Você sabe o que é Drex e como vai funcionar a primeira moeda digital oficial do Brasil? 

Essa é mais uma novidade da agenda de inovações do Banco do Brasil que promete revolucionar nosso sistema financeiro. 

Em breve, os brasileiros poderão converter reais em Drex e fazer transações instantâneas com ativos tokenizados e contratos inteligentes. 

Quer entender melhor o que tudo isso significa? 

Avance na leitura do texto até o final e fique por dentro do Drex!

O Drex promete transações mais seguras e custos reduzidos, modernizando o sistema financeiro brasileiro.

O que é Drex?

Drex é a moeda digital brasileira criada pelo Banco Central do Brasil, antes chamada de real digital

Na prática, ela vai funcionar como uma versão digital do real, tendo o mesmo valor e a mesma aceitação da nossa moeda tradicional.

Porém, ela será emitida e utilizada apenas virtualmente, por meio de uma plataforma do BC.

Em termos técnicos, o Drex é uma CBDC, do inglês Central Bank Digital Currency, ou seja, uma moeda digital de banco central.

No mundo todo, os bancos centrais de diversos países têm criado essas moedas digitais para melhorar a eficiência dos serviços financeiros e de pagamentos, além de aumentar a competitividade nesse mercado.

De olho nessa tendência, em 2020, o BC começou a estudar a criação do real digital, que foi nomeado como Drex. 

Em 2023, o projeto-piloto começou a rodar, batizado de “Piloto Drex”, e segue em testes em 2025, ainda sem data de lançamento oficial.

Qual a diferença entre Drex, Pix e cartão?

A diferença é que o Drex é uma moeda digital, enquanto o Pix e o cartão são meios de pagamento

Quando você faz um Pix ou paga com seu cartão de crédito, por exemplo, a compra é feita em reais, a moeda tradicional do nosso país.

Já uma transferência feita via carteira digital com Drex envolve o uso da moeda virtual – nesse caso, o meio de pagamento será a carteira digital de uma instituição financeira, como vamos explicar melhor adiante.

Logo, o Drex não vai substituir o Pix, o cartão ou qualquer outro meio de pagamento, e sim adicionar uma nova moeda 100% digital à nossa economia. 

Assim, você poderá fazer um Pix com Drex, transferindo recursos em moeda digital, por exemplo.

O diferencial é que o Drex será focado em transações de grande porte, como compras de imóveis e veículos. 

Por envolver grandes quantias de dinheiro, esse tipo de operação fica mais segura com a moeda digital e a tecnologia envolvida.

Qual a diferença entre Drex e Real Digital?

O real digital foi o primeiro nome do Drex, que ganhou sua denominação mais específica em 2021. 

No entanto, ele segue sendo caracterizado como o real digital, só que com uma marca própria.

Quem criou o Drex?

O Drex foi criado pelo Banco Central em 2020, por meio de um grupo de trabalho organizado pelo órgão.

Em 2021, foram divulgadas as diretrizes do real digital e realizado um webinário sobre o tema, quando foi definida a nomenclatura do projeto.

Por que se chama Drex?

O nome “Drex” foi inspirado pela sonoridade moderna do Pix, utilizando como base as letras “d” e “r” do real digital. 

Já o “e” vem da palavra eletrônico e o “x” traz uma ideia de conexão que traduz toda a tecnologia utilizada no Drex.

Existe ainda o conceito visual da marca Drex que traz referências do universo digital, representando os esforços do BC para modernizar o sistema financeiro brasileiro e manter o país na vanguarda tecnológica do setor.

As duas setas inseridas na letra D representam etapas de uma transação digital e simbolizam a evolução da moeda brasileira

Já a transição de cores nas setas, do azul para verde-claro, passa a mensagem de “transação concluída”.

Qual o objetivo do Drex?

O objetivo do Drex é tornar o sistema financeiro mais acessível e inclusivo, proporcionando uma plataforma de transações seguras e a custos reduzidos para toda a população. 

Dessa forma, o real digital promete modernizar ainda mais o sistema financeiro brasileiro.

Como vai funcionar o Drex?

O Drex será disponibilizado aos brasileiros por meio de carteiras digitais de instituições financeiras. 

Dessa forma, os bancos, fintechs e corretoras vão atuar como intermediários autorizados, realizando transações com a moeda digital dentro da plataforma Drex do Banco Central (BC), um ambiente exclusivo e regulado.

No esquema abaixo, divulgado pelo BC, podemos ver como será a intermediação das empresas entre compradores e vendedores que usam Drex:

Assim, você poderá transformar seus reais comuns em Drex e realizar transações de compra, venda e transferências de recursos com a moeda digital. 

