Você, que adora devorar os ótimos artigos aqui do blog da Vindi, tem total ideia da mina de ouro que é a recorrência, não é mesmo? Eu também concordo, mas tenho novidade meio chatinha para te contar: você sabia que este modelo de negócio é suscetível à atividade de criminosos cibernéticos? É, mas tem uma boa notícia sobre isso: é muito fácil combater a fraude, e vamos te explicar isso tintim por tintim neste artigo.

“Você está falando sério? Não é possível, porque o meu negócio não tem fraude e nem vai ter… não é um produto alvo para criminosos”, você pode pensar.

 

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Mas é aí que você pode estar super enganado, minha guerreirinha. Só em 2018, a taxa de tentativas de fraude em pagamentos digitais e no e-commerce brasileiro foi de 2,20%, de acordo com o relatório Raio-X da Fraude, que produzimos na Konduto. Este número tem diminuído ano após ano, mas ainda assim é um índice alarmante: significa que 1 a cada 44 compras feitas na internet brasileira são de origem criminosa. Segundo nossos cálculos, é como se uma tentativa de fraude fosse realizada a cada 6,5 segundos!

Sim, você tem razão quando diz que o seu produto pode não ser alvo de fraudadores – os segmentos que mais sofrem são eletrônicos, passagens aéreas e bens ou serviços de maior liquidez ou valor agregado. Só que, muitas vezes, fraudadores não estão interessados necessariamente no que você vende: eles querem, na verdade, usar o seu sistema de pagamentos. É o famoso golpe dos testadores de cartão.

O que são os testadores de cartão?

A maioria das fraudes on-line no Brasil é feita a partir de pagamentos com cartões de crédito clonados ou vazados: criminosos obtêm dados válidos (geralmente milhares deles) e precisam validar aquelas informações e descobrir quais cartões estão válidos ou quais já foram cancelados.

Para isso, esses criminosos procuram negócios online que vendam produtos ou serviços com ticket médio mais baixo e contam com um checkout mais “vulnerável”. Eles, então, criam algum script para realizar milhares de transações por hora e conseguem separar rapidamente quais cartões podem ser usados para transações de maior valor – para comprar um smartphone, por exemplo.

Até mesmo ONGs e instituições de caridade que recebem doações via pagamentos por cartão de crédito costumam sofrer com esses criminosos. Nesses casos, por mais que o único “prejuízo” aparente seja o não recebimento da doação, essas organizações acabam ultrapassando (e muito) o limite de 1% de chargebacks sobre o faturamento e chegam até a perder o credenciamento junto às operadoras de cartão.

É todo dia um 7 a 1 diferente?

Não, e nem precisa ser. E você, que aposta na recorrência, deve ficar só com o lado bom deste tipo de negócio, que é vender e cuidar com carinho de quem compra de você.

Deixe a parte “chata” da análise de risco com quem sabe lidar com este tipo de problema e foque o seu tempo e os seus recursos em outras ações.

Para sistemas de alta eficiência, combater a fraude é uma tarefa relativamente simples. E a Vindi possui uma integração molezinha com a Konduto, para facilitar ainda mais a vida de quem quer surfar com estilo a onda da recorrência!

 

Author

Este texto foi escrito por um parceiro Vindi