Fim do boleto sem registro: novo ciclo dos meios de pagamento

O boleto sem registro é o mais utilizado no e-Commerce brasileiro, além de seguro e rápido, ele agrega a operação um menor custo e facilidade de compra e venda, em alguns casos, chega a ser nulo o valor cobrado. Contudo, a nova resolução quebra algumas vantagens, principalmente em relação aos custos da cobrança, que devem aumentar. Fique atento as novidades e já comece a se preparar para uma nova revolução no processo de pagamentos. Confira!

Qual a diferença entre um boleto com registro e sem registro?

O empreendedor digital sempre esteve entre o céu e o inferno quando o assunto é boleto. O céu porque nos casos de clientes que não utilizam cartão de crédito, ou outro sistema de pagamento por cartão acabam pagando com boletos – indicativo de que houve venda. E o inferno já que em muitos casos clientes acabam gerando boletos e não pagando no prazo. Isso gera uma grande dor de cabeça e prejuízo, já que o produto é retirado da vitrine digital e fica indisponível aguardando o pagamento do boleto, que na grande maioria das vezes não acontece.

Em meio a toda esta problemática entram os boletos com registro e os boletos sem registro. Mas qual a diferença entre eles? Simples, um precisa ser registrado no banco e o outro não. É ai que começa o dilema! Nos boletos registrados o banco é o detentor de todas as informações, e qualquer alteração que o cliente queira fazer, seja o cancelamento ou a mudança da data de pagamento, é preciso muito mais que gerar um boleto novo, ele precisa enviar um arquivo de remessa para o banco com todas as informações da operação, para que só assim seja realizada a requisição. Já nos boletos sem registro a história é bem diferente, não é preciso nada disso!

Vantagens e desvantagens do boleto com e sem registro?

Não tem como negar que para empresários brasileiros o boleto sem registro é o mais vantajoso, principalmente em relação às tarifas cobradas. No caso dos boletos sem registro, a empresa não terá qualquer ônus caso ele apenas seja emitido e não seja pago, a instituição bancária cobrará uma taxa se o cliente efetivamente efetuar o pagamento por meio da rede bancária. Mas nos casos da cobrança por meio de boleto com registro a situação é bem mais complicada. Embora não seja considerado um título de crédito, o próprio boleto pode indicar que em casos de não quitação da compra ele poderá ser protestado em cartório.

E no caso da nova resolução?

A mudança anunciada pela FEBRABAN será realizada em etapas, conforme cronograma divulgado pela instituição:

DATA AÇÃO
Junho/2015 Cessar a oferta da Cobrança sem Registro para novos entrantes e clientes atuais da cobrança.
Agosto/2015 Início da operação da base centralizada de beneficiários (inserção, manutenção e consulta).
Dezembro/2016 Término da migração das carteiras de Cobrança sem Registro para modalidade registrada.
Janeiro/2017 Início da operação da base centralizada de títulos, com a validação interbancária no momento da liquidação. Nota: o recebimento do título não localizado na base centralizada deverá ser realizado apenas no Banco emissor.

Com as novas regras lojistas virtuais já podem começar a repensar as estratégias de custos, pois a utilização de boletos com registro vai impactar diretamente as finanças dos negócios, principalmente no que se refere as margens de lucratividade das vendas virtuais.

Negócios online que já tiverem convênio firmado com a instituição bancária de cobrança com boleto sem registro até o final de maio/2015, o prazo de mudança é até dezembro de 2016. Cada banco poderá definir o seu próprio prazo, observando a data limite estabelecida para a mudança. Mas caso os boletos sem registro tenham sido emitidos após 2017, o pagamento apenas poderá ser realizado no banco emissor, mesmo que o pagamento ocorra antes da data de vencimento. É importante considerar que, com o novo sistema de pagamento através dos boletos registrados, será obrigatório que no documento de cobrança e no registro bancário pela internet o CPF ou CNPJ do cliente pagador esteja presente.

O post esclareceu todas as suas dúvidas sobre as mudanças dos meios de cobrança? Não deixe de perguntar e fazer contribuições nos comentários abaixo. Ou entre em contato conosco!

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