Precificar planos para academia é uma decisão estratégica que impacta diretamente a rentabilidade, a competitividade e a sustentabilidade do negócio fitness. Mais do que definir um valor, esse processo determina como a academia será percebida pelo mercado e quais perfis de alunos ela conseguirá atrair e reter.

Quando a precificação é feita sem critério — baseada apenas na concorrência ou em cálculos simplificados — surgem problemas como margens apertadas, dificuldade de cobrir custos, guerra de preços e até inviabilidade financeira no médio prazo. Muitos gestores sentem insegurança justamente por não saberem quais variáveis considerar.

Entender como precificar planos para academia de forma estruturada permite equilibrar valor percebido, custos operacionais e objetivos de crescimento. Com uma estratégia bem definida, é possível criar planos mais atrativos, aumentar a previsibilidade da receita e reduzir riscos financeiros ao longo do tempo.

A precificação correta dos planos impacta diretamente a rentabilidade e a retenção de alunos na academia.

O que são planos de academia?

Os planos de academia são os modelos de contratação oferecidos aos alunos para acesso aos serviços do estabelecimento. Eles definem regras como valor, periodicidade de pagamento, duração do contrato, acesso a modalidades, horários permitidos e benefícios adicionais, como aulas extras ou acompanhamento profissional.

Na prática, os planos funcionam como a base do modelo de receita da academia. Podem variar entre mensal, trimestral, semestral ou anual, além de incluir formatos recorrentes, planos familiares, corporativos ou promocionais. Quanto mais claros e bem estruturados, maior a facilidade de adesão e menor o risco de cancelamentos.

Qual a importância de precificar os planos da academia corretamente?

Precificar corretamente os planos da academia é essencial para garantir a sustentabilidade financeira do negócio e a qualidade dos serviços oferecidos. Uma precificação adequada permite cobrir custos fixos e variáveis, manter investimentos em equipamentos, profissionais e infraestrutura, além de gerar margem para crescimento.

Quando os planos são precificados sem estratégia, a academia pode atrair alunos no curto prazo, mas enfrentar dificuldades como alta rotatividade, baixa lucratividade e dependência de descontos constantes. Por outro lado, uma precificação bem definida ajuda a comunicar valor, posicionar a marca no mercado e criar uma relação mais saudável entre preço, entrega e expectativa do aluno.

Como precificar planos para academia de forma correta? 10 dicas!

Precificar planos para academia vai muito além de calcular custos e observar a concorrência. Esse processo envolve entender o perfil do público, o posicionamento do negócio, a capacidade operacional e a percepção de valor que a academia entrega no dia a dia.

Uma precificação bem estruturada ajuda a equilibrar rentabilidade e competitividade, reduz o risco de inadimplência, aumenta a previsibilidade da receita e contribui para a retenção dos alunos. A seguir, reunimos dicas práticas que ajudam academias a definir preços mais estratégicos, sustentáveis e alinhados à realidade do mercado fitness.

1. Registre todas as despesas

Antes de mais nada, organize e registre toda e qualquer despesa referente a sua academia. Nesse momento, é fundamental que você saiba todos os custos decorrentes, como:

  1. Folha de pagamento, férias e bonificações;
  2. Aluguel do estabelecimento;
  3. Despesas comuns (água, luz, gás, materiais de limpeza e de escritório);
  4. Manutenção dos equipamentos;
  5. Serviços contratados (internet e marketing).

Por exemplo:

Cada uma deverá ser devidamente registrada, mesmo que sejam valores pequenos (como produtos e equipamentos para limpeza). Afinal, é preciso garantir que seu lucro seja suficiente para cobrir todas as despesas e você não tenha prejuízos no final do mês.

Essas despesas representam os gastos totais do seu empreendimento. Logo, é preciso saber identificar (e contabilizar) cada uma delas para não entrar no vermelho e precificar planos para academia de forma precisa.

