Quais empresas podem aderir ao pagamento recorrente?

Pode parecer uma pergunta óbvia, mas o perfil das empresas que podem aderir ao pagamento recorrente (e como funciona) é uma dúvida frequente. Um dia desses, recebi um e-mail com a seguinte pergunta:

“Nathalia, o que tem a ver assinaturas com o meu modelo de negócio, que é educação?”

Daí, me ocorreu que muita gente pode estar se fazendo a mesma pergunta. Então decidi fazer este post para explicar sobre os diferentes modelos de negócios que podem “adotar” o modelo de pagamento recorrente.

Assinaturas

Apesar de esse ser o termo mais usado, assinatura pode ser facilmente substituída pelo conceito de “mensalidade, plano”. Ou seja, serviço recorrente. Todas as empresas que têm um modelo de venda baseado na entrega de um produto ou serviço contínua têm a ver com assinatura – recebimento recorrente.

Embora o mais comum seja a cobrança mensal, um negócio de assinaturas pode oferecer cobrança recorrente em planos com cobranças bimestrais, trimestrais, semestrais e etc. Tudo vai depender do tipo de produto ou serviço oferecido.

Empresas como Smart Fit, Grupo Abril, WiseUp, Sem Parar, Conta Azul e Spotify usam o modelo de assinatura em seus negócios. Temos aqui nesses exemplos:

  • Uma academia
  • Um grupo que atua desde assinatura de jornais e até um “marketplace” para clubes de assinatura”
  • Uma escola
  • Um serviço de pedágios e estacionamento
  • Um software de gestão financeira
  • Um plataforma de música

Todos de ramos totalmente diferentes usando um modelo de cobrança que é baseado no modelo de venda deles: a recorrência.

O que eles têm em comum? Todos estão no mercado de serviços com variações de segmentos, nichos e produtos (tangível ou intangível).

Produtos

Os negócios de assinatura podem ser divididos basicamente em dois tipos: a entrega de um item físico ou digital. Vamos entender melhor cada um deles.

​Físicos

Para negócios físicos as assinaturas funcionam muito bem tanto para produtos quanto para serviços. Nele, o cliente faz a contratação e recebe de forma recorrente o produto adquirido.

Quem se enquadra:

  • Clubes de assinatura de produtos, que vão desde café a itens para bebê;
  • Revistas e jornais impressos;
  • Itens colecionáveis e etc.

Digitais

As assinaturas nos negócios online têm as mesmas qualidades e vantagens dos negócios físicos, porém, conseguem diminuir e, muitas vezes, eliminar alguns dos desafios que um negócio com foco na entrega de um produto tem, como: fornecedor, logística, prazo de entrega e etc.

  • Empiricus;
  • Folha de S. Paulo;
  • Spotify;
  • Netflix;
  • Sem Parar;
  • SmartFit;
  • Wizard.

São exemplos de serviços digitais ou intangíveis:

Benefícios do modelo da assinatura, mensalidade ou plano

O maior benefício desses serviços é: receita previsível

No caso do diretor escolar que me enviou o e-mail, o aluno dele (seja na universidade, na escola ou no curso), é um cliente que por um período X vai trazer receita para a instituição. Para otimizar a gestão e fazer um controle financeiro melhor é que as empresas automatizam o pagamento recorrente por meio de uma plataforma, como a da Vindi.

Outra vantagem é que, sem dúvida, o modelo vai de encontro à forma como as pessoas querem pagar:

  • No cartão de crédito, sem tomar o limite;
  • No boleto, sem ter que ir ao banco;
  • No Paypal sem usar os dados direto do cartão;
  • No débito recorrente, que desconta da conta em vez do limite.

Esses modelos correspondem ao tipo de experiência que os compradores/consumidores da atualidade esperam das empresas: facilidade, tudo automático.

Além de automação, as empresas se adequam ao modelo de pagamento que os clientes querem e se beneficiam com redução de inadimplência, ferramentas de cobrança e uma série de outras coisas que ficam para outro post.

Mas, em resumo, qualquer empresa de serviço que cobre o cliente, aluno ou assinante de forma recorrente é o perfil de empresa que não só pode, mas deve, adotar o modelo de pagamento recorrente.

Ficou alguma dúvida? Manda pra mim que eu te ajudo!  =)

Jornalista que passou por redações de entretenimento, varejo e economia, mas acabou se apaixonando por marketing digital e hoje atua em suas principais vertentes.