A vantagem é que será possível fazer operações com valores mais altos com maior segurança, incluindo negociações comerciais, investimentos e financiamentos.

Além disso, os brasileiros terão acesso aos chamados contratos inteligentes (do inglês smart contracts), que são protocolos de intermediação de compra e venda totalmente digitais e inovadores. 

Os contratos inteligentes já são utilizados no mercado de criptomoedas, permitindo que transações sejam automatizadas e efetivadas somente quando cumprem todas as condições estipuladas no código do protocolo. 

No caso da compra de um carro, por exemplo, as partes podem estabelecer que a troca de propriedade e o pagamento ocorram de forma simultânea e irrevogável — e o contrato inteligente irá garantir a operação nessas condições.

Além disso, o Drex funcionará por meio da tokenização de ativos, ou seja, a transformação de bens físicos em ativos digitais, que podem ser negociados na internet. 

Dessa forma, antes de ser negociado, o bem é transformado em um token digital e registrado na plataforma blockchain do Drex. 

Por exemplo, vamos supor que você queira comprar uma casa própria com mais segurança utilizando o Drex.

Nesse caso, o processo será assim:

  1. Você deverá solicitar ao banco a conversão do valor do imóvel de reais para Drex
  2. Então, o banco fará a conversão e utilizará o saldo em Drex da sua carteira digital para fazer uma compra em formato digital, chamada de token
  3. Para isso, será criado automaticamente um contrato inteligente, que verifica se todas as condições foram atendidas antes de transferir o saldo
  4. Se estiver tudo certo, seu banco vai transferir os Drex da sua carteira para a carteira do vendedor em outra instituição, sempre com o seu consentimento
  5. Assim que o valor do imóvel em Drex for recebido pelo vendedor, você já vai receber a escritura do imóvel, também em formato de token (ativo digital).

Quando o Drex entra em vigor?

Atualmente, o Drex está em uma fase de testes em ambiente restrito chamada de Piloto Drex, que começou em março de 2023 e segue em andamento em 2025.

Nessa etapa, a moeda digital está sendo testada em um ambiente colaborativo que conta com a participação de instituições financeiras, para garantir a segurança e a privacidade das informações.

A expectativa era de que os testes com o Drex chegariam até a população ainda em 2024. 

No entanto, o Banco Central publicou um relatório técnico informando que será necessário um tempo maior de testes antes do início do uso do ativo.

O motivo é que as soluções testadas apresentaram limitações que comprometem, no momento, sua adoção, principalmente em relação às questões de privacidade. 

Dessa forma, ainda não há uma previsão de próximas etapas do Piloto Drex em 2025.

Qual a tecnologia do Drex?

O Drex tem sua distribuição e gestão baseada na tecnologia Distributed Ledger Technology – DLT, ou tecnologia de registro distribuído

Basicamente, é um sistema de armazenamento de dados distribuído por uma rede de computadores que oferece maior transparência e segurança em transações financeiras, partindo da mesma lógica da blockchain, que é utilizada em criptomoedas.

A diferença é que a DLT é a infraestrutura do Drex, enquanto a blockchain é uma tecnologia de registro distribuído que inspira o Drex. 

Dessa forma, com a DLT, é possível criar redes privadas e consórcios empresariais de forma centralizada, ao contrário da blockchain, que tem o objetivo de descentralizar os operadores financeiros.

Além disso, a DLT do Drex pode ter uma autoridade central que valida as transações — o Banco Central. 

Já a rede blockchain foi criada justamente para que não houvesse essa autoridade, de modo que as validações são feitas pelos próprios usuários em uma rede peer-to-peer.

Por isso, a plataforma Drex do Banco Central vai utilizar a DLT para garantir operações seguras e privadas com a nova moeda digital.

Drex é criptomoeda?

Não, o Drex não é uma criptomoeda porque seu valor não vai oscilar de acordo com a oferta e demanda do mercado, como ocorre com o Bitcoin, Ethereum e semelhantes. 

Na realidade, a cotação da nossa moeda digital será sempre igual à do real.

Além disso, o Banco Central ficará responsável por regulamentar e controlar a moeda em um sistema próprio. 

Já as criptomoedas não são emitidas por nenhuma autoridade monetária e, geralmente, não são reguladas ou fiscalizadas por governos.

Logo, embora o Drex tenha algumas semelhanças com as criptomoedas, como a presença de contratos inteligentes e a possibilidade de automatizar transações, são ativos completamente diferentes

Quanto vale um Drex?

Um Drex vale exatamente um real, de modo que a cotação da moeda digital sempre vai acompanhar a da moeda tradicional.

Da mesma forma, o valor será o mesmo frente a moedas estrangeiras, garantindo que o preço do Drex não oscile, como ocorre com outros ativos digitais.

