O bloqueio cautelar do Pix é um mecanismo criado pelo Banco Central para aumentar a segurança das transferências instantâneas no Brasil.

Essa funcionalidade permite que uma instituição financeira bloqueie temporariamente um Pix recebido por até 72 horas quando há suspeita de fraude na transação.

Durante esse período, o valor fica retido e passa por uma análise antifraude, sem ser automaticamente creditado ao destinatário.

A medida vem ganhando destaque entre usuários e empresas, especialmente diante do aumento nos golpes e crimes digitais.

Embora represente uma camada extra de proteção para quem utiliza o Pix, também gera dúvidas sobre os direitos e procedimentos em caso de bloqueio.

Neste artigo, você vai entender o que é o bloqueio cautelar, porque ele foi criado, como ele funciona e o que fazer caso aconteça com você.

Continue a leitura para tirar todas as suas dúvidas.

o bloqueio cautelar do pix transforma a instantaneidade da transação em uma pausa estratégica de segurança, retendo o valor por até 72 horas para análise antifraude e garantindo que a agilidade do sistema não comprometa a proteção do usuário.

O que é o bloqueio cautelar do Pix?

O bloqueio cautelar do Pix é um recurso de segurança criado pelo Banco Central para prevenir fraudes e proteger os usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Ele permite que uma instituição financeira retenha temporariamente os recursos recebidos via Pix quando houver indícios de atividade fraudulenta.

Essa retenção pode durar até 72 horas, período no qual o valor transferido não fica disponível na conta do destinatário.

Durante esse intervalo, a instituição que recebeu o valor realiza uma análise antifraude com base em critérios internos e informações do ecossistema financeiro.

Caso a operação seja considerada segura, o valor é liberado normalmente ao recebedor. Se for identificada uma fraude, o dinheiro é devolvido à conta do pagador.

Esse mecanismo não afeta todas as transações, apenas aquelas consideradas suspeitas, e está presente em bancos, fintechs e outras instituições participantes do Pix.

Por que o bloqueio cautelar do Pix foi criado?

O bloqueio cautelar do Pix foi implementado como resposta ao aumento significativo de golpes e fraudes envolvendo transferências instantâneas.

Com a popularização do Pix no Brasil, criminosos passaram a aproveitar a agilidade do sistema de pagamentos para aplicar golpes, já que a liquidez imediata dificulta a recuperação dos valores.

Nesse cenário, o Banco Central identificou a necessidade de criar mecanismos que oferecessem mais tempo para as instituições financeiras avaliarem a legitimidade das transações suspeitas.

Ao reter o valor por até 72 horas, o bloqueio cautelar permite uma análise detalhada antes que o dinheiro seja movimentado, o que aumenta as chances de reverter transferências fraudulentas.

Essa proteção beneficia tanto quem paga, ao evitar perdas em golpes, quanto quem recebe, já que resguardar a credibilidade do Pix como meio de pagamento é essencial para a confiança nas transações.

Além disso, protege empresas de cair em esquemas fraudulentos que poderiam comprometer sua operação financeira.

Como funciona o bloqueio cautelar do Pix, na prática?

Na prática, o bloqueio cautelar do Pix ocorre no momento em que uma transação é identificada como suspeita pela instituição financeira recebedora.

O valor aparece como “Pix em análise” e não fica imediatamente liberado para uso.

Em vez disso, entra em um status de retenção temporária, por até 72 horas, para análise de fraude.

Durante o bloqueio cautelar, o recebedor pode pedir a devolução do Pix para quem o pagou, ou então aguarda que a instituição recebedora verifique a transação, com base em diversos critérios, como:

  • Histórico de transações do recebedor
  • Relação entre pagador e destinatário
  • Padrões atípicos de valores, horários ou frequência.

Essa análise é conduzida pela instituição que recebeu o Pix, em cooperação com o sistema de segurança do Banco Central.

Essa instituição pode utilizar dados compartilhados, como o DICT e mecanismo MED, que envolvem o Banco Central.

