Débito em conta corrente: por que os bancos estão encerrando convênios?

Nós temos tido algumas discussões importantes com alguns clientes solicitando a modalidade de débito em conta corrente. Por isso, decidimos escrever um texto para esclarecer as principais dúvidas sobre essa modalidade que vem sofrendo uma ação forte dos bancos tradicionais.

O que é o debito em conta?

Para entender melhor o que é o débito em conta, vale ilustrarmos como ele funciona rapidamente. Empresas de serviços como seguradoras, planos de saúde, bancos e entre outros ramos, usam bastante essa forma de recebimento. Na prática, o estabelecimento precisa ter aprovado um convênio no banco parceiro para usar essa funcionalidade.

Aprovado esse convênio, as empresas usam essa forma de recebimento para cobrar automaticamente a prestação de serviços. Basta um único preenchimento num formulário via site ou contrato para que o serviço comece a ser debitado automaticamente da conta corrente do cliente.

Para empresas de serviços, o débito em conta é um grande aliado. Primeiro por conta do tempo de recebimento (em média 3 dias úteis) e também pela tarifa (consideravelmente menor do que o boleto bancário).

Apesar de ser um método de recebimento eficaz, a maioria dos bancos vêm encerrando convênios existentes, inclusive com empresas grandes. Por quê?

Bancos não querem o débito em conta?

Aparentemente, não. Bancos como Itaú e BB já informam constantemente clientes que os convênios têm prazo para encerrar. E isso parece não depender do tamanho das empresas, já que até as grandes tiveram convênios encerrados.

Cartões x Débito em conta

Nossa primeira impressão é que, como alguns bancos compraram adquirentes, eles precisam incentivar a venda e o uso dos cartões. Não faz sentido eles desembolsarem bilhões para investir no segmento de cartões e, do outro lado, terem um produto bancário jogando na contra mão do cartão de crédito.

Reclamações x Problemas Jurídicos

Com a eficácia e a facilidade de ter um cliente recorrente via débito em conta, vêm os desafios de gerenciar reclamações e problemas jurídicos provenientes de débitos não reconhecidos. Nos anos 90, era comum o cadastro de contas correntes para contratar provedores de e-mails, hospedagens e etc. O problema é que, nessa modalidade, não existe uma validação de quem está comprando e de que dado é a conta.

Na maioria das reclamações envolvendo débito em conta, os problemas eram que o cliente desconhecia o débito. Outro grande desafio para bancos e clientes debitados é que esse procedimento não tem estorno.

Em alguns casos, empresas usavam de forma inadequada, ocasionando, inclusive, problemas jurídicos para o próprio banco, que se tornava co-responsável em um débito não autorizado.

A solução da maioria dos bancos para o cancelamento desses convênios é oferecer um novo formato de débito em conta (solicitando a autorização do cliente a cada débito ou mediante uma autorização para os próximos débitos). O ponto é que essa solução não tem se mostrado tão eficaz para o débito quanto ao débito em conta tradicional.

O meio de pagamento mais seguro que existe é cartão de crédito

Por que?

Quando um cliente usa essa modalidade, ele tem a garantia de ter uma checagem antifraude (seja pelo gateway, pela bandeira ou pela adquirente). E se ainda assim, o cartão for alvo de clonagem, o chargeback garante o reembolso – depois de avaliada a fraude. Ele permite estorno, em alguns casos em até 60 dias pós cobrança.

Pagamento via boleto ou débito em conta não permitem estorno. Se o cliente pagar um boleto adulterado ou receber um débito em conta não reconhecido, fatalmente terá problemas para reaver o dinheiro.

A Vindi permite o débito em conta através dos bancos: Itau, Bradesco, BB, Santander Caixa e Banrisul. Mas para isso a empresa precisa trazer o convênio de cada um deles para acessar essa forma de recebimento.

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Fundador e CEO da Vindi, plataforma líder em recorrência e criador do maior evento de empresas SaaS e Assinaturas do país, o “Assinaturas Day”.