formato dos games: pontos, recompensas, fases, erros e acertos, totens etc. Tudo isso gera mais engajamento entre os alunos, que se divertem e aprendem ao mesmo tempo.

Exemplos de plataformas de gamificação para educação: 

  • PlayKids;
  • Kriativar;
  • Educash;
  • EducaCross.

Já algo mais avançado seria a Realidade virtual e aumentada (RV e RA), que são tecnologias imersivas de ponta. Elas são formas de demonstrar conceitos em cenários virtuais. Isso, por sua vez, permite ao aluno visualizar na prática a aplicação de teorias.

Exemplos de plataformas de Realidade virtual e aumentada para educação: 

  • 4D Mais;
  • VR Monkey;
  • Beenoculus;
  • GoEpik.

Essas foram as principais tendências geradas pelas mudanças na educação em 2020 que mapeamos. Dessa forma, nosso intuito foi apresentar recursos tecnológicos que podem ajudar na nova fase que se apresenta diante da sociedade. Possivelmente, haverá diversas mudanças positivas para a educação.

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