“font-weight: 400;”>Em dez anos, o modelo de Ensino a Distância teve um aumento na sua participação de mercado nas instituições privadas. Esse número saltou de 0,8% para 20% entre 2004 e 2014. E a expectativa para 2016 era que número saltasse ainda mais e atingisse marca dos 30%.

Existe uma questão que ainda sonda muita gente, que é: o ensino a distância vai substituir o presencial? Não, não vai. Mesmo com atuação em um mesmo segmento, os mercados são diferentes. Logo, o público também.

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Mas, o que escolas de EaD precisam saber é: como se preparar para atender às expectativas do público que procura o Ensino a Distância? Antes de responder, vamos ver em quais aspectos os dois modelos se diferenciam:

  • Horários de estudo
  • Conteúdos
  • Interação com o aluno
  • Custos

Esses fatores são relevantes e, a partir deles, é que você consegue conquistar o seu aluno – o público certo. Mas, o maior desafio está em manter ele. Por isso, você precisa apostar em ferramentas que te ajudem a manter esses alunos (e os novos) engajados com o modelo.

No Ensino a Distância, os alunos precisam de mais disciplina, isso é fato. Mas a escola tem um papel importante no que se refere ao engajamento dele e, com exceção de “horários de estudo” vou usar os tópicos acima para dar dicas de como driblar esse desafio e conquistar/manter seus alunos. Vamos lá?

Conteúdos

Apostilas e livros são legais. Mas já tentou apostar em outros modelos de interação para realizar as atividades? Adaptação à metodologia também foi um dos fatores apontados pela Abecs como relevantes para a desistência dos alunos.

  • Quiz;
  • Apps;
  • Vídeos interativos com resumo da matéria;
  • Gameficação.

Esse último é utilizado até por escolas presenciais e são uma forma de manter o aluno engajado com os estudos, a escola e, acima de tudo, aprender o que ele se propôs.

Interação com o aluno

O último estudo publicado pela Abecs sobre a evasão dos alunos nos cursos EaD apontou o “acúmulo de atividades” como um dos fatores para a desistência.

Em geral, nos cursos on-line os professores não têm tanta participação no ensino. Eles ficam disponíveis em horários e datas pré-determinados para tirar dúvidas e ajudar na resolução de questões.

Ou seja, não tem ninguém “pegando no pé” para que eles façam as atividades. Até aí, tudo bem, a proposta é que o aluno seja independente. Mas, a escola pode usar ferramentas que incentivem o estudo, como:

  • Envio de e-mails
  • Mensagens no WhatsApp
  • Posts na página do Facebook da escola
  • SMS’s

Usar esses canais para lembrar o aluno de dedicar horas de estudo durante a semana incentiva que ele cumpra o cronograma de estudos, mantenha as atividades em dia e tenha mais “gás” para finalizar o curso.

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Algumas instituições de ensino superior já usam aplicativos que enviam alertas, notificações. Com um app você pode incluir todas essas funcionalidades.

Profissionais

Esse não estava nos tópicos, mas é importante falar que você deve investir bem na contratação dos professores. Alguns possuem conhecimento, mas não têm tanta didática para lidar com ensino e o aluno pode perder o interesse nas aulas, mesmo que o contato com o professor seja menor.

Dependendo do modelo de ensino (curso superior ou de atualização/complementar) contratar profissionais com experiência de mercado também é uma boa. Assim, eles expõem experiências com as quais os alunos vão lidar e incentivam dando soluções e aprendizados “fora da sala de aula”.

Custos

Os valores cobrados pelas escolas de ensino a distância já são menores quando comparados aos das escolas presenciais, certo? Então, a dica é facilitar os custos de ingressão dos alunos nesses cursos. Como?

Imagine só:

O aluno que vai contratar um curso online tem custos com matrícula, às vezes materiais, e ainda a mensalidade.

  • No boleto: existe uma grande chance de o aluno desistir mesmo tendo feito a prématrícula.
  • No cartão: esse valor exige um limite maior para que o aluno consiga arcar com tantos custos de uma só vez.

Seu papel é facilitar a entrada desse aluno na sua escola. Como? Usando uma plataforma de gestão e recorrência você consegue:

Parcelar os valores de matrícula e material sem tomar o limite do cartão

Você pode criar dois planos de pagamento:

  • Matrícula+material
  • Mensalidade

No primeiro você “estica” o período de pagamento para o aluno pagar mais parcelas com preços menores. O segundo é a mensalidade que será cobrada automaticamente.

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Com uma plataforma de recorrência você faz isso sem tomar todo o limite do cartão do aluno e estimula ele a contratar, de fato, os serviços da sua escola.

Nesse caso, você ainda se beneficia porque terá disponível ferramentas que te dão maiores garantias de recebimento, como: cobranças via SMS, e-mail e retentativas de cobrança.

Para 2017, a previsão é que o número de matrículas no Ensino a Distância cresça um percentual de 3,3%, de acordo com a Semesp – isso só nas instituições de ensino superior. Se contar os cursos de atualização e idiomas, esse número vai disparar. Por isso, esperamos que essas dicas te ajudem a se preparar para os desafios do setor e conquistar (e manter) alunos.

Aproveite o período de volta às aulas e coloque isso em prática. Depois conta pra gente sua experiência! 🙂

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