Consumo no Brasil

O Brasil assiste de camarote uma mudança muito grande no consumo da população nos últimos 3 anos. A subida das classes emergentes. O poder de consumo anda acessando classes até então, pouco exploradas. Tanto sociais quanto regionais. A classe C e D já vive um grande momento quando falamos em poder de compra. Isso evidenciado pelo crédito oferecido entre os anos de 2005 a 2012, que tiveram seu auge em todas as pontas: imobiliário, crédito pessoal e automóveis. E também na mudança de perfil de compra: perfumes importados, viagens e casa própria, não são mais exclusividades das “chamadas Classes A e B”. Ainda bem, pois nesse ponto a economia cresce. O que precisamos analisar é se o crédito foi bem dado, já que os brasileiros ainda aprendem timidamente a usar o dinheiro. E principalmente investir ele.

A nova geografia do consumo prevista pela pesquisa da Mckinsey, prevê por exemplo, uma mudança relativa do poder de compra para as regiões Norte e Nordeste. Em 2020 por exemplo, o Nordeste terá uma participação de 21% do consumo brasileiro, frente aos 18% atuais. Pernambuco, Alagoas, Piauí, Paraíba, Maranhão e Ceará são os estados com maior crescimento projetado, respectivamente.

Consumo no Brasil
Não é só no Rio de Janeiro e São Paulo que cresce o consumo.

Esses dados foram projetados e previstos com base em análises de mercado e históricos recentes. E são importantes para a tomada de decisões na industria e comércio. São Paulo por exemplo, deve concentrar o maior número de investimento das cidades brasileiras, e deve consequentemente representar o maior crescimento em consumo também. Seguidas de Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Todas essas análises impulsionam o Brasil para quinto maior mercado consumidor do mundo. Atrás de EUA, China, Japão e Alemanha. O consumo geral da família brasileira vai sair de 2,2 trilhões (dados de 2012) para 3,5 trilhões (projeção de 2020).

Todos esses dados nos fazem pensar que temos que acompanhar esse crescimento de forma sustentável. A população em geral está educando sua forma de lidar com dinheiro. A distribuição de renda ainda é um fator a ser combatido no país. E os problemas internos (corrupção, por exemplo) são de certa forma inibidores de políticas econômicas sustentáveis.

O Brasil é sim o país do futuro, mas o presente é nossa maior responsabilidade. O ano de 2020 parece estar longe, mas tente imaginar como será sua vida daqui 7 anos. Essa é a forma mais prática de como tomar decisões planejando futuro.

2020 está aí.

Fonte: Mckinsey

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