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Quando a Netflix foi criada, lá em 1997, não foi apenas o início de uma nova era para o mercado de entretenimento. Mas, também, a empresa inovou as formas de pagamento que eram utilizadas para receber por serviços e produtos. Foi assim que vimos a Subscription Economy (em português Economia da Recorrência) se consolidar.

E, a cada ano, mais e mais empresas começaram ou a migrar seu modelo de negócio para o de assinaturas ou a criar serviços e produtos que pudessem ser disponibilizados regularmente.

Com isso, aquele padrão de pagar pontualmente por algo ou comprar uma licença entrou em xeque. Sendo que os consumidores passaram a preferir (e se acostumarem) ao modelo de assinaturas.

Um bom exemplo dessa adaptação foi a Adobe. Já que antigamente seus softwares e programas eram apenas oferecidos por licença. E, depois, diante dos novos hábitos de consumo dos usuários, criaram o Adobe Creative Cloud, um serviço de assinaturas.

E foi a Netflix uma das principais responsáveis por incentivar essas novas formas de pagamento no mercado.

Mas a Netflix não nasceu recorrente

Mesmo a empresa sendo um dos grandes nomes quando falamos em economia da recorrência, ela não foi criada assim.

Em seu início, os fundadores Reed Hastings‎ e Marc Randolph, começaram com a ideia de alugar DVDs por e-mail. Porém esse modelo era demorado.

Pense bem: o consumidor precisava escolher um título, solicitá-lo por e-mail, fazer o pagamento, esperar chegar em sua casa, assistir e depois devolvê-lo. Um longo processo, não é?

Foi em 1999 que a Netflix teve a grande sacada de inovar nas formas de pagamento, passando a disponibilizar a opção de assinaturas. Além disso, os DVDs foram substituídos pelo serviço de streaming. Com isso, qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer horário poderia assistir a seus filmes e séries preferidos sem espera e sem complicação.

Essas mudanças no modelo de negócio foi o que transformou a empresa em uma das mais conhecidas e lucrativas do momento. No primeiro trimestre desse ano, a Netflix registrou um lucro líquido de 290 milhões de dólares, um aumento de 63% em relação a 2017.

Formas de pagamento: como funciona a recorrência?

A base da recorrência é o serviço de assinaturas. Ou seja, aquele que o cliente paga mensalmente, anualmente, trimestralmente entre outros para usar um serviço ou mesmo receber produtos em sua casa.

Aliás, os clubes de assinatura são grandes exemplos que tornaram a entrega de produtos um negócio recorrente. Já falamos bastante sobre eles aqui no blog, se quiser entender melhor sobre o assunto, não deixe de visitar aqui nossa página exclusiva.

Dentro da economia da recorrência temos as formas de pagamento, como o cartão de crédito, o boleto bancário ou o débito em conta. E um dos principais destaques que fizeram a Netflix escalar foi eles adotarem o pagamento recorrente. Não conhece o conceito? Então, vamos explicá-lo no próximo tópico.

O pagamento recorrente

O pagamento recorrente é uma forma rápida e eficaz de cobrar usuários, pois ele é automatizado. Funciona da seguinte forma: você determina o preço da assinatura, depois o valor é debitado todo mês do cliente na data programada.

Além disso, das formas de pagamento disponíveis, um dos principais diferenciais dele é que se torna possível pagar pelo cartão de crédito sem bloquear o limite. Ou seja, o consumidor não precisa ter limite no cartão de crédito do valor total de uma compra. Mas sim apenas da quantia de cada mês.

Voltando ao exemplo da Netflix. A empresa cobra o preço mensal de R$ 37,90 por seu plano premium. Então, se um usuário quiser assinar o serviço pelo cartão de crédito, por meio do pagamento recorrente, é essa quantia (R$ 37,90) que ele precisa ter disponível todo mês em seu cartão e não o valor total de um ano; que seria em torno de R$ 454,80.

Essa mudança permite que mais pessoas possam assinar o serviço sem se preocupar em ficar sem limite o ano inteiro.

Se você quiser ler mais sobre o assunto, publicamos aqui no blog um Guia Completo do Pagamento Recorrente, lá tem as principais vantagens desse modelo. Não deixe de ler!

A recorrência da Netflix

A Netflix é, hoje, um dos principais casos de sucesso do pagamento recorrente. Em suas estratégias eles oferecem aos novos clientes as seguintes formas de pagamento:  

Cartão de crédito

O novo assinante pode escolher pagar o serviço pelo cartão de crédito, uma das formas de pagamento preferidas do usuário. Sendo que é usada a recorrência na cobrança; com a grande vantagem que citamos acima de não tomar o limite do cartão.

Cartão de débito

Seguindo a mesma dinâmica do cartão de crédito, a empresa oferece também a opção débito; o que aumenta ainda mais as chances de adesão dos usuários por aqueles que não têm a função débito. Nessa modalidade, também é possível contar com as vantagens do pagamento recorrente, automatizando a cobrança.

Débito em conta

Em parceria com dois bancos, a Netflix também incluiu em suas formas de pagamento o débito em conta automático e recorrente.

Além dessas formas de pagamento recorrente da empresa, ela também utiliza uma estratégia bem comum no mundo da Economia da Recorrência e de serviços SaaS (Software as a service), o chamado Trial.

Isso significa que novos usuários podem testar o serviço da Netflix por 30 dias gratuitos. Mas mesmo assim eles precisam incluir uma forma de pagamento. Ela será utilizada para cobrar o cliente se não houver o cancelamento depois do período de teste.

Resumindo, o que aprender com a Netflix?

Como falamos no início desse texto, a empresa de streaming de filmes e séries é um dos melhores exemplos atuais de que inovar é necessário. A Netflix alterou seu modelo de negócio no passado; migrando para a recorrência e o universo SaaS e viu seus números crescerem de forma exponencial.

Foi isso que permitiu que mais pessoas pudessem assistir longas em qualquer lugar, sem burocracia. E a empresa não para por aí, continua se recriando e agora com produções próprias que tem ganhado diversos prêmios.

Nesse texto, explicamos como funciona o pagamento recorrente e as formas de pagamento que a Netflix utiliza para inspirar você. Agora, é hora de colocar em prática os aprendizados. E, se precisar de um parceiro experiente em recorrência para escalar seu negócio, estamos aqui!

Author

Especialista em Marketing de Conteúdo, escreve há mais de seis anos sobre e-commerce, meios de pagamento, tecnologia e viagens.