Emitir notas fiscais é uma das responsabilidades mais importantes da gestão fiscal de qualquer empresa, seja ela física, digital ou híbrida. Muito além de uma simples formalidade burocrática, a nota fiscal é o registro oficial de uma transação comercial e desempenha um papel estratégico na gestão financeira, contábil e fiscal do negócio.
Neste guia completo, você vai entender tudo sobre o tema, desde os tipos de nota fiscal e suas diferenças até a relação direta entre emissão, pagamentos e automação financeira.

A automação da nota fiscal integra pagamentos, faturamento e contabilidade em um fluxo contínuo.
O que é uma nota fiscal?
A nota fiscal eletrônica é um documento emitido para registrar a venda de produtos ou a prestação de serviços, servindo como comprovante legal da operação.
Ela formaliza a transação entre duas partes e é obrigatória para todas as empresas que possuem CNPJ, exceto nos casos isentos pela legislação.
Além de atender às exigências legais, a nota fiscal garante transparência, controle e segurança para compradores e vendedores, reduzindo riscos de autuações e fortalecendo a credibilidade da empresa.
Quais são os principais tipos de nota fiscal?
Existem diferentes tipos de notas fiscais, cada uma voltada para um tipo de operação. As mais comuns são:
NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)
Usada para venda de produtos, é o modelo mais tradicional no varejo e no e-commerce, substituindo a antiga nota em papel.
NFS-e (Nota Fiscal de Serviço Eletrônica)
Emitida por empresas que prestam serviços, como escolas, academias, softwares, clínicas e salões de beleza.
CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico)
Usada para registrar o transporte de cargas, muito comum em negócios de logística e entregas.
NF3e (Nota Fiscal de Energia Elétrica)
Emitida por empresas concessionárias, voltadas ao fornecimento de energia, água, gás ou telecomunicações.
NFA-e (Nota Fiscal Avulsa Eletrônica)
Indicada para profissionais autônomos ou MEIs que ainda não possuem sistema próprio de emissão.
A nota fiscal avulsa é uma alternativa prática para formalizar operações pontuais sem necessidade de software emissor.
Cada tipo de nota fiscal segue regras específicas de tributos, alíquotas e layouts XML definidos pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).
O que é e para que serve o SEFAZ
A Secretaria da Fazenda (Sefaz) é o órgão estadual responsável por autorizar, validar e armazenar as notas fiscais eletrônicas emitidas por empresas.
Toda NF-e ou CT-e passa pela Sefaz antes de ganhar validade jurídica, é ela quem verifica se os dados estão corretos e se a operação está em conformidade com as regras fiscais.
Ao emitir uma nota, o sistema do emissor envia o arquivo XML para a Sefaz, que realiza uma série de validações automáticas. Se tudo estiver certo, o órgão retorna um protocolo de autorização, confirmando que a nota é válida.
Além de fiscalizar e armazenar os documentos eletrônicos, a Sefaz também:
- Controla o recolhimento de tributos como ICMS e IPVA
- Garante a integridade e autenticidade das notas
- Disponibiliza consultas públicas para verificação de NF-es
- Atua na integração dos dados fiscais com a Receita Federal
Sem a autorização da Sefaz, a nota fiscal não tem validade legal — por isso, ela é parte essencial de todo o processo de emissão.
Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e)
A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é o modelo de nota fiscal destinado à prestação de serviços, e seu uso é obrigatório para empresas que atuam com SaaS, academias, escolas, clínicas, consultorias, entre outros segmentos.
O objetivo da NFS-e é simplificar e padronizar o processo de emissão em todo o país, reduzindo a burocracia e facilitando o controle tributário por parte das prefeituras.
Principais características da NFS-e:
- Emissão municipal: cada prefeitura define regras, layout e tributos aplicáveis
- Tributação pelo ISS (Imposto Sobre Serviços): calculado de acordo com o município e o tipo de serviço
- Integração com sistemas de gestão: a emissão pode ser feita diretamente por plataformas conectadas via integração, como é o caso da NFE.io e do Bling
- Autorização instantânea: após o envio, a prefeitura valida e libera o número da nota em segundos
Empresas que operam com assinaturas, mensalidades ou serviços recorrentes se beneficiam ao integrar a emissão de NFS-e ao sistema de pagamentos — automatizando o processo e garantindo conformidade fiscal com agilidade.
