O Vindi Insights acompanha a performance de alguns segmentos desde o início da pandemia causada pelo novo Coronavírus, que gerou uma crise econômica global. Para análise, levamos em consideração os 10 maiores segmentos, que representam 60% do volume total de pagamentos (TPV) da Vindi através de cartões de crédito e boleto, sejam em vendas recorrentes ou pontuais.

Com as análises feitas até hoje, é possível considerar que o TPV da Vindi, em Maio, já superou os níveis pré-crise (Fevereiro e Março), apresentando um crescimento, em 2020, de 12,2% em relação a Dezembro de 2019.

TPV-semanal1

Entretanto, apesar da recuperação de alguns setores, ainda é possível notar certa dificuldade que as empresas estão enfrentando. Segundo dados do IBGE, o comércio teve uma queda de -16,8% durante o período de isolamento social, o que se mostra a pior queda em 20 anos. Além disso, uma das datas comemorativas mais esperadas pelo varejo, o Dia dos Namorados, também entrou para a história como um dos piores desempenhos, segundo dados da Cielo. 

A OMS decretou estado de pandemia no dia 11 de Março, mas, no Brasil, as medidas de isolamento social só foram iniciadas na segunda quinzena do mês. Menos de dois meses depois, no final de Maio, os governos estaduais e municipais iniciaram as medidas de flexibilização do isolamento para tentar reduzir o impacto na economia. Mas, como será que os segmentos se comportaram na última semana? Confira no Vindi Insights de hoje!

Insights dos principais segmentos

Fitness -20,3%

O setor Fitness segue em queda em mais uma semana, mesmo com a flexibilização do uso das academias em algumas cidades. Ao voltarem a ativa com algumas medidas de proteção, o segmento pode ter encontrado a sua retomada de crescimento. Entretanto, no comparativo entre os dias 07/06 à 13/06, com o mesmo período de Maio, Fitness segue em queda: -20,3%.

Insights gráfico Fitness

Saúde -13,8%

O mercado financeiro e o governo já identificaram que o segmento está perdendo receita devido à pandemia de COVID-19 e pode seguir assim. O aumento de custos com internações, inadimplência em planos  e baixa procura por exames e procedimentos eletivos (sem urgência) são as principais causas da baixa performance. 

No comparativo de Junho com Maio, o segmento segue em queda, representando -13,8% do seu TPV. Entretanto, a digitalização da Saúde tem potencial para continuar crescendo.

De acordo com a Doctor.lib, 74% dos médicos cadastrados na base da plataforma disseram que continuarão atendendo de maneira remota, mesmo com o fim da pandemia. Além disso, 80% dos pacientes responderam que também vão adotar as consultas por vídeo no futuro.

Com a pandemia, este nicho ainda pouco explorado de farmácias online, planos de saúde e atendimento médico por vídeo teve uma grande procura por parte dos consumidores.

O segmento de Saúde é a área menos digitalizada de todas as exploradas, mas foi uma das que mostrou maior avanço este ano. Google, Amazon e Zoom vem investindo no setor.Gráfico Saúde

E-commerce -3,0%

O segmento permaneceu relativamente estável, tendo uma queda de apenas -3% no comparativo entre Junho e Maio. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Konduto, com mais de 4 mil lojas focada em produtos físicos, o número de pedidos no e-commerce caiu na primeira quinzena de Março e subiu ao longo de Abril, voltando a cair apenas na primeira quinzena de junho.

Insights gráfico e-commerce

Clubes de assinaturas -1,8%

Na semana em análise, o segmento de clubes de assinatura teve um desempenho estável, quando comparado com a mesma semana do mês anterior, com uma queda de apenas -1,8%. O setor estava em uma crescente nas últimas semana, o que pode representar uma possível recuperação nos próximos dias.

