As dívidas têm impacto direto na educação superior, influenciando desde a decisão de ingresso até a permanência dos estudantes nas instituições privadas. Com o aumento dos custos de vida e das mensalidades, o tema se tornou central para o futuro do ensino no país.

No entanto, muitos jovens enfrentam barreiras financeiras que vão além da mensalidade: endividamento familiar, falta de crédito estudantil, despesas de transporte, moradia e materiais. Sem apoio ou soluções adequadas, a inadimplência cresce e a evasão se torna cada vez mais comum.

Compreender esse cenário ajuda instituições a criar estratégias eficientes de retenção, oferecer condições mais acessíveis e apoiar alunos em situação de vulnerabilidade financeira. Assim, é possível reduzir a evasão, aumentar matrículas e contribuir para o acesso contínuo ao ensino superior.

A inadimplência no ensino superior segue acima da média nacional, exigindo estratégias de prevenção e apoio ao estudante para evitar evasão.

Como estão as dívidas na educação superior no Brasil?

O endividamento entre estudantes do ensino superior continua sendo um dos maiores desafios para instituições privadas em 2025. Mesmo com uma leve melhora nos índices gerais, a inadimplência permanece alta e acima de outros setores da economia — um sinal claro de que o problema está longe de ser superado. Segundo o Instituto Semesp, a taxa de inadimplência nas IES privadas recuou para 8,73% no 1º semestre de 2025, uma queda de 1,9% em relação ao ano anterior, puxada principalmente pelos cursos presenciais.

Apesar dessa retração, o cenário ainda é crítico. Entre estudantes, o peso das dívidas é evidente: uma pesquisa da Serasa em parceria com a MindMiners mostra que 35% dos universitários estão devendo às instituições, e 34% acumulam débitos superiores a cinco mensalidades. Além disso, 62,3% possuem outras dívidas paralelas — de cartões de crédito a empréstimos pessoais — evidenciando uma pressão financeira que ultrapassa o pagamento da faculdade. Em muitos casos, o valor devido permanece aberto por mais de dois anos.

As causas desse endividamento reforçam a gravidade da situação: perda de emprego ou redução de renda (62,8%), falta de planejamento financeiro (58,1%) e aumento das despesas familiares (44,2%) são os principais fatores, segundo o Semesp. Um dado que chama atenção é o impacto crescente das apostas online: 19,1% das instituições já identificam relação direta entre bets e inadimplência, e outro estudo mostra que 34% dos jovens entre 18 e 35 anos adiaram iniciar uma graduação por causa dos gastos em plataformas de apostas. Essa combinação de instabilidade econômica, pressões sociais e má gestão financeira compromete o acesso, a permanência e o desempenho acadêmico, gerando um ciclo de evasão difícil de reverter.

Quais as principais causas das dívidas na educação superior?

Antes de entender como combater a inadimplência no ensino superior, é importante reconhecer por que tantos estudantes acumulam dívidas. O cenário financeiro dos jovens brasileiros é marcado por renda instável, alta dependência de crédito e custos crescentes para manter a vida acadêmica.

Além disso, fatores externos — como oscilações econômicas, responsabilidades familiares e até mudanças no mercado de trabalho — tornam o pagamento das mensalidades um desafio constante.

A seguir, reunimos os principais motivos que levam milhares de alunos ao endividamento e que impactam diretamente retenção, evasão e sustentabilidade das instituições.

  • Mensalidades elevadas: com o orçamento apertado, muitos estudantes não conseguem acompanhar reajustes anuais ou manter o pagamento regular das parcelas

  • Aumento do custo de vida: gastos com moradia, transporte, alimentação e contas básicas competem diretamente com o orçamento da mensalidade

  • Perda de emprego ou redução de renda: segundo o Semesp, esse é o principal motivo do endividamento e afeta especialmente alunos que custeiam a própria formação

  • Falta de planejamento financeiro: jovens no início da vida adulta têm maior dificuldade de organizar despesas e lidar com crédito, o que favorece o acúmulo de dívidas

  • Despesas familiares extras: problemas de saúde, apoio financeiro a familiares e imprevistos domésticos levam muitos estudantes a priorizar outras contas

  • Dívidas anteriores ou paralelas: mais de 60% dos estudantes endividados também possuem débito com cartão de crédito, contas básicas ou empréstimos pessoais

  • Apostas online (bets): estudos recentes mostram que gastos em plataformas de apostas já são fator relevante no adiamento da graduação e no aumento da inadimplência

  • Acúmulo de parcelas atrasadas: quando a dívida ultrapassa dois ou três meses, torna-se impagável para muitos estudantes, levando à evasão

Qual o impacto das dívidas na educação superior?

