Atualmente temos 800.000 aplicativos mobile no mundo. Rodando em smartphones e tablets. É um número considerável. E temos praticamente 3 consoles que possam fazer barulho no mundo dos games: o Playstation, o Xbox e já descendente Nintendo Wii. Essa nova ordem dos games quer dizer na prática que: vamos trocar os jogos de consoles por aplicativos. Vamos deixar para trás histórias e lembranças de Atari, Super Nintendo, Super Ness, NeoGeo, Mega Drive, Master System, Nintendo 64, Odissey e outras velharias. Assista o documentário Indie Games, para saber exatamente qual é a angústia desse mercado.

O Mundo dos Games vive uma nova ordem mundial já fatídica. Ainda temos grandes jogos fazendo barulho nos consoles. Call of Duty, por exemplo, é uma febre mundial no Playstation. Já os jogos de futebol, como o Fifa, é unanimidade por aqui. Esse mercado de jogos de console ainda tem alguma lenha para queimar. Para se ter uma ideia, o Call of Duty é a franquia de jogos mais rentável na história . O penúltimo jogo lançado, 0 MW3, faturou US400 milhões em 24 horas. Assustador. Mesmo com números isolados como esses, o mercado de consoles vive uma crise existente: a queda nas vendas dos consoles.

Vendas de Consoles dos últimos 3 anos (em unidades)

2010 – 44 milhões

2011  40 milhões

2012 – 29 milhões 

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Tommy Refenes: personagem central do angustiante ” Indie Games”, pode ilustrar muito bem a queda dos consoles.

Vendas de Smartphones dos últimos 3 anos (em unidades)

2010 – 296 milhões

2011  472 milhões

2012 – 740 milhões 

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As App Stores vão impulsionar as vendas dos games online.

Analisando esses simples dados, temos uma prévia do que está por vir. Em 2007 quando foram lançados os consoles Wii, Playstation 3 e Xbox 360 o mercado naquele ano cresceu 37%. Com os lançamentos previstos para esse ano (2013/2014) de Wii U, Playstation 4 e Xbox One o mercado de consoles vai crescer somente 6%. Matador.

As fabricantes estão tentando de todas as formas conter essa diminuição de vendas. Sony, Microsoft e Nintendo vão lançar seus consoles com preços em torno de 500 dólares cada. Uma mudança considerável para quem lançava seus produtos a 1ooo dólares. Outra mudança significativa são os jogos, que passam pela transição de Dvds para Downloads.

Outro caminho encontrado por empresas de games é a mudança para jogos por assinatura.

A briga nesse caso não é mais entre as 3 gigantes dos games, e sim com uma infinidade de empresas de games (muitas underground) produtoras de apps a um baixo custo e ainda assim, inovadores. Para se ter uma ideia jogar Poker no celular é uma coisa tão comum, quanto jogar poker com os amigos numa mesa assistindo ao UFC. Falando de jogos mais tradicionais, já que poker é um jogo americano, podemos citar o Truco. Jogar buraco online pode ser uma boa experiência para quem gosta de cartas, e surpreendente. Isso democratiza praticamente tudo que se diz respeito ao jogos pagos. A premissa de ter um smartphone é o passaporte por jogar qualquer tipo de jogo online gratuitamente. Seja ele: card games, jogos de aventura, Rpg, jogos de corrida e etc. E se o jogo for mais elaborado, o desenvolvedor pode optar em cobrá-lo a um preço muito inferior a um jogo de console. E flexibilizar até uma versão trial, antes de cobrar.

Mas nem tudo é festa no mercado de games online, a Zynga – gigante dos games online – responsável por jogos como Farmville, demitiu 500 funcionários esse ano. Por motivos financeiros. Para ilustrar melhor essa demissão em massa na Zynga, é só olhar para o lado: A fabricante de App Games Supercell – dona do Clash of Clans – vai faturar esse ano cerca de U$1,8 bilhões. A Supercell é uma empresa finlandesa com apenas 80 funcionários. Já a Zynga com 2000 funcionários, tem previsão de faturar cerca de U$1 bilhão.

Eficiência conseguida pela Supercell: “Fazer mais com menos.” Menos funcionários e foco em apenas 2 jogos: o Clash of Clans e o Hay Day. Enquanto a Zynga tem uma infinidade de App Games.

Supercell – Faturamento previsto 2013 – U$1.825 bi

Principal jogo: Clash Of Clans

Quantos jogos: 2

80 funcionários

Zynga  – Faturamento previsto 2013 – U$1,050 bi

Principal jogo: Farmville

Quantos jogos: 35

2500 funcionários

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Mark Pincus da Zynga: desafio de se reinventar e ser eficaz.

Tirando a crise da Zynga e outras que já sofrem com um certo gigantismo no mundo dos games, é realmente promissor o mercado de app games. Hoje qualquer developer, capaz de criar um app bem direcionado e funcional, pode se tornar um sucesso, já que publicação de aplicativos na AppleStore, GooglePlay entre outras, é uma questão democrática. Basta ter a competência e saber as regras. Coisas que eram exclusivas de grandes empresas de tecnologia, o mercado de games passa a ser algo atingível para qualquer designer de games no mundo. Independente do país, da língua ou da preferência do usuário. Sem falar no Windows 8, que pode vir com mais força nos próximos meses (atenção developers). 

Só para citar um dado explosivo de uma pesquisa encomendada pela Ericsson, hoje temos 1 bilhão de smartphones no mundo. Em 2018 teremos 3,3 bilhões.

Precisa falar mais?

Fontes: Ericsson, Tecmundo, Wall Street Journal, Folha, The NextWeb e Exame.

 

 

 

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