O streaming de vídeos mais famoso do mundo, a Netflix, fez um pronunciamento que abalou as estruturas da Apple e dos amantes do sistema iOS. A partir de agora, não será mais possível realizar novas assinaturas através do ApplePay, meio de pagamento da empresa, nem mesmo renovar.

Quem quiser assistir à Netflix, vai ter que fazer a assinatura em um navegador web, através de um gateway de pagamento. No caso dos usuários Apple, ainda é possível assinar a plataforma através do Safari, direto do celular. O empecilho colocado pela Netflix é apenas nas transações realizadas através da conta da Apple. A empresa, que levava 30% do valor pago pelas assinaturas da Netflix, terá um prejuízo médio de U$ 256 milhões ao ano (total arrecadado pela empresa em 2018), o que levou à queda de suas ações na bolsa de valores.

Com a mudança, a Netflix centraliza todas as informações de pagamento diretamente na página de cadastro da companhia, que detém todo o lucro do serviço. Desde maio de 2018, a mesma medida foi adotada para os usuários do sistema Android. Isso impediu que fosse possível o faturamento também pelo Google Play. Outra grande empresa, o Spotify, já tinha ignorado os serviços de pagamento via aplicativos como Google e Apple Pay. 

Como forma de resposta, a Apple anunciou que vai lançar um serviço de streaming de vídeos (no mesmo formato da Netflix) no segundo semestre de 2019. A ideia é reproduzir conteúdos próprios e de produtoras e redes de TV com os quais a empresa já tem alguma parceria.

O que isso prova?

1- Grandes empresas estão olhando para estratégias de pagamento;

2-  Ao realizar esta ação, a Netflix e Spotify declaram preferência por usar gateways de pagamento;

3-  As vantagens do checkout transparente.

Como a Netflix cobra

A gigante do streaming utiliza o pagamento recorrente como estratégia eficaz para cobrar os usuários, pois ele é automático. Esse modelo funciona da seguinte forma: um valor é determinado para a assinatura e é debitado todo mês na data programada. Essa é uma estratégia que qualquer empresa que trabalhe com cobrança pode usar, como escolas, academias e clubes de assinatura.

No caso da Netflix, o valor cobrado pelos planos é debitado todo mês. O que é bom para os usuários, visto que não compromete o limite do cartão. Essa é uma vantagem que cativa e fideliza os clientes, além de ajudar a diminuir o número de inadimplentes. Para se ter uma ideia da eficiência dessa estratégia, somente em 2018, a empresa faturou uma média de U$ 2,4 milhões por dia na cobrança de suas assinaturas. Se você quiser saber mais sobre o modelo de cobrança da Netflix e Spotify, preparamos um e-book contando todos os detalhes dessa estratégia. É só clicar aqui! 🙂banner com uma TV e botão para baixar o e-book de como vender com o modelo Netflix

As vantagens de ter um gateway

O gateway simplifica a conexão da empresa diretamente com os bancos e as operadoras, agilizando a comunicação entre eles.  Para negócios como o da Netflix, o gateway de pagamento é a melhor opção. Isso porque aumenta a taxa de conversão (vendas) e permite analisar os dados. Além disso, permite obter uma maior taxa de aprovação nas transações.

Outra grande vantagem é que o gateway garante maior variedade nas integrações de pagamento. Isso envolve a cobrança recorrente e estorno de pagamentos. Você também deve levar em conta outros fatores, como a compra com um clique (estratégia de sucesso da Amazon). Além, claro, de integrações com diversos bancos, operadores e sistemas antifraudes.

Essa medida tomada pela Netflix mostra que uma nova era de estratégias para empresas está surgindo. Revelando que, até mesmo grandes empresas como a Apple, podem sofrer graves impactos em seu faturamento. 

Imagem de um notebook com o app da Netflix aberto e botão par download