As dívidas acadêmicas têm efeitos que vão muito além do atraso no pagamento da mensalidade. Elas afetam diretamente a permanência do aluno, sua saúde emocional e até suas perspectivas de carreira após a formatura. Entender essas consequências ajuda instituições a desenvolver estratégias mais humanas e eficientes para retenção e prevenção da inadimplência.

Desempenho acadêmico

O endividamento tende a prejudicar o foco e o rendimento dos estudantes. A pressão financeira aumenta o estresse, reduz a disponibilidade para estudar e, muitas vezes, obriga o aluno a trabalhar mais horas — o que impacta frequência, participação e engajamento nas atividades acadêmicas.

Saúde mental

Ansiedade, insônia, estresse e sensação de incapacidade são efeitos comuns entre estudantes inadimplentes, como mostram pesquisas recentes. A preocupação constante com cobranças, renegociações e a possibilidade de abandono do curso cria um ciclo emocional desgastante que afeta motivação e bem-estar.

Dificuldades financeiras após formação

Mesmo após concluir a graduação, muitos estudantes carregam dívidas acumuladas ao longo do curso — algumas ultrapassando cinco mensalidades ou se estendendo por mais de dois anos. Isso compromete o início da vida profissional, limita investimentos pessoais e dificulta a construção de estabilidade financeira.

Evasão

O endividamento prolongado é um dos principais gatilhos da evasão. Quando o valor devido se torna impagável, muitos estudantes desistem do curso antes de concluir a formação. Essa ruptura afeta o futuro dos jovens e também compromete a sustentabilidade das instituições, que perdem receita recorrente e potencial de rematrículas.

Qual é a meta do Plano Nacional de Educação?

O novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025–2035) estabelece diretrizes mais amplas e ambiciosas para a próxima década, incluindo metas para ampliar o acesso ao ensino superior no Brasil. O plano reorganiza o sistema educacional em 19 objetivos, 58 metas e 253 estratégias, orientando políticas públicas para todas as etapas da educação.

Entre essas metas, uma das mais relevantes para o ensino superior é a ampliação do acesso e da permanência dos jovens na graduação — especialmente os pertencentes às classes C, D e E, que historicamente enfrentam mais obstáculos financeiros e estruturais. O PNE destaca a necessidade de reduzir desigualdades, ampliar políticas de financiamento e fortalecer a permanência estudantil.

Apesar dos avanços previstos, o cenário atual ainda apresenta desafios significativos. A procura pelo ensino superior permanece abaixo do esperado, e fatores como custo de vida, endividamento das famílias, acesso limitado a políticas de apoio e queda na participação no Enem continuam afetando o ingresso de novos alunos. Diante disso, instituições privadas precisam criar estratégias mais eficientes para atrair, apoiar e manter estudantes ao longo da trajetória acadêmica — tema que aprofundaremos nos próximos tópicos.

6 estratégias para evitar ou reduzir as dívidas na educação superior!

A crescente inadimplência no ensino superior tem impacto direto na sustentabilidade financeira das instituições e na permanência dos estudantes. Em um cenário em que muitos jovens enfrentam desemprego, custos básicos elevados e falta de preparo financeiro, a gestão estratégica da jornada do aluno se torna essencial para garantir acesso, continuidade e conclusão dos cursos.

Diante desse contexto, instituições de ensino privadas precisam ir além das abordagens tradicionais e adotar práticas que atuem tanto na prevenção quanto na resolução das dívidas. Isso envolve melhorar a experiência do aluno, flexibilizar pagamentos, oferecer suporte prático e criar mecanismos que diminuam obstáculos financeiros ao longo da graduação.

A seguir, veja as principais estratégias que podem ajudar a reduzir a inadimplência, fortalecer a permanência e tornar o ensino superior mais acessível — sem comprometer a saúde financeira da instituição.

🎓 Ensino a distância (EaD)

O EaD reduz custos com transporte, alimentação e deslocamento, permitindo mensalidades mais acessíveis e ampliando o alcance da instituição. Para muitos estudantes trabalhadores ou com renda limitada, essa modalidade é a única forma viável de ingressar ou permanecer na graduação.

