“font-weight: 400;”>Há umas semanas nós falamos neste post sobre o crescimento das assinaturas do New York Times, que em três meses conquistou 308 mil novos assinantes – melhor índice de crescimento do veículo dentro do ambiente digital.

No final da publicação falamos sobre o resultado não ser ainda a salvação da qual o setor precisa, mas que representaria um movimento inicial de a grande mídia olhar para a assinatura e perceber que o modelo faz parte do comportamento do consumidor e que os veículos de comunicação (e outros segmentos) precisam começar a enxergar isso.

Pois bem, “Dona do Wall Street Journal discute serviço de assinatura com o Facebook” foi uma das manchetes que apareceram em grande parte dos jornais brasileiros na semana passada. A notícia fala do esboço de negociação que pode estar nascendo entre a News Corp – que detém ‘Wall Street Journal’, ‘The Times’ e ‘New York Times’- e o Facebook.

A parceria entre as empresas resultaria na criação de um mecanismo de cobrança de assinaturas para os conteúdos online. De acordo com ‘O Globo’, Robert Thompson, diretor executivo do conglomerado News Corp, afirmou em um seminário que tem trocado ideias com Mark Zuckerberg sobre a importância de reconhecer o valor do conteúdo no meio digital.

Público de nicho

O conteúdo de nicho sempre foi um dos pontos levantados pelo mercado da comunicação ao buscar uma solução para a crise que perdura há uns bons anos.

Isso porque as pessoas estão dispostas a pagar por conteúdo de qualidade que entregue valor quando é um tema de interesse. E esse é um dos pontos levantados na negociação entre News Corp e Facebook para o modelo de assinaturas.

Nesse modelo, as assinaturas seriam cobradas a partir de conteúdos compilados em temas específicos: esporte, negócios, entretenimento. Ou seja, o assinante paga pelo que tem interesse em vez de pagar por caderno completo, como acontece na venda dos impressos.

Mercado de assinaturas

Não precisa ser guru da comunicação para entender que, em pouco tempo, as grandes corporações começariam a olhar cada vez mais para a cobrança online e recorrente do conteúdo para, de forma estratégica, encontrar uma saída para a crise que há décadas perdura o setor.

O modelo de assinatura não só pode, como já ajudou a salvar outras indústrias – vide a indústria fonográfica que migrou da venda pontual dos CD’s para a cobrança recorrente de serviços de música (Spotify, Deezer, Google Play) via assinatura.  

Caso contrário, as gigantes de diferentes mercados (Amazon, GPA, YouTube) não estariam investindo ou começando a se interessar em investir nesse mercado.

Aos comunicadores, se News Corp e Facebook se juntarem de fato para investir na assinatura, pode estar nascendo aí ‘a tão aguardada salvação do mercado editorial jornalístico’. Aos empreendedores, mais uma vez o mercado de cobrança recorrente está se provando.

Mas vale acrescentar que no modelo recorrente tudo é uma junção de fatores: produto, entrega, valor agregado e, depois, a cobrança por assinatura. Os setores que se adaptarem e acompanharem essa mudança de comportamento do consumidor em comprar por assinatura é que vão se destacar. 😉

 

 

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