O que muda com as novas regras de uso do cartão de crédito?

Recentemente, o governo aprovou uma regra que altera prazo e forma de pagamento do crédito rotativo usado pelos clientes de cartão de crédito. No rotativo, o cliente pode pagar qualquer valor entre o mínimo e o total e ir “adiando” o pagamento do restante para as próximas faturas mas sujeito a encargos sobre o saldo.

Com a medida, os clientes que usarem o crédito rotativo terão o prazo de 30 dias para quitar a fatura, após o período a dívida deverá ser quitada por meio do parcelamento – a quantidade de parcelas será definida pelos bancos emissores de cartão.

Até então, o parcelamento era uma opção para o cliente devedor, mas a regra define que após o prazo de 30 dias a dívida será automaticamente submetida a parcelamento. A opção para não parcelar a dívida é o pagamento total do saldo pelo cliente.

Sobre os juros

De acordo com o Banco Central, a medida visa tornar o uso do cartão mais eficiente e barato – a ideia é que os juros do parcelamento sejam menores em relação aos juros praticados no pagamento postergado para as faturas seguintes.

A ideia é que as taxas oferecidas nessa nova linha de crédito se alinhem às praticadas no parcelamento convencional, de 8,08% ao mês, em média.

De acordo com o Valor Econômico, a Abecs comunicou sobre a possibilidade de que as taxas da medida custem mais caro em relação à convencional por conta dos riscos de o crédito que os clientes do rotativo apresentam quando comparados aos outros. Então, talvez a vantagem do parcelamento seja apenas sobre as taxas do rotativo.

Cobranças

O uso do cartão de crédito é uma prática recorrente do brasileiro: mais de 70% dos consumidores usam essa forma de pagamento nas compras, mas existem diferentes formas de cobrar no cartão e, nem sempre, as oferecidas colaboram para que o cliente quite a dívida.

Boa parte dos inadimplentes quer saldar as dívidas que têm de acordo com o estudo Perfil de Inadimplentes”.

Uma das práticas mais comuns é o parcelamento, que toma o limite, compromete o cliente com altas taxas de juros e tudo vira uma bola de neve que afeta você, empreendedor. Nesse modelo, você recebe o valor porque as instituições financeiras repassam.

Mas, se o seu cliente se “enrola” nas dívidas, a primeira coisa que faz é suspender o uso dos serviços que oferece para saldar a dívida com o banco – o que implica negativamente no seu negócio.

Por isso, usar uma plataforma de cobrança recorrente é uma boa opção. Além de não tomar o limite do cartão de crédito e ajudar o seu cliente com as baixas taxas do crédito à vista, te ajuda a reter clientes e reduzir a inadimplência.

Talvez essa seja a solução que você procura para atrair os novos e reconquistar os antigos clientes que perdeu, neh?

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Jornalista interessada em economia, política e negócios. Entusiasta do marketing digital, inbound marketing e redes sociais.

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