O que é NFe em contingência
A NFe em contingência é uma alternativa usada quando o sistema da Sefaz está fora do ar ou quando há falhas de conexão com a internet.
Esse recurso garante que as empresas possam continuar emitindo notas fiscais normalmente, mesmo durante uma instabilidade.
Na prática, o emissor gera a nota fiscal localmente, armazena o arquivo XML e imprime o DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) para acompanhar a mercadoria.
Assim que o sistema da Sefaz volta a funcionar, a empresa deve transmitir as notas pendentes para validação e autorização.
Existem diferentes tipos de contingência — como FS-DA, SVC e EPEC — que variam conforme o estado e a configuração do sistema emissor.
O mais importante é manter o controle dos documentos emitidos nesse modo e garantir o envio posterior para regularização, evitando inconsistências fiscais.
Como emitir nota fiscal na MEI?
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) também precisam emitir nota fiscal em diversas situações, principalmente quando prestam serviços para outras empresas (Pessoa Jurídica).
A boa notícia é que o processo é simples e gratuito. Veja o passo a passo:
- Faça o cadastro na prefeitura da sua cidade — é a prefeitura quem autoriza o MEI a emitir NFS-e
- Acesse o portal de emissão — pode ser o sistema municipal ou o portal unificado do governo federal
- Preencha as informações da venda ou serviço:
- Dados do cliente (CNPJ, razão social, endereço)
- Descrição do serviço
- Valor e forma de pagamento
- Alíquota do ISS, se aplicável
- Envie e salve o documento — o sistema gera o número da nota e o arquivo em PDF
Mesmo o MEI que não tem obrigação de emitir nota para pessoa física pode fazê-lo para comprovar renda e organizar o faturamento — um passo importante para acessar crédito e profissionalizar o negócio.
Por que a emissão de nota fiscal é tão importante?
Emitir notas fiscais corretamente é essencial para garantir a saúde financeira e a conformidade legal da empresa. Veja alguns motivos:
- Evita multas e penalidades fiscais
- Garante transparência nas transações com clientes e fornecedores
- Facilita o controle de notas fiscais, essencial para empresas com grande volume de cobranças
- Melhora o relacionamento com o recebedor da nota fiscal, mantendo comunicação clara e registros completos
- Permite o acesso a linhas de crédito, parcerias e investimentos
- Fortalece a reputação da marca diante de clientes e órgãos reguladores
Como emitir uma nota fiscal eletrônica
O processo de emissão varia conforme o tipo de nota e o regime tributário da empresa, mas em geral envolve:
- Certificado digital: garante a validade jurídica da nota
- Cadastro na Sefaz do estado: necessário para autorização de emissão de NF-e
- Sistema emissor: pode ser gratuito (oferecido por prefeituras ou Sefaz) ou integrado a uma plataforma de pagamentos ou ERP
- Preenchimento dos dados da transação: produtos, valores, impostos, CNPJ do cliente, forma de pagamento, etc.
- Envio e autorização: o sistema envia o XML à Sefaz, que valida e devolve o protocolo autorizador
- Envio ao cliente: o arquivo XML e o DANFE (versão visual) devem ser encaminhados ao comprador
Empresas podem simplificar esse processo utilizando ferramentas automatizadas, que resolvem diversos problemas que um emissor de nota fiscal resolve, evitando erros e retrabalho.
Em caso de erros, é importante conhecer os prazos e procedimentos para cancelar uma nota fiscal eletrônica.
O que é e para que serve o DANFE
O DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) é a representação impressa da NF-e. Ele não substitui o arquivo XML — que é o documento oficial da operação —, mas serve como uma versão simplificada e de fácil consulta.
O DANFE contém informações essenciais da transação, como:
- Dados do emissor e do destinatário
- Valor total da operação
- Chave de acesso da NF-e (para consulta pública na Sefaz)
- Código de barras para leitura rápida
Durante o transporte de mercadorias, o DANFE deve acompanhar o produto, funcionando como comprovante físico para fiscalização ou conferência logística. Ele facilita o acesso às informações da nota e garante rastreabilidade em todo o processo de entrega.
Tem como editar uma nota fiscal já emitida?
Após a autorização da Sefaz, não é possível editar diretamente uma nota fiscal. Qualquer tentativa de alteração comprometeria a integridade do documento eletrônico, que já foi validado e arquivado pelo sistema fiscal.
