‘Efeito Netflix’ chega aos jogos digitais

Apesar de Millennial, eu tenho manias analógicas ainda, como anotar tarefas em agendas de papel que eu certamente não vou ler, rascunhar  ideias de pauta para texto em sulfite e pensar que poderia haver uma locadora de jogos.

Sim, você leu bem: locadora de jogos. Há uns meses eu caminhava pela calçada da Vila Maria com um amigo e me deparei com uma locadora (de filmes, por incrível que pareça) vazia, ao léu. Obviamente não entendi o motivo de estar ativa, não tinha ninguém no ambiente.

Ao observar o lugar, comentei com meu amigo a surpresa de ver uma locadora aberta. Depois de ler o livro do Rodrigo “Economia do acesso”, jamais imaginei ter sobrado uma locadora, em plena São Paulo do século XXI.

Começamos uma conversa e chegamos à conclusão de que a única razão para uma locadora ainda existir seria a locação de jogos – que ainda são caros e menos acessíveis se compararmos ao que pagamos com a assinatura da Netflix.

Já há um ‘Spotify’ de jogos de computador ‘indie’ e chama-se Jump

Essa foi a manchete de um texto que recebi há dois/três dias. Na hora me ocorreu: “Onde eu estava com a cabeça quando pensei em locadora de jogos?”. A notícia trata da expansão ‘modelo Netflix de cobrança e distribuição’ e fala da plataforma de jogos ‘indie’ da Jump.

A plataforma é colaborativa e os jogos são de programadores independentes. Para utilizar, os usuários pagam uma assinatura mensal de 10 dólares e têm acesso a todo o catálogo de jogos oferecidos – cerca de 60 títulos, mas a plataforma ganha cerca de 10 novos jogos mensalmente. E os assinantes têm acesso a todos.

Além de ser uma ótima alternativa para os fãs de jogos independente, a Jump quebra uma barreira muito importante para que os desenvolvedores de games tenham suas obras sendo descoberta por mais pessoas.

O site oferece uma experimentação de 14 dias antes da efetivação da assinatura e os jogos não precisam ser instalados no computador, podem ser abertos nas janelas de um browser.

Ao lado de outras propostas, a iniciativa da Jump pode ser o movimento que o mercado de jogos precisava para tirar o conceito de posse dos jogos e apresentar a ideia de acesso – como vimos acontecer com diversos mercados analógicos que migraram para o modelo online – Spotify, Netflix, Microsoft e etc.

Se seguir, de fato, o ‘efeito Netflix’ de cobrança e distribuição, em breve os jogos estarão mais acessíveis no mercado, levando ao abandono dos DVD’s como aconteceu com os filmes.

Empresas como Sony e Microsoft com seus poderosos consoles PS4 e xBox podem virar uma ‘nova BlockBuster’ no mercado a menos que se antecipem e abracem a uma oportunidade de mudar seu modelo de negócio e inovar no mercado. Cabe a eles a decisão, claro!

O caso é que: a Netflix foi uma das precursoras da quebra da barreira entre compra de produto e acesso via assinatura e negar esta mudança é, sem dúvida, virar as costas para um mercado inovador. Mas o segmento dos jogos online está aí dizendo seu “sim” a essa mudança.

E sobre a minha ‘teoria’ de ainda existir uma locadora em plena São Paulo do século XXI “Eh, querido amigo, estávamos errados…

… O mundo tende a ser dos assinantes!

*Informações retiradas do maistecnologia.com  

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Jornalista interessada em economia, política e negócios. Entusiasta do marketing digital, inbound marketing e redes sociais.

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