2. Tenha uma margem de lucro segura

Margens de lucro variam de um negócio para outro. Na hora de precificar planos para academia, alguns empreendedores apostam em valores acima de 20% sobre o total das despesas, outros apenas 10%. De qualquer maneira, é preciso calcular a média total de gastos para saber qual será a sua.

Se sua academia tem um valor de R$ 45.000 (conforme exemplo na tabela acima) em despesas mensais, é preciso que sua margem de lucro esteja, pelo menos, 10% acima dessa quantia (ou seja, R$ 49.500). Afinal, arrecadar esse valor exato não gerará nenhum lucro.

Uma vez que a conta estiver feita (com todos as despesas inclusas), você pode escolher a porcentagem da sua margem de lucro. Assim, você saberá quantos clientes precisará ter para que seu planejamento dê certo.

Contudo, é importante ficar atento e estar preparado para imprevistos quando for precificar planos para academia, como alunos inadimplentes ou sazonalidade.

Preço médio ideal

Uma vez que você souber a capacidade operacional do seu estabelecimento, trabalhe com uma margem de segurança. Por exemplo, sua academia suporta até 400 clientes, então você pode dividir esse valor pela receita esperada da seguinte maneira:

  • Clientes: 400;
  • Receita esperada: 50 mil.

Divida a receita esperada pelo total de clientes: 400 ÷ 50.000 = 125. Assim, o preço médio ideal da mensalidade será 125 reais. Lembre-se: o valor da sua academia precisa estar ligado ao seu posicionamento. Evite cobrar preços abaixo do que é cobrado pela concorrência e procure manter-se competitivo.

Não se esqueça de levar em consideração que 10% dos seus clientes poderão se tornar inadimplentes. Logo, seu total de alunos cairá para 360. Repita o cálculo considerando a taxa de inadimplência e o valor da sua mensalidade será de, aproximadamente, 140 reais.

3. Conheça seus concorrentes

Para precificar planos para academia de forma assertiva, saiba quais são as estratégias dos seus concorrentes, tanto valores cobrados quanto serviços e planos ofertados. Dessa forma, você poderá criar uma tabela de preços mais competitiva.

Por exemplo: a mensalidade do concorrente A é 110 reais e a sua é de 125 reais, porém se você reduzir seu valor, terá prejuízos. Então, você pode:

  1. a) aumentar os serviços ofertados e o valor agregado para justificar seu preço ou;
  2. b) reduzir seus custos fixos (aluguel, despesas comuns e serviços contratados).

Se um concorrente cobrar um valor muito acima do seu (150 reais, por exemplo), você pode elevar sua margem de lucro. Assim, sua academia ainda terá planos mais baratos e mais atrativos.

Outra dica importante é analisar a percepção que os clientes de seus concorrentes têm de seus serviços (se possuem qualidade e se acham que o valor cobrado é justo). Essa é uma boa maneira de levantar indicadores para traçar estratégias e, até mesmo, elaborar planos promocionais.

Mas lembre-se: não copie os mesmos métodos, apenas tome-os como base para traçar seu próprio planejamento.

4. Considere o público-alvo e a localização

O perfil do público e a localização da academia impactam diretamente a precificação dos planos. Academias situadas em regiões centrais ou bairros de maior poder aquisitivo tendem a comportar preços mais elevados, desde que entreguem estrutura, serviços e experiência compatíveis.

Além disso, é essencial entender hábitos, renda média, objetivos e expectativas dos alunos. Um público mais jovem pode valorizar planos flexíveis e preços acessíveis, enquanto outro perfil pode priorizar conforto, exclusividade e atendimento personalizado. Precificar sem considerar esses fatores aumenta o risco de desalinhamento entre preço e valor percebido.

5. Ofereça diversos métodos de cobrança

A forma de cobrança influencia diretamente a decisão de compra e a permanência do aluno. Oferecer diferentes métodos — como cartão de crédito recorrente, Pix, boleto ou débito automático — amplia o acesso e reduz barreiras na adesão aos planos.