Caso a operação seja considerada legítima, o valor é automaticamente liberado ao destinatário antes do prazo máximo.

Se forem encontrados indícios consistentes de fraude, o dinheiro é devolvido à conta do pagador, e a instituição pode acionar mecanismos adicionais de responsabilização, como comunicação ao órgão regulador ou bloqueios judiciais.

Todo o processo ocorre sem necessidade de solicitação manual do cliente, e tanto pagador quanto recebedor podem acompanhar a situação junto às suas instituições.

Quando um Pix é bloqueado?

A instituição financeira pode determinar o bloqueio cautelar de um Pix com base em critérios de detecção de fraude que combinam regras automatizadas e inteligência artificial.

Os principais fatores que levam à ativação do bloqueio incluem:

  • Comportamentos atípicos do recebedor, como um aumento repentino no volume ou no valor das transações
  • Histórico negativo associado ao CPF/CNPJ, como envolvimento anterior em fraudes ou denúncias no sistema financeiro
  • Transferências fora do padrão, como horários incomuns (madrugada), valores muito altos ou repetição de transferências de diferentes pagadores em curto espaço de tempo
  • Dados inconsistentes, como divergência de titularidade ou informações que não batem com registros anteriores
  • Relação suspeita entre pagador e recebedor, como a primeira transação entre duas partes sem histórico de relacionamento.

Além disso, o sistema do Banco Central e mecanismos como o Mecanismo Especial de Devolução (MED) contribuem com informações compartilhadas entre instituições, ajudando a identificar contas com comportamento suspeito.

Esses critérios variam entre instituições, mas seguem diretrizes do Banco Central e são constantemente ajustados para acompanhar novos padrões de golpes digitais.

O que fazer em caso de bloqueio cautelar do Pix?

Receber um Pix e perceber que o valor não está disponível pode gerar preocupação.

Mas quando isso acontece, é sinal de que a operação entrou no bloqueio cautelar para verificação de segurança.

Veja o que o recebedor deve fazer:

  1. Aguarde o prazo de análise (até 72 horas): durante esse tempo, a instituição financeira realiza a verificação da transação
  2. Consulte o aplicativo do banco: muitas instituições informam o status do bloqueio diretamente no app ou internet banking, com a previsão de liberação
  3. Entre em contato com a instituição recebedora: se quiser mais detalhes, o banco no qual a conta está cadastrada pode confirmar que o bloqueio foi cautelar e explicar o processo
  4. Não tente devolver ou estornar manualmente o valor: como o dinheiro ainda não está disponível, qualquer tentativa de movimentação será negada automaticamente
  5. Após o prazo, verifique o resultado: o valor será liberado (se a transação for considerada segura) ou devolvido ao pagador.

Importante: a análise é conduzida pela instituição que recebeu o Pix, com base em seus próprios critérios de segurança e nas diretrizes do Banco Central.

O banco do pagador apenas recebe a notificação de devolução, caso a transação seja considerada fraudulenta.

a criação do bloqueio cautelar reflete a evolução do ecossistema de pagamentos, onde a agilidade precisa ser balanceada com mecanismos de defesa robustos, reforçando a necessidade de plataformas com sistemas antifraude integrados.

Como aumentar a segurança nos pagamentos?

Para aumentar a segurança nos pagamentos, especialmente em um ambiente digital, as empresas devem adotar práticas e ferramentas que minimizam riscos de fraude e garantem a integridade das transações.

Aqui estão algumas estratégias eficazes:

  1. Use uma plataforma com antifraude integrado, como a Vindi
  2. Implemente a autenticação em dois fatores (2FA)
  3. Monitore padrões de transações
  4. Mantenha os sistemas atualizados, use criptografia e siga normas como PCI-DSS
  5. Eduque equipe e clientes com campanhas de conscientização
  6. Automatize a régua de cobrança.

Adotar essas práticas garante mais segurança, evita perdas e fortalece a confiança dos clientes.

Empresas que utilizam um intermediador de pagamentos robusto, com um sistema antifraude integrado como o da Vindi, conseguem validar transações com mais precisão e rapidez.

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