Marketing e os Influenciadores

Hoje já é bem comum vermos por aí ações de marketing, campanhas publicitárias e diversos outros tipos de comunicação feitos por influenciadores o tempo todo. Mas o que são “influenciadores”, afinal?

Bem, basicamente um influenciador é alguém muito popular em uma ou mais plataformas de rede social, e que possui um público massivo que acompanha as suas postagens diariamente. Ou seja, influenciam pessoas sobre e através de um determinado assunto (como roupas, opiniões ou simplesmente humor). E essa influência não é pouca: atualmente, já é a segunda maior fonte para tomada de decisão de compra e consumo de um produto ou serviço. Sua popularidade é tamanha que se tornam “marcas”, com imagem a zelar, necessidade de produção de conteúdo constantemente (seu “produto”) e um público consumidor que o acompanha.

Mas eles não são necessariamente celebridades, como os famosos atores, apresentadores e atletas. Muitas vezes são “gente como a gente”, pessoas comuns que conquistam a empatia e confiança por parte do público e, consequentemente, o engajamento, por isso tornaram-se um dos maiores objetos de investimento das grandes marcas. Um caso bem famoso recente foi o do casal Bruna Marquezine e Neymar (popularmente conhecidos como “Brumar”) que participaram de uma campanha da C&A, o que gerou um aumento de 237% com a marca, segundo levantamento realizado pela Socialbakers.

No entanto, nem tudo é positivo. Assim como observamos impressionantes benefícios de se associar a um influenciador, há também exemplos recentes do extremo oposto, como com o youtuber Júlio Cocielo, que fez um comentário considerado racista durante a Copa do Mundo de 2018, onde as marcas precisaram correr para quebrar seus contratos com o influenciador e não ter a suas imagens contagiadas pela reação negativa do público.

Podemos listar alguns dos perigos dessa nova modalidade do marketing, como:

  • Ações, falas e opiniões de influenciadores
    Em um mundo mais humanista, com minorias ganhando cada vez mais espaço e visibilidade, não são mais aceitas opiniões preconceituosas, que são fortemente rechaçadas na rede. Isso cria uma imagem extremamente negativa para o influenciador que faz (ou fez em algum momento do passado) comentários desse tipo, que se estende até as marcas parceiras, associando-as às mensagens negativas feitas pelo influenciador.
    O impacto dos influenciadores digitais é massivo, portanto suas ações e falas possuem grandes consequências, exigindo responsabilidade das marcas neste mercado.
  • Impacto incerto
    É difícil medir o impacto sobre a percepção do público feito por um influenciador sobre uma marca, uma vez que em cada caso há reações diferentes e em níveis diferentes.
  • Custam caro
    Por possuírem grande número de seguidores (e saberem do valor de seu impacto), cobram caro por suas postagens patrocinadas, o que leva algumas marcas a contratar usuários comuns no lugar dos influencers, no entanto, estes não possuem tanto poder de alcance, é claro.

O QUE FAZER PARA REVERTER OS RISCOS DE SE ASSOCIAR A UM INFLUENCIADOR:

  • Aumentar o critério para escolher o influenciador digital.
    Número de seguidores não necessariamente corresponde a qualidade de conteúdo (principalmente em uma era tão cheia de usuários fake). Entender aprofundadamente sobre suas ideias e opiniões, ver seu impacto na comunidade e se suas características se adequam aos preceitos da marca, pesquisar sua presença na internet nos últimos anos (uma vez que um tweet negativo antigo pode ser desenterrado e levado de volta à relevância) e evolução de opiniões (se necessário, fazer um anúncio público esclarecendo-as).
  • Respeitar o influenciador.
    Como falamos anteriormente, influenciador também é marca, portanto possui sua própria cara, suas próprias características e objetivos. Assim, não se pode reclamar de certa conduta de um influenciador se esta estiver alinhada com a marca dele. Afinal, os seguidores dos influenciadores querem saber justamente sobre eles.

É claro que essa nova área do marketing é bem complexa e ainda a estamos explorando, mas com essas pequenas dicas já dá para você ter uma ideia de como funciona esse ramo e quem sabe colocá-lo em prática.

E você, o que acha de influenciadores? Nos diga o que pensa nos comentários!

Sobre o autor

Emily Sá
Estudante de publicidade, redatora, cinéfila e mestre de RPG nas horas vagas.