Cartão ou boleto: como sua escola deve cobrar os alunos?

É melhor para uma escola receber o pagamento das mensalidades no cartão ou boleto? Ora, talvez alguém responda: a forma que for mais popular! No entanto, quem quer evitar custos desnecessários com emissão, impressões em papel, inadimplência, atrasos e aumentar conversão e tempo da confirmação do pagamento, vale incentivar os alunos a utilizarem o cartão de crédito.

Realmente os boletos ainda são muito populares como meio de pagamento, contudo, para quem trabalha com cobranças recorrentes, como escolas e sites de cursos online, o cartão de crédito apresenta mais vantagens.

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Mudanças no novo ano

Em 2018, todos os boletos precisarão ser registrados, isto é, ter identificação do cliente que pagará com CPF ou CNPJ, sempre comunicando essas informações ao banco, além de ter fixado o valor e prazo no documento. A mudança já estava prevista para 2017, mas acabou sendo adiada.

E o que mais?

Vamos entrar em mais detalhes sobre os motivos pelos quais o cartão de crédito tem vantagem sobre o boleto. Aqueles citados no começo deste artigo.

Custos de emissão

Os boletos sem registros costumavam ser mais baratos. Mas, com um iminente fim deles, vale ficar atento às tarifas de boletos registrados: elas podem ser superiores a R$ 5 ou 6 por emissão!

Aumentar o lucro não significa necessariamente crescer o faturamento, mas também cortar gastos – e essas podem ser uma das despesas mais desnecessárias de uma empresa.

Impressões em papel

O terceiro milênio está completando 18 anos e sua escola ainda incentiva o uso de papel? Quem trabalha com educação deve prezar por valores ecológicos.

Além disso, o papel pode deixar tudo mais burocrático: o aluno espera a conta impressa chegar, se desloca ao banco ou casa lotérica, pega fila… e só assim quita seus débitos. Agora, multiplique pelo número de meses do período de recorrência.

Inadimplência

Burocracia, falta de tempo ou de programação financeira, esquecimento ou até mesmo motivação para pagar o boleto dentro do prazo de vencimento. São várias as razões que podem esvaziar o caixa da escola por não receber de seus alunos. No cartão de crédito, tudo isso é automático e programado. E caso não haja o pagamento da fatura do cartão, o cliente ficará inadimplente com a operadora.

Atraso

Da mesma forma que a inadimplência, podem ocorrer os atrasos e, se a cobrança é recorrente, os atrasos podem ser recorrentes. Quando se trata de educação, é bom evitar indisposições no relacionamento entre tutor e aluno.

O mau cumprimento dos acordos financeiros costuma desincentivar a prestação do serviço. Estimular o uso de cartão de crédito é uma forma de ter mais tranquilidade e segurança nesse sentido.

Conversão

Além dos motivos para uma boa retenção dos alunos em seu curso, quem faz uma projeção para crescer o número de matrículas deve observar qual meio tem uma melhor taxa de conversão.

Por mais que os boletos sejam mais populares, o cartão de crédito costuma atrair mais clientes – ou alunos, no caso. Todo o processo pode ser feito online, o que dá menos motivos para desistência da compra.

Basta cadastrar o cartão de crédito uma vez e, pronto!, o aluno já pode garantir a matrícula por um ano, por exemplo. O processo é ainda mais fácil para quem trabalha com cursos online.

Muitas vezes, o esforço de conseguir um novo cliente por causa da forma de pagamento pode ser repetido mês a mês no caso de se trabalhar com boleto. Isso não ocorre com cartão de crédito.

Confirmação do pagamento

Por fim, tão importante quanto atrair mais alunos, ter uma boa retenção e evitar cancelamentos de matrículas é ter um bom controle sobre pagamentos confirmados. Isso ocorre automaticamente com cartões de crédito. No boleto é preciso aguardar essa confirmação e checá-las.

Para saber mais

Com a Vindi, é possível trabalhar com cartões de débito e crédito, boleto bancário e até mesmo PayPal. Essas foram recomendações sobre por que usar o cartão de crédito no caso de escolas. Se você quiser saber mais sobre as formas de pagamento e os perfis. Confira o episódio 4 do Papo Recorrente.

Sobre o autor

Nathalia Braga
Jornalista que passou por redações de entretenimento, varejo e economia, mas acabou se apaixonando por marketing digital e hoje atua em suas principais vertentes.