Nos últimos dias, o número de notícias sobre como epidemias e pandemias como o Coronavírus estão impactando a economia mundial só tem crescido. O Covid-19 já chegou nos quatro continentes, e o número de casos tende a subir.

Aqui no Brasil, a B3, nossa Bolsa de Valores, continua operando em queda. Ontem (12), interrompendo suas operações duas vezes apenas no período da manhã, batemos um recorde: foi a primeira vez na história que a B3 parou três vezes em uma semana.

O circuite breaker (mecanismo automático que suspende as operações da Bolsa quando há grande instabilidade no mercado financeiro) alarmou milhões de brasileiros.

Da mesma forma, foi a primeira vez na história que o dólar passou a marca dos R$ 5,00, pouco antes das 09h.

E não é para menos: na crise de 2008, conhecida como a crise financeira do capitalismo, o processo de recuperação demorou mais de um ano para o mercado financeiro. Naquela época, o banco Lehman Brothers, que era o mais tradicional dos EUA, quebrou. Foi nessa época que o dólar começou a subir desenfreadamente e que o mercado imobiliário entrou em colapso.

Para quem tem empresa aberta no país, fica a pergunta: é possível se proteger economicamente de alguma forma?

Nós vamos tentar responder isso neste post.

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Os impactos das epidemias e pandemias

O vírus, que começou a se espalhar na China e está deixando os órgãos mundiais em estado de alerta, impactou grande parte dos segmentos no mundo.

Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, restringiu viagens da Europa para os Estados Unidos pelos próximos 30 dias, valendo a partir de hoje. Com essa medida, as chances de recessão ficaram elevadas, e o comércio internacional, comprometido.

Além disso, o reconhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que o Covid-19 é realmente uma pandemia, influenciou todos os setores. Só na China, as vendas de carro tiveram queda de 80% no mês de fevereiro. A pior da história.

A Adidas também se pronunciou sobre o assunto, revelando que a empresa prevê um impacto negativo de mais de US$ 1 bilhão apenas no primeiro trimestre por causa da pandemia. Isso porque quase um terço das vendas da marca, junto com Puma e Nike, são feitas na Ásia, maior impactada até o momento.

Como o mercado brasileiro está se comportando em meio a epidemias e pandemias

Aqui no Brasil, além da queda expressiva da B3, seguida das paralisações, os casos continuam crescendo diariamente. Muitas empresas estão adotando o trabalho remoto, como Quinto Andar e SenseData.

Na saúde, o Ministério que cuida da pasta ainda estuda formas de aumentar os recursos e a estrutura para os casos. Todas as reuniões marcadas para o final desta semana estão sendo realinhadas, já que o Presidente da República Jair Bolsonaro permanece em isolamento com suspeita de estar infectado com o vírus.

A sensação é de que tudo o que pode ser feito para a prevenção, se tornou prioridade. Cuidados básicos de higiene são fundamentais para impedir a circulação do vírus, mas muitos segmentos já estão sofrendo os impactos.

O primeiro deles é o automobilístico, que representa 5% do PIB no país. Com a queda na relação com a China e a baixa do comércio exterior, a produção pode ser comprometida no primeiro trimestre deste ano, mas ainda não há dados oficiais.

Além disso, ações da Petrobrás também estão em queda por causa da Guerra do Petróleo. Seu valor teve a maior queda desde a Guerra do Golfo, em 1991.

O turismo também entrou em baixa. Com viagens canceladas e milhões em prejuízo com reembolsos, as fronteiras fechadas desestimulam até mesmo o turismo local. Toda a cadeia está sofrendo com os impactos negativos.

Da mesma forma, o setor de eventos está prevendo inúmeros prejuízos. E, mesmo com dados oficiais ainda não divulgados, todos os dias são noticiados cancelamentos voltados para o esporte, entretenimento, tecnologia e muitos outros.

Como posso proteger minha empresa em meio a crises por epidemias e pandemias?

Nesta semana, o Ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que, por conta da pandemia, o Brasil pode sofrer impactos, mas de curto prazo.

Mesmo tentando permanecer otimista, Guedes também afirmou que o PIB pode reduzir em até 1 ponto percentual – metade do valor apresentado na semana passada.

Para tentar reverter esse cenário e sofrer o menor impacto possível, sua empresa pode tomar várias medidas para manter a estabilidade. Enquanto os cenários são incertos, invista em mudanças que vão te ajudar a passar por uma possível crise com saúde financeira.

Ouça o que os órgãos oficiais de saúde estão dizendo

O Ministério da Saúde, a OMS e a ONU estão empenhados em liberar informações e protocolos diariamente sobre os números da pandemia.

É fundamental que toda a empresa tenha acesso aos cuidados básicos de higiene e que planos emergenciais estejam preparados para o avanço de possíveis epidemias e pandemias.

Opere com vendas online

Na Espanha, por exemplo, mais de 60 mil pessoas estão isoladas dentro de suas casas, com penalização de receber uma multa para quem sair. Essa medida se estende por toda a Europa, o que vai causar um grande impacto nas vendas em pontos físicos nos próximos meses.

Portanto, as lojas virtuais têm grandes chances de não sofrerem o mesmo impacto com epidemias e pandemias que as físicas. E, pensando a longo prazo e na forma como a nossa geração está consumindo, talvez seja uma boa ideia analisar se o seu negócio tem chances de escalar no e-commerce.

E se você já está no e-commerce, é hora de pensar em estratégias de SEO e promoções que façam sentido com o momento financeiro do seu negócio.

Por outro lado, se você depende de mercados no exterior, como a China, esse é o momento de pensar em diversificação de catálogo para fugir dos impactos causados pelo Coronavírus.

Venda recorrente

Utilizar a economia da recorrência como modelo de negócio garante muito mais previsibilidade de receita e de fidelização dos seus clientes. Se você tem um produto ou serviço que seja de consumo recorrente e escalável, esse pode ser um bom momento para começar a pensar além das vendas pontuais.

Ofereça várias formas de pagamento

E aqui vale tanto as formas mais comuns, como cartão de crédito e boleto, como links de pagamento, QR Code e outras soluções mais novas no mercado, mas que podem facilitar o processo de cobrança da sua empresa.

Atrelando a venda recorrente com várias possibilidades de pagamento, você tem muito mais segurança de conversão e uma maior garantia de faturamento.

Automatize sua gestão de pagamentos

Vender recorrente e oferecer várias formas de pagamento são ótimas estratégias para sua empresa continuar vendendo em meio as crises. No entanto, é fundamental que esse fluxo de pagamentos esteja dentro de uma plataforma robusta, que seja segura e te dê visibilidade da sua carteira de clientes.

Dessa forma, ter parceiros como a Vindi para fazer esse gerenciamento de clientes faz toda a diferença. Automatizando seu processo de pagamento e de cobrança, você tem mais liberdade para pensar em outras áreas do seu negócio, além de ter mais tempo para pensar em Gestão de Crise, caso uma pandemia influencie seu mercado.

Essas medidas vão ajudar sua empresa durante o ano todo, e não só em períodos de crise por epidemias e pandemias. Invista nesses pontos e conte com a gente para te ajudar a continuar vendendo, sabendo que nós oferecemos uma plataforma que gerencia e automatiza toda a sua gestão de pagamentos.

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