Além disso, modelos de cobrança recorrente ajudam a manter previsibilidade de receita e diminuem esquecimentos e atrasos. Academias que facilitam o pagamento costumam ter menor inadimplência e uma experiência mais fluida para o aluno, o que também justifica melhor o valor cobrado.

6. Estime a sua demanda

Antes de definir preços, é importante entender a capacidade da academia e a demanda esperada. Isso inclui avaliar número máximo de alunos, horários de pico, ocupação dos equipamentos e disponibilidade de profissionais.

Uma academia com alta demanda e estrutura limitada pode precificar seus planos de forma diferente de um espaço com maior ociosidade. Estimar corretamente a demanda evita superlotação, insatisfação dos alunos e perdas financeiras, além de permitir ajustes mais estratégicos nos valores cobrados.

7. Faça testes e ajustes frequentemente

A precificação não deve ser estática. O mercado fitness é dinâmico, e fatores como sazonalidade, novos concorrentes, mudanças econômicas e comportamento dos alunos exigem revisões periódicas.

Testar diferentes valores, formatos de planos e condições promocionais ajuda a entender o que gera mais adesão e retenção. Monitorar métricas como churn, taxa de conversão e inadimplência permite ajustar os preços com base em dados reais, e não apenas em suposições.

8. Ofereça opções de planos flexíveis

Planos engessados tendem a afastar parte do público. Oferecer opções flexíveis — como planos mensais, trimestrais, anuais, com ou sem fidelidade, acesso parcial ou completo — aumenta as chances de conversão.

A flexibilidade permite atender diferentes perfis de alunos sem comprometer a estratégia de preços. Além disso, planos de maior duração podem ter valores mais atrativos, incentivando o compromisso de longo prazo e aumentando a previsibilidade da receita.

9. Descubra e use o seu diferencial

O preço deve refletir o diferencial da academia. Estrutura moderna, aulas exclusivas, profissionais qualificados, tecnologia, atendimento personalizado ou localização privilegiada são fatores que agregam valor e justificam preços mais altos.

Quando a academia entende claramente seus diferenciais, a precificação deixa de ser apenas uma disputa por preço e passa a ser uma estratégia de posicionamento. Isso fortalece a marca e reduz a dependência de descontos constantes para atrair alunos.

10. Defina o seu preço

Depois de analisar custos, público, demanda, diferenciais e formatos de cobrança, chega o momento de definir o preço final dos planos. Esse valor deve ser sustentável para o negócio e coerente com o que é entregue ao aluno.

Mais do que ser o mais barato, o preço ideal é aquele que equilibra competitividade, margem de lucro e percepção de valor. Uma precificação bem definida permite crescer com saúde financeira e construir relações mais duradouras com os alunos.

5 estratégias de preços e modelos de plano para academias

Definir bons modelos de plano é tão importante quanto acertar o preço. A forma como a academia estrutura suas opções influencia diretamente a taxa de adesão, a permanência dos alunos e a previsibilidade da receita. A seguir, estão cinco estratégias amplamente utilizadas no mercado fitness que ajudam a atender diferentes perfis de público sem comprometer a rentabilidade do negócio.

Planos mensais, trimestrais, semestrais e anuais

Oferecer planos com diferentes períodos de contratação é uma das estratégias mais comuns — e eficazes — para academias. O plano mensal costuma atrair alunos que buscam flexibilidade ou estão testando o serviço, enquanto os planos trimestrais, semestrais e anuais incentivam o compromisso de longo prazo.

Em geral, quanto maior o período de fidelização, mais atrativo pode ser o valor mensal. Isso ajuda a reduzir o churn, melhora o fluxo de caixa e aumenta a previsibilidade da receita, ao mesmo tempo em que oferece vantagens financeiras ao aluno.

Planos por faixa de horário

Os planos por faixa de horário são ideais para academias que enfrentam picos de lotação em determinados períodos do dia. Nessa estratégia, o acesso é limitado a horários específicos, como fora do horário de pico.