Gráfico Clubes de Assinatura

Estética e Beleza -1,0%

O segmento de estética e beleza conseguiu reinventar suas ofertas e resistir bem a crise COVID-19. O setor teve crescimento de 24% no TPV entre fevereiro e maio. Porém, no início de junho o resultado vem sendo negativo. Esse é possivelmente um reflexo da antecipação de receita feita por meio de pacotes vendidos nos meses anteriores, que estão sendo consumidos agora sem gerar nova receita. No comparativo entre os dias 07/06 à 13/06, com o mesmo período de Maio, a redução do TPV foi de -1%.Insights Estética e Beleza

Educação +0,4%

A Zuora, referência global em pagamentos recorrentes, aponta que a crise COVID-19 impulsionou a receita online do segmento de Educação por meio de e-learning. Na análise do Vindi Insights, o crescimento do setor foi de 0,4% no comparativo entre as semanas de Junho e Maio. A boa performance de alguns clientes Vindi apostando o e-learning estão resultando em bons números para Educação.

Com a crise, escolas, universidades e cursos estão precisando se reinventar tanto na forma de ensinar, como na utilização de ferramentas que possibilitem o acesso aos alunos. Além disso, investir em uma plataforma de pagamento para realizar as cobranças é fundamental para ter uma boa gestão financeira. 

Essa é a hora das empresas de Educação pensarem em estratégias que ajudem não somente a atrair novos alunos, mas a reter quem já está na base. Uma boa dica é focar na transformação de clientes gratuitos em pagantes (repense seu modelo de vendas), além de investir de boas estratégias de marketing.Gráfico Estética e Beleza

SaaS +56,8%

Outro segmento que está melhorando sua performance, entre altos e baixos, é o SaaS. Apesar da sua natureza online e recorrente, o setor enfrentou duras quedas nas últimas semanas. O aumento do TPV no comparativo entre Junho e Maio se deve a ações específicas de clientes Vindi, o que contribuiu para uma boa performance total do setor.Insights gráfico SaaS

FIGITAL: logística reinventada

Muitos compradores, que antes resistiam em utilizar a internet para realizar suas compras, agora estão vendo a necessidade de inserir o consumo online em suas rotinas. . 

E, o que torna essa decisão de compra favorável, é a segurança em receber a produtos em casa, mantendo o isolamento social,  e a experiência do usuário, que precisa ser excelente. Ou seja, uma convergência  de expectativas entre o físico e o digital, o chamado FIGITALl. 

Uma pesquisa da GFK indica que, com o prolongamento do isolamento social, as pessoas têm reduzido as ressalvas e exigências para comprar online. E, essa é uma ótima oportunidade para os segmentos expandirem suas vendas na internet. 

Insights globais

Bench Zuora

Insights do Relatório de Impactos COVID-19 na economia de assinaturas 

  • No 1º trimestre de 2020, o faturamento das empresas S&P 500 encolheu 2%, enquanto as empresas com modelos de assinatura (clientes Zuora) cresceram 9.5%. 
  • Mesmo com as empresas de recorrência tendo um crescimento de 18.7% no mesmo 1º tri de 2019, é interessante notar que, em ambos os anos, essas empresas superam o crescimento dos modelos tradicionais.
  • Dados apontam que 4 de 5 empresas de recorrência continuam crescendo, mesmo com os impactos da COVID-19.
  • 50% das empresas de assinatura estão crescendo tão rápido durante a crise quando antes, 18% até apresentaram aceleração no crescimento.
  • Entretanto, para a maioria das empresas de recorrência, a receita média por cliente não está crescendo tão rápido, apontando desaceleração em upsells e expansões.
  • Segmentos em aceleração: OTT Video Streaming, Digital News & Media, E-Learning.
  • Segmentos em retração: Memberships, Information Services, Consumer IoT, Business IoT Services, Travel & Hospitality, Real Estate
Performance Zuora
Nota: as taxas de crescimento são comparação com o crescimento base, medido de fev 19 a fev 2020

Desempenho do E-commerce internacional

A crise do COVID-19 acelerou em décadas a digitalização do comércio. Em apenas um mês, os mercados americano e britânico avançaram mais que nos últimos 7 anos na direção do e-commerce.

Quando falamos consumo via mobile, os apps de educação e compras de alimentos tiveram crescimento de 100% ou mais. O que mostra que algumas mudanças no comportamento do consumidor podem ter vindo para ficar.

Gráfico e-commerce internacional

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