O Youtube é uma das maiores plataformas sociais do mundo, tem um acesso absurdo, só que a dependência do Google e das receitas com publicidade, já passaram do tempo de se resolverem. E tem outra coisa: o Youtube não dá lucro (sic). E isso vai ser solucionado com “Assinaturas”.

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Receitas consideráveis, sem lucro ainda. Assinatura resolve. (Foto Reprodução Seeking Alpha)

Um dos primeiros testes que já vem sendo feito no mercado americano, é permitir que o assinante não veja mais publicidade entre os vídeos, a outra esfera é realmente testar conteúdo exclusivo do próprio Youtube, assim como vem fazendo primorosamente o Netflix (leia-se House of Cards e Marco Polo).

Libera o Kraken!

Uma das expressões que sempre uso, quando vamos lançar algo novo (e importante) na Vindi é “libera o Kraken”. É uma alusão ao personagem mítico nórdico da lula gigante que engolia barcos na antiga Noruega. A demora e espera do Google + Youtube em lançar esse serviço de assinatura, tem um propósito: liberar o “Kraken”. Não tenha dúvidas que vem uma bazuca de conteúdo nesse lançamento do Youtube. Para se ter uma ideia do que podemos esperar, fiz um apanhado rápido dos números do Youtube no mundo:

– 1 bilhão de pessoas acessam a rede mensalmente;

– O número de horas por mês assistidos no Youtube é de seis bilhões, quase uma hora por cada pessoa do planeta;

– A cada minuto, 100 horas de vídeo são postadas;

– O Youtube está disponível para mais de 70% dos devices atuais, incluindo celulares, tablets, computadores e etc.

São apenas dados que podem fazer a imaginação voar, se eles de fato fizerem frente aos concorrentes como Hulu, Netflix, Spotify e Rhapsody, já que eles têm hoje um público que vai atrás de cinema e música ao mesmo tempo. A tacada do Youtube pode mexer tanto com o mercado de streaming de vídeos como o de streaming de música, de uma vez só. E ainda dar uma porrada de vez no cinema e televisão, que já vem sofrendo com as investidas do Netflix em produzir conteúdo próprio e dar as costas às grandes produtoras de filmes no mundo.

Pode imaginar o Youtube cobrando: U$6,99 por streaming de música ou filme e os U$12,99 por assinatura de filmes + música. Faça esse exercício e imagine o quanto isso pode mudar daqui para frente. Séries, filmes e até novelas exclusivas do Youtube, podem impulsionar um tsunami de novos assinantes (e migração) para esse tipo de serviço. E pode ditar a regra atual de televisão, rádio e streaming ao mesmo tempo. As tvs à cabo convencionais podem ser o primeiro segmento a sofrer uma pancada forte, já que a maioria das smart tvs, vêm com aplicativo do Youtube. A distribuição de certa forma, já foi feita. E aí que mora o perigo para o mercado que vem fazendo um trabalho ruim em conteúdo: Emissoras de tv (aberta e cabo).

Se pudesse ser mais assertivo, diria que vai acontecer com algumas grandes empresas, o que ocorreu com Blockbuster. Vão ficar para a história. Ainda bem.

Abs, RD

Fontes: Youtube, Kioskea

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