🎓 Bolsas de estudo e descontos por desempenho

Oferecer bolsas parciais ou progressivas para alunos com bom rendimento acadêmico é uma maneira de manter estudantes engajados. A instituição preserva parte da receita enquanto evita evasões de alunos com potencial para concluir o curso.

💳 Recorrência no cartão

Cobrar mensalidades via recorrência no cartão evita atrasos e elimina riscos associados a boletos esquecidos. Como não compromete o limite, aumenta a taxa de adimplência e facilita o planejamento financeiro do estudante.

💸 Cobrança eficiente e multicanal

Nem todos os alunos utilizam cartão de crédito. Por isso, é importante oferecer diversos meios de pagamento — Pix, boletos, carteiras digitais e débito automático. Uma estratégia multicanal aumenta as chances de pagamento no prazo e melhora a experiência do aluno.

🔄 Renegociação personalizada de dívidas

Quando o estudante já está inadimplente, a melhor alternativa é oferecer renegociações flexíveis, com prazos realistas e condições adaptadas ao seu histórico financeiro. Isso reduz evasão, recupera receita e fortalece o vínculo institucional.

📘 Educação financeira

Incluir ações de educação financeira — como oficinas, conteúdos, trilhas EAD e materiais simples de orientação — ajuda estudantes a organizarem melhor suas despesas, evitarem dívidas e planejarem o curso até a conclusão. Essa estratégia reduz inadimplência e ainda agrega valor à jornada educacional.

Caminhos para um ensino superior mais acessível e sustentável

O endividamento estudantil é um desafio que afeta não apenas a vida financeira dos jovens, mas também sua trajetória acadêmica, sua saúde emocional e a própria sustentabilidade das instituições de ensino. Diante desse cenário, repensar práticas, diversificar modelos de pagamento e investir em suporte ao aluno se torna fundamental para garantir permanência e reduzir evasões.

Mais do que reagir às dívidas já existentes, é preciso criar ambientes educacionais que previnam o problema — com políticas transparentes, oportunidades reais de acesso, estratégias de cobrança eficientes e iniciativas de educação financeira que preparem o estudante para lidar com suas responsabilidades ao longo da graduação.

Ao incorporar essas ações de forma integrada, as instituições dão um passo importante rumo a um ensino superior mais democrático, estável e conectado à realidade econômica dos jovens brasileiros. Construir essa estrutura não é simples, mas é um movimento que fortalece toda a cadeia educacional e amplia as possibilidades de futuro para milhões de estudantes.

Processos modernos de cobrança e novas políticas acadêmicas ajudam instituições a reduzir dívidas e melhorar a permanência dos alunos.

Descubra o poder do Hub de Pagamentos da Vindi para recorrência!

Com o Hub de Pagamentos da Vindi você tem a solução ideal para gerenciar pagamentos, incluindo os recorrentes. Com a melhor e mais robusta plataforma de recorrência do mercado, você tem segurança máxima para transações, alta estabilidade para vender sem interrupções e flexibilidade nas regras de precificação. Além disso, automatiza processos, conta com recursos exclusivos de controle da inadimplência e com a maior taxa de aprovação em recorrência do mercado.

Fale com o nosso time e comece agora!

Como a Vindi ajuda instituições de ensino superior?

A Vindi é uma plataforma de pagamentos com foco na recorrência. Por isso, conta com todas as ferramentas necessárias para ajudar instituições de ensino a gerenciarem as mensalidades dos alunos. Nosso sistema permite oferecer várias formas de pagamento para atender a diferentes perfis. Além disso, contamos com métodos automatizados de combate à inadimplência, como retentativas de pagamento e régua de cobranças, que permitem reverter atrasos em mensalidades sem nenhuma ação manual.

Quais estratégias as instituições de ensino podem adotar para incluir mais alunos no ensino superior?

O Ensino a Distância (EaD) é uma alternativa para estudantes que não têm como se deslocar, além de permitir uma mensalidade mais baixa. A universidade que tem estrutura pode fornecer material didático e transporte e alimentação a custos acessíveis. A oferta de bolsas parciais de estudo a partir de uma seleção também pode ajudar nessa inclusão. Por fim, é importante adotar uma cobrança eficiente com várias formas de pagamento.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar.
Aceitar consulte Mais informação Aceitar Leia mais

Política de privacidade e cookies