Existem, no entanto, duas formas oficiais de corrigir informações:
- Carta de Correção Eletrônica (CC-e): permite ajustar erros formais, como digitação, descrição de produto, peso ou código fiscal, desde que não alterem valores ou tributos.
- Cancelamento da nota: usado quando há erros nos dados principais (como CNPJ, valor total ou CFOP). Nesse caso, é necessário cancelar a nota e emitir uma nova.
Saber quando aplicar cada procedimento é essencial para manter a conformidade fiscal e evitar sanções.
Como cancelar uma nota fiscal
O cancelamento da nota fiscal eletrônica (NF-e) é permitido em situações em que o documento foi emitido com erro ou a operação não chegou a ser concretizada.
O processo deve ser feito até 24 horas após a autorização da Sefaz, embora alguns estados permitam prazos maiores mediante justificativa.
Para cancelar uma nota, é necessário:
- Acessar o sistema emissor ou ERP integrado
- Informar o motivo do cancelamento
- Enviar o evento de cancelamento à Sefaz
- Aguardar o retorno da autorização confirmando o cancelamento
Após o prazo legal, o cancelamento passa a ser considerado extemporâneo, exigindo justificativa formal e podendo gerar multa.
Por isso, o ideal é revisar todas as informações antes da emissão e adotar sistemas automatizados de conferência, que reduzem drasticamente a necessidade de cancelamentos.
Nota fiscal e meios de pagamento: qual a relação?
A emissão da nota fiscal está diretamente ligada ao registro e confirmação do pagamento. Com o avanço da tecnologia, é possível sincronizar a emissão da nota fiscal ao pagamento confirmado, garantindo uma operação muito mais fluida e eficiente.
Plataformas como a Vindi permitem automatizar esse fluxo — o sistema emite a nota após a confirmação do comprovante de pagamento, integrando a conciliação, o faturamento e a emissão em um único ambiente.
🔄 Em uma única plataforma, é possível receber, conciliar e faturar automaticamente — da cobrança à emissão da nota.
Quais erros evitar ao emitir notas fiscais
Mesmo com automação, é importante manter atenção a alguns pontos que geram problemas fiscais e retrabalho:
- CNPJ ou CPF incorreto
- CFOP incompatível com o tipo de operação
- Impostos calculados incorretamente
- Notas duplicadas ou notas fiscais inutilizadas e canceladas
- Falta de integração com o sistema contábil
Automatizar esses processos reduz falhas e ajuda na gestão fiscal contínua, especialmente em negócios que operam com cobrança recorrente.
Benefícios da automação da emissão de notas fiscais
Empresas que integram a emissão de notas fiscais aos seus sistemas de pagamento ganham:
- Eficiência operacional e emissão em lote
- Precisão tributária e cálculos automáticos de CFOP
- Menos retrabalho e integração com ERPs
- Emissão automática após a confirmação do pagamento
- Segurança de dados em ambiente PCI Compliance
Essa automação transforma a nota fiscal em parte do ecossistema financeiro inteligente, conectando processos como faturamento digital e tipos de recibo em uma mesma rotina.
Modelos como os recibos de pagamento complementam o controle fiscal e fortalecem a documentação da empresa.
Nota fiscal e o futuro da gestão financeira digital
A tendência é clara: a nota fiscal está se tornando uma ferramenta estratégica dentro da operação financeira.
Integrada a plataformas de pagamento, ela conecta cobrança, conciliação e emissão, criando um ciclo automatizado e transparente.
Empresas que priorizam tecnologia já compreendem que um bom emissor de nota fiscal precisa estar conectado ao hub de pagamentos e integrado a soluções de conciliação.
No contexto de transformação digital, a Vindi atua como um Hub de Pagamentos Inteligente, unindo tecnologia, automação e segurança para que empresas simplifiquem processos e conquistem eficiência — da cobrança à emissão da nota fiscal.

Com a Vindi, a emissão de notas fiscais pode ser acionada automaticamente após o pagamento confirmado.
Conclusão
Emitir notas fiscais de forma automatizada não é apenas cumprir uma exigência legal — é garantir controle, previsibilidade e escalabilidade financeira.
Ao conectar seus processos de pagamento e faturamento em um só lugar, sua empresa ganha tempo, reduz riscos e fortalece sua operação.
A gestão eficiente das notas fiscais é parte essencial de uma operação financeira moderna — e a Vindi está aqui para simplificar essa jornada.
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