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O marketing digital é uma amostra de como o mercado editorial evoluiu. E um bom exemplo de toda esta transformação pode ser visivelmente percebido na desenvolvedora do Photoshop, a Adobe. A empresa tem aderido às assinaturas baseadas em web para atrair uma receita maior e a mudança tem surtido efeito. Os trimestres da companhia estão superando as estimativas de lucro, impulsionadas principalmente pelos ganhos com as assinaturas líquidas do pacote de softwares na nuvem Creative Cloud.

O mercado da computação em nuvem

A Creative Cloud veio para acompanhar a tendência crescente no mercado de computação na nuvem. Usuários têm acesso a diversas aplicações que incluem Photoshop, Illustrator e InDesign, além do Marketing Cloud e Document Cloud. O novo Creative reúne as ferramentas que os usuários já tinham e dá a oportunidade de acesso às versões mais recentes de todos os aplicativos profissionais e atualizações.

A adesão da Adobe ao mercado de assinaturas rendeu 684 mil assinaturas líquidas do Creative Cloud no terceiro trimestre deste ano. A meta para o próximo trimetre é alcançar a marca de 700 mil novas assinaturas. Vale destacar que a expectativa dos analistas era de 640 mil subscrições líquidas, segundo pesquisa FactSet StretAccount. Para ter uma ideia, o lucro da companhia em 2014 foi de US$ 44,7 milhões e, neste ano, já representa US$ 174,5 milhões. Um aumento de US$ 129,8 milhões em relação o ano anterior. A receita subiu 21%, ou seja, US$ 1,22 bilhão.

O que fica claro, no entanto, é que empresas vêm trilhando uma acirrada corrida contra o tempo e intensificando o poder de investimento em tecnologias. Tudo para aproximar clientes e conquistar mais mercado. Boa parte de nossas vidas está centrada nos modelos de assinatura — jornal, academia e até mesmo supermercados — e no futuro, empresas que não se enquadrarem nesta tendência, podem não sobreviver à concorrência. Um bom exemplo pode ser a Amazon, que lançou o próprio serviço de assinatura, o Kindle Unlimited, que conta com seus milhares de clientes para promover o serviço. A grande sacada da companhia é utilizar seu próprio pacote de usuários, que por sinal são milhares, para deslanchar a venda do serviço de assinatura.

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