Esse modelo permite preços mais acessíveis para alunos com maior flexibilidade de agenda e ajuda a equilibrar a ocupação da academia ao longo do dia. Além disso, otimiza o uso da estrutura sem a necessidade imediata de expansão física.

Planos do básico ao avançado

Outra estratégia eficiente é criar planos escalonados, que vão do básico ao avançado. O plano básico pode incluir acesso limitado aos equipamentos e horários, enquanto versões intermediárias e premium agregam benefícios como aulas coletivas, acompanhamento personalizado ou serviços extras.

Esse modelo facilita a comparação entre opções, aumenta o ticket médio e permite que o aluno escolha o plano mais alinhado às suas necessidades e ao seu orçamento, sem sentir que está pagando por algo que não utiliza.

Ofereça os planos no modelo de recorrência

O modelo de recorrência é cada vez mais adotado por academias por trazer mais previsibilidade financeira e reduzir a inadimplência. Nesse formato, o aluno autoriza a cobrança automática, geralmente mensal, sem precisar refazer o pagamento a cada ciclo.

Além de simplificar a gestão, a recorrência melhora a experiência do aluno, evita esquecimentos e permite que a academia foque na retenção e no relacionamento, em vez de lidar constantemente com cobranças manuais.

Planos individuais, família e corporativos

Expandir os modelos de plano para além do individual é uma forma de alcançar novos públicos. Planos família incentivam a adesão conjunta de parentes, enquanto planos corporativos permitem parcerias com empresas para oferecer benefícios aos colaboradores.

Esses formatos aumentam o volume de alunos por contrato, reduzem custos de aquisição e fortalecem o vínculo com a academia, além de criarem oportunidades de crescimento sem depender apenas de novos alunos individuais.

Como atrair e reter alunos para os planos da sua academia?

Atrair novos alunos é essencial para o crescimento de uma academia, mas a sustentabilidade do negócio depende, principalmente, da capacidade de reter quem já faz parte da base. Em um mercado cada vez mais competitivo, academias que investem apenas em promoções de entrada tendem a sofrer com alta rotatividade e margens apertadas. Por isso, é fundamental adotar estratégias que combinem aquisição, engajamento e fidelização.

Uma comunicação clara e alinhada à proposta de valor da academia é o primeiro passo. Mostrar com transparência o que cada plano oferece, quais são os diferenciais do espaço, da equipe e da experiência ajuda o aluno a tomar uma decisão mais consciente — e reduz frustrações futuras que levam ao cancelamento. Além disso, trabalhar bem a presença digital, com redes sociais ativas, avaliações positivas e conteúdos educativos, aumenta a confiança e amplia o alcance da marca.

A retenção começa no onboarding. Um bom processo de recepção, com apresentação da estrutura, orientação inicial e acompanhamento nos primeiros dias, faz com que o aluno se sinta acolhido e motivado a manter a rotina de treinos. Academias que monitoram a frequência e entram em contato quando percebem quedas de engajamento conseguem agir de forma preventiva, antes que o cancelamento aconteça.

Outro ponto decisivo é a flexibilidade dos planos e da cobrança. Oferecer diferentes opções de duração, faixas de horário e modelos de pagamento — especialmente no formato recorrente — facilita a permanência do aluno ao longo do tempo. Somado a isso, benefícios como programas de fidelidade, vantagens para indicações e ofertas personalizadas reforçam o vínculo e aumentam o valor percebido do serviço.

Por fim, investir continuamente na experiência é o que sustenta a retenção no longo prazo. Estrutura bem cuidada, equipamentos em bom estado, profissionais qualificados e atenção constante ao feedback dos alunos transformam a academia em um ambiente onde as pessoas querem permanecer — não apenas pelo preço, mas pela experiência que encontram ali.

Modelos de planos flexíveis ajudam academias a atender diferentes perfis de alunos sem comprometer a margem.

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