Quais as vantagens do Drex?

O Drex promete trazer muitas vantagens para pessoas e empresas no Brasil. 

Confira as principais:

Inclusão financeira

Com o Drex, pessoas que não têm acesso ao sistema bancário ou de crédito podem fazer transações financeiras de forma digital. 

Basta utilizar uma carteira digital como intermediário, que tem cadastro simples e acessível.

Redução de custos de transações

De acordo com um estudo da Swiss Capital publicado na Istoé Dinheiro, a adoção do Drex pode diminuir em até 40% os custos operacionais das instituições financeiras, ao eliminar intermediários nas transações e utilizar contratos inteligentes.

Essa redução de custos pode refletir também na diminuição de taxas e encargos para consumidores e empresas.

Maior segurança

O Drex foi pensado para aumentar a segurança nas transações, principalmente as de maior valor. 

Com os contratos inteligentes, o valor só é transferido quando as condições programadas são cumpridas, sem possibilidade de fraude.

Além disso, o sistema do Drex terá um nível altíssimo de segurança contra invasões e ataques digitais.

Integração com o mercado digital global

Outra vantagem do Drex é que ele promove a integração do Brasil ao mercado digital global. 

Dessa forma, as transações internacionais também ficam mais simples, baratas e seguras.

Como comprar Drex?

Será possível comprar Drex diretamente com as instituições financeiras do país, convertendo os reais comuns da sua conta em moeda digital. 

Após a conversão, o dinheiro será armazenado em uma carteira digital, formando seu saldo de ativos digitais disponível para transações.

A conversão será muito parecida com o processo feito hoje para trocar reais por moedas estrangeiras em contas digitais. 

Bastará escolher o valor desejado em Drex e fazer a conversão com um comando do aplicativo, sem nenhuma preocupação com a cotação, já que o valor é o mesmo do real.

Hoje, na fase piloto do Drex, cerca de 16 instituições financeiras participam do desenvolvimento da moeda. 

Quando for lançada oficialmente, a moeda digital poderá ser comprada em todas as instituições.

Como usar o Drex?

Para usar o Drex, você vai precisar ter uma conta digital em uma instituição financeira autorizada e converter reais em Drex. 

A partir dessa conversão, será possível realizar negociações de compra e venda de produtos e serviços por meio dos contratos inteligentes, que permitem transações rápidas e seguras com liquidação imediata – a chamada liquidação atômica.

Como vimos, no caso de compra de um imóvel, o contrato inteligente permitirá que a transferência da escritura do imóvel para o comprador e a transferência do valor em Drex para o vendedor aconteçam no mesmo instante.

O mesmo sistema poderá ser usado para comprar e vender veículos, fazer investimentos, contratar financiamentos, etc.

O Drex é seguro?

A plataforma Drex vai atender aos mesmos níveis de segurança cibernética utilizados no Pix e em outros sistemas do BC, porém, com o diferencial da tecnologia DLT, inspirada no blockchain.

Dessa maneira, a infraestrutura do Drex será totalmente protegida pela criptografia de dados, com a vantagem da arquitetura descentralizada e dos registros imutáveis. 

Com a DLT, os dados de transações só podem ser acessados com o uso de chaves e assinaturas, enquanto o BC será responsável por fiscalizar e validar as operações.  

Além disso, o Drex terá suas transações intermediadas por provedores de serviços financeiros (PSF) autorizados, como bancos, cooperativas e instituições de pagamento, garantindo operações seguras e confidenciais.

Leia mais: Pix é seguro? Conheça os 7 mecanismos de segurança.

Com contratos inteligentes e tokenização, o Drex facilita operações de grande porte com máxima eficiência.

Impacto do Drex no sistema financeiro

O Drex terá um impacto importante na digitalização do sistema financeiro no Brasil, gerando novos modelos de negócio e serviços digitais.

A nova moeda digital promete trazer mais segurança para transações por meio da tokenização e reduzir custos por meio da automação de pagamentos.

De acordo com Driss Temsamani, diretor de negócios digitais do Citigroup para América Latina, em entrevista ao Valor Econômico, o Brasil está preparado para a inovação do Drex, uma vez que a população tem facilidade para adotar novas tecnologias – o que ficou muito claro com o sucesso do Pix.

“Há três fatores que importam para o sucesso de uma nova tecnologia: infraestrutura, inovação do setor privado e disposição dos consumidores para adotar e usar aquela solução. O Brasil apresenta uma combinação positiva dos três”, declarou.

Entendeu o que é Drex e como vai funcionar a moeda digital brasileira?

Aproveite e conheça melhor o Open Finance, outra inovação que deu certo por aqui.

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