Já era tempo da SAP se incomodar. Depois de algumas investidas em conter o avanço da Salesforce, no mercado que há tempos dominava, a SAP finalmente vai mirar a computação na nuvem e assinaturas. Depois da entrada no modelo de assinaturas, a empresa alemã, que possui forte presença no Brasil, define os novos rumos da companhia. E vai vir com tudo para o modelo de assinaturas. O motivo principal? O número de assinaturas do software na nuvem e suporte cresceu 94% em 2014.

Marc Benioff (Salesforce) e o seu “no software. Vem guerra pr aí. ( Foto/Ben Margot, File)

Falando em crescimento, a SAP registrou um aumento de 45% de receita no então inaugurado modelo de assinaturas. Estou falando de EUR 1,1 bilhão. O modelo, antes polêmico na gigante alemã, agora merece toda atenção dos executivos da companhia, que divulgou resultados de 2014 nesse mês. Com esses números a guerra dos softwares (entenda SAP x Salesforce) parece ter ganho um elemento importante. Sem esquecer da Oracle, que também enfrenta o modelo de assinaturas como um dos caminhos do futuro da empresa.

A SAP será uma empresa de assinaturas

Só para ilustrar, em 2012 a SAP gastou quase U$15 bilhões no Vale do Silício afim de entrar de vez no mercado SaaS (Software as a service), onde já mirava transformar parte de seus 250 mil clientes corporativos em assinantes. A estratégia começa a se comprovar de fato, três anos depois com os resultados apresentados.

“Continuaremos seguindo implacavelmente na direção de um modelo de negócio muito mais previsível e, mais uma vez, intensificando nossa ambição em relação à nuvem para ter um fator de crescimento de sete vezes entre 2014 até 2020”, afirma o CEO Bill McDermott. Surpreendente para alguém que até 2012 era o maior defensor da licença do software tradicional. No ano passado, o CEO do Zuora Tien Zuo, publicou no blog da empresa um tímido bem vindo para a SAP à economia da recorrência. Pode estourar a champagne.

A mudança de discurso de três anos para cá é tão grande na SAP, que o diretor financeiro Luka Mucic, afirmou que em 2018 a SAP será uma empresa de assinaturas. E que em 2017 assinaturas gerarão mais lucro do que as licenças. Não brinca?

economia da recorrencia

Fonte: anúncio foi feito no próprio blog da SAP. 

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